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Posts de dezembro 2007

Esperando flores

31 de dezembro de 2007 0

Vaso-bambu/Divulgação Tok&Stok
Você já sabe as cores do ano, as flores da predileção dos orixás. Processe esses dados junto com o seu gosto pessoal e crie um arranjo para alegrar o Réveillon, esteja onde estiver.
Este vidro reciclado em formato de bambu pede a companhia de flores em longos ramos. Espécies tropicais ficariam lindas nesta base. Se não tiver flores de corte, use a criatividade ao usar o seu vaso: deve haver uma trepadeira como a alamanda, com galhos vergados, pontuados por flores amarelas, disposta a ceder uns centímetros. Basta cortar com jeito.
E a casa ganha vida.

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Casa&Cia da virada

30 de dezembro de 2007 1

Quartos de casal em foco/Reprodução
Esta é a capa que circula na edição conjunta de Zero Hora de segunda e terça.

Mas é só um aperitivo de Réveillon.

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Ano-Novo... Parte II

29 de dezembro de 2007 0

Oxum, da série Deuses do Panteão Africano/Divulgação Margs
Para quem curte fazer agrados aos orixás regentes do novo ano, as comidas e os detalhes da mesa adequados à ocasião:

SABORES
No cardápio deste Réveillon, deve constar um pirão feito de ¾ partes de farinha de mandioca (Xangô) acrescido de ¼ parte de farinha de milho (Oxum). Ou pirão de farinha de mandioca e polenta de farinha de milho. O pirão representa a agregação, a junção, a harmonia e o encontro. Também simboliza a pedra. Pode e deve ser feito com o molho resultante de assados.
Os assados devem ser levados inteiros à mesa, sendo fatiados durante a refeição. Já a tradicional farofa representa a poeira das estradas e caminhos a serem abertos.

Carneiro é o animal votivo para Xangô, e a cabrita para Oxum. O que for utilizado deve ser bem assado e compacto, não desagregado ou esfarelado antes da refeição. O espinhaço do carneiro, %27amarrado%27 em forma circular, representa uma coroa, símbolo da majestade do orixá Xangô, rei do reino de Oyó. (Há quem prefira esses animais apenas no Natal.)

Peixe é quase indispensável neste Réveillon. É a  homenagem a Oxum. Travessa oval (Oxum) com galantine de peixe é a sugestão do consultor.

Sobremesas: gelatinas, muitas frutas e flores, tudo em vermelho, branco e amarelo. Quindins, fios de ovos, cremes, pudins, doces de frutas em calda e as gelatinas amarelas, para Oxum.
Bolos e tortas com massa escura (Xangô) e amarela (Oxum) decorados nas cores citadas.
Para Xangô, nozes com casca, simbolizando madeira, cereja natural ou em calda, morangos e outras frutas vermelhas, vinhos e espumantes secos escuros, refrigerantes cola (cor marrom).
Para Oxum, minifrascos de perfume, lacrados para não competir com os aromas e sabores dos alimentos. Espumante claro e doce, refrigerante de guaraná, pêssegos em calda sem o caroço.

Para Xangô, pilões e gamelas de qualquer tamanho, desde os minis até os gigantes, balanças com frutas, minitambores e atabaques. Frutas, destacando bananas, com destaque para a catarina, acompanhadas de maçãs vermelhas e verdes, laranjas, abacaxis, uvas, pêssegos, ameixas, nectarinas e a tradicional melancia.
Para Oxum, miniespelhos marcando lugares ou apoiando talheres, miniperfumes e minibuquês de florezinhas amarrados com fitas e envoltos com véus de seda, tule ou celofane, nas cores do orixá.

Tudo deve ser montado com aglomerantes tipo cremes, molhos e gelatinas, até a salada de frutas. Dispersos sobre a mesa, somente frutas e elementos inteiros. Admite-se arranjos em blocos coesos de frutas cortadas ornamentais, nunca cortadas e espalhadas a esmo.

Como aparador do centro de mesa, deve-se usar um espelho (Oxum), comum ou dourado, com ou sem moldura. Uma terrina de vidro ou cristal ou taça bem larga contendo água, mel e essência de flores, sem álcool, velas ornamentadas com fitas e flores em tons de vermelho e dourado.

São muito os recursos para a mesa deste Réveillon, se depender dos dois orixás. Por ambos serem agregadores, também recebem adereços de mesa multicores ou furta-cores, nacarados e com brilho de glitter, representando todos os demais orixás. Xangô e Oxum destacam-se como bons anfitriões entre os orixás. Os fogos de artifício o som da música da festa são do Xangô. Já a esperteza, o desembaraço e até a dissimulação social são da Oxum.
Que aula, hein? Tenho a impressão que já comecei a comer…
Bom apetite!

Êpa, saiba o que não é indicado comer:
Aves, por ciscarem para traz, não devem ser servidas no dia 1º do ano. (Essa você sabia, não é?)
Tábua de frios, nem pensar. Nada picadinho.
Papo-de-anjo também está eliminado deste cardápio. (Também, nem precisa.)

 

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Ano-Novo, orixás novos

29 de dezembro de 2007 0

Xangô visto por Nelson Boeira Fäedrich/Divulgação Margs
Para quem gostou do post sobre os orixás, temos mais, tudo enviado por Clovis Alberto Oliveira de Souza, do Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-Brasileiros do RS (Ceucab). Ele ensina qual é a visão africanista de cores e sabores para 2008. Bacana, não é mesmo?
Por ser regido por Xangô e Oxum, o Réveillon 2008, para o africanista, reveste-se das características marcantes dos arquétipos desses dois orixás.
O ato de comer faz parte da louvação à natureza e neste Réveillon tem ainda mais significado: será regido por Xangô, que é dono da mesa farta e do protocolo, juntamente com Oxum, dona do cerimonial e da etiqueta social. 


CORES – As cores que favorecem os bons auspícios devem fazer parte do ambiente e da mesa no Réveillon 2008: consagradas ao orixá xangô, VERMELHO e seus tons até o bordô, acompanhado por BRANCO, com harmonia.
– Uma vela vermelha, uma vela branca; um guardanapo vermelho listrado de branco ou um de cada cor, formando balança, já que a balança é uma das ferramentas e atributos de Xangô – diz Clovis.
AMARELO em todos os seus tons e muito DOURADO! É a cor do ouro e da fortuna que traz recursos e proporciona o aconchego característico da Oxum, que também reina sobre as nossas emoções, através dos hormônios.
– Velas, fitas, laços, guardanapos, toalhas e sobretoalhas, nessas cores e com brilho, reforçarão as características dos arquétipos dos orixás. Já que não é ocasião fúnebre, diz Clovis, na mesa as velas nunca devem ser em número de 4 e de 9. E as cortinas, cadeiras, espelhos, esculturas, quadros e estofados também podem ser ornamentados com sobreposições de fitas, xales e laços nas cores do ano, em materiais variados.

ELEMENTOS – PEDRA e MADEIRA são do orixá Xangô, dono da boa mesa e o mais glutão dos orixás. Generoso, Xangô recebe e distribui de sua gamela %27comida%27 para todos os orixás, com exceção de Bará, que só %27come%27 no chão. Portanto, essa mesa pode conter um elemento de madeira ou de vime (fruteira, sousplat ou castiçal) e um elemento de pedra, que pode ser uma peça em seixo rolado de rio, ou grupo delas, ou representando ela, uma peça de cristal ou vidro espesso como os antigos pesos para papéis. Granito ou mármore proporcionam o mesmo efeito. Também se usa um prato, panela ou travessa de pedra-sabão. 
Botões de rosas vermelhas e sem espinhos agradam Xangô. ÁGUA LIMPA e transparente é o elemento do orixá Oxum, dona da amorosidade, do acalanto e mãe criadeira de crianças até oito anos. É a mais coquete dos orixás femininos, com seus filhos donos da vaidade, do conforto e apreciadores da paquera e do galanteio. Oxum é o protótipo da esperteza e da habilidade no trato social. Crisântemos e botões de rosas amarelas e sem espinhos, agradam Oxum. %27Moedas%27 de chocolate (Xangô) revestidas de laminado dourado (Oxum) pertencem aos dois orixás e têm a vantagem de ser encontrados em supermercados.

Uma dica: Após todos sentarem, retira-se da Mesa eventuais conjuntos de pratos, talheres e copos que ficarão sem uso.

P.S.: Esta imagem de Xangô, tal como a de Oxum, é uma reprodução em off-set das serigrafias de Nelson Boeira Fäedrich pertencentes a uma série recentemente exposta no Café do MARGS (www.margs.rs.gov.br).


 

 

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

De cores, comidas e decoração

28 de dezembro de 2007 0

A partir de pouco depois da meia-noite de amanhã entram no ar 2 posts com mais detalhes do Réveillon segundo os regentes do ano. Bem interessante o conteúdo.

No dia 21/12 já tinha postado outro sobre a transição de orixás regentes do ano e as cores de 2008.

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Tem designer na folia

28 de dezembro de 2007 0

Sem descuidar do trabalho, o autor do design dos talheres de post mais abaixo, Arthur de Mattos Casas, também às voltas com o lançamento do livro São Paulo na Arquitetura de Arthur Casas, prepara um intervalo daqueles de usar colar de havaina.
O arquiteto passará a folia de carnaval em lugar apropriado: na avenida. Pega a ponte aérea São Paulo-Rio e confere os desfiles ao vivo, do Camarote da Brahma.
E você? Cai na folia? Foge do povo?

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Só para descolados

27 de dezembro de 2007 0

Pra gurizada/Divulgação CCE
Você acha sem graça o laptop? Basiquinho demais? Pois tem uma espécie de adesivo desenvolvido pela CCE com nome e tudo – My Creation – para dar ao notebook uma cara parecida com a do dono. Ok, é uma idéia pensada para consumidores jovens, mas você pode enviar uma imagem customizada para ser transformada em adesivo para laptop. E pode comprar mais de um, pelo correio, e trocar quando enjoar. Bem, até o dia 31 de dezembro ainda vale uma promoção que dá adesivos de graça para os 2 mil primeiros compradores de uma linha de computadores. Informações gerais pelo (11) 2112-1001. Eu não consegui ligar para o SAC pelo 0800 7014360, mas é esse mesmo. 

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Para apaziguar o olhar

26 de dezembro de 2007 0

Rosa em 2 dos tons de 2008:vermelho e amarelo-ouro/Divulgação Expoflora
Olhem que flor linda.
É um dos lançamentos deste ano em uma grande feira em São Paulo.
Dedicada aos que, como eu, estão no ritmo normal de trabalho e precisam de momentos de relaxamento, sem pensar em nada.

 

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

No embalo do Natal

25 de dezembro de 2007 0

Vaivém à espera do Réveillon/Divulgação Armando Cerello
É em um lugar assim que você está agora ou gostaria de estar, em uma cadeira de balanço, lendo Casa&Cia e olhando o sol sair de cena?

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Estilo à mesa

24 de dezembro de 2007 0

Cobra chique/Divulgação Riva/Roberto Simões
Natal e Réveillon lembra mesa. E, para quem não gosta de qualquer montagem de mesa, lembrei do Faqueiro Riva, primeiro lugar no Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira (MCB). Trata-se do faqueiro criado pelo arquiteto Arthur de Mattos Casas – de incontestável bom gosto. (Em 2006, a marca havia ganho o prêmio na categoria utensílios com o balde para garrafa Ritz, assinado pelos designers Rubens Simões e Cléber Luis da Ré.) 
Tão interessante quanto o resultado, é a inspiração das facas, garfos e colheres: a cobra jararaca. Se observarmos com atenção, com as peças respousando %22em pé%22, no sentido que anda uma cobra, pode-se observar a origem das linhas esguias e até adivinhar o olhar de uma jararaca. Arthur criou até o estojo de madeira maciça em louro freijó que abriga os talheres.
De novo, desejo o que soa estranho para uma criança inocente, coisa de velho, para quem pouco viveu: saúde, alegria e paz neste Natal.

 

Postado por Eleone Prestes, do seu PC

Natal com amor

22 de dezembro de 2007 0

Esta é a capa da edição da semana que vem/Reprodução/foto Carlos Edler
 Famílias em Porto Alegre (duas), Novo Hamburgo, Carlos Barbosa, Passo Fundo, Campo Bom (duas), Porto Xavier, Palmeira das MIssões e Canoas mobilizaram-se e enviaram suas decorações de Natal, entre as tantas recebidas, e foram as vencedoras do concurso de Natal 2007, uma parceria entre zerohora.com e Casa&Cia.
Os enfeites têm um ponto em comum: as histórias de afeto entre os familiares, como as surpresas preparadas por filhas, mães, pais e tias.
Assim, além de olhar as criações, leia com carinho os textos de Renata Maynart sobre as histórias atrás das árvores e das fachadas das casas.

 

Ah, importante: Casa&Cia sai na edição conjunta de Natal, dos dias 24 e 25 de dezembro.

 

Feliz Nataaaaaal!!!!

Postado por Eleone Prestes, do seu PC

Para lembrar e praticar

21 de dezembro de 2007 0

Campanha do bem/Carlos Edler
Eu havia prometido a foto com a camiseta da campanha de trânsito.
É bom pra não esquecer desse assunto tão sério.

 

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Umbanda esclarece

21 de dezembro de 2007 1

Recebi um e-mail do conselheiro geral do Conselho Estadual da Umbanda e dos cultos Afro-Brasileiros do Rio Grande do Sul (Ceucab/RS), entidade que sucedeu a União de Umbanda, de 1953. Liguei, então, para Clovis Alberto Oliveira de Souza, do Xangô Agandjú, muito gentil e solícito, que me detalhou ainda mais as explicações. Ah, isso tudo em decorrência de uma reportagem que publicamos em Casa&Cia da última terça, sobre os orixás de 2008.
Veja os esclarecimentos da Umbanda:

1) A transição da influência de orixás na troca de ano se dá de forma progressiva e não bruscamente.
2) 2007 foi regido por Bará e Iansã.
3) 2008 entra regido por Xangô, que recebe o novo ano ainda com as características de Bará e Iansã.
4) Progressivamente, a partir de março, segue regido por Xangô e Oxum em sua plenitude e com a influência de Iansã abrandada.
5) 2008 então será regido por Xangô e Oxum.

Outra coisa importante para quem gosta de decorar a mesa de Ano-Novo com elementos místicos:
* Sal grosso, só do lado de fora da porta. 
Por que? Porque sal grosso não é da natureza da casa, ele faz parte do mar e das rochas.
Por isso se deve lavar os pés antes de entrar em casa, ao chegar da praia (não só para não sujar a casa de areia).
Decorre daí o hábito popular de jogar açúcar sobre o sal, quando é derramado por acidente em casa.
Sal grosso é usado na Umbanda para limpeza e, junto com a pimenta, até faz parte de trabalhos para separar as pessoas. Assim, não seria uma idéia unir os dois elementos dentro de casa, conforme alterta Clovis Alberto.
Olhem que bonito: ele encerra o e-mail dizendo %22Receba o nosso saravá, o nosso agô e as bênçãos de Olorum%22 (o Senhor do Céu).

Falei de novo com Clovis Alberto e ele acrescentou as cores de 2008:
VERMELHO E BRANCO (XANGÔ)
AMARELO-DOURADO (OXUM)

Conversamos mais:

Você sabia que orixá  = dono da cabeça (ori = cabeça e uma grafia similar a xá é dono)?

Clovis Alberto diz que 2008 será favorável a Porto Alegre e ao Rio Grande do Sul em geral, uma vez que Oxum (Nossa Senhora da Conceição, dia = 8 de dezembro) é o orixá padroeiro de Porto Alegre. É claro que está considerando o período do ano a partir de março, quando assumem os dois orixás de 2008. Porém, o período de transição, janeiro e fevereiro, ainda será uma auê (palavra africana que significa alcomo como agitação).

– Conturbação política e dança das cadeiras deve-se a isso, à regência de Xangô e Iansã – diz o conselheiro Clovis Alberto, do Xangô Agandjú, um Xangô novo e o único alado, o São Miguel para os católicos. 

Ele me contou ainda que em 2008 será comemorado o centenário da umbanda, completado no dia 15 de novembro. 

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Utilidade pública

20 de dezembro de 2007 0

Aí vai a resposta pra quem me perguntou o que fazer quando entra em zerohora.com e cai numa capa antiga:

Entrar no navegador em: > ferramentas > opções da internet > histórico de navegação – configurações. Em %22Verificar se há versões mais atualizadas das páginas armazenadas%22, marcar a opção Automaticamente.
Se você achar muito complicada a explicação acima, é só escrever ao final do endereço %22&000%22 que o navegador busca a última página.


Em tempo, só para esclarecer: isso não é problema do site, mas do computador do usuário. O %22cashe%22 que rola é interno, de atualizarmos algo e demorar um pouco para entrar no ar. Isso – quando acontece – não demora mais que 10 minutos, diz o editor Pedro Dias Lopes.
Gracias, Pedro.

Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora

Fim à violência no trânsito

19 de dezembro de 2007 1

Discretamente, à medida que passávamos a dar %22boa tarde%22, a redação de Zero Hora hoje foi sendo povoada nesta quarta-feira por criaturas de camisetas brancas com a inscrição da campanha mais do que oportuna do Grupo RBS:
Violência no trânsito
Isso tem que ter fim!
Passamos o dia em clima de retrospectiva, olhando para 2007 e tudo o que havíamos construído e testemunhado no período. Mas é final de ano, as camisetas me lembravam que nem tudo estava bem como bem parecia. E eu me sentia como se tivesse que fazer algo além-fronteiras da redação. Isso talvez porque tenha acompanhado pessoas desnorteadas pela perda de jovens que %22têm tudo%22 – inclusive famílias, pais, irmãos e cachorros que nunca mais são os mesmos depois de perdê-los para o asfalto.
Pois liguei o rádio no Gaúcha 19 Horas e lá estava Cláudio Britto a chamar repórteres na rua a entrevistar o povo do happy-hour, que depois da cervejada vai para casa atrás do volante. Enquanto refletia sobre os flagras que o repórter dava em quem dirigia falando ao celular e os caras que juravam estar bebendo apenas até o limite de prejudicar o instinto de sobrevivência, vi uma cena que me entristeceu.
Na segunda faixa do Arroio Dilúvio em direção à calçada da Ipiranga, o corpinho de um gato – daqueles amarelos rajados, sabem? – estiradinho, achatado por uma roda impiedosa, com o rosto pela metade, o narizinho, o olho que eu podia ver e a orelhinha intactos. Devia ter coisa de dois meses. Fugiu de casa, talvez, ou, mais provavelmente, foi largado junto com sua ninhada para se virar, como um mendigo animal. A esta hora já deve ter virado um material orgânico bidimensional, sobre a avenida. Nem deve causar mais solavanco no carro.
Outro dia tive o desprazer de trafegar pela Avenida Farrapos justo depois de um acidente em que um motoqueiro jazia embaixo de um ônibus. Só via a moto, encaixada na lateral do veículo, com faixas de isolamento até que retirassem o corpo que minutos antes tinha um trabalho, uma namorada, um gato, quem sabe. Naquele momento virava uma estatística e o motivo de curiosos entupirem a calçada em um silêncio mórbido.
Quem ainda pára e pensa sobre as dores evitáveis tem a obrigação de alertar e apurrinhar (que palavra hedionda) quem ainda liga no %22piloto automático%22 quando sai de casa, sem dó nem piedade consigo nem com os demais. isso serve para o motociclista, para o motorista do carro com motor turbo (eu me pergunto para que alguém tem um carro com motor turbo, desculpa Gilberto Leal) ou para o pedestre imprudente. 
Engatem uma primeira no carro junto com o instinto de sobrevivência, a auto-estima e o amor pelos demais, inclusive os andarilhos de duas e quatro patas. Exercitar respeito, afeto e solidariedade pode ser revolucionário.
Desculpem se fui piegas, mas acho que a culpa é dessas camisetas brancas. (Amanhã apareço aqui com uma.)

 

Postado por Eleone Prestes, do seu PC