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Posts com a tag "Ibravin"

Serra do Sudeste é o Eldorado do vinho gaúcho

07 de abril de 2011 0

Pioneiro da vitivinicultura na região Sul, município de Encruzilhada do Sul atrai indústrias que resgataram potencial econômico e hoje garantem renda a trabalhadores como Gedi e Genezi Medina. Foto: Nauro Júnior

Soa cada vez menos estranho para a população de Encruzilhada do Sul ouvir o sotaque típico dos descendentes de italianos. Atrás de espaço e clima favorável para a produção de uvas viníferas, tradicionais famílias e empresas dedicadas à elaboração de vinhos deixaram Bento Gonçalves e municípios vizinhos para resgatar o potencial da região conhecida como Serra do Sudeste e transformá-la em um dos polos mais promissores da vitivinicultura no país.

No relevo de leves ondulações de Encruzilhada, cantinas de grife da serra gaúcha como Casa Valduga, Lidio Carraro e Chandon começaram no início dos anos 2000 a implantação de vinhedos que hoje dão origem a vinhos internacionalmente premiados e chegam a custar mais de R$ 200 a garrafa.

– A região tem boa ventilação e insolação, o que contribui para a maturação das uvas e é importante para a qualidade do vinho – diz Carlos Paviani, diretor-executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).

Beneficiadas pela combinação de solo arenoso e um microclima de inverno rigoroso, verão de dias quentes, noites frescas e poucas chuvas, o terroir da Serra do Sudeste trouxe surpresas agradáveis desde a primeira vindima, em 2004, quando os vitivinicultores pioneiros chegaram a obter vinhos com teor de álcool superior a 15%, o que à época levou até a comparações com as vinificações da famosa região do Vale do Napa, na Califórnia. As experiências são exitosas tanto em variedades tradicionais, como carbernet sauvignon e chardonnay, quanto em castas novas no Estado, como a francesa arinarnoa e a portuguesa touriga nacional.

A partir dos resultados das primeiras safras, até mesmo vinícolas gaúchas que não têm vinhedos na Serra do Sudeste correram para adquirir uvas de uma região agora redescoberta.

– Nós acertamos. Os últimos anos foram memoráveis, e esta safra vai ser excepcional – entusiasma-se Juarez Valduga, diretor presidente da Casa Valduga.

Apesar de Encruzilhada ser hoje a face mais visível e recente da vitivinicultura na Serra do Sudeste, outro município da região foi um dos pioneiros na Metade Sul. Em 1976, a extinta Companhia Vinícola Riograndense, então dona da marca Granja União, começou a formar em Pinheiro Machado o Vinhedos San Felicio, hoje da Terrasul, de Flores da Cunha, que ao lado da Almadén, em Santana do Livramento, na Campanha, tem as áreas mais antigas em produção no sul gaúcho. Ambas nasceram com o potencial revelado pelo zoneamento agroclimático para a cultura desenvolvido no início da década de 1970 pelo governo gaúcho. Com o impulso que a atividade ganhou na região, no final de janeiro nove produtores de uvas finas – sendo três vinícolas – de Pinheiro Machado, Piratini e Pedras Altas se uniram para formar a Associação dos Vitivinicultores do Extremo Sul (Vitisul).

– O objetivo é buscar um produto com indicação geográfica – adianta Rossano Lazzarotto, presidente da entidade.

Com conteúdo de Caio Cigana

Selo fiscal só deve ser visto a partir do meio do ano

05 de março de 2011 0

A União Brasileira de Vinícolas Familiares e de Pequenos Vinicultores (Uvifam), que congrega 64 empresas, também busca na Justiça a suspensão da necessidade do selo fiscal.

— Hoje, acho inútil o selo, tendo importadoras que não estão selando. Para nós, é um ônus. Tínhamos estimado um custo de R$ 0,50 por garrafa para as pequenas cantinas. Mas está maior do que isso. Porque não é o custo do selo em si, mas todo o operacional, de contratar mais gente, de buscar o selo nos postos da receita. Para uma  empresa familiar, onde trabalham só três, quatro pessoas, faz diferença — avalia o presidente da Uvifam, Luís Henrique Zanini.

Já foram entregues 57,2 milhões de selos para vinhos brasileiros, da cor verde, impressos pela Casa da Moeda. As etiquetas da cor vermelha, para os vinhos importados, somam 3,3 milhões de unidades. Por enquanto, o consumidor ainda não está vendo os selos nas prateleiras. Os atacadistas e varejistas só serão obrigados a apresentar a certificação nos produtos a partir de 1º de janeiro de 2012. A presidente-executiva da Abba, Raquel de Almeida Salgado, considera o período muito curto.

Conforme o dirigente do Ibravin, Júlio Fante, o mercado não está com estoques altos e, na metade do ano, os clientes devem começar a encontrar os produtos selados nos revendedores.

Com conteúdo de Kelly Isis Pelisser

Parte dos importados estão liberados do selo fiscal

05 de março de 2011 0

Foto Roni Rigon, BD

Parte do vinho importado que chegou ao Brasil desde o início do ano está sendo comercializado sem o selo de controle fiscal, obrigatório para vinícolas brasileiras e importadores desde o dia 1º de janeiro. As vinícolas nacionais já estão adaptadas à medida. Mas, por força de uma liminar, integrantes da Associação Brasileira de Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (Abba) estão livres da certificação. O Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) estima que, das 5 milhões de garrafas que entraram no Brasil em janeiro, 1,7 milhão tenham ficado sem o selo. Pequenos produtores também são contrários à aplicação da medida e já ingressaram com um pedido de liminar, ainda não julgado.

O selo foi instituído pela Receita Federal com objetivo de inibir o contrabando. Por acreditar que a medida limita o livre comércio e burocratiza o setor, a Abba ingressou com um mandado de segurança na 21ª Vara Federal de Brasília no ano passado. A entidade conseguiu uma decisão favorável liminarmente, mas o processo ainda aguarda o julgamento final.

— Para conseguir o selo, a empresa precisava encaminhar uma infinidade de documentos à Receita Federal, e quem tivesse qualquer problema com o Fisco, nem que fosse um erro de digitação, não conseguia. É uma burocracia absurda — diz a presidente-executiva da Abba, Raquel de Almeida Salgado.

Conforme Raquel, a Abba possui 70 importadores, mas ela não sabe precisar quantos trabalham com vinhos, já que alguns importam somente alimentos. A entidade também não possui um levantamento do volume de vinho importado neste ano pelos associados. A presidente da Abba acredita que a selagem da bebida, em vez de reduzir o contrabando, deve estimulá-lo, em função da dificuldade da obtenção da etiqueta.

O presidente do Ibravin, Júlio Fante, diz que ainda é cedo para fazer uma avaliação a respeito das primeiras semanas da implantação do selo, mas entende que o setor sai prejudicado pela liminar da Abba. A estimativa é de que 250 milhões de unidades do selo sejam distribuídas em 2011. Este é o número aproximado de garrafas de vinhos nacionais e importados a serem comercializados no Brasil.

Com conteúdo de Kelly Isis Pelisser

Memórias de 2005...

14 de fevereiro de 2011 0

Em 2005, quando o setor registrou a melhor safra em termos qualitativos, o Estado também havia sido atingido pelo fenômeno La Niña, como agora. Mas além dos aumentos de volume e de qualidade, os produtores festejam o acréscimo no preço mínimo da uva. Entre 2007 e 2010, os agricultores receberam os mesmos R$ 0,46 pelo quilo da variedade isabel. Muitos chegaram a comercializar a fruta por valores menores do que o estipulado pelo governo. Para esta safra, o preço foi reajustado para R$ 0,52, um ganho de 13%.

— Está sendo prometido pelo mercado para algumas variedades, como bordô, niágara e moscato, um preço maior do que o mínimo. O produtor pode ganhar mais pela qualidade, pelo volume e pelo preço que aumentou. Algumas variedades poderão alcançar um valor 20% maior do que o do ano passado. Tudo isso traz um novo ânimo para o produtor — acredita o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin.

Esse novo cenário também gerará dividendos para a indústria.

— O setor todo está com um desempenho bom. A questão do volume deve atender à expectativa do produtor em ganhar mais, assim como o preço e a sanidade da uva. Este ano, se vê um otimismo maior em toda a cadeia produtiva — entende Júlio Fante, presidente do Ibravin.

Conforme ele, não é possível estimar quanto, percentualmente, o maior volume de uvas colhidas deve refletir no aumento da produção de vinhos, sucos e espumantes, e nem se isso poderá gerar problemas de escoamento dos produtos. Mas o presidente do Ibravin garante que toda a uva será absorvida pelas cantinas.

Com conteúdo de Kelly Isis Pelisser

Otimismo com cautela na Serra

14 de fevereiro de 2011 0

Foto: Juan Barbosa

Uma série de fatores colabora para que esta safra da uva seja celebrada como o ano da volta do otimismo no setor. O fenômeno La Niña trouxe o clima perfeito para a produção de um volume maior da fruta e com boa qualidade. Conjugado a isto está o aumento do preço mínimo pago aos produtores, após quatro anos de congelamento. Embora algumas lideranças tentem ser mais cautelosas, o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) projeta uma produção entre 20% a 25% maior do que na última safra. Se a previsão for confirmada, esta vindima poderá ser a maior da história.

Em 2010, o Rio Grande do Sul colheu 526,89 milhões de quilos de uva, valor inferior aos dois anos anteriores. Já é certo que a safra deste ano ganhará um incremento em relação à última, mas se ela ultrapassará em volume a de 2008, a maior da década, só as próximas semanas dirão. Naquele ano, 634,04 milhões de quilos da fruta foram processados pela indústria. Para que a quantidade se repita, é necessário que não haja queda de granizo ou chuvas constantes daqui para frente, já que muitas variedades ainda estão em processo de maturação. Mesmo assim, a projeção do Ibravin é atingir 640 milhões de quilos.

— É cedo ainda, mas tudo indica que este crescimento se confirma. Trabalhamos com previsões, mas temos um quadro bem interessante agora — estima o presidente do Ibravin, Júlio Fante.

Já o coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, prefere ser mais cauteloso:

— Pelo que tudo indica, será uma safra maior do que a do ano passado. Mas não será uma supersafra. Com a área que temos hoje no Estado, entre 38 e 40 mil hectares plantados, poderíamos chegar aos 800 milhões de quilos, mas ainda estamos muito longe disso — aponta.

O aumento de volume da produção em relação a 2010 se deve ao clima dos últimos meses, com pouca chuva. Períodos muito úmidos favorecem a proliferação de fungos, problema enfrentando em anos anteriores.

O tempo mais seco também proporciona frutas com mais açúcar e, por consequência, produtos derivados, como vinhos, sucos e espumantes, de melhor qualidade.

Fante considera que esta será uma boa safra, mas que, no momento, é difícil projetar se irá superar a de 2005, considerada a melhor em qualidade da última década.

— Para falar em safra excepcional, só depois de colhida. Mas boa será, com certeza — diz Fante.

Ao que tudo indica, em maio, quando devem chegar às prateleiras os primeiros vinhos brancos jovens produzidos a partir de uvas desta safra, os consumidores e, principalmente, a cadeia produtiva terão o que brindar.

Com conteúdo de Kelly Isis Pelisser

Oz Clarke está chegando ao Brasil

12 de fevereiro de 2011 0

Desembarca nesta semana na Serra um dos mais conceituados críticos enológicos britânicos. Oz Clarke (foto) pediu ao Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) que agendasse visitas às cantinas da região para que ele pudesse aprofundar seu conhecimento sobre os rótulos nacionais.

Esta é a segunda vez que Clarke passeia pelos roteiros vitivinícolas brasileiros. A diferença é que agora partiu dele a iniciativa de percorrer a Serra. A previsão é que sua estadia, organizada por meio do projeto Wines of Brazil, dure até sexta-feira que vem.

Sabor gaúcho na Holanda

31 de janeiro de 2011 0

Deu um salto de 150% o valor exportado por vinícolas brasileiras para a Holanda em 2010, na comparação com 2009. Segundo levantamento do projeto Wines of Brasil, parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Apex, foram vendidos US$ 250 mil em vinhos nacionais vendidos à Holanda no ano passado, ante US$ 101 mil em 2009.

Empresas gaúchas como Casa Valduga, Lidio Carraro e Miolo estão entre as que mais aumentaram as vendas para o país das tulipas, em boa parte por terem participado de vários eventos durante o ano.

Com conteúdo de Informe Econômico

6 mil garrafas de vinho destruídas

26 de janeiro de 2011 0

Foto: Orestes de Andrade Jr, divulgação

Na manhã de ontem, 6 mil garrafas de vinhos e e espumantes recolhidas em operações de combate ao contrabando na fronteira do Rio Grande do Sul foram esvaziadas. O líquido foi jogado fora e as embalagens encaminhadas para reciclagem.

A ação, comandada pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e realizada na Cooperativa Vinícola Aurora, em Bento Gonçalves, teve o objetivo de aliviar os depósitos da Receita Federal, abrindo espaço para novas operações contra o vinho clandestino. Segundo o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante, a fiscalização busca coibir a concorrência desleal com os produtores e comerciantes que trabalham legalmente e, principalmente, preservar a saúde das pessoas, já que a falta de controle na produção de vinhos e derivados pode acarretar problemas aos consumidores.

Nos próximos meses, a Receita deve ampliar a fiscalização à importação ilegal de vinhos.

Foto: Orestes de Andrade Jr, divulgação

Expectativa pela melhor safra da história

26 de janeiro de 2011 0

Previsão de entidades do setor é que a produção supere o ano de 2005 tanto em qualidade quanto em quantidade. Foto: Alexandre Teixeira, divulgação

Os cachos viçosos que começaram a deixar os parreirais no início do mês anunciaram o início da vindima no Estado. O panorama não poderia ser melhor: uvas de excelente qualidade e expectativa de a melhor safra da história. Conforme previsão do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a quantidade colhida deve aumentar de 20% a 25% (e não mais 15%, como previsto inicialmente) em relação à safra passada.

Se mantidas as condições favoráveis de clima — com pouca chuvas, calor e sem ocorrência de granizo —, o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Júlio Fante, projeta tirar dos vinhedos gaúchos mais de 640 milhões de quilos da fruta.

A maior safra já colhida no Rio Grande do Sul ocorreu em 2008, com a produção de 634 milhões de quilos de uva, conforme o Ibravin. No ano passado, a quantidade foi mais modesta: 526,8 milhões de quilos. Em termos de qualidade, Júlio Fante explica que 2011 deve ser igual ou melhor do que 2005, considerado o melhor da década. Naquele ano, como agora, o Estado foi afetado pelo fenômeno La Niña, que reduz o volume de chuvas.

— O resultado é um clima mais seco, com menos umidade, que favorece a produção de uvas com mais açúcar e, por consequência, a elaboração de produtos de melhor qualidade. Além disso, as empresas estão melhor capacitadas, investiram em novas tecnologias e possuem mais conhecimento para elaborarem produtos superiores — destaca Fante.

Com precipitações espaçadas do La Niña, as vinhas são beneficiadas de duas formas, segundo o presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), Henrique Benedetti. A chuva escassa afasta preocupações com fungos e bactérias que atingem folhas e frutos devido à umidade e ainda colabora ao concentrar mais açúcar na uva.

Diferente dos vizinhos que aguardam a chuva para trazer vida ao campo, Éder Peruzzo olha satisfeito para os 16 hectares de vinhas plantados em Bagé, uma das cidades mais atingidas pela seca no RS. A previsão dele é de colher 95 toneladas neste ano, 25% a mais do que no ano anterior.

No período de maturação, de dezembro em diante, a quantidade de precipitação em relação à média em duas das regiões produtoras, Campanha e Serra, foi 60% e 61% em dezembro, respectivamente, e 43% e 22% em janeiro. Segundo a Central de Meteorologia, enquanto a média para o último mês do ano na Campanha era de 106mm, choveu cerca de 65mm. Já na Serra, em vez dos 105mm esperados, apenas 63,6mm caíram sobre as videiras.

Custo/benefício é o diferencial do espumante brasileiro

17 de dezembro de 2010 0

Apenas um item estatístico já dá a exata dimensão do status conquistado pelos espumantes brasileiros: hoje, para cada 10 garrafas consumidas no país, oito são nacionais e duas importadas. O contrário é verificado no mercado de vinhos finos, que ainda luta para fazer frente aos produtos que vêm do Exterior.

A diferença de cenários entre as bebidas produzidas à base de uvas é atribuída ao dueto custo-benefício.

O desempenho animador nos últimos anos é resultado também de investimentos em novos produtos, equipamentos de precisão e variação de parreirais. A expansão do setor é comprovada pela proliferação de vinícolas no Estado, que concentra mais de 90% da produção nacional.

A Salton, que terá nos espumantes e frisantes 38% de seu faturamento de R$ 250 milhões neste ano, irá aplicar R$ 10 milhões para duplicar a capacidade. A nova linha de produção dará condições para fabricar 150 mil garrafas por dia.

Com um plano de desenvolvimento para alcançar 4 milhões de garrafas por ano, quase o dobro de hoje, a Chandon do Brasil irá construir dois novos pavilhões com tanques de pressão para armazenar a bebida. O investimento, em cinco anos, será de R$ 5 milhões.

Em 2000, quando os espumantes locais começaram a despontar no mercado brasileiro, as vendas não passavam de 4 milhões de litros. Uma década depois, o consumo triplicou, devendo chegar aos 13 milhões de litros neste ano, conforme estimativa do Ibravin. O momento histórico faz o mercado projetar um crescimento de 20% ao ano daqui para frente, dobrando a produção atual em apenas cinco anos.

— Os brasileiros descobriram um novo consumo, que não está ligado à quantidade, mas ao prazer — afirma Daniel Salton, diretor-presidente da vinícola Salton, de Bento Gonçalves, que detém 40% do mercado nacional de espumantes.

No início da década, havia menos de 10 empresas voltadas à produção de espumantes no Estado. Hoje, são mais de 60, a grande maioria na Serra. O restante da produção, especialmente de moscateis, é do Vale do São Francisco, na Bahia.

A mudança de hábito dos brasileiros, impulsionada pelo aumento do poder aquisitivo, fez com que o consumo, historicamente concentrado em dezembro, se dissipasse ao longo do ano. Ainda assim, é nesta época que as vinícolas trabalham em ritmo frenético.

Com pedidos esgotados para abastecer o mercado até o Réveillon, a Chandon do Brasil, em Garibaldi, deve fechar o ano com a produção de 2,3 milhões de garrafas e faturamento de R$ 150 milhões. Segunda colocada em volume de vendas de espumantes no Brasil, a empresa inovou há 15 anos ao oferecer o produto em taças em 100 restaurantes brasileiros.

Com conteúdo de Joana Colussi