Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Pelo mundo"

Vinhos e dor de cabeça já não combinam mais

31 de janeiro de 2012 0

Uma pesquisa de oito anos pode tornar o vinho mais agradável a pessoas que afirmam sofrer de dor de cabeça após ingerir a bebida. Hennie van Vuuren, da University of British Columbia, no Canadá, desenvolveu uma levedura (componente utilizado na elaboração do vinho) que impede a formação de componentes que poderiam provocar uma enxaqueca ou ataques de hipertensão.

Segundo o estudo, cerca de 30% da população mundial é sensível ao mal estar que pode ser disparado pelo vinho - o cientista Van Vuuren inclusive.

Bordeaux quer proteger suas marcas

23 de janeiro de 2012 0

Frente ao risco de falsificações, a França está pressionando o governo chinês a reconhecer a região de Bordeaux como uma marca inviolável. O maior medo nem é são as cópias baratas dos grandes vinhos franceses, mas a produção em larga escala de bebidas baratas que levem a denominação e manchem a reputação de Bordeaux.

Hoje, mais de 60% do mercado de Hong Kong, considerado a porta de entrada dos vinhos na China, é dominado por marcas francesas.

Vinho é fonte de rentabilidade líquida

21 de janeiro de 2012 0

Uma financeira inglesa lançou uma linha de crédito para a compra de grandes vinhos. Com empréstimos que variam de 100 mil a 10 milhões de libras, a Loan Against garante que esse é o primeiro serviço voltado exclusivamente à aquisição de garrafas famosas, investimento cada vez mais comum no mercado.

Um primeiro cliente já está analisando as condições (juros a partir de 2,49% ao mês, prazo de sete meses) para adquirir uma série vertical (1951-2006) do Penfold’s Grange, considerado o maior ícone da vinicultura australiana.

Bordeaux quer retomar a força do claret

19 de janeiro de 2012 0

Antiquários ainda guardam as antigas identificações das garrafas de claret

No planeta vinho, os rótulos brasileiros são apontados como leves, frutados e fáceis de beber. Isso é ruim? De forma nenhuma. Nem sempre estrutura, tanicidade e alto teor de álcool são desejáveis. Tanto é que a mais famosa zona produtora do mundo, a francesa Bordeaux, está querendo resgatar para a próxima safra um termo que traduz justamente esse conjunto de características: claret.

Por séculos, a Inglaterra usou a palavra claret para indicar qualquer tinto feito em Bordeaux. A denominação, surgida na Idade Média, nunca foi oficial, tampouco adotada pelos franceses. Mas como os bretões eram os que mais compravam a bebida, acabou pegando mundo afora. A origem do nome é a mesma do clairet, ou clarete em português, vinho ligeiro que fica no meio do caminho entre um rosé e um tinto e que é elaborado na França até hoje.

Essa confusão e o passar do tempo estavam fazendo com que o termo claret ficasse fora de moda, mas agora produtores de Bordeaux querem transformá-lo em uma marca para identificar seus vinhos mais leves, aqueles degustados no dia a dia. A retomada está prevista já para a safra 2012.

É bom explicar o que é biodinamismo...

18 de janeiro de 2012 1

Já que o Brasil terá reforço de representantes biodinâmicos, não custa explicar melhor do que  se trata. O cultivo biodinâmico de vinhedos parte da eliminação de aditivos que não sejam naturais. Só podem ser usados fertilizantes, pesticidas ou controladores de doenças encontrados no meio ambiente. Por vezes, isso leva a soluções um tanto incomuns, como a crina de cavalo cozida.

Se ficasse por aí, o manejo poderia ser chamado de orgânico ou biológico. O biodinamismo vai além. A Lua e as estrelas são consideradas primordiais, assim como o equilíbrio energético da planta com os demais seres vivos - o que dá um ar meio esotérico ao tema. No campo, o calendário lunar dita a hora certa de plantar, podar e colher. Também rege o cronograma dentro da cantina, determinando o momento de processar e engarrafar o vinho, por exemplo.

Todas essas ideias foram propostas inicialmente pelo austríaco Rudolf Steiner nos anos 1920. Hoje o cultivo biodinâmico tem o francês Nicolas Joly como seu maior expoente.

Fim ao preconceito com a uva Moscato

15 de janeiro de 2012 0

Há entre os bebedores de vinho uma corrente que aponta os derivados da uva Moscato como um subproduto, algo de qualidade inferior. Isso é preocupante. Tanto os vinhos quanto os espumantes feitos com essa variedade podem apresentar qualidade excepcional, principalmente aqui no Brasil, onde a casta se adaptou muito bem. Torcer o nariz para esses rótulos é ignorar uma tendência mundial.

No ano passado, nos Estados Unidos, as vendas de produtos feitos de Moscato cresceram 153,6%, segundo a consultoria A.C. Nielsen. A simpatia dos jovens pelos vinhos doces e o fato de alguns artistas de hip hop terem adotado rótulos dessa variedade puxaram a alta.

A doçura certamente limita o potencial de harmonização desses produtos, que casam melhor com entradas ou sobremesas. Mas não é motivo para condenar a uva à segunda divisão da sua adega.

Genética poderá acabar com o brett nos vinhos

11 de janeiro de 2012 1

Um dos mais recorrentes defeitos que atacam os vinhos pode estar com os dias contados. Cientistas australianos decifraram o genoma da levedura Brettanomyces, ou simplesmente brett, um micro-organismo que dá à bebida aromas de remédio ou metálicos.

A descoberta vai permitir, por exemplo, entender o motivo pelo qual o brett é muitas vezes resistente ao enxofre – substância mais empregada no combate ao problema. Também será possível saber por que ele cresce e se espalha tão rapidamente dentro da cantina, tornando possível controlar as infecções.

Vinhos com acidez, taninos e bom-humor

10 de janeiro de 2012 1

Conservadora por natureza, a indústria vinícola muitas vezes carece de diversão. Quando usado na medida certa, com inteligência, o humor pode se transformar no diferencial de uma cantina. Um ótimo exemplo disso vem da África do Sul, país de origem da vinícola Fairview.

Produtora de vinhos e queijos, a empresa tem a cabra como um de seus símbolos. E na hora de identificar uma série de rótulos inspirados em clássicos franceses, se valeu do animal (goat, em inglês) para criar a linha Goats do Roam (jogo de palavras com a região Côtes du Rhône). Além de um branco, um tinto e um rosé, a família de produtos inclui o Goat-Roti (trocadilho com a região de Côte-Rôtie), o The Goatfather (referência ao filme The Godfather, ou O Poderoso Chefão no Brasil) e o Bored Doe (que soa igual a Bordeaux).

Os vinhos dessa família nem são tudo isso, mas com um preço acessível - entre 40 e 85 rands, ou de R$ 10 a R$ 20 -, atiçam a curiosidade e conquistam a simpatia de qualquer pessoa.

Investigação nos vinhedos da África do Sul

06 de janeiro de 2012 0

Vinhedos na região da Cidade do Cabo estão sob suspeita. Foto: Deon Maritz, Wikimedia Commons

Traumatizada com os anos em que sofreu sanções internacionais por conta da política de Apartheid, a indústria vinícola da África do Sul se assustou com um relatório elaborado pelo Human Rights Watch (HRW) acusando o setor de submeter os trabalhadores dos vinhedos a condições desumanas.

Entre as denúncias estão o alojamento em lugares impróprios, o manejo de pesticidas sem proteção, o acesso limitado a água e banheiros durante o expediente e a proibição de formação de sindicatos.

Os empresários do ramo rebatem as informações, alegando que a vistoria cobriu menos de 1% das áreas de cultivo de uva e que o relatório não representa a realidade. O governo local pediu que a HRW desse nome às fazendas visitadas para tomar as medidas necessárias, mas a entidade recusou o pedido para proteger os trabalhadores de possíveis retaliações.

África do Sul é um grande destino enoturístico

04 de janeiro de 2012 3

Bem amigos, depois de uma pausa para as festas de fim de ano, retomamos as atividades aqui no Enoblog. Mas nossa interrupção não ocorreu apenas por causa dos brindes de Natal e Ano Novo. Só agora estamos voltando de uma viagem pela África do Sul, e a partir de hoje vamos compartilhar com os leitores alguns detalhes desse grande destino enoturístico.

Visitar vinícolas e vinhedos é um programa obrigatório pra quem viaja até a África do Sul. E o bacana é que as principais atrações ficam concentradas basicamente entre duas cidades, Stellenbosch e Paarl. Essa região vinícola fica cerca de 50 quilômetros da Cidade do Cabo, então é fácil combinar o roteiro enológico com outros programas. Pra mais autonomia, o melhor é alugar um carro, mas é preciso ter em mente que beber e dirigir também é crime na África do Sul.

Pra quem não quiser se arriscar nem perder as degustações, existem serviços de van que partem dos hotéis e percorrem as cantinas.

Bom, mas pelo que procurar? Em Stellenbosch, a Vergelegen e a Morgenster são boas pedidas, com bons vinhos e que ficam uma ao lado da outra. E na Morgenster ainda dá pra combinar a prova dos vinhos com uma degustação de azeites.

Pra quem bosta dessas experiências combinadas, a dica é ir até a Fairview, em Paarl, pra degustar os vinhos e os queijos feitos na propriedade.

Um pouco fora desse roteiro, mas que vale a visita, é a Steenberg, nos arredores da Cidade do Cabo, uma das vinícolas mais bonitas que eu já visitei.

Última dica: se alguém estiver na Cidade do Cabo e não conseguir visitar nenhuma vinícola, vale ao menos dar um pulo na Caroline's Fine Wine Cellar, uma loja com todos os principais rótulos da África do Sul e ótimo atendimento.