A expectativa é de que o governo bata o martelo sobre o preço mínimo da uva nesta semana. A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que oficializa o valor, está marcada para hoje. Um acordo entre lideranças de vinícolas, cooperativas e viticultores apontou aumento de 10%, valorizando a qualidade da fruta.
Os preços enviados para aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócios (Mapa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e já homologados, contemplam reajuste equivalente à inflação do ano mais 3,5% de ganho real. A uva isabel passaria de R$ 0,52 para R$ 0,57 o quilo.
Mas, para receber o aumento, o viticultor deve entregar a fruta com, pelo menos,15 graus babo (que representa a quantidade de açúcar, em peso, existente em 100g de mosto).
Nas safras de 2007 a 2010, o valor mínimo ficou congelado em R$ 0,46. Na última colheita, o preço subiu para R$ 0,52. Antes do acordo, um relatório da Comissão Interestadual da Uva havia apontado que, para este ano, os custos de produção ficam na faixa de R$ 0,65 o quilo.
"Este valor (R$ 0,57) foi o máximo que se conseguiu. Mas é para a isabel. Outras variedades alcançarão valores bem melhores. Mas o importante é que fechamos um acordo entre os setores, porque, se não tivéssemos feito isso, a discussão poderia se estender ainda mais", analisa o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin.
Para serem válidos, após a aprovação do CMN, os preços devem ser publicados no Diário Oficial da União (DOU).









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