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Se adequando ao mercado

24 de junho de 2008 0

Além da política de destilação do excedente vinícola, os europeus estão diminuindo ano a ano a produção. Para se adaptar a essa nova realidade, o velho continente também lançará em agosto deste ano, um plano de reestruturação de sua base de produção.

Algumas ações já estão em andamento, como o regime voluntário de arranque de parreiras. O objetivo é retirar do mercado as vinhas e os vinhos menos competitivos. Seja por gerarem uvas de baixa qualidade ou vinhos de pouca procura pelo público consumidor.

As informações foram passadas pelo pesquisador José Fernando da Silva Protas, durante a 9ª Jornada Vitícola Gaúcha, realizada no dia 12 em Cotiporã.

O alerta está dado. Se a situação já não é das melhores para os produtores nacionais, a competição tenderá, daqui para a frente, a ser mais acirrada ainda.

_ O negócio não permite mais o produtor amador _ sentencia Protas sabiamente.

Só para não esquecer: na Europa não se admite a produção de uvas americanas ou híbridas para vinho. O chamado vinho de mesa lá, é feito apenas com variedades finas, as chamadas vitiviníferas.

Postado por Martha Caus, Caxias do Sul

Excedente da produção vinícola

24 de junho de 2008 0

São aguardadas para o dia 3 de julho as manifestações que o setor vitivinícola prometeu fazer em Porto Alegre. A situação para os produtores de uva e de vinho realmente não é das melhores, basta ver que a bebida importada empurrou as cantinas nacionais para meros 15% do mercado.

Pedir maior atenção do governo é legítimo, afinal a atividade congrega nada menos que 12 mil famílias apenas no Rio Grande do Sul e estima-se que 100 mil pessoas dependam diretamente dessa cadeia produtora. Entretanto, não dá para remar contra a maré da globalização.

Essa dita palavrinha significa que o vinho produzido aqui tem que ter qualidade tão boa ou maior do que o mercado mundial está oferecendo. E oferece em abundância!

Na Europa, por exemplo, a Itália e França estão cometendo do sacrilégio de transformar vinho em álcool, para ser misturado ao combustível automotivo. Isso porque as cantinas do velho mundo também estão com seus estoques transbordando. Culpa da superprodução dos tradicionais países vitivinicultores e da ascensão dos exemplares do novo mundo _ leia-se Estados Unidos, Austrália, África do Sul, Chile e Argentina, principalmente. Estes últimos chegam não apenas no Brasil, mas nas prateleiras do mundo, com qualidade aliada a preços competitivos.

Postado por Martha Caus, Caxias do Sul

Avaliação Nacional de Vinhos

23 de junho de 2008 0


Está dada a largada para a 16ª Avaliação Nacional de Vinhos. Até a próxima sexta-feira, vinícolas de todo o país estarão inscrevendo amostras de vinho para edição deste ano que está agendada para 27 de setembro.

O evento realizado anualmente no Pavilhão de Eventos de Bento Gonçalves, abrirá 700 vagas para os interessados em conhecer em primeira mão as 16 amostras mais representativas da última safra. O evento vem se consolidando a cada ano e a razão desse sucesso é a possibilidade de acompanhar e aprender um pouquinho com as opiniões emitidas ao vivo pelos especialistas que compõem a banca do evento. Já para o iniciados na arte da degustação, a oportunidade é válida para comparar sua própria análise com as dos convidados.

Os vinhos podem ser inscritos nas categorias Branco Fino Seco Não Aromático, Branco Fino Seco Aromático, Rosé Seco,Tinto Fino Seco, Tinto Fino Seco Jovem e Vinho Base para Espumante. O regulamento da Avaliação, na íntegra, pode ser acessado no site www.enologia.org.br.

As degustações de seleção feitas pelos enólogos acontecem durante o mês de agosto no Laboratório de Análise Sensorial da Embrapa Uva e Vinho. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), segue normas e critérios da Organização Internacional da Uva e do Vinho (OIV) e da União Internacional de Enólogos (UIOE).

Postado por Martha Caus, Caxias do Sul

Rótulos em destaque

23 de junho de 2008 0

Concursos atestam qualidade e servem para reforçar marketing de participantes

Encerrada a etapa da colheita da uva, começa a temporada de lançamento dos vinhos. As primeiras novidades já começam a chegar nas prateleiras. E, em um mercado com concorrência internacional, para disputar a preferência dos consumidores, certamente é preciso ter qualidade. Mas apelo de marketing também é indispensável para se diferenciar das dezenas de opções disponíveis nas gôndolas dos mercados. Neste momento, estão em andamento três concursos na região para avaliação de vinhos.

No dia 4 de julho serão divulgados os vencedores do 7º Concurso Melhores Vinhos de Flores da Cunha. Na semana passada, foi aberta a inscrição de amostras para a 11ª edição do concurso semelhante em Caxias do Sul e, até a próxima sexta-feira é o prazo para que os interessados em participar da 16ª Avaliação Nacional de Vinhos, realizado em Bento Gonçalves, façam seus cadastros. Em outubro, também é realizado o concurso promovido pela prefeitura de Farroupilha. Conseguir uma distinção nesses eventos é considerado para muitas empresas uma excelente oportunidade de obter destaque.

No ano passado, o Reserva Merlot 2005 da Vinícola Panizzon, de Flores da Cunha, recebeu a medalha de ouro no concurso municipal. Esta foi a primeira distinção da bebida que, em dezembro de 2007 foi selecionada para integrar a carta de vinhos entregue ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, como referência para eventos oficiais do governo. No início deste ano, o mesmo vinho bateu 578 amostras inscritas no concurso internacional realizado na Eslovênia e levou a medalha de Prata. Este foi o único exemplar brasileiro premiado na ocasião.

_ O mesmo vinho que recebeu medalha no concurso daqui foi o premiado no concurso internacional. E este último é realizado de acordo com normas determinadas pela OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho). Então, dá para afirmar que tem credibilidade (as premiações recebidas) e que o vinho é bom mesmo _ explica o diretor-técnico da vinícola, Nilzo Panizzon.

Para aproveitar o marketing, a empresa mantém seu site atualizado com as distinções recebidas assim como faz questão de citá-las nos materiais publicitários elaborados.

 

Balizamento de mercado

Premiações e menções honrosas em concursos são argumentos importantes para ajudar nas vendas e também para testar a produção da empresa frente às exigências do mercado.

_ É importante participar até para saber qual a avaliação que o nosso vinho vai receber. Se não ganhar prêmio nenhum pode ser um sinal de que o vinho tenha algum defeito. Então não é só pelo prêmio, mas pelo certificado de qualidade _ atesta Celso Zanrosso, sócio-proprietário da Ernesto Zanrosso Indústria e Vinhos.

O enólogo e diretor-técnico da Vinícola Don Affonso, Celso Miguel Gasparin, concorda com Zanrosso com quem dividiu no ano passado uma das cinco medalhas ouro na categoria de vinhos finos no concurso dos Melhores Vinhos de Caxias do Sul.

_ É uma forma de balizar a qualidade e saber se a empresa está dentro dos padrões que o mercado exige _ observa Gasparin.

O fato de que apenas 30% das amostras inscritas recebem classificação afasta a idéia de que basta entrar no concurso para receber uma premiação. Gasparin conta que apesar da vinícola ter participado de praticamente todas as edições da seleção municipal, somente nos últimos sete anos começou a receber distinções.

_ Só ganhamos depois que mudamos a nossa filosofia, quando colocamos foco no valor agregado, com produção em menor quantidade e melhor qualidade. E isso ocorreu com a maioria das vinícolas da região _ destaca o enólogo.

 

Estímulo para aprimorar produção

Com caráter regional, os concursos promovidos pelas prefeituras dos municípios produtores de vinho são um bom indicador da evolução da bebida elaborada na região. O secretário da Agricultura de Caxias do Sul, Nestor Pistorello, explica que basta observar o histórico das notas que estão sendo recebidas pelas amostras inscritas nesses concursos para ver que a qualidade sobe a cada ano.

_ Mesmo a produção de vinho de mesa está alcançando acima de 80 pontos. E quem avalia são profissionais capacitados para isso, como enólogos e engenheiros agrônomos _ ressalta Pistorello.

Neste ano, a prefeitura de Flores retirou as categorias destinadas a avaliação do vinho de mesa e focou na premiação dos finos. Segundo o secretário municipal de Agricultura, Lino Luiz Baggiotto, a mudança foi pedida pelo próprio setor a fim dar maior visibilidade para qualidade da produção elaborada pelo município.

_ Os finos são a vitrine do setor e têm competido em concursos internacionais em pé de igualdade com os melhores da região _ justifica Baggiotto, acrescentado que a prefeitura está avaliando um outro evento para avaliação dos vinhos de mesa.

Com características diferentes, o consenso é que a realização dessas competições regionais está servindo para estimular a busca pela melhoria dos produtos elaborados na Serra. Seja pelo retorno em marketing, seja pela concorrência do mercado.

_ O gringo da região é muito ciumento e quando vê os concorrentes participando de concursos e ganhando prêmios, também quer. E para isso tem que correr atrás _ brinca o enólogo e diretor-técnico da Don Affonso, André Miguel Gasparin.

 

ANOTE NA AGENDA

Os Melhores Vinhos de Caxias do Sul

- O lançamento do evento será realizado amanhã, às 19h30min, no restaurante dos Pavilhões da Festa da Uva

- A avaliação das amostras será feita entre os dias 21 e 25 de julho

- Os resultados serão divulgados no dia 6 de agosto

 

Os Melhores Vinhos de Flores da Cunha

- A coleta e a avaliação das amostras já foram realizadas

- A divulgação dos vencedores ocorre dia 4 de julho, no Clube Independente

Postado por Martha caus, Caxias do Sul

Presente de aniversário

23 de junho de 2008 1

Para comemorar seu aniversário de três anos, a vinícola caxiense Don Claudino, em vez de apagar velinhas, vai apresentar seu mais novo rótulo. No dia 30 de junho, segunda-feira que vem, a cantina promove uma festa em que lançará o Cabernet Sauvignon 2007.

Com produção limitada em 8 mil garrafas, o vinho já sai premiado: levou medalha de prata no concurso dos Melhores Vinhos de Caxias do Sul.

De perfil artesanal, a Don Claudino prevê produzir entre 70 mil e 80 mil garrafas de vinho neste ano. Para conhecer melhor a vinícola, é só entrar aqui.

Postado por Maurício

Para aprofundar conhecimentos

22 de junho de 2008 0


A história do vinho, as etapas da elaboração de vinhos e de espumantes, assim como serviço do vinho, análise sensorial e dicas de harmonização enogastronômica fazem parte do conteúdo do curso de degustação promovido pela Escola do Vinho da Miolo.

Para este ano, a vinícola de Bento Gonçalves colocou oito datas em seu cronograma de realização. A quem interessar, o preço do curso é de R$ 115,00 por pessoa onde estão inclusos o programa do curso, coffee break, almoço, certificado de participação e o Manual do Vinho Miolo.

Contatos para reservas e mais informações podem ser feitos pelo 0800 970 4165 ou (54) 2102. 1512 com Gabriela, ou pelo e-mail escoladovinho@miolo.com.br.

Os alunos do curso que se dispuserem a aproveitar a ida ao Vale dos Vinhedos para ficar hospedados no Villa Europa Hotel & SPA do Vinho Caudaliè Vinotherapie, receberão descontos no valor da diária.

 
Anote na agenda o calendário 2008:
- 28 Junho
- 12 e 26 de Julho
- 23 de Agosto
- 13 de Setembro
- 11 de Outubro
- 8 de Novembro
- 13 de Dezembro

Postado por Martha Caus, Caxias do Sul

História, Vinho e Vida

20 de junho de 2008 0

divulgação

Uma visita ou uma degustação dos vinhos gaúchos já dão uma boa idéia de o que é o Vale dos Vinhedos. Mas aqueles que quiserem conhecer a fundo a região que mais produz vinhos no Brasil contam agora com uma referência bibliográfica. A museóloga e escritora Maria Stefani Dalcin acabou de lançar Vale dos Vinhedos – História, Vinho e Vida, que em 240 páginas conta como este pólo vinícola se formou.

Um dos destaques da obra é o conjunto fotográfico. São 270 imagens com lindas paisagens e retratos das pessoas que lá vivem e trabalham. Mas para adquirir o livro, os interessados terão necessariamente que conhecer o Vale dos Vinhedos, já que ele está à venda lá mesmo, em diversos pontos do roteiro enoturístico.

Postado por Maurício

Abastecendo a adega

20 de junho de 2008 1

Para os apreciadores de vinho que estão pela cidade de São Paulo, vale o toque: ocorre até domingo, na ITM Expo, a Vinho Outlet, evento do setor que, diferentemente de outras feiras especializadas, é voltado ao consumidor final.

São 40 estandes de produtores e revendedores negociando rótulos nacionais e importados com descontos de até 50%. Uma ótima dica pra quem quer dar uma renovada na adega. E os que não são iniciados no tema ainda podem aproveitar para participar dos cursos e palestras que serão realizados no local. O ingresso custa R$ 20 e dá direito a uma taça para degustação. Segue o serviço completo:Vinho Outlet


Quando: até 22 de junho

Onde: na ITM Expo, em São Paulo (Avenida Engenheiro Roberto Zuccolo 555, Vila Leopoldina). Para ver no mapa, clique aqui

Horário: das 13h às 20h

Quanto: R$ 20 a entrada, com direito a uma taça de degustação

Companhia ideal

20 de junho de 2008 2

ricardo wolffenbüttel

Tente fazer uma lista com os primeiros itens que vêm a sua cabeça durante a estação do frio. É simplesmente impossível não colocar nessa relação algo relacionado à comida. Mesmo os mais descontentes com as baixas temperaturas concordam que a grande virtude do inverno é que ele remete obrigatoriamente a uma boa refeição. E, seguindo essa lógica, que ela seja acompanhada por uma taça de vinho.

Se para montar o cardápio normalmente é bem fácil escolher os ingredientes, nem sempre é simples selecionar o melhor vinho frente a uma prateleira com uma infinidade de marcas e variedades de uvas. Por isso, consultamos um especialista e montamos um pequeno guia com orientações básicas sobre o que vai bem em cada situação.

As regras para harmonização de vinhos e o serviço de refeições seguem lógicas semelhantes. Começa-se sempre com um prato mais leve até chegar ao principal, mais elaborado, finalizando com uma sobremesa mais requintada, porém de sabor delicado. O segredo na escolha dos vinhos que farão o acompanhamento é não deixar que eles se sobreponham ou contrastem ao alimento. A bebida deve ter um papel discreto, auxiliando a ressaltar as características do que está sendo servido.

Há regras básicas para auxiliar na escolha da bebida. Uma delas, universalmente conhecida, é que carnes e massas combinam com vinhos tintos, e os peixes e frutos do mar caem bem com os brancos. Isso vale, mas nem sempre. Peixes de sabor forte, como o bacalhau, casam melhor com um tinto mais complexo.

Outro conselho é que pratos típicos de outros países normalmente combinam com vinhos de sua nacionalidade. Uma paella combina com um tempranillo ou um espanhol com classificação crianza, por exemplo. Confira a seguir as dicas de harmonização fornecidas pelo enólogo e sommelier Arlindo Menoncin.

 

Entradas e antipastos

Saladas, torradinhas com patês e outras entradas podem ser acompanhadas por vinhos brancos leves, frutados, que apresentam acidez e frescor mais acentuados. Variedades como sauvignon blanc ou chardonnay que não ficaram envelhecendo em barricas de carvalho são boas pedidas. Os chamados vinhos verdes portugueses, que são levemente gaseificados, também podem ser uma opção interessante.

Caso a salada contenha ingredientes de sabor mais forte, como tomates secos, presunto parma ou queijos temperados, ela também comporta tintos leves, como os elaborados com as uvas pinot noir ou gamay.

Indicação do especialista:

- Muros Antigos Loureiro (vinho verde português) _ R$ 36,90

- Salton Sauvignon Blanc Volpi _ R$ 19,50

 

 

Carnes brancas

Normalmente servidas grelhadas ou com molhos mais delicados, essas carnes são bem acompanhadas por brancos que tiveram passagem por carvalho para ganhar uma certa estrutura. Já os pratos com molhos picantes podem ser servidos com tintos leves.

 

 

Indicação do especialista:

- Morandé Edicion Limitada Pinot Noir (Chile) _ R$ 66,90

- Casa Valduga Chardonnay Premium _ R$ 22

 

 

 

Peixes e frutos do mar

Assim como as entradas, esses pratos podem ser acompanhados por brancos leves. Entretanto, a melhor pedida, na opinião do especialista, são os rosés. Menoncin explica que eles são uma espécie de curinga: apresentam a leveza e acidez de um branco, mas lembram a estrutura de um tinto.

Assim, podem ser servidos desde a entrada, passando pelo prato principal até a sobremesa.

Indicação do especialista:

- Avondale Rosé Mourvedre/Moscato (África do Sul) _ R$ 32,90

- Valduga Duetto Sangiovese/Barbera _ R$ 24

 

 

 

Carnes vermelhas

Os tintos normalmente se encaixam bem em pratos em que a carne é o ingrediente principal. Mas como os grelhados se diferenciam em sabor das carnes servidas com molhos ou ainda de cortes de caça, há rótulos com características mais adequadas para cada caso.

Grelhados _ Podem ser servidos com um tinto leve como merlot ou pinot noir. Entre os importados, são indicados os italianos Valpolicella ou Chianti, os espanhóis com classificação crianza ou os franceses Bordeaux superiores

Com molhos ou de caça _ São indicados vinhos de média para alta estrutura, mais densos, que possuam aromas de especiarias para combinar com os temperos utilizados nas carnes. Valem os cabernet sauvignon, malbec ou tannat. Entre os europeus, contam os espanhóis da linha reserva e os grandes italianos como os Brunello di Montalcino ou Barollo

Indicação do especialista:

Grelhados

- Merlot Reserva Ventisqueiro (Chile) _ R$ 31,90

- Luiz Argenta Cabernet Sauvignon Reserva _ R$ 29,90

Com molhos ou de caça

- Barollo Pio Cesare (Itália) _ R$ 250

- Fabian Cabernet Sauvignon/Merlot _ R$ 35

 

 

 

Sobremesas

As sobremesas podem ser divididas em duas categorias: mais elaboradas ou à base de frutas. No primeiro caso, normalmente levam em sua receita amêndoas, cremes ou ovos e podem ser acompanhadas pelos vinhos de sobremesa. Como ficam envelhecendo por períodos prolongados, eles são mais doces e com estrutura maior que os vinhos tradicionais. Já para as sobremesas mais leves, à base de frutas, uma boa pedida são os chamados colheitas tardias, ou late harvest, mais aromáticos e não tão doces.

Indicação do especialista:

Sobremesas elaboradas

- Chateau Liot Sauternes (França) _ R$ 123,90

- Miolo Late Harvest Terranova _ R$ 20

Sobremesas mais leves

- Viu Manent Late Harvest (Chile) _ R$ 46,90

- Aurora Colheita Tardia _ R$ 12,50

 

Happy hour

Em ocasiões mais descontraídas, normalmente são servidas pequenas porções e a ordem é beliscar. Ao se deparar com um cardápio composto por uma variação de embutidos, amêndoas, pães, patês e queijos de sabores diversos, a melhor pedida é ficar no meio-termo. Para balancear o mosaico de sabores, é bom apostar em um tinto de médio corpo, com pouca passagem pelo carvalho e com aromas não tão acentuados. Experimente variedades como malbec, carmenère ou europeus como Chianti e crianza do Alentejo.

Indicação do especialista:

- Malbec Punto Final (Argentina) _ R$ 34,80

- Don Abel Merlot Premium _ R$ 35

Postado por Martha Caus

Categoria à parte

20 de junho de 2008 0

Não apenas pela qualidade, mas também pela complexidade de sua estrutura, os espumantes merecem um tratamento diferenciado quando se fala em hamornização. Na combinação com os pratos, eles são como o pretinho básico do guarda-roupa feminino: caem bem em qualquer tipo de situação. Eles podem ser servidos só para recepcionar os convidados como para fazer par aos pratos principais da refeição.

Chamados de espumantes no Brasil, recebem denominações diferentes em outros países, alguns de uso exclusivo da região onde originalmente começaram a ser produzidos. O exemplo clássico é o Champagne, da França. Mas há o Asti e o Prosecco, da Itália, e a Cava, da Espanha. Nos países de idioma inglês, vale o sparkling wine.

Há dois processos básicos de elaboração: o método charmat e o champenoise. No primeiro, a fermentação é feita de forma mais rápida, em tanques de autoclave. Já no segundo, a fermentação é mais lenta e ocorre dentro da própria garrafa na qual a bebida será comercializada. Deste processo resultam espumantes de maior complexidade em aroma e sabor.

 

Confira as características das principais variedades existentes no mercado:

Brut - É o mais tradicional e é sempre seco. Pode ser elaborado pelos métodos charmat e champenoise. Normalmente é elaborado com uvas chardonnay e pinot noir. No Brasil também se usa a variedade riesling

Demi-sec - Não é tão seco quanto o brut nem tão doce quanto o moscatel. É composto pelas mesmas variedades do brut, porém algumas vinícolas também utilizam variedades de moscato para que fique um pouco mais adocicado

Moscatel - É a bebida de maior aceitação pelo público iniciante, por ter sabor suave e doce. Corresponde ao Asti italiano e é elaborado com as variedades moscato, mais aromáticas. Nele a fermentação do vinho base é interrompida para que mantenha o açúcar natural residual da uva. Tem graduação alcoólica menor, entre 7,5° e 8°

Postado por Martha Caus