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Vinhos e dor de cabeça já não combinam mais

31 de janeiro de 2012 0

Uma pesquisa de oito anos pode tornar o vinho mais agradável a pessoas que afirmam sofrer de dor de cabeça após ingerir a bebida. Hennie van Vuuren, da University of British Columbia, no Canadá, desenvolveu uma levedura (componente utilizado na elaboração do vinho) que impede a formação de componentes que poderiam provocar uma enxaqueca ou ataques de hipertensão.

Segundo o estudo, cerca de 30% da população mundial é sensível ao mal estar que pode ser disparado pelo vinho - o cientista Van Vuuren inclusive.

Vinhos em miniatura são a nova tendência

31 de janeiro de 2012 2

Depois das meias-garrafas de vinho (375ml) e dos recipientes “baby” (187ml) para espumantes, uma opção ainda menor chega às vinícolas. Cresce no mundo todo a demanda por embalagens de 50ml. Embora a medida nem mesmo preencha um cálice, é ideal para cursos de degustação ou para empresas interessadas em montar kits com vários rótulos para mostrar o perfil de sua produção.

A bodega argentina Urraca, que oferece toda sua linha nesse formato, garante que dentro do prazo de seis meses a qualidade das amostras não sofre qualquer prejuízo.

Viagem pelo mundo de vinho em vinho

30 de janeiro de 2012 0

Passou pelo Rio Grande do Sul no início de janeiro um grupo que realiza o sonho de qualquer pessoa apaixonada por vinhos. A bordo de um motorhome, a família Barros saiu de Minas Gerais e pretende visitar as principais regiões produtoras de vinho do planeta.

O projeto foi batizado de Wine World Adventure, e vai passar por 24 países ao longo de 30 meses. De um continente pra outro, o motorhome viaja de navio. Fora isso, é o tempo inteiro na estrada. E a movimentação pode ser acompanhada pela internet.

Eles já passaram pelo Planalto Catarinense e pela Serra, visitando Bento Gonçalves e arredores. Cruzaram também a Serra do Sudeste, região de Encruzilhada do Sul, e a Campanha gaúcha. A primeira parada internacional foi o Uruguai, depois vem a Argentina e aí eles seguem subindo.

Viagem no tempo a bordo de um vinho brasileiro

28 de janeiro de 2012 0


Na década de 1990, a vitivinicultura brasileira era bem diferente da que conhecemos hoje. Até então, a indústria estava acomodada em um mercado fechado aos importados, focando boa parte de seus esforços em quantidade (e não em qualidade) e utilizando técnicas um tanto atrasadas no campo e nas cantinas. Nesse cenário, fazer vinhos que resistissem ao tempo não era um hábito entre as vinícolas. Isso não quer dizer que eles não tivessem os atributos necessários para atravessar os anos. Essa teoria foi comprovada na degustação vertical do extinto Baron de Lantier, safras entre 1992 e 1997, realizada ainda em 2011 e que estava quase esquecida pelo Enoblog. No entanto, revirando algumas anotações antigas, consegui recuperar as avaliações de cada uma das safras analisadas, e resolvi que era hora de compartilhá-las com os leitores.

Elaboradas pela multinacional Bacardi Martini do Brasil, as garrafas foram fornecidas pelo empresário e enófilo Afonso Golin, que mantinha as garrafas no acervo de seu restaurante. Os varietais (feitos de uma só uva) de cabernet sauvignon estavam em perfeito estado. A limpidez, a qualidade dos aromas e a condição no paladar chamaram a atenção de todos os sortudos que participaram do encontro. Devido à idade avançada, essas características não se mantiveram por muito tempo depois de o vinho chegar ao cálice. Mas a bebida permaneceu vívida por tempo suficiente para proporcionar uma experiência única a todos os participantes. Embarque na descrição ano a ano da degustação e faça uma viagem no tempo.

CRONOLOGIA ENOLÓGICA

Safra 1992 – Por ser o primeiro vinho degustado, carregava o peso da expectativa. Saiu-se muito bem. Impossível não se surpreender com o vigor do aroma de fruta madura e uma agradável nota de balsâmico. Escondia uma ponta de redução, mas muito sutil. Estava ralo na boca, mas muito equilibrado.

Safra 1993 – Mais potente no nariz, apesar de ter uma graduação alcoólica ainda menor do que o primeiro (11% contra 11,5% do anterior). Aliás, todos ficavam nessa mesma faixa, mostrando que muito álcool não é requisito para longevidade. Na boca, tinha taninos mais presentes, mas menos balanceados.

Safra 1994 – Estrela da noite, conquistou a todos com um buquê complexo que lembrava tostado e, sobretudo, frutas diversas. A percepção em boca foi extremamente agradável e conseguiu se manter assim por bastante tempo depois de aberto. De dar inveja a muito vinho jovem por aí.

Safra 1995 – No olfato, mostrou notas parecidas com as da safra 1993, mas sem a mesma pungência. Boa presença no fundo da boca, algo que não tinha surgido até então, mas de maneira geral estava curto e desequilibrado no paladar.

Safra 1996 – Talvez o mais complexo conjunto de aromas da noite, novamente com muita fruta, mas trazendo na carona um adocicado que lembrava chocolate ou um xarope difícil de identificar. Tudo isso teve de ser verificado rapidamente, pois teve pouca vida no cálice.

Safra 1997 – Bom ataque aromático, também misturando notas diversas. Bom corpo no paladar, com destaque para a acidez ainda bastante marcada e os taninos já bem redondos.

Usando o Facebook para vender vinhos (e vinícola)

27 de janeiro de 2012 0

Além de fazer amigos, as redes sociais ajudam a fazer negócios. Podem, por exemplo, transformar qualquer internauta em winemaker. Exemplo disso foi a recente transação envolvendo o Chateau Réaut, na região de Bordeaux, França. Para concretizar a compra, o investidor Yannick Evenou fracionou a propriedade em 400 cotas e ofereceu sociedade a usuários do Facebook.

Para participar, bastava aplicar 1500 euros na vinícola, o que deu direito a 165 vinhas e 36 garrafas por ano - devidamente rotuladas com o nome de cada novo sócio. A oportunidade chamou especial atenção de donos de lojas especializadas e de restaurantes, que contarão com “vinhos da casa” de alta qualidade.

Decisão sobre preço da uva pode sair hoje

26 de janeiro de 2012 0

A expectativa é de que o governo bata o martelo sobre o preço mínimo da uva nesta semana. A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que oficializa o valor, está marcada para hoje. Um acordo entre lideranças de vinícolas, cooperativas e viticultores apontou aumento de 10%, valorizando a qualidade da fruta.

Os preços enviados para aprovação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Agronegócios (Mapa) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e já homologados, contemplam reajuste equivalente à inflação do ano mais 3,5% de ganho real. A uva isabel passaria de R$ 0,52 para R$ 0,57 o quilo.

Mas, para receber o aumento, o viticultor deve entregar a fruta com, pelo menos,15 graus babo (que representa a quantidade de açúcar, em peso, existente em 100g de mosto).

Nas safras de 2007 a 2010, o valor mínimo ficou congelado em R$ 0,46. Na última colheita, o preço subiu para R$ 0,52. Antes do acordo, um relatório da Comissão Interestadual da Uva havia apontado que, para este ano, os custos de produção ficam na faixa de R$ 0,65 o quilo.

"Este valor (R$ 0,57) foi o máximo que se conseguiu. Mas é para a isabel. Outras variedades alcançarão valores bem melhores. Mas o importante é que fechamos um acordo entre os setores, porque, se não tivéssemos feito isso, a discussão poderia se estender ainda mais", analisa o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin.

Para serem válidos, após a aprovação do CMN, os preços devem ser publicados no Diário Oficial da União (DOU).

Barrica não, barril! E não é chopp de vinho

24 de janeiro de 2012 1

Para o horror dos conservadores, surgiu mais uma novidade no cardápio de embalagens para vinhos. Nos Estados Unidos, é a vez de o barril fazer sucesso em restaurantes e wine bars. Não se trata da tradicional barrica de madeira, mas dos recipientes de aço inox tão utilizados para armazenar chopp.

Para fazer o serviço por cálice, o sistema vem se mostrando mais eficiente do que garrafas abertas ao longo de um dia inteiro - e muito mais barato do que as máquinas que conservam a bebida mesmo depois de aberta. Os adeptos garantem que os barris combinam perfeitamente com vinhos jovens, de consumo ligeiro. Além disso, são ecológicos, pois podem ser reaproveitados, diferentemente das garrafas.

Bordeaux quer proteger suas marcas

23 de janeiro de 2012 0

Frente ao risco de falsificações, a França está pressionando o governo chinês a reconhecer a região de Bordeaux como uma marca inviolável. O maior medo nem é são as cópias baratas dos grandes vinhos franceses, mas a produção em larga escala de bebidas baratas que levem a denominação e manchem a reputação de Bordeaux.

Hoje, mais de 60% do mercado de Hong Kong, considerado a porta de entrada dos vinhos na China, é dominado por marcas francesas.

Simpatia do brasileiro precisa chegar no cálice

23 de janeiro de 2012 1

O vinho brasileiro não é unanimidade em lugar algum do planeta, nem mesmo entre seus conterrâneos. Muitos fatores explicam o receio que algumas pessoas têm de provar os rótulos locais, mas o principal é a falta de conhecimento dos bons produtos elaborados no país. Se quiserem quebrar essa barreira e deixar de serem vistas como exóticas, as vinícolas nacionais deveriam abusar de uma característica que identifica o Brasil há tempos: a simpatia.

Uma pesquisa online realizada a partir da Inglaterra mostrou que, frente a um cálice com vinho brasileiro, 92% dos entrevistados estariam pelo menos “levemente interessados” em fazer a degustação. Já se ele fosse made in China, o índice seria de 61%. Contra os chineses contam fatores como a imagem de uma nação que prioriza a quantidade em vez da qualidade e o hábito de copiar (ou falsificar) estilos alheios.

Mas se muitos dos entrevistados até então nem sabiam que existe vinho no Brasil, por que topariam tomar um cálice? Porque provocamos simpatia e, num mundo economicamente abalado, confiança. Da marca de chinelos aos lutadores que adaptaram o jiu-jitsu, todos os nossos bens de exportação se basearam na leveza e na flexibilidade que nos identificam naturalmente. É hora de as cantinas vestirem suas camisas de praia.

Vinho fica isento de culpa por câncer de mama

22 de janeiro de 2012 0

O álcool sempre foi visto como um inimigo das mulheres por aumentar o risco de câncer de mama. Mas um estudo do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, isentou o vinho tinto de qualquer culpa.

Segundo a pesquisa, as cascas e as sementes da uva (que compõem a bebida) têm substâncias capazes de regular o nível hormonal feminino e evitar que o excesso de estrogênio se transforme na doença.