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Posts com a tag "reportagem"

#primeiroassedio

31 de outubro de 2015 4

marta gleich

Na terça-feira, a repórter Letícia Duarte mandou um e-mail para a Redação: “Caras colegas, como vocês devem estar acompanhando, está rolando no Twitter a hashtag #primeiroassedio, em que mulheres relatam o primeiro assédio de suas vidas. Como o PrOA deste final de semana trata de violência contra a mulher, queremos produzir um vídeo com mulheres da redação aderindo ao movimento. Quem topa dar o seu depoimento #primeiroassedio? (Eu e a Cláudia Laitano já estamos dentro.)”

Já foi vítima de assédio? Conte sua história no nosso mural

— Esse chamado movimentou toda a redação — relata Letícia. — O assunto entrou nas rodas de conversa, provocando reflexões também entre os homens. Algumas colegas ficaram com receio de se expor porque sua história era muito traumática, ou porque a família não sabia, ou até porque tinham medo de chorar na frente das câmeras. Mas todas elogiavam a iniciativa, dizendo que era muito importante que a gente falasse do assunto.

Ao longo da semana, 12 colegas aderiram à ideia e gravaram o vídeo, que você pode assistir aqui.

– Quando o vídeo ficou pronto – conta Letícia – um grupo se reuniu para olhar. Várias começaram a chorar, emocionadas. Por se darem conta de que aquela história que guardavam – que em muitos casos nunca tinham contado para ninguém – era uma violência muito mais comum do que supunham. E também por acreditarem que aquela exposição, se por um lado era dolorosa, representava uma contribuição social importante.– Vale lembrar que as piores histórias sequer aparecem no vídeo. Por trauma ou medo, permanecem silenciadas.

Confesso que eu mesma não tive coragem de contar a minha história, ocorrida quando eu tinha sete ou oito anos de idade. Tive medo de me expor, e de expor o familiar que assediou tanto a mim quanto à minha irmã mais velha. Nunca falamos sobre isso, eu e minha irmã, por décadas. Só agora, ambas com mais de 50 anos, um dia contamos e nos surpreendemos por ter ocorrido com ambas. A vergonha e o trauma foram guardados por mais de 40 anos.

– Tive a ideia do vídeo – conta Cláudia – conversando com uma amiga esta semana sobre a campanha #primeiroassedio (criada pelo site ThinkOlga em resposta às mensagens de teor pedófilo que circularam no Twitter durante a estreia do programa Masterchef Júnior). Em meia hora, nos demos conta de que, provocando a memória, lembrávamos de cenas e situações quase soterradas no passado, porque naturalizamos o que não deveria ser natural. Tenho uma filha adolescente, e a geração dela está muito consciente disso: não podemos mais aceitar em silêncio certas coisas. O vídeo é nossa maneira de nos unirmos às nossas leitoras em uma luta que não é de homens contra mulheres ou de esquerda contra direita. É uma ideia de país, de futuro, de humanidade que está em jogo.

Imagino que cada leitora que me lê aqui está, neste momento, pensando na sua história de primeiro assédio. É inacreditável, mas não existe mulher que não tenha passado por isso uma, duas, inúmeras vezes. Conte sua história em nosso mural. Compartilhe conosco e com os leitores para que, como diz a Cláudia, a gente discuta que tipo de humanidade queremos para nossos filhos e netos.

Refugiados

03 de outubro de 2015 2

marta-gleich

No dia 26 de setembro, a repórter Letícia Duarte viveu o mais emocionante aniversário de seus 35 anos de vida. Passou a noite em uma estação de trem da Áustria, com refugiados sírios que sonhavam em chegar à Alemanha. Ganhou de presente um lado no cobertor que fazia as vezes de cama no chão frio da estação, onde dividiu com centenas de famílias que fogem da guerra a angústia da travessia e a esperança de um futuro melhor.

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A repórter Letícia Duarte


Dias depois, já na Alemanha, Letícia postou uma foto no Facebook e agradeceu pelos cumprimentos de amigos:

“Passei os últimos dias acompanhando refugiados pela Europa, para produzir uma reportagem especial para ZH. Foram vários dias dormindo pelo meio do caminho, em estações de trem e até ao relento. Mais do que sobre refugiados, aprendi lições extremas de generosidade e solidariedade humanas. Gente que reparte a comida, o cobertor e a alma para suportar a jornada que parece não ter fim. Apesar de todas as dificuldades que testemunhei, volto desta viagem acreditando mais no ser humano. E sinto profunda gratidão por isso. Foi o mais feliz aniversário desta repórter, reportando pelo mundo para contar histórias que merecem ser contadas”.

No domingo que vem, em caderno especial e conteúdo multimídia digital, você conhecerá a história da família do menino Mohammad Alissa, de três anos, em sua jornada pela Europa. Mohammad tem a idade de Aylan, o garoto sírio que se tornou símbolo do drama dos refugiados ao ser encontrado morto na praia que foi o ponto de partida da jornada de Letícia, em Bodrum, na Turquia.

Em 16 páginas, a reportagem acompanha a família de sírios até a Alemanha, desde a ilha de Kos, na Grécia, uma das portas de entrada dos refugiados na Europa, aonde chegam em botes superlotados. Exposta a riscos idênticos, a família que acompanhamos cumpriu a mesma travessia que a de Aylan não conseguiu completar.

Zero Hora tem acompanhado o drama de migrantes e refugiados, que está longe de terminar, não só no outro lado do Oceano Atlântico. Nesta edição, você confere a reportagem “Sonhos partidos”, de Carlos Rollsing. Um ano depois de chegarem ao Rio Grande do Sul, haitianos e senegaleses que migraram esperançosos com a possibilidade de uma nova vida enfrentam a crise econômica, transferem-se do interior do Estado para a periferia da Região Metropolitana e, em muitos casos, começam a viagem de volta aos seus países de origem.

Reportagem investigativa de ZH e outros quatro jornais vence Prêmio Estácio de Jornalismo

01 de outubro de 2015 0
Lu Valiatti / Divulgação

Lu Valiatti / Divulgação

A reportagem investigativa Universidades S/A ganhou o Prêmio Estácio de Jornalismo na categoria Impresso Nacional. O resultado foi divulgado na noite de quarta (30/9), no Rio de Janeiro.

Publicada em 12 de abril de 2015, Universidades S/A é um trabalho conjunto de cinco jornais brasileiros – Zero Hora (RS), Diário Catarinense (SC), Gazeta do Povo (PR), O Estado de S. Paulo (SP) e O Globo (RJ) – e mostra como as relações entre universidades públicas e agentes privados, necessárias para a sociedade, abriram portas para ilegalidades e conflitos éticos.

Foram quatro meses de apuração e mais de 20 jornalistas envolvidos. Os repórteres ouviram 105 pessoas e pesquisaram mais de 3,2 mil páginas de documentos, entre inquéritos, PADs, acórdãos, relatórios de auditoria, contratos, convênios, pareceres, ofícios, planilhas de pagamento e notas fiscais.

– ZH liderou esse trabalho coordenado de apuração, que envolveu uma grande articulação entre jornais com culturas investigativas e processos editoriais diferentes. Fizemos muitas reuniões via Skype para combinar abordagens, um repórter de SP apontava sugestões para alguém do RS, alguém do PR trocava documentos com colegas do RJ e SC. E vice-versa. Isso sem nunca termos nos encontrado pessoalmente. O prêmio demonstra a força dos veículos impressos, do meio jornal e a relevância do jornalismo investigativo em benefício da sociedade – avalia o editor Rodrigo Lopes, que coordenou a reportagem conjunta.

Omar Freitas

Omar Freitas

Zero Hora publica especial sobre crise hídrica

30 de janeiro de 2015 0
Caco Konzen

Caco Konzen

Zero Hora publica nas edições de domingo e segunda-feira uma reportagem especial sobre a escassez de água em São Paulo. Na edição dominical, o jornal mostra a extensão do problema, que já atinge todos os Estados do Sudeste, principalmente a capital paulista. Especialistas tratam das causas da estiagem, de como ela deve ser enfrentada e dos impactos pelo país. De São Paulo, o repórter Marcelo Gonzatto e o fotógrafo Diego Vara contam como pessoas e empresas sofrem com o agravamento da situação. Infográficos explicam os efeitos da falta de chuva para o abastecimento e a geração de energia.

Na segunda-feira (2/2), um diagnóstico da situação do Rio Grande do Sul apontará se o Estado também corre risco de enfrentar o problema.

Em zh.com.br, o conteúdo se amplia com galerias de fotos, vídeos e infográficos.

A equipe que produz o especial conta ainda com os repórteres Cadu Caldas e Caio Cigana, os editores Leandro Becker e Sabrina Passos, a diagramadora Carolina Moreira e os ilustradores Fernando Gonda e Leonardo Azevedo.

Colunistas e liberdade de expressão

20 de dezembro de 2014 0

marta gleich

Vários leitores cobraram, com razão, por que não esclareci, na semana passada, em que espaços escreveria Moisés Mendes.

Na carta anterior, apenas informei que ele deixaria de ocupar a penúltima página (o tradicional espaço do Sant’Ana) às terças e sextas-feiras. Não expliquei porque ainda não tínhamos todos os detalhes: agora, Moisés passa de três para quatro colunas por semana.Então, para relembrar as mudanças que você passa a ver em ZH a partir desta edição:

- Moisés Mendes escreverá às segundas, quartas e sextas, ao lado do editorial. Nos domingos, compartilha a página com Potter, na antepenúltima página.

- Sant’Ana passa a escrever uma página inteira aos domingos.

- David Coimbra escreve de segunda a sábado, no lugar anteriormente ocupado por Sant’Ana e Moisés (penúltima página).

- Marcos Piangers ocupará, nas sextas, a página 4, até então com o texto de David Coimbra.

Quero também comentar algumas teorias conspiratórias que se espalharam nas redes sociais, especulando por que Moisés
Mendes não escreveria mais às terças e sextas. A mais absurda imaginava que ele teria sido punido pelo jornal por ter criticado duramente o deputado federal Jair Bolsonaro. A tese é totalmente infundada. Zero Hora defende a liberdade de seus colunistas. Eles são pagos justamente para emitirem suas opiniões, sem censura.

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Na quarta-feira, logo após o anúncio do fim do embargo e da retomada de relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba, Zero Hora decidiu enviar um correspondente a Havana. Desde quinta, está na ilha Rodrigo Lopes, para trazer aos leitores um olhar exclusivo sobre a grande transformação vivida pelos cubanos – confira reportagem. Experiente jornalista internacional, Rodrigo já realizou dezenas de coberturas como enviado especial do Grupo RBS, entre elas a renúncia do papa Bento XVI no Vaticano, o furacão Katrina, em New Orleans, os terremotos no Peru e no Haiti, a crise na embaixada brasileira em Honduras, a guerra do Líbano, o resgate dos mineiros no Chile e o conflito na Líbia.

Zero Hora vence categoria especial do Prêmio CBIC de Jornalismo

29 de agosto de 2013 3

agoniaA reportagem A agonia das estradas, dos repórteres Caio Cigana, Humberto Trezzi e Guilherme Mazui venceu hoje o Prêmio CBIC de Jornalismo, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O trabalho publicado em 10 de março de 2013 mostrou que o Rio Grande do Sul é a quarta maior economia do país e tem o pior percentual entre asfaltamento e malha rodoviária. Das estradas gaúchas, revela a reportagem, apenas 7,2% são pavimentadas. Os jornalistas descrevem ainda como a burocracia e a disputa eleitoral deterioram a infraestrutura viária do Rio Grande do Sul.

Zero Hora venceu a categoria especial Infraestrutura, concorrendo com todos os meios.

Ao todo, 134 inscrições distribuídas entre as categorias Mídia Web, Mídia Impressa, Rádio, TV e as categorias especiais Mercado Imobiliário, Infraestrutura, Inovação e Sustentabilidade, além do Grande Prêmio CBIC de Jornalismo.  Conheça a lista de vencedores e as reportagens no site http://www.cbic.org.br/premiodejornalismo.

 

Bastidores: "O que mais um repórter pode desejar?", diz Humberto Trezzi

19 de agosto de 2013 1
trezzimais

A satisfação estava estampada no rosto do repórter Humberto Trezzi. O motivo está impresso nas páginas 4 e 5 de ZH desta segunda-feira. Depois de um ano, Trezzi voltou ao local onde comprovou crimes contra cidadãos que tinham seus carros guinchados em Porto Alegre e contabilizou mudanças.

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Leia a reportagem e confira o depoimento do jornalista:

Humberto Trezzi“Foi com surpresa e muita satisfação que conferi os resultados da denúncia feita há um ano por mim, pelo Francisco Amorim (repórter) e pelo repórter-fotográfico Ronaldo Bernardi. Na época, monitoramos por 21 dias o SOS Esteio, um dos quatro depósitos do Detran em Porto Alegre, em decorrência de informações de que peças de veículos apreendidos lá eram furtadas. Deu resultado e conseguimos uns quatro flagrantes, dois deles publicados em detalhes em ZH. Foi uma repercussão tremenda, rendeu vários dias de sequência no material. O mais legal é que teve consequências. O depósito foi interditado e acabamos de saber que está fechado, porque uma vistoria minuciosa revelou que mais 43 veículos tinham sofrido furto ali. A maior vítima, o dono de um Uno que foi depenado, recebeu indenização. E os três que flagramos depenando carros foram indiciados e denunciados pelo Ministério Público por peculato (crime cometido por funcionário público), devendo ir a julgamento. O que mais um repórter pode querer?”