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Posts com a tag "frisantes"

O frisante enlatado avança no mercado

18 de maio de 2010 0

Na busca por um conteúdo já publicado pelo Jornal de Santa Catarina, encontrei por acaso a seguinte nota:

"Com um ano de idade, o Glamm - vinho frisante em lata - vai ampliar o mercado em Blumenau. Atualmente está restrito às prateleiras do Angeloni, mas em um mês deve chegar a outros pontos de venda através de um distribuidor. O produto fabricado no Rio Grande do Sul tem produção de 60 mil latas/mês que chegam aos principais centros urbanos do país.
A bebida é uma criação do empresário blumenauense Ricardo Conrad Lowndes, filho do presidente da Haco Etiquetas, Ricardo Guedes Lowndes."

Aí lembrei que há bastante tempo, o Enoblog deu em primeira mão o lançamento do Glamm no mercado nacional. Eu andava mesmo curioso por saber como estava a venda do produto em tempos de frisantes em alta. Segundo a notícia acima, publicada no dia 22 de abril, o Glamm não está nada mal...

O preconceito se desfaz em leves borbulhas

09 de maio de 2010 1

Por mais tradição que evoque, o mundo enológico também é feito de modismos. Vinhos alemães de garrafa azul, bebidas rosadas e malbecs argentinos são exemplos de tendências que surgiram da noite para o dia. Há as que não resistiram ao tempo e as que parecem ter vindo para ficar. No Brasil, a bola da vez são os frisantes. Recebidos com desdém pelos puristas, estão fazendo sucesso entre degustadores de espírito leve.

A promessa era de que eles chegariam com força total a adegas e mesas de happy hour no último verão. Não foi bem assim. Talvez por desconfiança do público, o que era para ser uma invasão se resumiu a um pontapé inicial, e o produto dá mostras de que consolidará sua popularidade em um ritmo sereno. Mas esse parece ser um caminho sem volta, o que não deve assustar os mais criteriosos, pois, mesmo com preço baixo (um pouco mais de R$ 10), essa nova geração de frisantes tem qualidade, mais do que muito Lambrusco italiano que desembarca por aqui.

É possível dizer que quem deu a arrancada nesse filão no Brasil foi a Salton com a família Lunae.

"Foi um divisor de águas", atesta Franco Perini, da vinícola Perini, que está no ramo com seu Tropicale.

Os dois rótulos seguem uma regra fundamental para a confiabilidade na bebida: a gaseificação natural pela fermentação do mosto, prática contrária à adição de gás carbônico depois de ela ser elaborada. Reforça a boa imagem dos produtos a política de revelar sem pudores as uvas contidas em cada garrafa, algo que não é seguido por todas as vinícolas. Há aquelas que preferem fazer mistério sobre suas fórmulas, e o resultado é justamente o receio por parte do consumidor.

Quem também segue essas duas normas de qualidade é a linha Sunny Days, da Almadén, que foi revitalizada após a aquisição da empresa pela Miolo e chegou recentemente às prateleiras como uma aposta da vinícola. Em comum, os rótulos mencionados trazem um perfil descompromissado. O objetivo não é apresentar complexidade de cheiros e gostos, mas aromas francos e diretos (frutas ou flores em abundância) e uma passagem leve pela boca, combinando com refeições ligeiras e situações sem terno e gravata. Além disso, entre os que não têm o costume de tomar vinho, são uma ótima porta de entrada para esse universo.

A coluna Enoteca destaca essas três marcas porque foram as que passaram por seu cálice nas últimas semanas, mas há outras no mercado. Aos que têm a cabeça aberta, a dica é degustar todas, mesmo porque o investimento é pequeno, até encontrar um favorito. Para os desconfiados, digo que vale a pena deixar o preconceito de lado e pelo menos tentar.

O verão será frisante

11 de janeiro de 2010 0

As sócias Cirlei (E) e Rose alternam brindes com espumantes e frisantes na praia, em Atlântida/Jefferson Botega

Além de chopp, caipirinha e cerveja, há uma bebida diferente borbulhando em casas, bares e restaurantes. É o vinho frisante, cujo consumo ferveu no ano passado: de janeiro a novembro, a venda saltou 132%, comparada a igual período de 2008. Atenta ao gosto do consumidor, a indústria prepara novos atrativos e deve alcançar a marca de 1 milhão de litros despejados no mercado em 2010.

Administradora de um restaurante em Porto Alegre, Graziela Tizotti experimentou no verão passado e aderiu. Apreciadora dos brancos, Graziela provou um tinto na quarta-feira à noite, em um bar da Rua Padre Chagas, na Capital, onde comemorava o reencontro com uma amiga que mora na Alemanha e voltou ao Brasil em férias.

"É muito refrescante, combina com o verão" atestou Graziela.

Consumidora quase "desde sempre" de espumantes, a empresária Rose Oliveira descobriu os frisantes numa viagem a Punta del Este em 2000. Adotou a bebida para receber amigos antes de sair para jantar, como planejava na quinta-feira, em Atlântida. Rose também manteve o hábito de degustar espumantes com a sócia Cirlei Werhli.

Nas prateleiras, os frisantes não são necessariamente uma novidade. A linha Sunny Days, lançada pela Almadén há mais de uma década, agora está sob o guarda-chuva da Miolo Wine Group. E será revitalizada, avisa William Iafelice, diretor comercial da Região Sul da Miolo.

"É uma grande aposta. É o primeiro frisante de expressão, e nossa ideia é trabalhar forte, porque é fácil de beber, tem um frescor que combina bem com público jovem", justifica Iafelice.

Lançado em 2005, o Marcus James Happy Hour, da Cooperativa Vinícola Aurora, de Bento Gonçalves, só agora ganhou popularidade, conta a gerente de marketing, Lourdes Consi da Silva:

"Houve uma descoberta pelo consumidor. Estava no mercado, mas não tinha tanta atenção. O boom foi no último ano. Foi só colocar na boca do consumidor para perceber que é um produto leve e refrescante, que combina muito com o Brasil."

Só no Sul, com inverno frio, o frisante é produto de verão. No resto do país, a procura de ano inteiro surpreendeu a Salton, de Bento Gonçalves.

"Estava preocupado com esse mercado, mas foi um sucesso" relata o presidente Daniel Salton.

Quando a Salton lançou o Lunae, no primeiro semestre de 2008, 50 mil caixas saíram em seis meses. No ano passado, as vendas chegaram a 160 mil caixas e, em 2010, a expectativa é atingir ao menos 250 mil.

O sucesso inspirou a Casa Perini, de Farroupilha, que ainda neste verão apresenta seu Tropicale, avisa Pablo Onzi Perini, gerente de marketing. Feito com uvas moscatel, o rótulo integra projeto da Associação Farroupilhense de Produtores de Vinho, Espumantes, Sucos e Derivados (Afavin), que busca indicação de origem para três produtos: vinho normal, espumante e frisante. Com apoio da Embrapa Uvas e Vinhos, explica João Carlos Taffarel, diretor técnico da Afavin, pretende obter o selo de qualidade e procedência até 2012.

Postado por Maurício Roloff,

Segredo enlatado

12 de dezembro de 2008 1

divulgação

Como prometido aqui, espocamos o segredo do Glamm Sparkling Wine, ou quase. Mas conseguimos esclarecer a maioria das dúvidas levantadas no post anterior.

O produto é uma aposta da empresa de mesmo nome, criada exclusivamente para colocar o frisante em lata no mercado. É capitaneada por Ricardo Conrad Lowndes, jovem empreendedor (ele completa 30 anos em poucos dias) que largou a carreira no mercado financeiro como executivo de um banco para se dedicar a este projeto, que vem sendo desenvolvido desde janeiro de 2007.

Para a fabricação do Glamm, são terceirizados os serviços da Fante Indústria de Bebidas, de Flores da Cunha, empresa que, entre outros produtos, é responsável pelos vinhos e espumantes da marca Oremus, além de bebidas destiladas e coquetéis.

Sobre a idéia de enlatar um frisante, Lowndes disse que não se inspirou em algum concorrente específico – para este post não ficar grande demais, voltarei ao assunto dos vinhos enlatados amanhã. O executivo afirma que simplesmente observou que este poderia ser um nicho a ser explorado. E a respeito da possibilidade de seu produto ser encarado como de apresentação pouco tradicional e, por isso, de baixa qualidade, ele diz não ter medo:

– Nossa estratégia é voltada ao público jovem, que gosta de inovação e não teme provar coisas novas – defende.

Enquanto está em processo de divulgação e fixação da marca, o Glamm é encontrado em restaurantes, bares e casas noturnas dos grandes centros. Mas a idéia é que ele chegue em breve aos supermercados, sendo que redes de Rio de Janeiro e São Paulo podem já tê-lo nas prateleiras no primeiro mês de 2009.

O único segredo que Lowndes fez questão de manter foi o corte de uvas usado na elaboração da bebida. Como o rótulo anuncia, há uma porção de moscatel, mas ele afirma que o sabor puxa mais para o demi-sec do que para o asti. É esperar para conferir.

Espumante nacional em lata

11 de dezembro de 2008 0

divulgação

No embalo das festas de final de ano, chega ao mercado nacional um produto que deve, no mínimo, despertar a curiosidade dos enófilos. O Glamm Sparkling Wine é um vinho frisante 100% nacional oferecido em latas de alumínio, em doses de 250ml.

O foco é o público brasileiro, que será atendido com uma produção de 12 milhões de unidades no primeiro ano, mas exportações não estão descartadas. As capitais serão as primeiras cidades a receber a novidade.

Enlatar vinhos e espumantes já é prática em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, mas claro que é questionável o efeito disso na bebida. O que aguça a curiosidade é o tom de mistério do material de divulgação do Glamm e de seu site oficial. Sem esclarecer qual é a matéria prima do frisante, se fala apenas em uma mescla de uvas selecionadas (?), o que conferiria um "buque fresco, frutado e balanceado" ao líquido. Além disso, diz que é produzido "em Caxias do Sul, em parceria exclusiva com uma das melhores vinícolas da região", mas sem dizer o nome dos parceiros, gerando dúvidas sobre a real qualidade dos produtores.

O Enoblog está investigando e promete trazer mais informações assim que possível.