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Os motivos para a queda no IGP-M em janeiro

30 de janeiro de 2013 0

As explicações do economista Salomão Quadros, da FGV, para a queda no IGP-M. Em janeiro, o índice foi de 0,34%, a metade do registrado em dezembro.

Driblando os vilões do bolso

30 de janeiro de 2013 0

Cada ida ao supermercado há aquela invariável reclamação: “os preços não param de subir.” Gastos com alimentos e bebidas foram os maiores vilões do bolso nos últimos 12 meses, segundo dados do IBGE. Eles responderam por 38,5% da inflação medida pelo IPCA.

A próxima safra deve ajudar a atenuar a pressão da comida sobre o orçamento doméstico, pelo menos na primeira metade do ano.A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 180,4 milhões de toneladas, 8,6% maior do que a do ano passado.

Mas para o outro vilão do bolso não existe solução. As despesas pessoais – que reúnem gastos variados como com beleza, lazer, viagens, animais e hobbies – não param de aumentar. Nos últimos 12 meses, os preços cresceram 10,8% e responderam por 18% da inflação. E a tendência é de que a situação continue assim. Um motivo bem forte e bom para isso: as pessoas estão ganhando mais dinheiro e, com isso, gastando mais com esses serviços, que, na maioria das vezes, ajudam a melhorar (e bem) a autoestima.

E quando a procura aumenta bem mais do que a oferta, é inevitável que os preços aumentem. Quem vai querer trocar o mecânico de confiança ou então o cabelereiro que faz aquele corte maravilhoso? Neste caso, não vale a pena trocar o certo pelo duvidoso.

O que fazer para proteger o bolso nesta situação? Dar aquela choradinha básica pode ser uma boa ajuda. Negocie um precinho mais camarada, um prazo de pagamento mais facilitado. Afinal de contas, você também pode ser um cliente de confiança para o cabelereiro ou o mecânico.

Transportes

Reajustes de transportes urbanos e metropolitanos nas principais capitais e a possível alta nos combustíveis devem elevar ainda mais a inflação anual. Segundo o IPCA-15, nos últimos 12 meses ela foi de 6%. Até o final do primeiro semestre deve chegar a 6,2%.

FMI

O Fundo Monetário Internacional projeta que a economia brasileira cresça 3,5% neste ano e 4,0% em 2014

Salário de contratação aumentou 10,89% em Joinville no ano passado

28 de janeiro de 2013 0

O salário inicial de contratação nas empresas de Joinville aumentou 10,89% no ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O contracheque inicial médio em 2012 foi de  R$ 1.027,34.

O ganho real (acima da inflação) foi de 4,4%, considerando o INPC, que baliza as negociações salariais. O acirramento das conversas no ano passado e as demandas maiores por profissionais mais qualificados contribuíram para se chegar a esta situação.

As maiores altas de salários foram nas funções executivas de empresas e do setor público (+14,27%) – o salário inicial médio passou de R$ 2.401,38, em 2011, para R$ 2.744,12, em 2012 – e de trabalhadores do segmento de serviços (+13,01%). O valor médio do primeiro pagamento foi de R$ 764,38.

Os profissionais com curso técnico estão sendo bem valorizados no mercado joinvilense. O salário de contratação aumentou 11,55% no ano passado. É um aumento quase três vezes superior ao registrado nos vencimentos de funções que exigem profissionais com diploma de curso universitário.

O maior contracheque de admissão foi para a função de diretor de produção e operações. Duas pessoas foram contratadas em Joinville, no ano passado para receberem, em média, R$ 25 mil por mês.

Com conta de luz menor cai barreira para aumento nos combustíveis

24 de janeiro de 2013 0

Não é querer ser pessimista, mas com o corte de 18% na conta de luz para os consumidores residencias e de 32% para as empresas, cai uma importante barreira para a Petrobras anunciar o aumento dos preços dos combustíveis. E é bem provável que vá atingir o consumidor pela primeira vez em dez anos. Como diria o economista americano Milton Friedman: “não existe almoço grátis.”

Há um bom tempo que se fala em reduzir a conta de luz como forma de contrabalançar o aumento dos combustíveis  (necessário para garantir investimentos que aumentem a oferta interna de gasolina, diesel, etc…) e evitar um impacto maior na inflação, que tende a aumentar.

O principal benefício de uma conta de luz menor vai ser para as empresas. A medida melhora as condições de competitividade. São custos menores para produzir e vender, o que poderá melhorar a rentabilidade de muitos negócios, viabilizando novos investimentos, gerando empregos e fazendo girar a roda da economia.

É um alento para melhorar as expectativas em relação à economia brasileira. O último relatório Focus, um conjunto de previsões compiladas pelo Banco Central, sinaliza para um crescimento de 3,19% neste ano. A projeção caiu pela terceira semana seguida. Quem também andou rebaixando as expectativas de crescimento do Brasil foi o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os economistas do órgão trabalham com uma projeção que o PIB se expanda 3,5% em 2013, 0,4 ponto percentual a menos do que o estimado em outubro.

Torcida para que a gasolina e o diesel demorem para ficar mais caros

Quanto mais tempo demorar o aumento dos combustíveis, melhor para o consumidor. É que a gasolina tem um peso maior do que a energia elétrica no orçamento  doméstico. Segundo o IBGE, a fatura de luz corresponde a 3,31% dos gastos das famílias. Só a gasolina corresponde a 3,89% dos gastos.

O derivado do petróleo é um item que está se tornando cada vez mais relevante no bolso. A frota de carros não para de crescer. No ano passado, a expansão no licenciamento de carros noveos foi de 4,6% em relação ao ano anterior, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Para o consumidor normal, bastaria um aumento de 15,3% na gasolina para que o ganho na conta de luz fosse anulado automaticamente. A alta não deve chegar a essa proporção, mas vai acontecer para recuperar a situação financeira da Petrobras e ajudar a financiar o plano de investimentos da empresa.

E o reflexo para o consumidor não deve ser sentido só na hora de encher o tanque do carro. Indiretamente, o consumidor vai sentir a alta nos combustíveis via aumento de preços.  Diesel mais caro é sinônimo de alta ndos fretes. Que, obviamente, vão ser repassados para os preços, de forma a manter os lucros e a rentabilidade das empresas. E quanto mais necessário for o produto ou houver menos concorrência, maior vai ser o impacto no bolso do consumidor.

IEL com vagas abertas de estágio em Joinville e Jaraguá

23 de janeiro de 2013 0

O início do ano letivo em escolas e universidades provoca um aumento na procura por vagas de estágio em todo o Estado. O Instituto Euvaldo Lodi (IEL/SC), que integra o Sistema FIESC, está com cerca de 300 vagas de estágio abertas em várias regiões de Santa Catarina. As ofertas são para estudantes de cursos técnicos, superiores de tecnologia, bacharelado e ensino médio.

Para se candidatar a uma vaga é necessário que os estudantes tenham no mínimo 16 anos de idade e estejam regularmente matriculados em uma instituição de ensino. Os interessados devem fazer o cadastro no site www.ielsc.org.br/estagioresponsavel.Mais informações pelo telefone (48) 3231-4636.

Veja vagas abertas no Norte do Estado

Jaraguá do Sul e região: administração, administração em comércio exterior, ciências contábeis, design gráfico, direito, pedagogia, recursos humanos, redes de computadores, técnico em vestuário, ensino médio.

Joinville e região: técnico e graduação em administração, mecatrônica, eletrotécnica, comércio exterior, marketing, automação industrial, ciências contábeis, engenharia de produção, usinagem, fisioterapia, elétrica, direito, mecânica, cursos de tecnologia e informação, logística, segurança do trabalho, design, publicidade e propaganda, ferramentaria, ensino médio.


Otimismo de empresários brasileiros está entre os maiores no mundo

23 de janeiro de 2013 0

Nem mesmo o fraco crescimento registrado em 2012 desanimou os empresários brasileiros. Segundo o International Business Report (IBR) do 4º trimestre da Grant Thornton International, 77% dos empresários no Brasil estão otimistas com relação à economia local nos próximos 12 meses, um aumento de 11 p.p em relação ao último trimestre.

A elevação coloca o País na 6ª posição no ranking mundial de otimismo. O resultado é excepcionalmente maior que os 4% apresentado globalmente. O estudo é feito com 12 mil empresas em 40 economias, sendo 300 companhias brasileiras.

“O Brasil deve começar a sentir os efeitos da política fiscal e monetária do governo agora. Além disso, com a proximidade da Copa e Olimpíadas, as obras de infraestrutura terão que acontecer”, diz Paulo Sérgio Dortas, Managing Partner da Grant Thornton Brasil.
Dos executivos consultados, 64% preveem aumento das receitas de suas empresas, 51% estimam elevar a lucratividade, 44% esperam contratar mais e investir em máquinas e equipamentos em 2013.

O grande entrava para os planos de expansão das empresas continua sendo a burocracia. De acordo com o IBR, para 55% dos empresários as regulamentações e entraves burocráticos são os principais fatores que podem restringir o crescimento, seguidos pela falta de mão de obra qualificada (49%) e pelo custo do financiamento (33%).

“No nosso entendimento, as regulamentações e a burocracia estão muito associadas à intervenção do governo na economia, que no caso do Brasil vem emperrando várias obras atreladas aos eventos esportivos como estradas, aeroportos, ferrovias e portos, dentre outros”, complementa Dortas.

A disponibilidade de crédito, em compensação, não é uma preocupação. O IBR revelou que 72% dos empresários esperam o crédito mais acessível em 2013, 16 p.p a mais que o registrado no ano passado. Além disso, 73% deles acreditam no suporte dos credores.

Segundo Dortas, aqui está um dos principais itens que o empresariado local deverá estar focado neste ano de 2013: melhorar sua governança para ter acesso não somente ao crédito, mas ao crédito mais barato.

Na lista dos países mais otimistas estão os empresários dos Emirados Árabes (88%), Peru (86%), Geórgia (84%), Chile (82%) e México (78%). Na contramão, está o Japão (-70%*) e a Espanha (-67%*).

Preços dos combustíveis caem em Joinville

21 de janeiro de 2013 2

O preço dos combustíveis caiu na semana passada em Joinville. A gasolina ficou 0,83% mais barata, segundo levantamento feito pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). O preço médio passou de R$ 2,748 para R$ 2,725, O etanol está 1,34% mais em conta. O litro nos postos passou de R$ 2,315 para R$ 2,284.

Inflação demais, crescimento de menos!

21 de janeiro de 2013 0

Um temor está crescendo na cabeça dos economistas: a possibilidade de o aumento nos preços neste ano ser maior do que se esperava. Um relatório que é divulgado semanalmente pelo Banco Central vem sinalizando isso: as previsões de 2013 para o IPCA – a inflação oficial medida pelo IBGE e que mostra o comportamento dos preços de produtos e serviços utilizados por famílias que ganham até oito salários mínimos – passaram de 5,4%, há dois meses, para 5,53% na semana passada. Parece pouco, mas não é!

Isto significa que os gastos do dia a dia podem ficar mais caros do que se previa para 2013. Há algumas sinalizações neste sentido. A principal delas é a manutenção, neste primeiro semestre, de incentivos para compras de carros, eletrodomésticos e material de construção.

A ideia do governo é simples: por trás de um IPI menor, quer mostrar que os produtos estão mais acessíveis para a população. Com isso, os consumidores vão às compras e fazem girar a economia. Estas empresas são obrigadas a ampliar as encomendas junto a seus fornecedores, que são obrigados a contratar mais gente, e por aí vai…

Outra medida complementar são os estímulos ao crédito: juros menores nos financiamentos, linhas de crédito mais acessíveis. O recado é claro: comprem, comprem e comprem.Só que as empresas não têm condições de atender rapidamente ao crescimento da demanda. Os mesmos produtos são disputados por mais gente. E a tendência é ter preços mais elevados.

E não dá para deixar de lembrar da eterna pressão dos serviços sobre o orçamento doméstico. Com a renda em alta e novas oportunidades de trabalho surgindo, os brasileiros estão consumindo mais serviços. E isto ajuda a jogar os preços para cima.

Combustíveis

Outra ameaça ao orçamento doméstico está vindo por aí: é a alta nos preços dos combustíveis. É praticamente certo que gasolina e diesel vão ficar mais caros para o consumidor. O aumento está na mesa do ministro Guido Mantega. Vai ser a primeira alta em dez anos.

Isto vai ter dois impactos no bolso. O direto é o aumento nos gastos para a manutenção dos carros. O outro é no preço dos produtos. Podem subir de preço porque o diesel é o principal combustível usado no transporte de cargas no Brasil. O impacto pode ser atenuado pela redução na tarifa de luz. Mas que o bolso vai sentir, isso vai!

Modelo de crescimento

O atual modelo de crescimento brasileiro baseado na expansão do consumo não está se sustentando. Basicamente, dois fatores dificultam a realização desta estratégia: o comprometimento da renda cada vez maior e a alta inadimplência. Sem contar que os reservatórios com os níveis mais baixos em dez anos são uma ameaça que pode atormentar o planejamento de investimentos das empresas.


"A imaginação econômica", de Sylvia Nasar

18 de janeiro de 2013 0

Lá no longinquo ano de 1991, quando encarava o primeiro ano da faculdade de economia na Universidade Federal do Paraná (UFPR), tive uma matéria chamada História do Pensamento Econômico , mais conecida por sua sigla HPE. Não estava entre as minhas favoritas. O que não ajudava era os áridos livros-texto da matéria. Um mais denso que o outro, um mais chato que o outro.

Talvez a minha reação à matéria fosse outra se, naquela época, Silvia Nasar já tivesse escrito “A imaginação econômica: gênios que criaram a economia moderna e mudaram a história (Companhia das Letras)”.

O livro mergulha nas ideias econômicas que surgiram nos últimos 150 anos. De Marx e Engels a Amartya Sen, passando por Alfred Marshall, John Maynard Keynes, Joseph Schumpeter, Friederich von Hayek e Milton Friedman.

O mais saboroso do livro é como Silvia Nassar mostra o contexto em que surgiram e se desenvolveram as ideias. Os grandes economistas são retratados não como gênios ou grandes pensadores, mas como pessoas além do seu tempo, que tinham problemas comuns.

Alfred Marshall, por exemplo, era um missionário frustrado; Schumpeter tentou fazer fortuna como advogado e administrador de fundos. Von Hayek era primo do filósofo Ludwig Wittgenstein. Keynes era colecionador de obras de arte…

Ao folhear o livro, que tem quase 600 páginas, só senti a falta de um outro grande personagem destes últimos 150 anos da história do pensamento econômico: o polonês Michal Kalecki, contemporâneo de Keynes e um dos teóricos de uma das minhas principais paixões: os ciclos econômicos.

Veja o booktrailer do livro.


PS: Silvia Nassar é autora de “Uma mente brilhante”, a biografia de John Nash, que serviu de inspiração para o roteiro do filme homônimo, que ganhou o Oscar em 2002,

Otimismo dos executivos da área de finanças continua moderado

16 de janeiro de 2013 0

Foto: stock.xchng

Executivos da área financeira continuam otimistas sobre as perspectivas econômicas para 2013. As receitas (14%), os investimentos (7,25%) e os lucros (12%) são os indicadores que devem apresentar um crescimento mais robusto. As principais preocupações são contratação e manutenção de funcionários qualificados e manutenção de margens, aponta a pesquisa trimestral Panorama Global dos Negócios (CFO Survey – Global Business Outlook), conduzida pela Duke University, Fundação Getulio Vargas e CFO Magazine com o apoio da BMFBovespa e do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).

As empresas e planejam investir na formação dos trabalhadores com o intuito de obter mão-de-obra qualificada. No geral, os CFOs da América Latina são os mais otimistas do mundo sobre as perspectivas econômicas para 2013.

Segundo os CFOs brasileiros, as receitas em 2013 deverão manter a forte tendência de expansão: 14%. Isso é muito mais do que as estimativas para a inflação (em torno de 7%). Crescimento similar também é esperado em outros países da América Latina. Os investimentos das empresas também devem crescer em aproximadamente 7,2% no próximo ano (na América Latina em geral esse número é ainda maior: 13%.

As contratações de empregados devem aumentar moderadamente, com o número de empregados em tempo integral, em média, aumentando em 3,3% em 2013. Os salários devem acompanhar a inflação e aumentar em cerca de 7%. Por outro lado, a tendência é de queda no crescimento dos gastos com publicidade e pesquisa e desenvolvimento.

“Os nossos números indicam que o Brasil vai continuar a crescer em 2013 ainda que a uma taxa menor. Alguns países latino-americanos tiverem um pequeno crescimento em 2012. Contudo, a expansão econômica deve retornar à região na maioria dos países”, disse Gledson de Carvalho, professor de finanças da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Brasil e co-diretor da pesquisa Panorama Geral dos Negócios no Brasil. “Os fundamentos econômicos são consistentes com continuidade da expansão no Brasil, dando sinais de que é possível sustentar o crescimento forte no próximo ano, mesmo quando a atividade econômica no resto do mundo esteja mais lenta.”

77% das empresas Brasileiras planejam pagar bônus aos empregados no final do ano. Um 30% das empresas dizem que os bônus serão maiores do que no ano passado, e 40 por cento afirmam que os bônus em 2012 serão semelhantes ao do último ano.

A maior dificuldade relatada pelos CFOs brasileiros é manter os atuais níveis de margens de lucro (68 por cento dos CFOs). Quase dois terços (65%) das empresas Brasileiras relatam dificuldade em atrair e reter funcionários qualificados, figurando como a como maior preocupação dos CFOs.

“Tem ocorrido um descompasso entre as necessidades de trabalhadores das empresas e as habilidades dos funcionários”, disse Klenio Barbosa, professor de economia da FGV e co-diretor da pesquisa Global Business Outlook. “Felizmente, as empresas brasileiras mostram-se bastante dispostas a treinar trabalhadores. Apesar de 76% das empresas terem reduzido o investimento na formação de trabalhadores ao longo dos últimos anos, 100% dessas empresas planejam aumentar os gastos em treinamento para patamares acima dos recentes níveis históricos.”