Na edição desta terça do caderno Casa&Cia, você pode conferir a segunda parte da Casa Cor Rio Grande do Sul, com a predominância dos espaços funcionais, que podem ser usados pelos visitantes.
A mostra vai até dia 5 de julho, de terças a domingos, das 11h30min às 21h30min, na Avenida dos Estados, 11, na Capital, ao lado do aeroporto antigo. Os ingressos custam R$ 22. Há meia-entrada para pessoas acima de 60 anos e estudantes. Informe-se pelo (51) 3013-0077.
Aqui, no blog, você confere mais ambientes nos textos e nas fotos que seguem.
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Banheiro Público Masculino
Saciar a curiosidade que as mulheres têm de dar uma espiadinha na intimidade do sexo oposto é possível ao se
visitar o Banheiro Público Masculino da Casa Cor 2010. Os 16 metros quadrados projetados pela arquiteta Ana Clara Kalil democratizam a área:
— Optei por não colocar porta de entrada para não constranger o ingresso feminino ao espaço. Afinal, estamos em uma exposição e os banheiros fazem parte dela — explica Ana Clara.
Linhas retas, cores sóbrias e iluminação indireta — com lâmpadas fluorescentes embutidas em clarabóias feitas no gesso acartonado — conferem uma identidade masculina ao ambiente. O cinza do piso de ardósia lixada e a bancada com resina de basalto, ambos hipermeabilizados, combina com o papel de parede em detalhes emborrachados e com o painel de ladrilhos em relevo cimentício. Nos compartimentos reservados aos sanitários, o revestimento foi feito com parquê de demolição em diferentes espessuras, compondo um jogo de cores e reentrâncias.
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Banheiro Público Feminino
Da preocupação com a acessibilidade à mistura de texturas, as arquitetas Angela Souza e Karen Bittencourt criaram o Banheiro Público Feminino, em 22 metros quadrados. Projetado para atender as visitantes da exposição, o espaço ganha personalidade com a predominância de tons suaves.
— Buscamos o rosa e o prata para resgatar a alma feminina, com toques de preto para enfatizar a força e o poder da mulher. É um espaço funcional, onde brincamos com a mistura de materiais e estilos — diz Angela.
O rosa-claro das paredes divide as atenções com a pintura de efeito palha em tom prata na divisória central, adornada por reposteiro de organza de mesmo tom. De um lado, a cabine especial concebida dentro das normas técnicas para atender portadores de deficiência física e, de outro, as pias e sanitários convencionais.
Os espaços são neutralizados pelo branco presente no mármore cintilante dos tampos, no forro de gesso e no patinado aplicado nas portas reaproveitadas da construção original. Espelhos em estilo venezianos conferem romantismo ao espaço, pontuado ainda por obras de arte, como a pintura, de Berenice Unikowsky, e as telas pretas com flores de papel machê, criadas por Denise Haesbaert.
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Lounge Joal Teitelbaum
Tons de cinza e berinjela e a mistura de estilos marcam o Lounge Joal Teitelbaum, criado pelas arquitetas Joana Feijó Teitelbaum e Ana Paula D. Teitelbaum. Nos 40 metros quadrados, as profissionais mesclam as cores com móveis clássicos e acabamentos em alto-brilho para conferir sofisticação e conforto ao espaço configurado como escritório dentro de casa.

— O objetivo era valorizar os empreendimentos da construtora que dá nome ao espaço. Então, fugimos das tradicionais maquetes e imaginamos um escritório, com mesa de trabalho ampla, e área de estar aconchegante dentro dos tons da moda, como o cinza e o berinjela — diz Joana.
Reaproveitado da construção original, o piso de madeira foi mantido para oferecer aconchego visual ao estar. Poltronas de couro em estilo clássico ampliam o conforto na hora de assistir aos musicais projetados no telão.
Na lateral, painel em laca berinjela alto-brilho, com nichos iluminados, destaca os troféus de qualidade da empresa. O mesmo acabamento aparece na mesa de trabalho da área de atendimento, ambientada ainda pela estante em fórmica líquida cinza e pelos painéis com backlight, que evidenciam os empreendimentos da construtora.
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Lounge de Eventos
O designer de interiores Ney Nunes lançou um desafio a si próprio ao compor o Lounge de Eventos da Casa Cor 2010: trazer a natureza para dentro do espaço 200 metros quadrados e pé direito de 6 metros. Para tanto, o ambiente que comporta cerca de 500 pessoas teve as paredes cobertas por adesivos com imagens da floresta amazônica. Além disso, uma jaboticabeira de uma tonelada foi transplantada e aberturas de vidro permitem que a luz da rua adentre o espaço.
— Tive muita preocupação com a sustentabilidade, por isso, o painel que comporta a lareira a gás é todo revestido de madeira de demolição e reaproveitei o teto de zinco preexistente — detalha o autor, referindo-se ao aparelho localizado no ambiente de estar, cujos móveis são feitos para áreas externas.
Em homenagem a Lucio Costa, o piso e parte da bancada da cozinha de apoio é feito das mesmas pedras portuguesas que cobrem algumas calçadas de Brasília. Outro destaque do ambiente são os pássaros em ferro que, pendurados ao teto, parecem estar voando.
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Sala de Imprensa
Adesivos com imagens da carreira do jornalista Caco Barcellos, homenageado pelas arquitetas Luciana Sudbrack Born e Denise Filizola do Nascimento na Sala de Imprensa, sobressaem-se sobre telas tensionadas que receberam iluminação interna e explicitam a função do ambiente.

Os 32 metros quadrados do espaço divide-se entre a sala de estar e a ala de trabalho. No setor reservada para receber convidados, um sofá e uma poltrona de camurça sintética cinza permitem que os jornalistas façam entrevistas com a tranquilidade e o conforto necessários.
— Fizemos um pórtico de madeira de demolição para fazer a transição das duas áreas. Para contrastar com esta rusticidade, colocamos ali a aparelhagem tecnológica, como computador, impressora e TV a cabo — descreve Denise.
Ao fundo, a mesa de MDF com laca alto-brilho azul-turquesa desenhada pelas autoras acomoda os notebooks e esconde os cabos em um nicho tampado ao centro do móvel. Para maior bem-estar dos profissionais da comunicação enquanto exercem as suas tarefas, as arquitetas optaram por cadeiras ergonômicas alemãs com ajustes de altura e ângulos.
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Lounge de Saída
Nos 40 metros quadrados do Lounge de Saída, projetado pela arquiteta Andréia Tavares, a trilogia "reutilizar, "reciclar" e "reduzir" se faz presente em todos os detalhes. Os pilares da sustentabilidade foram a base para a profissional compor um espaço destinado ao convívio.
— Em uma residência, este seria o local em que o proprietário poderia descansar, beber alguma coisa antes do jantar — resume Andréia, ao destacar o confortável sofá de dois módulos divididos e as poltronas revestidas de camurça preta.
Na categoria "reutilizar", a autora usou de elementos como a mesa de marcenaria, cortinas feitas de lona de caminhão e chapas de aço aplicadas nas portas do armário e como apoios para a acomodar o material de exposição. A reciclagem pode ser conferida na composição do piso vinílico que imita madeira e nos rodapés de plástico reaproveitado. Por fim, a redução de energia, que é possível devido à iluminação feita por meio de lâmpadas de LED.
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Lounge BarraShoppingSul
Ambiente de apoio à Casa Cor, o Lounge BarraShoppingSul segue o conceito modernista planejado pelos arquitetos e designes Sérgio Rodrigues e Jader Almeida.
Localizado no Nível Jockey do shopping center, na zona sul da Capital, o espaço apresenta a exposição intitulada "Vertentes Modernas", em referência ao arquiteto Lucio Costa — autor do Plano Piloto de Brasília e um dos precursores do modernismo no Brasil.
Dispostos próximo à escada rolante, alvos tablados destacam cadeiras e poltronas — produtos do cotidiano com inspiração na fonte modernista. Dentre as peças, as poltronas Diz e Chifruda, de Sérgio Rodrigues, e a Ipanema, de Jader Almeida. Em destaque, a única poltrona criada por Lucio Costa. Com travessas torneadas e assento, encosto e braços revestidos de couro, o móvel foi uma das atrações no evento "O móvel como objeto de arte", realizado em 1962 na Oca, em São Paulo.