A próxima edição de Casa&Cia, veiculada no jornal Zero Hora do dia 13 de julho, terá o tema tendências. Assim, fiquei antenada para o assunto.
Imagina saber como os fatores que moldaram os indivíduos das 3 gerações mais jovens (X, Y, Z) influenciam suas escolhas em termos de casa, objetos domésticos e relação com o espaço doméstico.
Pois um jovem especialista em pesquisa e tendências, Rodrigo dos Reis, de 29 anos, formado em Comunicação Social especializada em Marcas, Produtos e Serviços pela ESPM-SP em 2002 e pós-graduado em Investigação Qualitativa de Tendências pela Universidad Ramon Lull de Barcelona, em 2007, vai explicar. Isso na sua palestra no 2º Design Forum Megatendências, dia 3 de agosto, no Renaissance SP Hotel.
Ele diz que na sua empresa Zeitgeist a pesquisa funciona assim: "Usamos uma série de métodos de pesquisa que não se restringem ao que dizem ou fazem os consumidores, e abrangem também o "clima" estético e de comportamento global, por isso é possível enxergar direcionamentos, vindos tanto de mudanças dos próprios consumidores quanto de inovações e soluções interessantes do próprio mercado".
Perguntei a ele o que os jovens e os mais velhos querem para suas casas e ele respondeu:
– Se por jovens aqui entendemos a Geração y, ou seja, os nascidos entre aproximadamente 1980 e 2000, um de seus traços mais importantes é uma forte demanda por personalização (diretamente relacionado ao fato de desejarem autoexpressão através do consumo) em todas as categorias de produtos e serviços - desde o automobilístico (desde o Mini Cooper ao Novo Uno), moda (customização), entre vários outros. Por mais que não seja prudente apontar a preferência por um tipo de espaço (loft, planta tradicional mais aberta, estúdio, etc.) para toda uma geração de consumidores (é mais sobre gosto e tipo de uso do que um constructo social) - o que é comum a todos esses tipos de espaço é uma flexibilidade maior no uso (são jovens - trabalham e vivem suas vidas sociais em casa muitas vezes) e uma possibilidade maior de personalização deste espaço em relação ao tradicional quarto-sala-cozinha-banheiro de antes.
Sobre as gerações mais velhas, os X (mais ou menos de 1965-1980) têm uma enfase ainda maior na necessidade de flexibilidade e de usar bem os espaços, no geral menores, que dispõem, e os Boomers (1946-1964) estão na fase do "ninho vazio" - com seus filhos fora ou em vias de sair de casa, e por isso muitos dispostos a mudarem para espaços menores e mais fáceis de serem cuidados, focando o uso do dinheiro em experiências (viagens, objetos embebidos num significado particular, etc.)
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