
Passou setembro, foi-se outubro e novembro ficou para trás. Chegou dezembro, e nada. Assim, o ano termina sem que o Brasil tenha testemunhado sua primeira Denominação de Origem (DO) enológica. Após seguidas protelações, a tão desejada certificação para o Vale dos Vinhedos continua só na intenção.
O projeto começou a ser tocado em 2001, quando foi conquistada a Indicação de Procedência (IP). Desde lá se fala na DO, mas foi no ano passado que a ideia ganhou corpo, com as degustações técnicas e a definição de critérios para os produtos que quisessem se enquadrar. Havia tanta certeza de que o título chegaria em 2010 que algumas vinícolas, ainda na safra 2009, elaboraram rótulos especificamente para receber a DO, obviamente na esperança de serem as primeiras a ostentar o selo.
Não está claro se faltou agilidade ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ou mobilização por parte dos produtores. A questão é que a festa de apresentação da DO teve de ser cancelada. É provável que ocorra no ano que vem, mas não existe uma data prevista. O ideal seria que os vinhos brancos da próxima colheita já pudessem contar com essa certidão de nascimento, mas nesse momento não há como arriscar um palpite sobre se isso será viável. Depois de tantos adiamentos, a DO fica até um pouco desacreditada. Quem sai perdendo não é apenas o Vale dos Vinhedos, mas toda a vitivinicultura nacional.








Comentários