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Perfis da uva malbec ao redor do mundo

24 de julho de 2010 0

Uma degustação praticamente horizontal e um jantar praticamente harmonizado. Assim foi o encontro que no começo de julho uniu o hotel Blue Tree e a Boccati Vinhos e Presentes, ambos de Caxias, além de mais de uma dúzia de apaixonados pelo assunto. Como convidado intrometido, praticamente um penetra, pude participar do bate papo que teve a uva malbec como tema principal, mas que invadiu noite adentro tratando de diversos aspectos do vinho.

Para começo, é bom explicar os conceitos acima e por que não foram executados à risca. Uma degustação horizontal pressupõe garrafas de diferentes produtores, mas dos mesmos tipo, época e região de procedência. Neste caso, os dois primeiros quesitos foram atendidos (várias vinícolas, uma só uva), mas as safras e os países eram variados. Naquela noite, foram provados os argentinos Vistalba Tomero 2008 e Trapiche Finca Las Palmas 2006, o chileno Viu Manent Rerserva 2005 e o francês Château La Reyne Le Prestige 2003, todos da variedade malbec.

O outro “quase” ocorreu porque uma harmonização prevê o casamento perfeito entre a comida e a bebida. Na ocasião, desde o início, a intenção não era fazer uma combinação exata, tanto que o cardápio e a carta foram escolhidos por suas qualidades individuais, e não pelo conjunto. No entanto, o carrê de cordeiro em crosta de ervas fechou muito bem com o rótulo da França, provavelmente pelo fato de os dois terem como característica a sutileza e a elegância. Abrindo seus aromas aos poucos, extremamente seco e com tanicidade bem marcada, o vinho divergiu muito de seus colegas do Novo Mundo. Mas como a carne foi servida ao lado de um risoto de aspargos e amêndoas, o Viu Trapiche Finca Las Palmas, mais redondo e fácil, foi o escolhido pelos presentes como o acompanhamento preferido.

O menu foi completado, no início, por um mix de folhas com aceto de frutas vermelhas e, no final, um excelente creme de café com espuma quente de chocolate. Salada verde e sobremesa, teoricamente, não são pratos que se harmonize com tintos secos, mas todos fizeram seus cruzamentos com os fermentados disponíveis e tiraram suas próprias conclusões. Muitos gostaram. Unanimidade mesmo só tivemos na avaliação de que o encontro valeu a pena. Tanto que, ao final, os participantes já perguntavam quando seria o próximo. Praticamente perfeito.

Vinícolas devem surfar na onda digital

22 de julho de 2010 2

Já que no final de semana passado comentamos a adoção da internet pelas vinícolas, nada melhor do que a palavra de um especialista a respeito para complementar a informação. Abaixo está um artigo do consultor de marketing digital Rafael Comin sobre o uso desta ferramenta como diferencial de mercado. Boa leitura.

Marketing Digital Para Vinícolas

No atual mundo dos negócios, onde a rivalidade entre os concorrente é acirrada, o poder de barganha dos consumidores e fornecedores aumenta dia após dia, empresas precisam criar maneiras de se diferenciar para manter-se no mercado. Vários ramos de negócios já estão apostando no mercado online como uma forma de vantagem competitiva e uma delas são as vinícolas. Mas, de nada adianta montar um negócio online de última geração se os visitantes não os encontrarem, é a mesma coisa que construir uma mega loja, numa localização onde o consumidor não a visita.
Nesse contexto, entra o marketing digital, que segundo Conrado Adolpho “é uma nova maneira de fazer negócios, procurar informações, aumentar faturamento e lucratividade da sua empresa utilizando a internet”. Cláudio Torres complementa dizendo que as empresa devem “utilizar a internet como uma ferramenta de marketing, envolvendo comunicação, publicidade, propaganda e todo o arsenal de estratégias e conceitos já conhecidos na teoria do marketing”. Dessa forma, marketing digital nada mais é que criar estratégias online para reduzir custos operacionais, fidelizar clientes e alavancar vendas de produtos seja no meio online ou offline.
Nesse sentido as vinícolas devem enxergar a internet como uma ferramenta de negócios e não como um simples site com a apresentação da empresa e seus principais vinhos. Não é só isso que o consumidor espera do site de uma vinícola. O consumidor quer mais! Quer interagir, colaborar, participar, dar dicas e opiniões sobre vinhos, participar da criação e desenvolvimento dos rótulos, etc… O consumidor mudou, evoluiu, está mais exigente e informado, e as empresas devem estar preparadas para falar a mesma linguagem desse consumidor.
As vinícolas devem compreender que o consumidor procura informações sobre vinhos na internet, para depois escolher onde comprar, seja em um ecommerce, restaurante ou supermercado. Isso podemos ver no gráfico abaixo, extraído da ferramenta Google Insights Para Pesquisa , que nos mostra o interesse dos usuários pela palavra-chave “vinhos” desde o ano de 2004.

Uma das vantagens dessa ferramenta é que ela nos traz uma previsão do futuro, com isso consegue-se perceber que haverá um aumento no interesse por vinhos nos meses de Junho e Dezembro. Interessante que é bem quando a venda desses produtos aumentam pelo fato da estação do ano (inverno) e no período das festas de finais de ano. Com essas informações as vinícolas podem criar estratégias online para aumentar o lucro de sua vinícola.
Sendo assim, aquelas vinícolas que já possuem seus eCommerces, devem criar estratégias para captar mais e mais visitantes diariamente, transformar acessos em vendas, clientes em defensores da marca, dados em informações, informações em conhecimento. E aquelas que ainda não possuem eCommerce, evoluam, preparem-se. Pois qualquer empresa poderá ser seu concorrente em apenas um dia através do site www.CNPJ.com.br.

A triste morte de um Borgonha

20 de julho de 2010 1

Não é todos os dias que se abre um Nuits-St-Georges 1998. Então imaginem a minha animação na noite da última quinta-feira quando decidi tirar a rolha do Les Vaucrains do Domaine Alain Michelot que estava na minha adega há mais de ano. Mas aos que não gostam de histórias com finais tristes, aviso: parem por aqui.

Saca-rolhas de lâminas paralelas e decanter à mão, comecei a brincadeira. Ao retirar a cápsula deste representante da Borgonha, percebi uma certa penugem de mofo na rolha. Me preocupei, mas ao tirar a cortiça descobri que o fungo estava só do lado de fora. O interior estava intacto. Despejei o conteúdo no decanter e fiquei de certa forma orgulhoso ao ver o sedimento se depositar no fundo da garrafa. Era o resultado de 12 anos de clausura. Só que logo viria a prova de que a máxima de que o vinho só melhora com o tempo estava prestes a cair por terra.

Nem me aventurei a tentar perceber aromas direto da garrafa. A ideia era desfrutar a bebida por inteiro depois de um repouso mínimo de duas horas e da exposição ao oxigênio. Chegada a grande hora, enfiei o nariz no cálice. Não veio muito mais do que o álcool. Pensei “deveria ter aberto a garrafa mais cedo”. Joguei na boca, bochechei, repeti o processo, mas faltava aquele algo a mais. Sem corpo qualquer, com um tanino desequilibrado, com o gosto do sedimento… Depois de 10 minutos de insistência, resolvi assumir que não se tratava de um erro de serviço. O vinho estava em franca redução.

A primeira pista veio com a cor, com fortes bordas granada. Imaginava que era a ação do tempo, mas não pensei que tivesse passado tanto do ponto. Calcula-se que o envelhecimento ideal para um Borgonha premier cru seja em torno de 10 anos, mas que ele possa aguentar até 30. Seja o transporte ou a armazenagem mal feita, algo reduziu sua vida útil. E eu fiquei na mão, só imaginando o que esse pinot noir teria apresentado se estivesse em plenas condições.

Confesso que perseverei até a metade da garrafa, só por teimosia. Estava “tomável”, mas sem proporcionar grande apreciação. O tempo havia tirado o que de melhor havia na garrafa. Em vez de lamentar toda a frustração e o prejuízo, resolvi me agarrar ao aprendizado. E à REVANCHE: desde domingo, comecei uma viagem que vai cruzar o norte da Itália e o centro/sul da França. A Borgonha está na rota, e lá vou visitar vinhedos e degustar rótulos que me farão esquecer do episódio, tenho certeza. Algumas novidades vão aparecer no Twitter do Enoblog. Por aqui as coisas vão desacelerar um pouco, mas vale a pena ficar ligado, pois muitos posts já estão engatilhados para as próximas semanas. No início de agosto estou de volta. Até lá.

Cálice de babel

19 de julho de 2010 2

Não foi somente por receber amostras de 15 países que o 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, realizado semana passada em Bento Gonçalves, pôde ostentar o “internacional” em seu nome. Nas mesas dos avaliadores, a mistura de idiomas comprovava que o interesse pela enologia não tem fronteiras. Apenas na mesa em que eu me encontrava estavam três brasileiros, um francês, um italiano e um português (que, surpreendentemente, não teve de ouvir qualquer piada sobre os patrícios).

Ao todo, 11 nações estavam representadas entre os degustadores. Além de garantir o nivelamento do concurso com outras competições mundiais, essa pluralidade proporciona uma troca de experiências enriquecedora.

“Acontece um aprimoramento, pois alguém sempre apresenta maior sensibilidade, outros tem dificuldades. Há uma interação de conhecimentos em linhas específicas de cada produto, pois mesmo que as notas sejam individuais, sempre ocorrem discussões nas mesas”, considera Christian Bernardi, presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Importados do bem

O que chama a atenção é que não foi preciso ir muito longe para buscar alguns desses participantes estrangeiros. Em diferentes esferas, muitos já integram a vitivinicultura verde-amarela. A maioria deles atua como enólogos, demonstrando um crescente interesse pelo potencial brasileiro mundo afora.

No universo do vinho, é bastante comum o intercâmbio entre profissionais de diferentes países. Mas no Brasil, segundo Bernardi, o que atrai vinhateiros de fora é, muitas vezes, o desafio de alavancar uma indústria ainda jovem e construir carreira.

E nem se trata de falta de mão de obra, situação que o setor conheceu entre as décadas de 1960 e 1970, quando multinacionais do ramo começaram a se instalar no Estado e tiveram de importar trabalhadores especializados. A isca hoje é o vislumbre de oportunidades.

Recursos dobrados para a cadeia vitivinícola

18 de julho de 2010 0

O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) convidou a governadora Yeda Crusius (PSDB), na sexta-feira, para mostrar onde investiu os recursos públicos destinados ao setor e acabou recebendo uma boa notícia: as verbas serão duplicadas daqui para frente. Após ouvir a explanação do presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante, a governadora anunciou que enviará à Assembleia Legislativa um projeto de lei para ampliar de 25% para 50% o repasse do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Fundovitis) ao Ibravin.

Nos anos de 2008 e 2009, o Piratini transferiu à entidade R$ 6,6 milhões. De acordo com o instituto, os investimentos feitos com esse dinheiro para auxiliar os produtores de uva e de vinho e também divulgar os produtos renderam ao Estado um retorno de R$ 20 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

“Vocês têm de assumir a liderança do setor para fora do Rio Grande. Vamos enviar um projeto à Assembleia para aumentar em 100% o que vocês já têm. Sei que vão alavancar a produção e as vendas e criar a marca, que pode ser Vinhos do Brasil”, sugeriu a governadora, em encontro no Tulipa Espaço Gourmet, nos pavilhões da Festa da Uva.

A previsão é que o projeto seja apreciado pelo Legislativo ainda em agosto. Yeda disse que o Ibravin soube responder com resultados a autonomia dada pelo Estado. A governadora foi bastante elogiada pelas autoridades do setor, que a convidaram a um sabrage (ritual de abrir uma garrafa de espumante com o sabre, um tipo de espada). A plateia a presenteou com palmas em dois momentos: após o anúncio do novo percentual e depois de apoiar ações para coibir a importação de suco de uva da Argentina. Fante quase se emocionou quando soube da duplicação de recursos pelo Estado. Conforme ele, o setor tem feito um trabalho sério na organização, fiscalização, e promoção do vinho, do espumante e do suco de uva gaúcho e brasileiro, entretanto, necessita ainda de maior aporte.

“É uma alegria trabalhar e ver essa confiança no setor. A destinação de mais verbas decorre de uma luta histórica, que busca um desenvolvimento sustentável para o segmento vitivinícola”, frisou Fante.

O presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, aproveitou para solicitar à governadora apoio em relação a outros pleitos, mais de âmbito federal. Entre eles, a defesa do preço mínimo para os produtos agrícolas, a adequação do código florestal às peculiaridades de cada região e a criação de barreiras para inibir importações de vinhos e sucos.

“Com os recursos do Fundovitis, estamos respirando mais tranquilos, mas não estamos dormindo tão tranquilos, pois temos menos condições de competir com os argentinos, que têm mais subsídios. Estamos convivendo com árduo volume de importações de vinhos especialmente da Argentina, mas também da Europa”, exemplificou Schiavenin.

Mais receita
A arrecadação do Fundovitis é proporcional à quantia de uvas processadas para sucos e vinhos de cada safra. O repasse de 25% desse fundo para o Ibravin se iniciou em 2007. De lá até 2009, as vendas/faturamento das vinícolas gaúchas aumentaram 42,7%, passando de R$ 127,4 milhões para R$ 181,8 milhões. O ICMS do setor também saltou de R$ 21,6 milhões para R$ 30,9 milhões nesse período. Em torno de 20 mil famílias (100 mil pessoas) atuam no setor da uva e do vinho. Em solo gaúcho, existem mais de 700 vinícolas. Atualmente, cerca de 90% da produção de vinhos e espumantes brasileiros se concentra do Estado.

Diário digital de ícones enológicos

17 de julho de 2010 0

Amplamente utilizados pelos consumidores de vinho para a troca de informação, os blogs estão mais recentemente sendo adotados por quem produz a bebida. Dois exemplos mostram como até as mais tradicionais casas do ramo se dobraram a essa ferramenta de interatividade.

Em janeiro deste ano, Richard Geoffroy, chefe de cave da Dom Pérignon - mais prestigioso Champagne do planeta -, passou a assinar um diário online. No Making Dom Pérignon, ele comenta a rotina de elaboração dos rótulos e relata o andamento da Wine Mission 2010, viagem iniciada na Ásia e que vai apresentar o conceito da marca ao redor do mundo.

Outra vinícola prestes a entrar nessa onda é a Château d’Yquem, expressão máxima dos vinhos de sobremesa Sauternes, feitos na região francesa de mesmo nome. O blog era prometido para o final de junho, mas até a última semana não havia entrado no ar. No endereço myquem.com (trocadilho com my Yquem, ou “meu Yquem” em português), o internauta terá acesso ao dia a dia da cantina, com direito a extras como uma revista digital e informações sobre uma espécie de confraria da marca. Abaixo você vê o vídeo em que Pierre Lurton, do Château d’Yquem, anuncia o blog

mYquem, the coming soon Château d’Yquem’s blog from Château d’Yquem on Vimeo.

Jonathan Nossiter está de volta, mas só para o jantar

16 de julho de 2010 0

Em 2006, Nossiter já mostrava na Avaliação Nacional de Vinhos seu interesse pela atividade no Brasil

Espero que aqueles que gostam de um bom vinho, um bom menu e uma boa polêmica tenham reservado lugar na 53ª edição do Mesa de Cinema, amanhã, em Porto Alegre. Quem garante os rótulos é a vinícola gaúcha Vallontano. O cardápio será preparado pela chef Roberta Sudbrack, com participação do chef Felippe Sica. E a polêmica fica a cargo de Jonathan Nossiter, cineasta norte-americano (com passagens por França, Inglaterra, Itália, Grécia e Índia e que desde 2005 vive no Brasil) que com o documentário Mondovino ganhou notoriedade, muitos fãs e um punhado de desafetos.

Zanini em ação para o filme Vinho de ChinelosEle estará na capital gaúcha representando a mulher, a também diretora e fotógrafa Paula Prandini. Ela assina o documentário Vinho de Chinelos, uma interpretação da produção vitivinícola brasileira que será exibida no evento e servirá de inspiração para o trabalho dos chefs. A Vallontano foi escolhida para fornecer a bebida pelo fato de o casal Talise e Luís Henrique Zanini, sócios da cantina, serem personagens centrais da produção (já apresentada em capítulos na rede Bandeirantes em 2008). Ao final da sessão, um debate sobre a obra será comandado por Nossiter.

O cardápio ainda é surpresa, mas muitos dos questionamentos que serão feitos ao diretor são previsíveis (parkerização, micro-oxigenação, conglomerados vitivinícolas, etc.). Para saber mais sobre o encontro, é só fazer contato por meio de um dos seguintes canais: (51) 3061.1323, (51) 9196.0249 ou rejanenexo@gmail.com.

Para aprender sobre vinhos, suba a Serra

15 de julho de 2010 0

Daqui a dois finais de semana, duas conhecidas vinícolas da Serra receberão iniciantes no mundo do vinho para compartilhar conhecimento. No dia 24 de julho, Boscato e Perini promoverão cursos de degustação em suas sedes, respectivamente em Nova Pádua e Farroupilha.

Na primeira, o encontro começa às 9h e termina às 17h. Além de percorrer os vinhedos e a cantina, os participantes vão receber instrução na sala de degustação e combinar os vinhos da marca com um cardápio especial em um almoço harmonizado. O custo por pessoa é de R$ 120.

Já em Farroupilha, o curso começa às 14h30min e vai até as 17h, mas todos os alunos são convidados a ficarem para o jantar na taverna Perini. O programa segue praticamente o mesmo roteiro: visita à propriedade, bate papo sobre enologia e degustação. O valor por pessoa é R$ 110.

Aos interessados, a dica é escolher uma das duas e fazer contato o quanto antes para garantir lugar, pois as vagas são limitadas.

Boscato Vinhos Finos
Endereço: VRS 314, km 12.5, Nova Pádua
Mais informações: e-mail boscato@boscato.com.br ou pelo telefone (54) 3296.1377, com Ana

Vinícola Perini
Endereço: Santos Anjos, Farroupilha
Mais informações: e-mail cursos@vinicolaperini.com.br ou pelo telefone (54) 2109.7300

Compre um exemplar vencedor do Julgamento de Paris

14 de julho de 2010 0

O famoso Julgamento de Paris é um tema que mobiliza boa parte dos amantes do vinho. Agora qualquer um poderá ter um gostinho desse marco vitivinícola, desde que tenha capital para dar um lance no leilão de uma rara garrafa de Chateau Montelena Chardonnay 1973, organizado a favor da entidade Friends of the Orphans, do Haiti.

Uma única garrafa de 750ml deste vinho californiano, que bateu todos os outros brancos na degustação às cegas de 1976 (incluindo quatro rótulos da Borgonha), está sendo oferecido pela Spectrum Wine Auctions em parceria com a vinícola. Além de poucas unidades na própria Chateau Montelena e uma no Instituto Smithsonian, não se tem notícias de outras remanescentes.

“Este vinho tem significado histórico nos anais da vinicultura, por estar no evento que mudou a produção de vinho para melhor, no mundo todo”, avalia o dono do Chateau Montelena, Jim Barrett.

Os lances online já foram abertos.

Concurso Internacional do Brasil em áudio e vídeo

13 de julho de 2010 0

O colega Irineu Guarnier Filho era outro dos jornalistas que ajudaram a compor o júri do 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, na semana passada. Lá nos encontramos e conversamos rapidamente. Como eu, ele estava lá bancando o agente duplo: um pouco avaliava vinhos, outro tanto fazia entrevistas para a cobertura do evento.

A minha reportagem todo mundo já viu aqui. Para ver o que ele achou do concurso, é só clicar no vídeo abaixo.