Cada ida ao supermercado há aquela invariável reclamação: “os preços não param de subir.” Gastos com alimentos e bebidas foram os maiores vilões do bolso nos últimos 12 meses, segundo dados do IBGE. Eles responderam por 38,5% da inflação medida pelo IPCA.
A próxima safra deve ajudar a atenuar a pressão da comida sobre o orçamento doméstico, pelo menos na primeira metade do ano.A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 180,4 milhões de toneladas, 8,6% maior do que a do ano passado.
Mas para o outro vilão do bolso não existe solução. As despesas pessoais – que reúnem gastos variados como com beleza, lazer, viagens, animais e hobbies – não param de aumentar. Nos últimos 12 meses, os preços cresceram 10,8% e responderam por 18% da inflação. E a tendência é de que a situação continue assim. Um motivo bem forte e bom para isso: as pessoas estão ganhando mais dinheiro e, com isso, gastando mais com esses serviços, que, na maioria das vezes, ajudam a melhorar (e bem) a autoestima.
E quando a procura aumenta bem mais do que a oferta, é inevitável que os preços aumentem. Quem vai querer trocar o mecânico de confiança ou então o cabelereiro que faz aquele corte maravilhoso? Neste caso, não vale a pena trocar o certo pelo duvidoso.
O que fazer para proteger o bolso nesta situação? Dar aquela choradinha básica pode ser uma boa ajuda. Negocie um precinho mais camarada, um prazo de pagamento mais facilitado. Afinal de contas, você também pode ser um cliente de confiança para o cabelereiro ou o mecânico.
Transportes
Reajustes de transportes urbanos e metropolitanos nas principais capitais e a possível alta nos combustíveis devem elevar ainda mais a inflação anual. Segundo o IPCA-15, nos últimos 12 meses ela foi de 6%. Até o final do primeiro semestre deve chegar a 6,2%.
FMI
O Fundo Monetário Internacional projeta que a economia brasileira cresça 3,5% neste ano e 4,0% em 2014







