Um bom vinho depende essencialmente da qualidade das uvas. Porém, quando a colheita não cumpre sua parte, há vinícolas que apelam para ajustes dentro da cantina. Entre os meios mais controversos está a chaptalização, que é a adição de açúcar ao mosto para elevar o grau alcoólico da bebida. Seguindo uma tendência internacional, o Brasil vai restringir mais fortemente o uso desse método, o que vai resultar em vinhos nacionais ainda melhores.
O primeiro passo para esse controle já foi dado. O Ministério da Agricultura enviou à Casa Civil a atualização das regras da chaptalização. Segundo o texto, os vinhos finos poderão ser corrigidos em apenas dois graus alcoólicos nos primeiros quatro anos após a publicação do decreto (o que pode ocorrer a qualquer momento) e em somente um grau a partir do quinto ano. Para os vinhos de mesa, a transição será de três graus até o quarto ano da publicação e dois graus depois disso. Hoje, a lei permite que qualquer vinho tenha seu teor de álcool elevado em, no máximo, três graus.
O setor vitivinícola sabe a importância dessas restrições, tanto que apoia integralmente o novo texto. Mais do que isso: desde 2008 vem ajudando a escrevê-lo. A mudança vai exigir trabalho extra nos parreirais, que será compensado com maior qualidade dentro dos cálices.


Acho uma medida corretissima,a qualidade de um bom vinho,começa na propriedade com o vitivinicultor,se aprofundando,buscando sempre mais informações;Com certeza é mais trabalho,mas ao se fazer uma analise ao final do processo,vamos descobrir que valeu a pena.