É contagiante o entusiasmo das vinícolas com a safra 2012. A esta altura, ninguém parece acreditar na possibilidade de o tempo virar e a chuva estragar a colheita. Fala-se que esta pode ser a melhor vindima da história do Rio Grande do Sul, superando inclusive a de 2005 - ano usado como parâmetro máximo de qualidade.
A euforia é causada por um sentimento que os enólogos dificilmente vivenciam em anos regulares: liberdade. Quando o Estado não registra seca, as cantinas vivem acossadas pelo clima, obrigando-se a antecipar a retirada dos cachos dos parreirais para evitar maiores estragos. Com as atuais condições, é possível esperar até que as uvas atinjam a maturação desejada.
A safra dos espumantes e dos vinhos brancos já está garantida. Para os tintos, fica difícil imaginar que o quadro possa mudar até a colheita das castas precoces, como a Merlot. O risco recai sobre as variedades tardias, como a Cabernet Sauvignon. Mas para arruinar a festa, vai ser preciso muita chuva e mau agouro.













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