
Esfriou e eu sumi. Como Songa e Monga, as tartarugas da família, vocês já sabem. Os termômetros caem para um dígito e as gurias se aninham nas pedras e escondem os pescoções no aquário que leva o nome de terrário (será correto?). E eu fiquei offline desde domingo.
Pois bem, desde o últimos dias úteis da semana passada que eu comecei a viajar pelo artesanato regional sem sair da Capital. Eu havia me apaixonado pela diversidade de projetos existentes no Rio Grande do Sul organizada em estandes de uma feira recente em São Paulo, a Paralela Gift, no Instituto Tomie Ohtake, que eu gosto muito. E decidi fazer uma reportagem de capa de Casa&Cia sobre o tema. Mas, sem sair de Porto Alegre. Ai, ai, ai. Fotografar e contar sobre coisas de regiões fora da cidade é uma mão-de-obra e tenho medo de perder em emoção.
Foi daí que passei a viver uma imersão offline. Prometi revelar o que é que o Rio Grande tem. Bem, pelo menos uma parte. Do artesanato. Amo artesanato de qualidade, com bom desenho, matéria-prima, acabamento. E a vara de condão dos designers incluiu esse elemento na produção regional. Renato Imbroisi, Heloisa Crocco, Tina e Lui. Abençoados sejam.
Mas o que eu queria contar, além da causa do meu sumiço, é que Songa e Monga têm companhia. Não é assim um ser que precise de ração. Mas o filhote Xenônio é uma capivara tão meiga, mas tão meiga que esqueço que é uma bolsa. Trouxe o menino com alça há pouco para casa. Todos querem apertar (saco!), parece ter alma.
A Bebel, artista ilustradora da editoria de Arte de Zero Hora, quer uma capivara maior do que a minha. E sei que não é por ciúme nem inveja. Ela se encantou mesmo. Também, quem tem uma bagagem de mão (uma malinha daquelas pequenas e de rodinhas) com corpinho de pingüim ia mesmo entender o meu Xenônio.
Ah, o Edu (da Arte) disse a seguinte gracinha:
- E tem também o Argônio? Argh!
O nome era para ser de um gato chamado Xenônio (adorei a palavra, culpa da Fernanda Duarte, que fez uma reportagem sobre lâmpadas que publicamos esta semana, quem não leu, devia), Mas pintou o bebê capivara do reino dos bichos do mar de dentro e não resisti. Adotei na hora.
Eu prometi apresentar o Xenônio e mostro como ele era triste antes de eu adotar, sozinho, hibernando de castigo, penduradinho. Agora está sendo afofado (é tãão bom de apertar).
P.S.: Fiquei emocionada com o comentário da querida Viviane (leiam). Beijo.
Postado por Eleone Prestes, do seu PC










