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Não existe fórmula para a adega perfeita

12 de novembro de 2010 0

Depois de tanto escrever sobre como armazenar vinhos, achei importante refletir sobre o conteúdo das adegas. Me espanta a quantidade de reportagens em revistas especializadas sobre itens obrigatórios para quem quer começar a estocar garrafas. Levando em conta a máxima de que o melhor vinho é aquele que você gosta, a regra para montar um acervo é guardar só os rótulos que você acha que vale a pena beber.

Parece óbvio, mas a fórmula é muito mais sincera do que indicar uma lista de marcas caras para valorizar sua coleção. A prática vai levar o enoapaixonado a escolher com sabedoria quais produtos devem ser consumidos logo, quais precisam de repouso e quanto se deve pagar por cada um desses prazeres.

Agora, para quem não vive sem uma regra, aí vai uma dica: aposte na variedade. Tente ter sempre um tinto estruturado, um tinto jovem, um rosé, um branco, um espumante e um vinho de sobremesa.

Infame piada enológica do dia

11 de novembro de 2010 2

Você já ouviu falar da mulher que morreu de vinho branco?

Ela estava atravessando a rua, veio um carro vermelho, ela desviou, mas aí vinho branco.

Avisei que era infame....

Setor vitivinícola na academia

11 de novembro de 2010 1

A Universidade de Caxias do Sul (UCS) aprofunda sua relação com o setor da uva e do vinho ao oferecer, a partir do ano que vem, o Mestrado Profissional em Biotecnologia e Gestão Vitivinícola. O curso passa a integrar o Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia.

Boa notícia para os estudiosos da cadeia produtiva.

Brasil estuda estratégias internacionais

11 de novembro de 2010 0

Representantes de quatro ministérios estarão reunidos hoje em Bento Gonçalves para discutir acordo internacionais e seus reflexos para o setor vitivinícola brasileiro. O encontro ocorre durante todo o dia no auditório do CIC no Parque da Fenavinho, e terá a participação dos ministérios da Agricultura (Mapa), Desenvolvimento Agrário (MDA), Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Segundo Júlio Fante (foto ao lado), presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), um dos promotores do evento junto com o MDIC, o objetivo é reunir representantes do setor para discutir estratégias de incremento da competitividade do vinho brasileiro no mercado externo:

"Queremos posicionar melhor nossos produtos no mercado internacional, analisando as perspectivas para os acordos internacionais em vigor ou em negociação."

O diretor-executivo do Ibravin, Carlos Raimundo Paviani, lembra que as negociações para o acordo de comércio exterior entre União Europeia e o Mercosul estavam paralisadas desde 2004, por conta do insucesso da rodada de Doha, que previa a eliminação dos subsídios à agricultura dados pelos países desenvolvidos. Neste ano, as negociações foram retomadas e há previsão de que sejam intensificadas com a perspectiva de conclusão em 2011.

Segundo Paviani, o setor vitivinícola está em posição difícil, pois a União Europeia quer a redução das taxas de importação de vinhos, tendo livre acesso ao mercado do Mercosul, especialmente ao Brasil. Por outro lado, diz ele, os setores agrícolas do Brasil e da Argentina querem a abertura da Europa e a eliminação de barreiras para produtos agrícolas.

Desfecho do preço mínimo da uva

10 de novembro de 2010 0

Não comentei antes porque estava longe da Serra, mas no final de outubro o Conselho Monetário Nacional (CMN) finalmente aprovou o novo preço mínimo da uva. O quilo da fruta para a próxima safra vai valer, pelo menos, R$ 0,52. Esse é o menor valor definido pelo governo e tem como referência a variedade isabel. O novo preço é 13,04% superior ao mínimo atual, de R$ 0,46.

Conforme o coordenador da Comissão Interestadual da Uva e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Flores da Cunha e Nova Pádua, Olir Schiavenin, os integrantes do CMN se reuniram e bateram o martelo sobre o preço que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) havia proposto. O valor não é aquele que os agricultores reivindicavam dentro da sua tabela de custo, mas pode ser considerado um avanço, diz Schiavenin. O levantamento dos produtores defendia o quilo em R$ 0,59.

"Num primeiro instante, podemos considerar um avanço os 13% de aumento, já que fazia quatro anos que o preço mínimo da uva não era reajustado. Mas, se observarmos a inflação desse período todo e o acréscimo no custo dos insumos, lógico que precisaríamos um valor maior. Mesmo assim, acreditamos que há possibilidade de o agricultor ganhar mais que o mínimo, principalmente se o clima ajudar e a qualidade da uva for boa", projeta Schiavenin.

A esperança do dirigente em relação a preços superiores ao mínimo ganha mais espaço especialmente porque a produção de suco de uva tem crescido nos últimos tempos. Schiavenin diz que não há uma estimativa para a produção da próxima safra, pois dependerá principalmente do comportamento do clima.

A última safra registrou a colheita de 526 milhões de quilos de uva. Cerca de 20 mil famílias atuam na vitivinicultura hoje. Esse número envolve Rio Grande do Sul e Santa Catarina. No total, são 40 mil hectares de parreirais plantados. Tradicionalmente, a safra se inicia em 1º de fevereiro de cada ano, embora existam algumas variedades de uva que ficam boas para serem retiradas da parreira antes dessa data. O forte da colheita vai de 15 de fevereiro a 15 de março.

O caso da estranha 'geladega'

09 de novembro de 2010 2

O assunto de ontem me lembrou o caso de um leitor que, para armazenar seu acervo com cerca de 250 exemplares, seguiu um passo a passo disponível na internet e transformou três geladeiras em "geladegas", adaptando um controlador termostático aos aparelhos.

Não conheço esse sistema e não posso opinar sobre sua eficiência, mas o que me chamou atenção foi a opção escolhida para abrigar tantas garrafas. Se a intenção é guardar muitas unidades e o investimento em uma adega grande parece alto demais, eu avaliaria a possibilidade de investir em um ar-condicionado e climatizar um cômodo da casa em vez de recorrer a uma gambiarra qualquer.

Vinho na geladeira

08 de novembro de 2010 0

Na tentativa de armazenar corretamente um vinho, muitas pessoas apelam para a geladeira, tanto antes quanto depois de sacar a rolha. Mas ao utilizá-la para esse fim, em vez de conservar a bebida por mais tempo o consumidor pode estar reduzindo sua vida útil.

À primeira vista, parece até lógico manter as garrafas no eletrodoméstico, pois seu interior oferece o ambiente estável e a escuridão dos quais suas garrafas tanto gostam. No entanto, o abre e fecha do uso diário logo elimina essas vantagens. Além disso, mesmo que servisse exclusivamente aos vinhos, é difícil controlar a temperatura, pois ela muda a cada prateleira, dependendo da distância da placa fria.

Dois outros problemas graves são a vibração provocada pelo motor (não preparado para lidar com necessidades tão específicas) e a transferência de odores de demais alimentos à garrafa. Aliás, na briga com os frios, aquele resto de pizza e o pote de margarina, é comum o rótulo acabar escorraçado para a porta da geladeira, de pé, mais um entrave para sua boa conservação.
Por tudo isso, é possível dizer que vinho e geladeira não se dão bem em relacionamentos longos. Os dois só se entendem em encontros curtos e pontuais, quando for hora de resfriar um branco, um espumante ou rótulos de sobremesa - algo que também pode ser feito com um simples balde de gelo. Mesmo depois de aberta a garrafa, o melhor é fazer uso de pequenas bombas de vácuo (baratas e encontradas em supermercados), mantê-la fora do frio e programar-se para consumir o líquido dentro da mesma semana. Caso insista no eletrodoméstico, é possível que uma bela noite a bebida deite em seu cálice com um suspeito perfume de queijo, fazendo com que você se sinta traído.

A geografia futura da uva e do vinho

26 de outubro de 2010 0

Já que comentamos a formação, no Brasil, de um novo mapa para a vitivinicultura, veja abaixo como a Embrapa enxerga a geografia da atividade no futuro a partir dos projetos de Indicação Geográfica (IG) e Denominação de Origem (DO) já identificados no país.

Com tecnologia, Casa de Madeira vende mais suco

25 de outubro de 2010 0

O avanço da Casa de Madeira no campo do suco de uva não deve parar no envase em bag-in-box. A empresa só aguarda o aval do Ministério da Agricultura para apresentar um produto na linha dos alimentos funcionais, enriquecido com elementos como fibras.

Outro projeto é lançar o suco em embalagem menor e inquebrável, voltado para as crianças.

Patrimônio enológico bem guardado

24 de outubro de 2010 0

Por mais que não gostem de frio, os colecionadores de vinho sempre deparam com um problema ao final do inverno. Ainda que incômoda, a marca apresentada pelo termômetro é mais constante do que em outras estações, facilitando a armazenagem. Praticamente qualquer canto escuro da casa serve _ mais do que a imprecisão, é a inconstância da temperatura que prejudica a bebida. Mas aí chega a primavera, trazendo variações térmicas ao longo do dia e a indecisão de o que fazer com as garrafas. Se você começou a padecer com a dúvida, a resposta é simples: chegou a hora de comprar sua primeira adega climatizada.

Ter a questão solucionada não significa se livrar de um certo sofrimento. Iniciantes no assunto podem se assustar com o grande número de modelos e preços disponíveis no mercado. Há opções a partir de R$ 300, mas para não errar e ter de fazer o mesmo investimento duas vezes, é bom estudar bem suas necessidades e as particularidades de cada aparelho. Abaixo estão orientações básicas para quem pretende começar a busca por um abrigo para seus rótulos.

- Avalie bem o tamanho de seu acervo e quantas vagas precisa em uma adega. É comum o enófilo, a partir da compra do aparelho, começar a colecionar mais rótulos, pois passa a ter um lugar adequado para deixar os vinhos envelhecerem. Sendo assim, calcule uma certa folga na capacidade de armazenamento, ou correrá o risco de, em seis meses, ter de iniciar a busca outra vez.

- Existem basicamente três padrões: máquinas termoelétricas, com compressor ou por absorção. Cada um oferece diferentes níveis de eficiência, consumo e, principalmente, preço. As primeiras são mais em conta, mas dependem do ambiente para operar corretamente _ os próprios aparelhos sofrem com mudanças bruscas na temperatura. As adegas com compressor, de valor intermediário, funcionam como pequenas geladeiras. Já os sistemas por absorção são geralmente voltados a acervos maiores e têm alto custo, ou seja, dificilmente se encaixam no perfil residencial.

- Escolhido o padrão e o tamanho da adega, compare os detalhes. Sistema antivibração, porta de vidro com proteção de luz e de raios UV e prateleiras ajustáveis são quase obrigatórios. Painel digital, tranca com chave e divisão para vinhos brancos e tintos são desejáveis, mas se sobrevive sem eles. O controle de umidade é um diferencial importante, mas é difícil de encontrar entre os modelos presentes no mercado.

- Não defina a compra apenas pelo critério preço. Descubra se a marca escolhida oferece garantia e assistência técnica. Isso é especialmente importante para aparelhos importados ou de produção limitada. Na dúvida, busque referências entre amigos, lojas, revistas e na internet. Compradores insatisfeitos sempre encontram um meio de se manifestar.