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Diário digital de ícones enológicos

17 de julho de 2010 0

Amplamente utilizados pelos consumidores de vinho para a troca de informação, os blogs estão mais recentemente sendo adotados por quem produz a bebida. Dois exemplos mostram como até as mais tradicionais casas do ramo se dobraram a essa ferramenta de interatividade.

Em janeiro deste ano, Richard Geoffroy, chefe de cave da Dom Pérignon - mais prestigioso Champagne do planeta -, passou a assinar um diário online. No Making Dom Pérignon, ele comenta a rotina de elaboração dos rótulos e relata o andamento da Wine Mission 2010, viagem iniciada na Ásia e que vai apresentar o conceito da marca ao redor do mundo.

Outra vinícola prestes a entrar nessa onda é a Château d’Yquem, expressão máxima dos vinhos de sobremesa Sauternes, feitos na região francesa de mesmo nome. O blog era prometido para o final de junho, mas até a última semana não havia entrado no ar. No endereço myquem.com (trocadilho com my Yquem, ou “meu Yquem” em português), o internauta terá acesso ao dia a dia da cantina, com direito a extras como uma revista digital e informações sobre uma espécie de confraria da marca. Abaixo você vê o vídeo em que Pierre Lurton, do Château d’Yquem, anuncia o blog

mYquem, the coming soon Château d’Yquem’s blog from Château d’Yquem on Vimeo.

Jonathan Nossiter está de volta, mas só para o jantar

16 de julho de 2010 0

Em 2006, Nossiter já mostrava na Avaliação Nacional de Vinhos seu interesse pela atividade no Brasil

Espero que aqueles que gostam de um bom vinho, um bom menu e uma boa polêmica tenham reservado lugar na 53ª edição do Mesa de Cinema, amanhã, em Porto Alegre. Quem garante os rótulos é a vinícola gaúcha Vallontano. O cardápio será preparado pela chef Roberta Sudbrack, com participação do chef Felippe Sica. E a polêmica fica a cargo de Jonathan Nossiter, cineasta norte-americano (com passagens por França, Inglaterra, Itália, Grécia e Índia e que desde 2005 vive no Brasil) que com o documentário Mondovino ganhou notoriedade, muitos fãs e um punhado de desafetos.

Zanini em ação para o filme Vinho de ChinelosEle estará na capital gaúcha representando a mulher, a também diretora e fotógrafa Paula Prandini. Ela assina o documentário Vinho de Chinelos, uma interpretação da produção vitivinícola brasileira que será exibida no evento e servirá de inspiração para o trabalho dos chefs. A Vallontano foi escolhida para fornecer a bebida pelo fato de o casal Talise e Luís Henrique Zanini, sócios da cantina, serem personagens centrais da produção (já apresentada em capítulos na rede Bandeirantes em 2008). Ao final da sessão, um debate sobre a obra será comandado por Nossiter.

O cardápio ainda é surpresa, mas muitos dos questionamentos que serão feitos ao diretor são previsíveis (parkerização, micro-oxigenação, conglomerados vitivinícolas, etc.). Para saber mais sobre o encontro, é só fazer contato por meio de um dos seguintes canais: (51) 3061.1323, (51) 9196.0249 ou rejanenexo@gmail.com.

Para aprender sobre vinhos, suba a Serra

15 de julho de 2010 0

Daqui a dois finais de semana, duas conhecidas vinícolas da Serra receberão iniciantes no mundo do vinho para compartilhar conhecimento. No dia 24 de julho, Boscato e Perini promoverão cursos de degustação em suas sedes, respectivamente em Nova Pádua e Farroupilha.

Na primeira, o encontro começa às 9h e termina às 17h. Além de percorrer os vinhedos e a cantina, os participantes vão receber instrução na sala de degustação e combinar os vinhos da marca com um cardápio especial em um almoço harmonizado. O custo por pessoa é de R$ 120.

Já em Farroupilha, o curso começa às 14h30min e vai até as 17h, mas todos os alunos são convidados a ficarem para o jantar na taverna Perini. O programa segue praticamente o mesmo roteiro: visita à propriedade, bate papo sobre enologia e degustação. O valor por pessoa é R$ 110.

Aos interessados, a dica é escolher uma das duas e fazer contato o quanto antes para garantir lugar, pois as vagas são limitadas.

Boscato Vinhos Finos
Endereço: VRS 314, km 12.5, Nova Pádua
Mais informações: e-mail boscato@boscato.com.br ou pelo telefone (54) 3296.1377, com Ana

Vinícola Perini
Endereço: Santos Anjos, Farroupilha
Mais informações: e-mail cursos@vinicolaperini.com.br ou pelo telefone (54) 2109.7300

Compre um exemplar vencedor do Julgamento de Paris

14 de julho de 2010 0

O famoso Julgamento de Paris é um tema que mobiliza boa parte dos amantes do vinho. Agora qualquer um poderá ter um gostinho desse marco vitivinícola, desde que tenha capital para dar um lance no leilão de uma rara garrafa de Chateau Montelena Chardonnay 1973, organizado a favor da entidade Friends of the Orphans, do Haiti.

Uma única garrafa de 750ml deste vinho californiano, que bateu todos os outros brancos na degustação às cegas de 1976 (incluindo quatro rótulos da Borgonha), está sendo oferecido pela Spectrum Wine Auctions em parceria com a vinícola. Além de poucas unidades na própria Chateau Montelena e uma no Instituto Smithsonian, não se tem notícias de outras remanescentes.

“Este vinho tem significado histórico nos anais da vinicultura, por estar no evento que mudou a produção de vinho para melhor, no mundo todo”, avalia o dono do Chateau Montelena, Jim Barrett.

Os lances online já foram abertos.

Concurso Internacional do Brasil em áudio e vídeo

13 de julho de 2010 0

O colega Irineu Guarnier Filho era outro dos jornalistas que ajudaram a compor o júri do 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, na semana passada. Lá nos encontramos e conversamos rapidamente. Como eu, ele estava lá bancando o agente duplo: um pouco avaliava vinhos, outro tanto fazia entrevistas para a cobertura do evento.

A minha reportagem todo mundo já viu aqui. Para ver o que ele achou do concurso, é só clicar no vídeo abaixo.

Formação para enólogos amadores

12 de julho de 2010 0

Alunos do programa acompanham todas as fases de elaboração de um vinho, do campo ao trabalho na cantina

Já recomendado pelo Enoblog outras vezes, o programa Winemaker da Miolo disparou na semana passada um aviso dizendo que ainda há vagas disponíveis (e por isso estamos reforçando agora a recomendação). Essa é a última chamada para a edição 2010 do curso de formação de enólogos amadores, que tem início marcado para 27 de agosto e duração de um ano, com encontros realizados em um final de semana a cada três meses, aproximadamente.

Como já apresentamos o programa em outros posts, em vez de repetir os argumentos vamos comentar algo que atesta como ele não se resume a um simples curso de degustação: os 23 participantes da primeira turma, em 2009, formaram no início deste ano a Associação Brasileira de Winemakers (ABW), entidade com o objetivo de estimular a elaboração amadora de vinho e o aprofundamento de conhecimentos entre os amantes da bebida. Além disso, é um bom pretexto para os recém-formados voltarem a se encontrar em reuniões e viagens e trocarem experiências.

Para mais informações, é só enviar e-mail para escoladovinho@miolo.com.br.

Safra de novidades na Casa Valduga

11 de julho de 2010 1

Quem visitou a última ExpoVinis ou acompanhou a cobertura pelo Enoblog (pioneiro.com/enoblog) deve ter sentido falta de novidades por parte da Casa Valduga. Para uma vinícola que em 2008 revelou o Storia safra 2005 (ao lado) e, no ano seguinte, veio com o Villa Lobos, ela chegou tímida na última edição do evento, fazendo basicamente a apresentação oficial do Storia 2006 e do frisante Naturelle. Pois o que pode parecer limitação no portfólio é parte de uma política que não se prende a feiras, explica o gerente de marketing Fabiano Olbrisch.

“Não quero ter a obrigação de toda vez surgir com algo melhor do que no ano anterior”, afirma, fazendo uma ponderação pertinente se levarmos em conta que o mundo do vinho oscila muito de uma safra para a outra.

Para provar que não se trata de justificativa barata, está prestes a chegar ao Brasil o português que vai completar a família Mundvs. A exemplo dos projetos na Argentina e no Chile, este vinho alentejano foi idealizado por enólogos da Valduga, mas processado no Exterior.

Além disso, o cabernet sauvignon e o chardonnay da linha Premivm em breve estarão disponíveis em meia garrafa, uma estratégia da cantina para maior penetração em restaurantes. Sem contar o espumante que neste momento fermenta nas caves da cantina e que promete superar em qualidade o Casa Valduga 130. Olbrisch ainda faz mistério sobre o produto, sem revelar as variedades que o compõem e quando ele chega ao mercado. Quem sabe não é a surpresa para a ExpoVinis 2011?

Vinho e pipoca combinam?

10 de julho de 2010 0

No campo das harmonizações, muitas vezes surgem combinações que parecem um tanto insólitas. Já que Holanda e Espanha decidem a Copa do Mundo neste final de semana e o mundo todo vai preparar petiscos para acompanhar a final, cabe perguntar: é possível o casamento entre vinho e pipoca? Graças à vinícola norte-americana Kendall-Jackson, posso assegurar que sim.

Com uma equipe de chefs residentes, condição comum entre as cantinas californianas, a empresa oferece pequenos menus de degustação por meros US$ 25. Os pratos são preparados com ingredientes retirados da horta localizada nos fundos e cada um é devidamente escoltado por um rótulo da casa. No final de um desses cardápios veio a surpresa que dá origem a este texto. Como sobremesa foi servido um Late Harvest Chardonnay 2006 ao lado de pipocas carameladas.

A cobertura faz com que os grãos fiquem crocantes, numa consistência que lembra amêndoas ou nozes. O efeito induz à combinação, já que esses são aromas identificados no cálice. Se isso não fosse suficiente, a calda de açúcar arremataria a questão, pois na boca ela lembra mel e fecha na medida com a doçura do vinho.

A pipoca combinou também com o Late Harvest Riesling 2007, que acompanhou uma panna cotta cítrica, muito boa, mas que ficou à sombra do milho estourado. Os chefs da Kendall-Jackson tratam a iguaria como receita de família, mas não deve ser difícil reproduzir a receita em casa para surpreender seus amigos.

Festa brasileira para vinhos internacionais

08 de julho de 2010 0

Pela primeira vez no país, degustações foram feitas com formulário digital

Muitas vezes acusada de tentar criar uma reserva de mercado contra os importados, a indústria vitivinícola nacional levantou bandeira branca nesta semana. Mais do que isso, promoveu com o 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil uma festa regada a 457 rótulos de 15 países, dos quais 137 foram premiados após passar pela avaliação de 55 degustadores brasileiros e estrangeiros. Mas, no final das contas, o grande vencedor foi mesmo o Brasil, seja por levar 70% das medalhas, seja por dar mais um passo rumo a sua consolidação no cenário mundial.

No jantar de encerramento, ontem à noite no Hotel & Spa do Vinho, o destaque entre os ganhadores nacionais foi a empresa Estrelas do Brasil, que com o Dall’Agnol Superiore 2005 levou um dos três grandes ouros entregues pelo concurso - o único nacional. Com o prêmio, a vinícola aponta uma nova direção no setor.

“Depois de consagrar tantos espumantes, a indústria tem um desempenho interessante com um tinto. O esperado seria um espumante sair vitorioso. Isso mostra a tendência das vinícolas boutique, de pequena produção mas grande empenho, o que resulta em qualidade diferenciada”, analisa Christian Bernardi, presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), entidade que promoveu a competição.

O grande número de medalhas para os brasileiros é explicado pelo fato de o país ter o maior volume de inscritos, o que, segundo Bernardi, é comum em eventos do gênero também em outras nações. Mas vale ressaltar que o processo de avaliação (às cegas, seguindo regras internacionais e com a introdução do formulário informatizado) foi o mesmo para todos os produtos. Um sinal do rigor das degustações é que França e Itália, países de forte tradição no setor, saíram do concurso sem troféus.

Depois do Brasil, Portugal e Argentina foram as bandeiras que mais levaram medalhas (veja quadro). Para o presidente da ABE, o interesse internacional pelo evento mostra o potencial do mercado brasileiro. De acordo com Bernardi, tratam-se de vinícolas que já introduziram seus rótulos no país e podem usar um eventual prêmio como ferramenta de marketing ou são empresas buscando uma comparação com os produtos negociados no país, já de olho no público local. Mas as vantagens não são só para os estrangeiros.

“Se por um lado isso vai contra a proteção do mercado nacional contra os importados, por outro mostra a luta para que as empresas daqui sejam competitivas em qualidade e preço em relação às do Exterior”, afirma.

Clique aqui para ver a lista completa dos vencedores

Surpresa às cegas com o vinho brasileiro

08 de julho de 2010 3

Tudo bem que a produção brasileira de vinhos nem sempre foi nobre, mas é difícil entender a resistência que muitas pessoas têm ainda hoje em relação aos rótulos nacionais. Para mostrar que o preconceito é infundado na maioria das vezes, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) resolveu fazer um teste simples. Em duas ocasiões, a entidade montou uma degustação às cegas em que tudo o que o participante precisava fazer era chutar de que país era o vinho que estava tomando. A brincadeira foi pilotada pelo sommelier Vinícius Santiago, da Salton, que para não dar bandeira disse estar trabalhando para um organismo internacional. O resultado você vê no vídeo abaixo.