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Posts com a tag "Almaúnica"

Avaliação da Avaliação

02 de outubro de 2010 0

Engana-se quem pensa que a Avaliação Nacional de Vinhos é uma festa apenas para enólogos e empresários do ramo. Participar do evento, que teve sua 18ª edição realizada no último sábado, é uma aula para qualquer amante da bebida, não interessa se ainda em fase de aprendizado ou experiente degustador. Além de registrar aquilo tudo que já foi publicado sobre o encontro, a coluna Enoteca ficou atenta a alguns detalhes que merecem ser compartilhados com os leitores.

EM GOLES
- Chamaram atenção os números apresentados pelo presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Christian Bernardi, sobre o evento. Desde sua primeira edição, em 1993, a Avaliação Nacional já analisou mais de 3,7 mil amostras e somou plateia de 10 mil pessoas.
- A diversidade geográfica neste ano foi tão ampla quanto o espetáculo que misturou samba de gafieira, chula e forró no intervalo do evento. Além da Serra, a Campanha, os Campos de Cima da Serra e os Estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia tiveram amostras incluídas entre as melhores 16.
- É possível que em alguns casos os vinhos tenham sido selecionados mais pelo fato de serem de novas áreas produtoras do que pela qualidade. E qual o problema? A “expansão do Brasil vitivinícola”, como colocou Bernardi, é um feito que merece ser celebrado e difundido.
- O grande número de amostras condecoradas combinado com a inclusão entre os 16 vinhos mais representativos da safra 2010 tornou a festa especial para quatro grandes vinícolas: Miolo, Perini, Salton e Valduga. A Salton foi a que mais levou prêmios como marca única (11). A Miolo, porém, bateu essa barreira ao somar os resultados de suas diferentes grifes _ Miolo, Ouro Verde, Seival, Rasip e Almadén chegaram a 17 citações, sendo que três produtos ficaram entre os 16 melhores. O mesmo aconteceu com a Valduga, que levou sete prêmios mas não foi citada individualmente entre os mais representativos. Chegou lá por meio da Domno.
- O vinho com melhor pontuação entre os que foram degustados juntamente com o público (87,5 pontos) foi o Moscato R2, da Perini, produto da categoria branco fino seco aromático que, sob a marca Jota Pe, chega ao consumidor por menos de R$ 10. Preço nem sempre é sinônimo de qualidade.
- Entre as novatas, houve muita comemoração em torno da Góes & Venturini e, sobretudo, da Almaúnica, que já em sua primeira Avaliação Nacional teve três vinhos premiados, um deles escalado para o time dos 16 melhores.

Degustação antecipada dos rótulos Almaúnica

27 de junho de 2010 0

Caves subterrâneasA antessala da Almaúnica é um parreiral de 2,5 mil metros quadrados cortado pela via de acesso. Plantado em outubro de 2009 com as variedades cabernet sauvignon (6 mil plantas), merlot (8 mil) e chardonnay (1,5 mil), dará origem aos produtos premium, previamente batizados de Vinhedo Único e Parte Dois. O primeiro chega em 2013 (safra 2012) e combinará uvas próprias com as de terceiros _ hoje Brandelli conta com quatro fornecedores. O outro será um corte de uvas colhidas na propriedade e deve ser lançado na próxima Copa do Mundo. Foi chamado de Parte Dois porque na escritura do terreno, adquirido de familiares em 2008, diz que aquela é “parte do lote número dois da Linha Graciema”.

Mas o catálogo começa a crescer bem antes com a chegada de espumantes e dos vinhos safra 2010 que hoje dormem em barricas. Aliás, tive a oportunidade de uma degustação antecipada diretamente dos barris e das garrafas ainda sem rótulo. Do líquido que agora passa por afinamento em madeira pode-se dizer que já impressiona o bom acabamento dos taninos, principalmente no cabernet sauvignon. O fermentado de syrah, uma surpresa por ser natural do Vale dos Vinhedos, apresenta notas verdes típicas da fruta que o carvalho deve domar.

Entre os produtos que chegam agora ao mercado, atenção especial para o cabernet sauvignon. Os aromas levam alguns minutos para se revelar mais agradáveis, mas na boca ele mostra de cara um equilíbrio redondo incomum para um produto de 15 meses e que custa R$ 30.

Sala de barricas

Confusões perseguirão Márcio Brandelli

27 de junho de 2010 0

Duas confusões levarão Márcio Brandelli a resolver mal-entendidos durante algum tempo. A óbvia é a comparação de sua marca, a Almaúnica, com o vinho chileno Almaviva. A segunda é explicar que não faz mais parte da Don Laurindo, vinícola vizinha capitaneada pelo irmão Ademir Brandelli e na qual ele trabalhou desde os 21 anos - ele hoje tem 38. Márcio conta que levou um tempo até a família entender sua vontade de ter a própria cantina, mas que agora há inclusive uma troca de ideias entre os diferentes núcleos dos Brandelli.

“Não adianta, o vinho tem a cara do produtor, e eu queria fazer o meu”, argumenta.

Apesar de ter vendido aos irmãos sua parte na Don Laurindo e investido tudo em um novo projeto, ele afirma que o amor ao vinho, o aprendizado e o sobrenome os mantêm ligados.

“Eu não sou um aventureiro, um empresário de outro setor que chega aqui e instala uma vinícola. Eu tenho pedigree.”

Nasce uma vinícola no Vale dos Vinhedos

26 de junho de 2010 5

Os visitantes que cruzam o Vale dos Vinhedos vêm percebendo uma novidade nos últimos meses. À beira da Estrada do Vinho, estrategicamente perto do hotel Villa Michelon, uma construção de 30m por 15m no alto de uma colina chama a atenção pelo perfil moderno e elegante. A partir da segunda semana de julho, todos poderão matar a curiosidade, pois enfim a Vinícola Almaúnica terá aberto suas portas ao público.

Idealizada pelo enólogo Márcio Brandelli, a empresa (antecipada pelo Enoblog em outros posts) entra no mercado com dois rótulos (um cabernet sauvignon e um merlot, ambos da safra 2009) inspirados em vinhos argentinos e chilenos, tema de profundo estudo por parte de Brandelli. Serão 14 mil garrafas do primeiro e 10 mil do segundo, além de 15 mil unidades de suco de uva.

Márcio Brandelli, idealizador do Almaúnica“Desde 1999, vou para a Europa, a Argentina ou o Chile pelo menos uma vez por ano. Nesses últimos eu mergulhei fundo”, conta.

Os países latinos influenciaram não apenas o perfil dos produtos – potentes no nariz e feitos para serem bebidos ainda jovens – como também a proposta da cantina. De estrutura enxuta, coloca o turista em contato com a parte industrial logo na chegada, pois uma ampla área envidraçada permite conferir a elaboração dos vinhos desde o varejo e o espaço de estar. Se ele quiser conhecer melhor o processo, Brandelli promete que levará grupos para passear por entre os tanques, as caves e a sala de barricas. Um deck de madeira, um restaurante e uma sala de degustação completam as opções de visitação.

A gravidade é utilizada desde a recepção das uvas até o envio do vinho para os barris (bombas pneumáticas são utilizadas apenas para as trasfegas). Para os tintos, uma máquina faz o desengace antes de lançar a fruta na esteira de seleção, ou seja, a triagem é feita grão por grão. No caso dos brancos e da base para espumantes, Brandelli adotará o estilo francês de elaboração, prensando os cachos inteiros a até 75% para extração do mosto flor.

A cave, a sala de barricas, a máquina de engarrafamento/rotulagem e a expedição estão integradas no subsolo. Atrás dos barris (metade franceses, metade americanos) está reservado um espaço para as garrafas de espumante que ali farão o processo de champenoise.

“De um lado teremos Bordeaux; do outro, Champagne”, brinca Brandelli ao imaginar espumantes e vinhos em fermentação lado a lado.

Uma prévia da Almaúnica

24 de julho de 2009 0

A expectativa quanto à inauguração da Almaúnica, vinícola boutique em instalação no Vale dos Vinhedos, é grande. Isso, porque a empresa tem em seu DNA os irmãos Magda e Márcio Brandeli, da mesma linhagem da bem consolidada Don Laurindo.
Os visitantes do roteiro enoturístico já podem conferir as obras da estrutura da empresa, que deve ser concluída dentro de dois meses. A prévia de seu layout externo já foi conferido em primeira mão pelos leitores do Enoblog aqui.
Mas o debut da Almaunica só deve ocorrer no inverno de 2010, antecipam os empreendedores. Isso porque somente neste período eles prevêem que os vinhos de estreia estarão aptos para serem apresentados ao mercado. No ano que vem, os consumidores poderão degustar os dois primeiros rótulos da empresa: um cabernet sauvignon e um merlot, ambos varietais, safra 2009. A bebida já está sendo vinificada, mesmo com o prédio ainda sendo erguido.
“Se tem uma coisa que não se pode apressar é o vinho. Mas o prédio fica pronto em setembro”, brinca o enólogo Márcio Brandeli. Ele explica que a vinícola foi projetada para ser funcional, contemplando o melhor fluxo das operações de vinificação conjugada com a visitação de enófilos e turistas.
A empresa terá capacidade para processar até 150 mil litros, mas a partida de inauguração somará 18 mil litros (cerca de 24 mil garrafas) dos dois rótulos citados acima. Eles terão 12 meses de passagem em barricas de carvalho e outros seis de repouso na garrafa. Para 2010, os planos dos empreendedores é de, na safra 2010, também dar andamento à produção de um chardonnay, um pinot noir tinto e de um vinho base para espumante a partir dessas duas variedades, elaborado pelo método champenoise. Outra aposta será um vinho a partir da syrah.
Todas as uvas serão fornecidas por quatro viticultores instalados no Vale dos Vinhedos, que seguem as orientações e padrões de qualidade estabelecidos pelo sócios da empresa.
Foto: Martha Caus
Obras da vinícola já podem ser comferidas por quem passa pela estrada principal do Vale dos Vinhedos

Brandeli relata que três hectares de cabernet sauvignon e merlot, produção própria, estão sendo implantados na área em frente à vinícola. Estes serão os primeiros vinhedos de alta densidade do Estado. O parreiral, conduzido em espaldeira, terá distanciamento de 1,8 m entre fileiras e de 0,75 cm entre pés. Para comparação, a média na região é 2,4m entre fileiras e 1 m entre pés. Em contrapartida, a produção por planta será reduzidíssima, com produção entre 750 gramas a um quilo.
“Viajei por vários países de produção de uva e vinho de qualidade e implantei na Almaúnica o melhor do que conheci”, acrescenta Brandeli.
Estamos no aguardo.

Postado por Martha Caus

Vinícola-boutique no Vale dos Vinhedos

21 de novembro de 2008 9

Já com renome no mercado conquistado pelos vinhos de qualidade elaborados em pequena escala, o enólogo Márcio Brandeli, da Vinícola Dom Laurindo, está abrindo uma nova casa. A Almaunica, também sediada no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, aposta no conceito das pequenas vinícolas-boutiques, já instaladas no Chile e Argentina.

A obra da nova empresa já está em construção, com projeto desenvolvido pela Rossi Arquitetura & Urbanismo, que possui uma divisão focada no ramo de vinícolas. Além de profissionais da área de construção civil, o escritório conta com profissionais de enologia e engenharia agronômica. Enquanto os projetos arquitetônicos ficam sob a baliza do arquiteto celestino Rossi, a área de Enologia é comandada pelo enólogo Anderson De Cesaro.

Além da vinícola e varejo, o novo complexo prevê um restaurante e, em uma fase posterior, uma pousada. A previsão é de produção de vinhos Almaunica já na safra 2009.

Apesar da crise na qual se encontra o setor vitivinícola nacional, novos projetos não faltam no país. Além de demandas na Serra Gaúcha, a divisão de arquitetura enológica do escritório, criada em 2005, executa trabalhos em Santa Catarina na cidade de São Joaquim, Caçador e Videira. Em São Paulo, na cidade de Espírito Santo do Pinhal, atende a uma multinacional que irá investir em vinho e azeites. E no Espírito Santo, desenvolve um projeto na cidade serrana de Santa Tereza.

Confira em primeira mão, as projeções em 3D da fachada da Almaunica, que será inaugurada nos próximos meses.


Fachada e recepção


Área de expedição


Área de recebimento