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Alvaro ganha sua grande reportagem

07 de agosto de 2010 8

Foto: Fernando Gomes Com 25 anos, Alvaro Andrade já vendeu pasteis feitos pela tia e apresentou um programa de rádio em Encantado, onde nasceu. Hoje, o estudante do 6º semestre do curso de Jornalismo da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) é o vencedor da segunda edição do concurso Primeira Pauta.

Em três etapas, Alvaro superou dezenas de candidatos e acompanhará uma equipe de Zero Hora em uma grande reportagem no segundo semestre deste ano. A primeira lembrança do gosto pela escrita está numa redação elogiada pela professora de português no Ensino Fundamental do Colégio Cenecista Mário Quintana, em Encantado, no Vale do Taquari.

Filho da funcionária pública Denise Andrade e do professor de Educação Física Sílvio Zonatto, o universitário cresceu acompanhando jornalistas que iam à pousada da família para escrever sobre esportes radicais. Guri e cheio de vontade de trabalhar, Alvaro saiu às ruas para vender pastéis feitos pela tia. E foi exatamente um dos seus clientes que, anos mais tarde, lhe ofereceu emprego em uma rádio da cidade.

Convite aceito, o jornalismo não saiu mais da vida do atual funcionário da Ulbra TV. Falante e entusiasmado, Alvaro foi da rádio para o curso de Comunicação Social do Centro Universitário Univates, em Lajeado, a menos de 20 quilômetros de casa. Cursou dois semestres, mas percebeu que desejava mais. Acabou transferindo o curso para a universidade de Canoas.

— O Jornalismo vicia — diz ele.

Leitor de Zero Hora desde pequeno, Alvaro acompanhou, no ano passado, a série de reportagens Expedição Lagoa Mirim, que teve a participação da estudante de jornalismo Mariana Müller, vencedora da primeira edição do concurso Primeira Pauta.

— É uma experiência incrível, estou muito feliz com a vitória — garante.

Acostumado aos textos curtos do rádio e da televisão, o universitário aguarda ansioso o dia em que saberá do que se trata seu prêmio, ou melhor, sua primeira grande reportagem.

DUAS GERAÇÕES DE VENCEDORES

Foto: Fernando Gomes

Para conversar com o vencedor da segunda edição do concurso Primeira Pauta, Alvaro Andrade, Zero Hora escalou a vencedora da primeira versão da competição, a também estudante Mariana Müller, que hoje é produtora do caderno Nosso Mundo Sustentável no jornal. Confira o bate-papo dos dois:

Mariana Müller - Como tu enxergas o jornalismo?

Alvaro Andrade - O jornalismo deve carregar sempre um antigo pressuposto que é manter as pessoas informadas, prestar um serviço social e fazer refletir. No momento em que o Brasil vive hoje, com tanta transformação e amadurecimento, isso é ainda mais importante. E aí o jornalista tem de estar muito atento ao que acontece ao seu redor.

Mariana - De que forma te imaginas como jornalista?

Alvaro - Só desejo ser um jornalista realizado, poder trabalhar com liberdade, independente de onde eu esteja. Voltando para a rádio em Encantado ou não, quero sentir que estou contribuindo para a sociedade com o meu trabalho. Ser um profissional reconhecido e premiado, por exemplo, é só uma consequência de todo o trabalho.

Mariana - O que estás sentindo agora, como vencedor do concurso Primeira Pauta?

Alvaro - Na verdade, um grande frio na barriga. Quero me preparar, trabalhar e desenvolver a pauta junto, como é a proposta do concurso. Mas dá um frio tremendo porque trabalho com a expectativa de fazer um lindo papel e deixar uma porta aberta. Quando eu vim para Porto Alegre foi para me aproximar dos grandes veículos. Sempre quis estar na Zero Hora ou na Rádio Gaúcha, então, agora, quero mostrar meu potencial e absorver ao máximo essa experiência. O fato de ser uma grande reportagem no impresso também vai ser um grande desafio pra mim, por isso o desejo de aprender.

Mariana - E o que imaginas da reportagem que acompanharás?

Alvaro - Se no primeiro ano colocaram uma menina de barco no meio da Lagoa Mirim, o que vai ter pra mim? (risos) Vou fazer uma travessia num Cânion? A minha expectativa é de que seja uma grande aventura mesmo, uma viagem daquelas de contar para os netos.

Mariana - Como foi a repercussão das tuas conquistas na faculdade?

Alvaro - Como funcionário da Ulbra TV e aluno do curso de Comunicação, eu passei por toda a crise que a Ulbra enfrentou. Foi difícil, mas eu gosto e acredito na universidade. Agora, é um orgulho por poder levar comigo o nome na universidade. Meus colegas e professores já ficaram muito felizes por eu estar na final, imagina agora.

Mariana - Tu gostas mais de alguma editoria do jornal? Qual?

Alvaro - A minha preferência não é por área ou editoria, é por suporte. A experiência na televisão é ótima, mas prefiro rádio e jornal. Eu gosto de falar e de escrever.

Mariana - Tu sabes dizer onde começa teu desejo de ser jornalista?

Alvaro - O jornalismo está tão misturado com o Alvaro, que jornalismo e Alvaro são parte do mesmo caráter. Tudo foi importante, desde a comunicação enquanto vendedor de pastel, a convivência com os jornalistas que iam à pousada dos meus pais, até o estímulo da minha mãe à leitura. Isso tudo é parte do Alvaro jornalista que fará sua primeira pauta.

Veja o vídeo:

A semifinal do Primeira Pauta

23 de junho de 2010 15

Os classificados para a segunda etapa do concurso Primeira Pauta de Zero Hora estão matriculados em oito dos 18 cursos de Jornalismo do Estado. Em seis cidades diferentes, eles responderam à pergunta: O que eu espero de um jornal e tiveram seus textos extraídos entre mais de uma centena de participantes.

A seleção dos 10 textos seguiu critérios de uma equipe de ZH formada pelo editor-chefe do jornal, Altair Nobre, o editor de opinião, Nilson Souza, os editores especiais Rosane Tremea e Moisés Mendes, o repórter especial, Nilson Mariano, e os editores de área Cláudia Laitano (Segundo Caderno), Diego Araujo (Geral), Dione Khun (Política), e Luciano Peres (Mundo).

Agora, o desafio dos participantes é apresentar um texto descrevendo como uma torcida, no Brasil, acompanha um jogo da Seleção Brasileira. Cinco passarão para a última fase e apenas um receberá o prêmio: participar de uma Grande Reportagem de Zero Hora.

Enquanto corre o prazo dos estudantes, o Blog do Editor publica a íntegra dos textos classificados. Confira o que cada um deles espera de um jornal clicando no nome do participante.

Alvaro Andrade

Andressa Fordie Pazzini

Caroline Polonio Torterola

Elder Junior Nunes Corrêa

Emilia de Moura

Gislaine Monteiro

Mateus Andrighetto Tamiozzo

Marilei Pessatti

Pricilla Farina Soares

Thiago Tieze

Ética e agilidade

23 de junho de 2010 1

ANDRESSA FORDIE PAZZINI, semifinalista do concurso Primeira Pauta

A rotina enfrentada pela maioria das pessoas, hoje em dia, impede que estejam atentas a todos os acontecimentos. Além disso, pelo mesmo motivo, é impossível que acompanhem com assiduidade os desfechos das histórias do dia-a-dia se não tiverem como aliado um meio de informação completo, que valorize o leitor, o seu tempo e seja seus olhos perante a sociedade.

O que eu espero de um jornal é que ele busque me informar de forma ética e, ao mesmo tempo, ágil. Que ele procure todos os detalhes da informação, ouça sempre todos os lados e que me traga um bom texto para que, com base nele, eu possa me informar e me posicionar.

Espero também que o jornal acompanhe o desenrolar dos acontecimentos. Que possa, de fato, exercer seu quarto poder, sendo a voz da sociedade na cobrança por atitudes e decisões mais justas, seja no âmbito político, econômico ou de outras áreas que interfiram direta ou indiretamente na minha vida. Que me dê as bases necessárias para que eu vá em busca do que acredito e considero correto.

Espero que evolua com as novas tecnologias, de modo a facilitar a vida do leitor. Que me traga, além de informação, uma pitada de entretenimento e conhecimento.

Em resumo, o que eu espero de um jornal é que seja meu aliado na busca por uma sociedade mais justa e, consequentemente, um mundo melhor.

Emoção e verdade

23 de junho de 2010 15

CAROLINE POLONIO TORTEROLA, semifinalista do concurso Primeira Pauta

Tenho certeza que espero de um jornal a liberdade em letras, a realidade nua e crua, a emoção de quem vivenciou o fato, a alegria daquele que narrou o gol, o espanto trazido pela tragédia e a felicidade pela descoberta da cura.

Quero esperar o jornal que leio como quem espera um olhar através do próprio olhar, com a confiança da atualidade, o comprometimento com a verdade, a opinião que me atualiza, o entretenimento que diverte, a última notícia que vai servir de assunto na roda de amigos, a cultura do meu estado que me estufa o peito de orgulho.

Ver-me ali, naquele papel espesso, não por inteira, mas em pedaços que juntos identificam um todo que talvez nem seja meu, mas de um amigo, parente, vizinho, colega afinal estamos interligados e todos os fatos do dia a dia de uma maneira ou outra entrelaçam vidas e determinam destinos fazendo a diferença na rotina do leitor.

Enfim, espero que a informação e a liberdade vençam sempre todos os obstáculos, fazendo do jornal um meio para comunicar com responsabilidade e respeito à verdade. Quero ir até a banca ou esperar o jornaleiro, como quem aguarda o presente, reconhece o passado e consegue enxergar naquelas letras o futuro.

Texto simples e correto

23 de junho de 2010 37

EMILIA DE MOURA, semifinalista do concurso Primeira Pauta

De um jornal eu espero ver a vida como ela é, sem enfeites, sem rodeios, sem falsificações. Espero ler e então poder identificar caminhos claros para embasar minhas reflexões sobre as pessoas e o mundo. Quero, através de um texto simples e correto, a possibilidade de encontrar elementos que me guiem para o meu próprio julgamento da realidade, me dando a oportunidade de pensar no que é certo ou errado, não quero respostas prontas e sensacionalistas que me levem a um senso comum vazio.

Espero identidade, criatividade, cor. Não quero ver os fatos somente numa perspectiva baseada no preto e branco, espero mais perspectivas, quero ouvir todos os lados.

Espero caráter, ética, comprometimento e uma postura clara, sem pontuações duvidosas ou tendenciosas. Espero troca, acessibilidade, que também me leiam.

Buscarei encontrar em um jornal a diversidade, a universalidade, a emoção. Quero ver o debate, sentir o calor ou o frio das pessoas e dos fatos através das páginas. Espero de um jornal a organização, não só visual, mas também textual. Quero entender o que leio e o que vejo. Espero informação de qualidade, de certeza, que me faça (através do uso correto dos requisitos técnicos e teóricos que nos são ensinados nas universidades de jornalismo) confiar no meio pelo qual escolhi me atualizar sobre a vida.

Mais importante e acima de tudo, espero de um jornal o respeito. Só será possível obter credibilidade e qualidade através do respeito pelos leitores, pelas fontes, pelos colegas de trabalho, pelos concorrentes, respeito pelo bom português, por todas as pessoas, respeito por todos os fatos.

Uma ajuda para compreender o mundo

23 de junho de 2010 4

GISLAINE MONTEIRO, semifinalista do concurso Primeira Pauta

O jornal deve me ajudar a compreender o mundo em que vivo. Relatar fatos, histórias e memórias... Propor matérias, assuntos e temas que me façam aprender e crescer cada vez mais como cidadão.

O jornal deve ser um veículo que esteja a favor da sociedade, que entenda seus medos e ansiedades... Que faça com que o povo lute sempre pela sua liberdade e em favor da igualdade.

O jornal deve ser a voz de todas as pessoas, um lugar onde estas possam expor suas conquistas, vitórias, alegrias, e fazer com que tudo isso contribua para um mundo melhor.

O jornal deve ser muito verdadeiro e conquistar a confiança do leitor que o acompanha. Também deve distraí-lo e divertí-lo em seus períodos de descanso e lazer... Uma forma de entretenimento sem apelação.

O jornal deve conter fotos e imagens que expressem seu conteúdo, sua linguagem, mas que evitem o sensacionalismo. Possuir cores e ainda fontes legíveis, com formas autênticas e simples, que agradem ao olhar e tornem a leitura mais leve.

O jornal faz parte do cotidiano de cada indivíduo, acompanhando-o desde as primeiras horas da manhã, quando o leitor acaba de se levantar e senta-se à mesa para tomar o café e ler as principais notícias do dia.

Sua função, não é somente informar, mas também fazer o leitor refletir sobre o que está lendo e, partir dessa reflexão, formar pessoas capazes de mudar o mundo, seja com uma grande ou pequena ação.

Por isso, o que eu mais espero de um jornal, é que ele agrade não somente os olhos, mas também ao coração... Que faça parte das nossas vidas, esteja sempre presente na nossa história e que nos guie através do tempo, por todos os momentos.

Honestidade para admitir erros

23 de junho de 2010 0

THIAGO TIEZE, semifinalista do concurso Primeira Pauta

Eu não quero ficar esperando que um jornal seja desse ou daquele jeito. Embora acredite que o jornal tem que ser competente. Eu espero, sinceramente, é trabalhar em um jornal que, além de competência, tenha honestidade o bastante para analisar os fatos que noticia e admitir os erros e exageros cometidos em suas páginas. Demonstrando, assim, possuir autocrítica profissional e zelo para com o leitor.

Tenho a esperança de ver um jornal inovar nas pautas, ao invés de simplesmente se orientar pela concorrência e fazer crescer a estagnação do jornalismo impresso frente a internet. Diariamente, tento conceber maneiras diferentes de construir um jornal. Maneiras distintas de escrever determinada matéria, pontos de vista esquecidos numa reportagem e fotos que poderiam ter sido melhor aproveitadas.

Inovação. Se há algo que eu espere de um veículo de comunicação, é inovação. Reinventar-se, sem perder a credibilidade que, no fim das contas, é o que faz valer o fazer jornalístico. Ser “novo de novo” é um dos nossos principais desafios. Nós, os contadores de histórias, temos que ser competentes o suficiente para inovarmos

Pensar a respeito de “o que você espera de um jornal?”, para mim, é a mesma coisa que se perguntar “por que você não faz diferente?”. Eu espero, e quero, fazer a diferença no jornal.

Em busca do jornalismo ideal

23 de junho de 2010 30

MATEUS ANDRIGHETTO TAMIOZZO, semifinalista do concurso Primeira Pauta

Abrir e folhear um jornal impresso todas as manhãs é como abraçar uma pessoa especial. A apresentação de informações e a riqueza na ilustração de fatos são absolutamente fascinantes. Há, porém, a necessidade da existência de uma série de fatores que, juntos, me façam querer “abraçar” um jornal todos os dias, logo ao despertar.

Quando o presidente Lula sofreu com uma crise de hipertensão, o trabalho dos repórteres de Zero Hora foi louvável. A partir desta reportagem, percebe-se o quanto a apuração correta de fatos é um ponto imprescindível para produções de qualidade. Ninguém gosta de informações publicadas erroneamente e que prejudiquem o desenvolvimento de um trabalho. Neste caso, também se pode destacar a objetividade jornalística: as informações do dia anterior já estarão na Internet há muitas horas. Assim, o profissional precisa avaliar o foco que vai dar para a reportagem.

Sabe-se, ainda, que é difícil para um jornalista ser imparcial. Nossos princípios e crenças nos fazem crer em coisas que podem não fazer parte dos costumes de outros cidadãos. Estes princípios, porém, não podem ser obstáculos para a realização de grandes reportagens. Ao contrário: devem ser usadas para beneficiar jornalista e leitor – o primeiro usando seus ideais com ética para informar o segundo sem induzi-lo. As reportagens especiais de ZH sobre o Painel RBS com pré-candidatos à presidência no pleito deste ano ilustram com clareza essas situações.

Não há manual de redação - muito menos bola de cristal - que desvende o que os leitores pensam sobre como deve ser um jornal. Existem, porém, os princípios e todas as situações postas para garantir que, na manhã seguinte ao fechamento da edição, o leitor possa abrir o jornal e se sentir abraçado.

Um jornal investigativo

23 de junho de 2010 1

PRICILLA FARINA SOARES, semifinalista do concurso Primeira Pauta

Um jornal deve, antes de ser imparcial, isento e factual, deve ser verossímil, sincero. Deve ter um quê de jornalismo investigativo, sempre. Como se cada história ocultasse novas histórias e fosse possível revelar a face e o sentimento de cada personagem real. Porque é isso que um jornal deve ser. O capítulo real de um novo livro.

Um jornal precisa saber conquistar o receptor e dar a ele subsídios para que cada fato possa ser repensado, desenvolvido em conversas interpessoais. Informar pelo simples fato de informar não atrai. Um jornal deve sim mostrar paixão pelo ato de comunicar. Comunicação é que deve haver. Informação não estabelece um diálogo aberto com aqueles que esperam verdade e interesse pelo jornal de sua região.

Integrar todas as mídias é que espero de um jornal atualizado, que me faz procurar por mais não só na página escrita, mas também na página online, na interpretação minuciosa de uma fotografia, num box de informações curiosas.

Saber interagir com o receptor, perceber e fazer com que ele perceba que é o responsável pela construção de cada linha contida nas inúmeras páginas diárias de um dos principais meios de comunicação do estado é o que espero de um jornal.

Valorizar o fato, saber dosar a emoção, interpretar e deixar que o leitor forme sua opinião é essencial para um jornal. Trazer comunicação de qualidade com matérias bem elaboradas, matérias sobre cultura, política, economia, dar espaço ao leitor... Espero que um jornal possa complementar a vida do leitor.

Um ponto de vista inusitado

23 de junho de 2010 2

ALVARO ANDRADE, semifinalista do concurso Primeira Pauta

Num tempo em que somos bombardeados por informações de todos os lados e por todos os meios, espero que um jornal tenha a capacidade de me surpreender e me levar à reflexão. Por surpresa não me refiro à possibilidade de dar 'furos' todos os dias, mas sim, trazer um novo ângulo sobre uma notícia; aprofundar um fato; explorar o ponto de vista inusitado sobre o acontecimento.

O caso do mendigo prateado foi exemplar: o jornalista José Luis Costa obteve a façanha de trazer todas as informações e ao mesmo tempo aprofundar a notícia como nenhum outro veículo fez. A reportagem me informou, mas também me provocou revolta e indignação sobre o fato. É isso que espero de um jornal; que as informações não sejam simplesmente repassadas, mas carreguem o sentimento de quem a presenciou e, assim, aproximem leitor do fato, inspirando indignação ou regozijo. A notícia e o tratamento que um jornal lhe dá precisam ir além do 'fazer saber'. Deve necessariamente instigar a reflexão sobre o mundo em que vivemos.

Esse jornal não pode deixar dúvidas sobre seu posicionamento na sociedade, encampando lutas e campanhas, criticando os excessos dos homens públicos, sempre proporcionando isonomia na abordagem de temas polêmicos

Espero que um jornal me informe, mas também me forme: desejo ser um cidadão com caráter, uma pessoa com opinião e posicionamento definido, capaz de debater e defender pontos de vista. Assim, espero que esse jornal me dê subsídios para sustentar meus argumentos e ser uma pessoa convicta de meus conceitos.