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Posts na categoria "Vinícolas"

Veja como estão os vinhedos biodinâmicos da Santa Augusta

19 de janeiro de 2012 1

O enólogo Jefferson Sancineto Nunes acabou de enviar algumas fotos recentes dos vinhedos da Vinícola Santa Augusta em que a condução está sendo feita de acordo com as regras do biodinamismo. A sanidade das plantas vem surpreendendo o enólogo, que faz uma ressalva importante:

"O sucesso do biodinamismo na viticultura depende da integração e do compromisso de todos os envolvidos no processo. Não adianta deixar apenas por conta da natureza, do chá de cavalinha, PB 500, PB 501, sulfato de cobre... Se a direção e os funcionários não acreditarem e não estiverem 100% comprometidos, não vai dar em nada.  Temos que trabalhar preventivamente, passar diariamente em todo o vinhedo e ver os sinais que as plantas estão nos passando".




Biodinâmicos brasileiros serão a novidade de 2012

18 de janeiro de 2012 2

Em vez de fungicidas, o chá da erva cavalinha protege as videiras. Foto: Jéfferson Sancineto Nunes

A safra 2012 trará uma novidade interessante para o mercado do vinho brasileiro. Será com uvas colhidas neste ano que o movimento biodinâmico ganhará força na vitivinicultura nacional. A responsável por disseminar esse conceito por aqui é a Vinícola Santa Augusta, localizada no município de Videira, Santa Catarina.

Talvez não seja correto dizer que serão os primeiros rótulos do gênero, pois iniciativas semelhantes já foram conduzidas por cantinas menores, de forma tímida. A Santa Augusta, no entanto, tem os meios para elaborar um biodinâmico que seja conhecido em todo o país. O ambiente para que isso aconteça começou a ser preparado no ano passado, com a adoção de práticas ecológicas nos vinhedos. Em vez de herbicidas, capina manual da faixa de cultivo das videiras. No lugar de fungicidas, chá da erva cavalinha. Quem decide o momento de intervir nas plantas não é o agrônomo, mas o calendário lunar.

O resultado vem entusiasmando o enólogo Jéfferson Sancineto Nunes, idealizador da empreitada.

África do Sul é um grande destino enoturístico

04 de janeiro de 2012 3

Bem amigos, depois de uma pausa para as festas de fim de ano, retomamos as atividades aqui no Enoblog. Mas nossa interrupção não ocorreu apenas por causa dos brindes de Natal e Ano Novo. Só agora estamos voltando de uma viagem pela África do Sul, e a partir de hoje vamos compartilhar com os leitores alguns detalhes desse grande destino enoturístico.

Visitar vinícolas e vinhedos é um programa obrigatório pra quem viaja até a África do Sul. E o bacana é que as principais atrações ficam concentradas basicamente entre duas cidades, Stellenbosch e Paarl. Essa região vinícola fica cerca de 50 quilômetros da Cidade do Cabo, então é fácil combinar o roteiro enológico com outros programas. Pra mais autonomia, o melhor é alugar um carro, mas é preciso ter em mente que beber e dirigir também é crime na África do Sul.

Pra quem não quiser se arriscar nem perder as degustações, existem serviços de van que partem dos hotéis e percorrem as cantinas.

Bom, mas pelo que procurar? Em Stellenbosch, a Vergelegen e a Morgenster são boas pedidas, com bons vinhos e que ficam uma ao lado da outra. E na Morgenster ainda dá pra combinar a prova dos vinhos com uma degustação de azeites.

Pra quem bosta dessas experiências combinadas, a dica é ir até a Fairview, em Paarl, pra degustar os vinhos e os queijos feitos na propriedade.

Um pouco fora desse roteiro, mas que vale a visita, é a Steenberg, nos arredores da Cidade do Cabo, uma das vinícolas mais bonitas que eu já visitei.

Última dica: se alguém estiver na Cidade do Cabo e não conseguir visitar nenhuma vinícola, vale ao menos dar um pulo na Caroline's Fine Wine Cellar, uma loja com todos os principais rótulos da África do Sul e ótimo atendimento.

Passeio aéreo sobre vinhedos catarinenses

20 de março de 2011 0

Foto: Ricardo Duarte

Meio de transporte cada vez mais popular nas badaladas praias de Santa Catarina, o helicóptero vai trabalhar a favor do enoturismo. Na safra que está por começar (no Estado vizinho a colheita é tardia em relação aos vinhedos gaúchos), um dos programas oferecidos pela Villa Francioni, cantina pioneira na altitude catarinense, é um passeio aéreo pelos parreirais.

As rotas partem de pontos sofisticados, como Jurerê Internacional, Costão do Santinho e Balneário Camburiú, com direito a aterrissagem para degustação.

Viapiana vai com um tinto e um verde para a ExpoVinis

06 de março de 2011 0

A Viapiana, de Nova Pádua, embarca para a ExpoVinis com duas novidades na bagagem, um tinto e um branco. Ou melhor, um verde. O Viapiana Green, feito com uvas sauvignon blanc e chardonnay colhidas na última safra, é inspirado nos vinhos verdes portugueses. Ou seja, o consumidor pode esperar por acidez acentuada, frescor e álcool leve (em torno dos 11%). É uma proposta para o verão. O próximo, obviamente, pois hoje o produto ainda está em tanques na cantina.

Quem já chegou à garrafa é o marselan 2009 que a vinícola pretende apresentar na feira. É um vinho para os pacientes. Não que já não possa ser degustado, mas sua acidez e a estrutura dos taninos indicam que ele vai melhorar com o tempo. Elaborado com uma uva pouco óbvia na Serra, traz um interessante aroma vegetal e de especiarias. O carvalho é um tanto opressor logo que cai no cálice. Aí mais uma vez é preciso ter paciência, pois alguns minutos de aeração são suficientes para equilibrar os elementos olfativos. Mesmo com apenas 12,5% de álcool, é encorpado e sugere harmonização com carnes assadas, talvez com uma marinada de ervas que combine com aquele tom vegetal.

Reforma na cantina deu início à modernização da marca. Foto: Luiz Chaves, divulgação

Os produtos serão os primeiros a chegar às lojas com o selo que comemora os 25 anos da Viapiana. Porém, mais do que celebrar o passado, a marca está de olho no futuro. Este é o ano em que a modernização da marca, iniciada em 2009 com a reforma da vinícola, deve ser consolidada. Outras ações, como novos investimentos na cantina e o plano de abrir cursos voltados aos visitantes, confirmam esse movimento.

O catálogo de produtos também vai sofrer ajustes, entre os quais se destacam o retorno de um varietal chardonnay e a estreia de um espumante brut feito com a mesma uva pelo método champenoise. A técnica, pela qual a segunda fermentação da bebida ocorre já na garrafa, começará a ser empregada já este ano, e em 2012 vai substituir integralmente o método charmat (fermentação em autoclaves).

Vale dos Vinhedos tem o hectare mais caro do RS

02 de março de 2011 1


Certificação de origem ajuda a inflacionar os terrenos. Foto: Gilmar Gomes

A dupla vocação da zona rural trouxe para a Serra o título de hectare mais caro do Rio Grande do Sul. No Vale dos Vinhedos, no interior do município, o valor mais frequente de negociação das áreas usadas para a produção de uvas foi de R$ 35 mil, alta de 180% nos últimos três anos. Os dados vêm de um relatório da consultoria Informa Economics FNP (ex-Agra FNP) sobre a valorização das áreas destinadas à produção agropecuária no Brasil. No levantamento anterior, com dados colhidos entre janeiro e fevereiro de 2010, o preço verificado havia sido de R$ 28 mil. 

— São terras valorizadas porque podem ter dupla função: vitivinicultura e turismo — explica Jacqueline Bierhals,  gerente de agroenergia da FNP e autora do levantamento.

Uma rápida consulta a profissionais de compra e venda de imóveis e a sites de classificados da região, entretanto, mostra que em alguns casos os preços podem ser ainda mais altos, dependendo da localização e das benfeitorias. Uma área de sete hectares próxima a vinícolas famosas, junto ao asfalto, com quatro hectares de uva, duas casas e um campo de futebol chega a ser anunciada por R$ 2,5 milhões, ou R$ 357 mil o hectare. O valor do hectare no interior do município pode chegar a R$ 50 mil e, na beira da faixa, no Vale dos Vinhedos, parte de R$ 250 mil, avalia o corretor Cliderio Cepriani. O valor, lembra, não é calculado apenas pelo total de quilos de frutas que a área pode produzir.

— É uma região com certificado de origem para vinhos e com interesse turístico para instalação de cantinas, pousadas e hotéis — acrescenta o delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Wanderley Ferreira.

No Rio Grande do Sul,  o preço médio do hectare no Estado subiu 60%, alcançando R$ 9.444 no embalo da corrida pela expansão das lavouras de soja, principalmente na Metade Sul.

Com conteúdo de Caio Cigana

Antes e depois em Santa Catarina

08 de fevereiro de 2011 1

O Enoblog não é bairrista. Tanto que acompanha a safra 2011 de todas as regiões vitivinícolas do Brasil, e não só da Serra. Pra provar, aí vai um panorama do desenvolvimento de parreirais na região de São Joaquim, o centro da produção enológica catarinense. As imagens foram gentilmente enviadas pela Vinícola Pericó.

Brinde a safra em Pinto Bandeira

01 de fevereiro de 2011 0

Fotos: Fernando Gomes

Espumantes e boa mesa são a grande atração da região de Pinto Bandeira, a 12 quilômetros de Bento Gonçalves. A colheita de uvas mais tardia, em relação às demais regiões da serra gaúcha, resulta em uvas mais doces e espumantes de excelente qualidade. Tanto que as vinícolas que integram a Associação de Produtores de Vinhos de Pinto Bandeira (Asprovinho), além de comemorar o selo de Indicação de Procedência, concentram seus planos futuros na expansão da bebida local e no enoturismo.

O cuidado com a qualidade dos espumantes na vinícola Cave Geisse começa no parreiral. Com o uso da técnica chamada TPC, que aplica vento quente, a 130 graus, nas videiras, é dispensada a utilização de pesticidas. O fato de utilizar uvas produzidas sem agrotóxicos é apenas um dos minuciosos detalhes de produção. O produto de maior destaque da Cave Geisse é o espumante Terroir, que passa quatro anos em elaboração e que só é produzido em anos de colheita de qualidade. Aliás, a safra 2011 promete ser uma das melhores dos últimos 20 anos.

Na Valmarino, são 16 hectares de vinhedos, destinados a 100 mil litros de vinhos e 50 mil de espumantes. Os destaques ficam por conta do espumante rosé. A vinícola produz ainda o vinho Reserva de Família, que combina Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Cabernet Franc. A Valmarino elabora, ainda, o Sushi Vin, destinado ao mercado paulista de restaurantes orientais.

Em meio aos vinhedos, a vinícola Don Giovanni mantém uma pousada e um restaurante, com pratos criados e preparados por Beatriz Giovannini. No cardápio, a salada e o risoto de alcachofras produzidas no local são um destaque. Mas o sabor caseiro está presente também no risoto de vinho, na casssata com calda de vinho ou espumante, no doce de pêssegos da região e no doce de figo em calda de despertar a gula. Os pratos são harmonizados com espumantes ou vinhos da vinícola.

Entre os projetos futuros na região, a vinícola Aurora vai instalar um Centro tecnológico com produção voltada para espumantes. A Pompeia e a Terrazas, demais integrantes da Associação, concentram-se na elaboração de sucos de uva.

Com conteúdo do caderno Gastronomia de Zero Hora

Casa Pisani é estreante no mercado

17 de janeiro de 2011 0

Se as iniciativas enológicas de Santa Catarina já são um tanto desconhecidas dos gaúchos, as paranaenses então são um mistério absoluto. Justamente da união desses dois Estados surgiu a Casa Pisani, vinícola fundada em outubro, mas que aproveitou as boas vendas do final de ano para divulgar seus rótulos.

A sede é em Curitiba, mas os vinhedos ficam a 350 quilômetros, na Serra do Marari, na altitude catarinense. Por enquanto são dois produtos: um espumante brut rosé e um corte de cabernet sauvignon e merlot.

Os primeiros vinhos da Dunamis

15 de novembro de 2010 0

Pelo ritmo de novidades, é possível dizer que a Campanha é hoje a região vitivinícola que mais cresce no Brasil.

No próximo dia 26, a Dunamis Vinhos e Vinhedos, de Dom Pedrito, lança seus dois primeiros rótulos, um Merlot/Cabernet Sauvignon 2008 e um Sauvignon Blanc/Chardonnay 2010, chamados respectivamente de Cor e Ser.