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Conexão Porto Alegre-África do Sul hoje à noite

10 de abril de 2012 0

Finalizando o material do bate papo sobre a vinicultura da África do Sul que acontece hoje à noite na Fundação Ecarta, em Porto Alegre, me dei conta de que havia esquecido de convidar para esse encontro os leitores do Enoblog que estiverem na Capital gaúcha. Agora não falta mais nada!

O evento está marcado para as 19h, e tem preço de R$ 25. Uma barbada, levando em conta a oportunidade de degustar rótulos que defendem uma das viniculturas mais inovadoras do mundo.

Para reservar uma vaga, basta fazer contato com a Fundação Ecarta pelo telefone (51) 4009.2970. Até lá.

Vinho com a marca do Zorro

14 de março de 2012 4

Nos Estados Unidos, quando se fala em vinho a primeira referência que vem à cabeça é a região do Napa Valley, na Califória. Mas é possível que em um futuro próximo o marco vitivinícola por lá seja Hollywood, tamanha a sede de atores e atrizes por lançar seus próprios rótulos.

No fim de fevereiro, o eterno Zorro Antonio Banderas apresentou sete rótulos com sua marca ao mercado norte-americano em um evento na Flórida. As garrafas vieram da região espanhola de Ribera del Duero, sede da vinícola Anta Banderas, da qual o ator detém 50%. Os rótulos têm preço entre US$ 15 e US$ 48.

Escalamos um 'Super Chef' para retomar nossos jantares harmonizados

13 de março de 2012 0

O princípio da harmonização é unir vinho e comida de forma que um complemente o outro. Mas também influenciam essa mistura o ambiente, a companhia e, segundo estudos recentes, até a trilha sonora. Dia 21 de março, os leitores poderão testar a fórmula da combinação perfeita em mais um jantar harmonizado da coluna Enoteca e do Enoblog.

E para a retomada de nossos encontros, buscamos uma parceria de peso. O chef Charlie Tecchio Colonetti, vencedor da última edição do Super Chef (reality show gastronômico conduzido no programa Mais Você), é quem vai conduzir a cozinha. O palco do encontro será a Cantina Arbório A, em Caxias do Sul.

Abaixo você confere as armas escolhidas pela adega e pela cozinha para este combate imperdível.

- Couvert: pão italiano e pasta de ervas + Espumante .Nero Extra Brut
- Entrada: salada de folhas verdes, mussarela de búfala, brotos de beterraba, presunto parma ao molho de iogurte com mostarda e salsa + Aracuri Sauvignon Blanc
- Primeiro prato: risoto de cogumelos frescos com manjericão + Don Laurindo Merlot DO
- Segundo prato: ensopado de javali com polenta de sálvia + Fabian Cabernet Sauvignon Reserva
- Sobremesa: brownie de castanha com sorvete de coco e calda de mirtilo + Casa Perini Aquarela Moscatel

A unanimidade bêbada das pontuações enológicas

12 de março de 2012 4

Quem leva em conta as avaliações feitas por críticos famosos na hora de comprar um rótulo qualquer deveria escutar o que Leonard Mlodinow tem a dizer. Autor do livro O Andar do Bêbado - Como o Acaso Determina Nossas Vidas, ele aborda o vinho como um objeto subjetivo, questionando a capacidade de qualquer nariz alheio (que não o do próprio consumidor) definir o que é bom ou ruim.

Segundo o escritor, o sabor que sentimos em uma degustação surge dos efeitos de uma mistura de 600 a 800 compostos voláteis sobre a língua e o nariz. Essa complexidade impede, matematicamente, que exista unanimidade na classificação de um produto - prática que, segundo Mlodinow, “recebe mais atenção do que merece”. Fatores como a expectativa (criada por causa da marca ou do preço de uma garrafa) ou a falta de contexto também afetam a percepção.

Usar o sistema de pontuações para encontrar um idioma comum entre os enófilos até faz sentido, mas desprezar um vinho por ele ter atingido nota 89 em vez de 90 não faz qualquer sentido.

“Os críticos descobriram que, ao tentarem expressar a qualidade dos vinhos com base em um sistema de estrelas ou em meras descrições verbais como bom, ruim e talvez feio, suas opiniões não convenciam. Quando usaram números, porém, os compradores passaram a venerar seus pronunciamentos. Classificações numéricas, ainda que duvidosas, dão aos consumidores a confiança de que conseguirão encontrar a agulha de ouro (ou de prata, dependendo do orçamento) no meio do palheiro de variedades, produtores e safras.”

Safra 2012 pode ser novo marco na vinicultura nacional

27 de fevereiro de 2012 0

É contagiante o entusiasmo das vinícolas com a safra 2012. A esta altura, ninguém parece acreditar na possibilidade de o tempo virar e a chuva estragar a colheita. Fala-se que esta pode ser a melhor vindima da história do Rio Grande do Sul, superando inclusive a de 2005 - ano usado como parâmetro máximo de qualidade.

A euforia é causada por um sentimento que os enólogos dificilmente vivenciam em anos regulares: liberdade. Quando o Estado não registra seca, as cantinas vivem acossadas pelo clima, obrigando-se a antecipar a retirada dos cachos dos parreirais para evitar maiores estragos. Com as atuais condições, é possível esperar até que as uvas atinjam a maturação desejada.

A safra dos espumantes e dos vinhos brancos já está garantida. Para os tintos, fica difícil imaginar que o quadro possa mudar até a colheita das castas precoces, como a Merlot. O risco recai sobre as variedades tardias, como a Cabernet Sauvignon. Mas para arruinar a festa, vai ser preciso muita chuva e mau agouro.

Desafio Vinho de Piscina: qual o melhor?

26 de fevereiro de 2012 2

Desde o início do verão, venho me arriscando a conduzir uma árdua e flagelante pesquisa: qual espumante combina melhor com a beira da piscina. Usando a propriedade alheia como laboratório, tive a chance de testar diversas amostras nos últimos finais de semana.

Curiosamente, quanto maior a incidência de sol, mais produtivo era o levantamento. Os resultados preliminares (o estudo segue em andamento até o fim da temporada) mostraram que, de maneira geral, os exemplares brasileiros vêm dando um banho - com o perdão do trocadilho. Tudo bem que os estrangeiros tiveram uma participação menor na amostragem, mas de qualquer forma dá orgulho ver o desempenho dos nacionais.

Abaixo eu antecipo alguns dados desta pesquisa nada científica. Confira as dicas e faça você mesmo o teste na piscina mais próxima.

 

Extra brut: Casa Valduga Natura 2006
O longo descanso desde a ótima safra 2006 fez muito bem a este produto, com aromas evoluídos e elegantes. No paladar, é muito cremoso. É preciso, no entanto, gostar de espumantes bem secos. Qualquer coisa, dê um mergulho entre um gole e outro.



Brut: Salton Évidence
Leve e harmônico, é o tipo de bebida que vai conquistar qualquer banhista. Fica excelente se acompanhado de petiscos, sem muita preocupação com a harmonização ideal, pois é flexível em relação à comida.



Moscatel: Valdemiz
Representando Flores da Cunha, este candidato da categoria espumantes doces pode vestir a faixa de “Revelação”. O ótimo equilíbrio entre acidez e açúcar o torna uma bela opção tanto para o happy hour quanto para a hora da sobremesa.



Rosé: Fabian Intuição e Perini Rosé
Se existe uma categoria que merece mais de uma indicação é a de espumantes rosé, naturalmente identificado com a beira da piscina. O Fabian Intuição tem um aroma floral que o torna intrigante até o último gole. E o Perini Rosé é o tipo de produto que não se torna cansativo nunca graças à sua suavidade em boca e o agradável aroma frutado.

Carta de vinhos digital é a nova moda

25 de fevereiro de 2012 2

Muitos acharam que a moda nunca pegaria, mas a última edição da revista Decanter - publicação entre as mais influentes no universo enológico - garante que as cartas de vinho definitivamente ganharam uma nova plataforma: o iPad.

Mais do que qualquer outra marca de tablet, o aparelho da Apple é apontado como o favorito entre os hotéis e restaurantes high tech. A reportagem inclusive cita o Brasil entre os países que abraçaram a tecnologia rapidamente.

"Nos últimos tempos, tenho usado mais o iPad do que o saca-rolhas", conta o diretor de uma rede de hotéis.

Lionel Messi é o novo dono da taça

24 de fevereiro de 2012 0

Dois dos maiores bens de exportação da vizinha Argentina serão fundidos em um só produto. O talento futebolístico do jogador Lionel Messi inspirou a criação de um vinho em sua homenagem. Batizado de Leo, o rótulo sai no mês de abril e suas vendas financiarão ações beneficentes da fundação comandada pelo atleta.

A elaboração ficará a cargo da vinícola Casa Bianchi. Como toda cantina argentina que se preze, ela já é conhecida dos brasileiros. Sua marca Don Valentín é facilmente encontrada nos supermercados locais.

Os vinhos de celebridades do esporte são cada vez mais comuns, mas se a ideia fosse mesmo boa, alguém já teria feito um rótulo com o rosto de Pelé, o maior jogador da história. Talvez os argentinos tenham pensado em algo semelhante com seu ídolo Maradonna, mas ainda não existe vinho em pó.

E se você pudesse dar a uma garrafa o nome de um atleta do futebol, quem seria? E quais seriam suas características? Deixe sua contribuição nos comentários abaixo e contribua com a brincadeira.

Dois cálices é demais, alerta o Reino Unido!

23 de fevereiro de 2012 0

Na medida certa, o vinho é um aliado da saúde - como atestam boa parte da comunidade médica e a totalidade dos nonnos quase centenários da Serra Gaúcha. O exagero, porém, pode transformar a bebida em um risco, e foi pensando nos descontrolados que o Reino Unido lançou uma campanha contra o consumo diário de álcool.

De boa intenção, o movimento rapidamente virou alvo de críticas por não especificar qual a quantidade aceitável. O texto fala em “dois ou três cálices”, sem determinar os volumes das taças ou a graduação alcoólica considerada nociva. É claro que dois cálices de Pinot Grigio com 12% serão mais brandos ao organismo do que a mesma dose de Shiraz com 14%.

Ainda que seja taxada de alarmista, a campanha levanta questões importantes sobre o consumo responsável. Também vale ser vista pela linguagem lúdica e divertida. Confira o vídeo (em inglês) abaixo.

Não é só você que quer fugir do calor. Seus vinhos também!

16 de fevereiro de 2012 0

O calorão, como o que vem fazendo nos últimos dias, é um problema para quem gosta de vinho. E não apenas porque fica difícil encarar aquele tinto corpulento, pois sempre há brancos e espumantes como alternativa. A dificuldade é encontrar em casa um cantinho com as condições ideais para o armazenamento de garrafas.

Não são apenas os rótulos feitos para durar muitos anos que sofrem com a mudança de temperatura. O choque térmico faz com que qualquer vinho corra o risco de virar vinagre. Para quem acha que ainda não é hora de investir em uma adega climatizada, seguir algumas dicas básicas pode garantir a qualidade da degustação.

- A não ser que você tenha um porão onde a temperatura é amena mesmo no verão, não armazene muitas garrafas em casa. Ter de correr a toda hora até o supermercado mais próximo pode ser inconveniente, mas pior do que isso é tomar vinho estragado.
- Estocar garrafas perto do ar-condicionado só é válido se o aparelho fica ligado o tempo todo. É melhor manter o vinho em um lugar constantemente acima da temperatura ideal do que onde ele passe por transições entre o frio e o calor.
- Durante a estação quente, encontre um espaço para os vinhos no cômodo mais arejado da casa. Mude-os de lugar, se necessário.
- A proteção contra a luz se torna ainda mais importante nesta época. Deixe as garrafas dentro de armários pouco utilizados ou mesmo dentro de uma mala fechada, longe dos raios solares.
- Se você já tem em casa muitas garrafas e seguir essas dicas parece dar muito trabalho, considere comprar uma adega climatizada. É o tipo de investimento que vale a pena para os amantes de vinho, no inverno ou no verão.