Depois da emoção com a Fundação Iberê Camargo, na sexta-feira passada, confesso que engoli o choro diante dos 10 metros da pintura de Victor Meirelles (criada entre 1859 e 1861).
A professora Matilde, do Colégio Normal Sagrado Coração de Jesus, em São Borja, falava e falava sobre o descobrimento do Brasil, mas não sonhava com esta revelação contemporânea que o Museu Nacional de Belas Artes proporcionará aos visitantes do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), ao ceder a importante peça de seu acervo para uma exposição a partir desta terça.
A obra saiu de casa pela primeira vez direto para o Salão de Paris de 1861 e poucas vezes depois itinerou pelo Brasil para ser decoberta por crianças e adultos que a têm na memória.
Ah, a exposição conta ainda com um vídeo da restauração da peça, em uma das laterais da nave central do Margs, com iluminação pontual do craque Marcos Ribeiro que ora revela, ora esconde.
Quem comparecer à abertura para convidados, nesta segunda à noite, conhecerá a diretora do MNBA, há 29 anos na instituição, desde seu ingresso como estagiária. E o curador, Pedro Xexéo. Sim, formam um casal. Participa da abertura também a restauradora, Andrea Pereira, que chefiou a equipe de restauração. Ela chegou a desenhar uma escada apropriada para o serviço, para vencer a monumentalidade da obra, sem causar nenhum acidente de trabalho.
Confira imagens da exposição:
Postado por Eleone Prestes, redação Zero Hora