
Para quem curte fazer agrados aos orixás regentes do novo ano, as comidas e os detalhes da mesa adequados à ocasião:
SABORES
No cardápio deste Réveillon, deve constar um pirão feito de ¾ partes de farinha de mandioca (Xangô) acrescido de ¼ parte de farinha de milho (Oxum). Ou pirão de farinha de mandioca e polenta de farinha de milho. O pirão representa a agregação, a junção, a harmonia e o encontro. Também simboliza a pedra. Pode e deve ser feito com o molho resultante de assados.
Os assados devem ser levados inteiros à mesa, sendo fatiados durante a refeição. Já a tradicional farofa representa a poeira das estradas e caminhos a serem abertos.
Carneiro é o animal votivo para Xangô, e a cabrita para Oxum. O que for utilizado deve ser bem assado e compacto, não desagregado ou esfarelado antes da refeição. O espinhaço do carneiro, %27amarrado%27 em forma circular, representa uma coroa, símbolo da majestade do orixá Xangô, rei do reino de Oyó. (Há quem prefira esses animais apenas no Natal.)
Peixe é quase indispensável neste Réveillon. É a homenagem a Oxum. Travessa oval (Oxum) com galantine de peixe é a sugestão do consultor.
Sobremesas: gelatinas, muitas frutas e flores, tudo em vermelho, branco e amarelo. Quindins, fios de ovos, cremes, pudins, doces de frutas em calda e as gelatinas amarelas, para Oxum.
Bolos e tortas com massa escura (Xangô) e amarela (Oxum) decorados nas cores citadas.
Para Xangô, nozes com casca, simbolizando madeira, cereja natural ou em calda, morangos e outras frutas vermelhas, vinhos e espumantes secos escuros, refrigerantes cola (cor marrom).
Para Oxum, minifrascos de perfume, lacrados para não competir com os aromas e sabores dos alimentos. Espumante claro e doce, refrigerante de guaraná, pêssegos em calda sem o caroço.
Para Xangô, pilões e gamelas de qualquer tamanho, desde os minis até os gigantes, balanças com frutas, minitambores e atabaques. Frutas, destacando bananas, com destaque para a catarina, acompanhadas de maçãs vermelhas e verdes, laranjas, abacaxis, uvas, pêssegos, ameixas, nectarinas e a tradicional melancia.
Para Oxum, miniespelhos marcando lugares ou apoiando talheres, miniperfumes e minibuquês de florezinhas amarrados com fitas e envoltos com véus de seda, tule ou celofane, nas cores do orixá.
Tudo deve ser montado com aglomerantes tipo cremes, molhos e gelatinas, até a salada de frutas. Dispersos sobre a mesa, somente frutas e elementos inteiros. Admite-se arranjos em blocos coesos de frutas cortadas ornamentais, nunca cortadas e espalhadas a esmo.
Como aparador do centro de mesa, deve-se usar um espelho (Oxum), comum ou dourado, com ou sem moldura. Uma terrina de vidro ou cristal ou taça bem larga contendo água, mel e essência de flores, sem álcool, velas ornamentadas com fitas e flores em tons de vermelho e dourado.
São muito os recursos para a mesa deste Réveillon, se depender dos dois orixás. Por ambos serem agregadores, também recebem adereços de mesa multicores ou furta-cores, nacarados e com brilho de glitter, representando todos os demais orixás. Xangô e Oxum destacam-se como bons anfitriões entre os orixás. Os fogos de artifício o som da música da festa são do Xangô. Já a esperteza, o desembaraço e até a dissimulação social são da Oxum.
Que aula, hein? Tenho a impressão que já comecei a comer...
Bom apetite!
Êpa, saiba o que não é indicado comer:
Aves, por ciscarem para traz, não devem ser servidas no dia 1º do ano. (Essa você sabia, não é?)
Tábua de frios, nem pensar. Nada picadinho.
Papo-de-anjo também está eliminado deste cardápio. (Também, nem precisa.)
Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora