Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Miolo"

Colheita mecanizada é alternativa à falta de safristas

16 de março de 2011 0

Com a elevação da oferta de trabalho na cidade, a zona rural vem encontrando dificuldades maiores a cada ano para contratar safristas. Para prevenir a escassez de mão de obra, o setor vem buscando alternativas através de máquinas para desfolhar, pré-podar e agora também para colher uvas.

O grupo Miolo investiu R$ 300 mil na compra da colheitadeira e outros R$ 200 mil com a reforma de vinhedos para o uso da máquina. A  topografia de Livramento permite o uso do equipamento, que se adapta em solos de até 30% de inclinação. Mas, aqui na Serra, essa tecnologia deve demorar a chegar.

Segundo o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir  Schiavenin, a colheita mecanizada é inviável na região não só pela grande inclinação dos terrenos, mas porque a maioria dos vitivinicultores adota o sistema latada nos parreirais. A colheitadeira só pode ser empregada no sistema espaldeira, usado em apenas 15% das videiras gaúchas atualmente.

Em Bento, a Miolo utiliza o espaldeira em todas as videiras, mas poderia aproveitar a máquina em apenas 30% da produção, já que o relevo é inadequado. Segundo o engenheiro agrônomo da vinícola, Ciro Pavan, a colheita mecanizada não será trazida a Bento devido ao baixo volume de produção adaptado.

Para os processos vitivinícolas pré-colheita, a Miolo projeta importar, da Europa, máquinas pré-podadeiras. A tecnologia fará 50% do trabalho de poda. O restante seguirá manual. Outras tecnologias estão sendo desenvolvidas entre a Miolo e a Logimatec Máquinas Agrícolas, ambas de Bento. São máquinas despontadeiras, desfolhadoras e uma desbrotadora.

Com conteúdo de Alexandra Duarte

Brasil adere à colheita de uva feita por máquina

16 de março de 2011 1
Foto: Duda Pinto

Equipamento importado da França tem sete braços metálicos de cada lado que sacodem as ramas e fazem com que cachos de uva caiam em um recipiente. Foto: Duda Pinto

A exemplo de países como França e Chile, tradicionais na fabricação de vinhos, a Almadén, empresa do grupo Miolo, de Bento Gonçalves, iniciou esta temporada com colheita mecânica em 150 dos 600 hectares de vinhedos que possui em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste. A técnica garante maior agilidade e eficiência na colheita. A vinícola é a primeira a adotar a técnica no país.

Com 4,3 metros de comprimento, a máquina, da marca francesa Pellenc, corre por cima da plantação com sete braços metálicos de cada lado. O vinhedo fica no meio, entre as rodas da engenhoca. À medida que vai passando sobre o vinhedo, sacode as ramas, fazendo com que os cachos de uvas caiam em um recipiente. A máquina realiza entre 480 a 500 sacudidas por minuto e se desloca numa velocidade de 3,5 quilômetros por hora. O engenheiro agrônomo da Almadén, Fabrício Domingues, explica que a máquina é totalmente adaptável, permitindo regular a força e a regularidade da sacudida. A fruta não é danificada pela ação da máquina.

— Esse é um ano de testes, mas estamos muito satisfeitos com os resultados. O principal benefício é poder escolher a hora da colheita, o que altera o sabor da uva. Com colheita humana, não podíamos colher à noite, por exemplo — explica Domingues.

Ainda que o desempenho seja satisfatório, a colheita mecânica não foi aplicada em todo o parreiral porque é necessária uma adaptação dos vinhedos à máquina, como levantar mais a planta, mudar o tipo de poda e os arames que a sustentam. Cerca de 200 hectares já estão adaptados para receber a máquina. Até o final do ano, a vinícola pretende adaptar mais 100 hectares. Entre a aquisição do equipamento e os ajustes nos vinhedos, a empresa investiu R$ 500 mil.

O número de pessoas contratadas para a colheita segue o mesmo, o que deve se repetir na próxima safra.

— Só deveremos ter economia de mão de obra a longo prazo — acredita o agrônomo.

Com conteúdo de Marina Lopes

Se vinho é arte, tem de ir para o museu

24 de fevereiro de 2011 0

MoMa, divulgação

Uma exposição do San Francisco Museum of Modern Art (MoMa) reforça o argumento de quem compara bons vinhos a obras de arte. How Wine Became Modern: Design + Wine 1976 to Now (como o vinho se tornou moderno: design + vinho de 1976 até hoje, em tradução livre) tem foco na cultura enológica das últimas três décadas, usando como marco inicial o Julgamento de Paris (leia abaixo).

Em cartaz até metade de abril, a mostra aborda as sensações que a bebida estimula não apenas por meio de sua degustação, mas também com o aspecto visual de garrafas e rótulos, a ligação entre o homem e a vinha, a arquitetura das vinícolas e muito mais. Na foto acima, a obra Carafe No. 5, de Etienne Meneau.

E tem representante brasileiro na exposição. Para explicar o conceito de terroir (a identidade do pedaço de terra onde estão plantados os parreirais), a curadoria convidou vinícolas do mundo todo a enviarem garrafas de seu acervo e uma amostra de solo onde as uvas são cultivadas. A Miolo entrou na lista e colocou seu Merlot Terroir dentro do museu.

Sabor gaúcho na Holanda

31 de janeiro de 2011 0

Deu um salto de 150% o valor exportado por vinícolas brasileiras para a Holanda em 2010, na comparação com 2009. Segundo levantamento do projeto Wines of Brasil, parceria entre o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) e a Apex, foram vendidos US$ 250 mil em vinhos nacionais vendidos à Holanda no ano passado, ante US$ 101 mil em 2009.

Empresas gaúchas como Casa Valduga, Lidio Carraro e Miolo estão entre as que mais aumentaram as vendas para o país das tulipas, em boa parte por terem participado de vários eventos durante o ano.

Com conteúdo de Informe Econômico

Rótulos corporativos sob medida

25 de dezembro de 2010 0

Não é só o consumidor final que é chegado em uma personalização. Muitas empresas distantes do ramo enológico gostam de estampar seus logotipos em rótulos da bebida. E o mês de dezembro trouxe dois bons exemplos desse movimento.

Antes do final do mês, os visitantes do Beto Carrero World, no litoral catarinense, poderão levar para casa garrafas de vinhos e espumantes com a assinatura do caubói brasileiro. Ao todo serão seis produtos com a marca do parque temático, elaborados pela Miolo para comemorar os 19 anos do empreendimento.

No ramo gastronômico, quem seguiu o mesmo caminho foi o restaurante Koh Pee Pee, de Porto Alegre. A encomenda de um espumante brut especial foi feita à vinícola Don Giovanni, que não se amedrontou frente ao desafio de preparar uma bebida que harmonize com a comida tailandesa servida no local. A complexidade foi alcançada por meio da produção pelo método champenoise e com os 36 meses de envelhecimento e maturação.

Avaliação da Avaliação

02 de outubro de 2010 0

Engana-se quem pensa que a Avaliação Nacional de Vinhos é uma festa apenas para enólogos e empresários do ramo. Participar do evento, que teve sua 18ª edição realizada no último sábado, é uma aula para qualquer amante da bebida, não interessa se ainda em fase de aprendizado ou experiente degustador. Além de registrar aquilo tudo que já foi publicado sobre o encontro, a coluna Enoteca ficou atenta a alguns detalhes que merecem ser compartilhados com os leitores.

EM GOLES
- Chamaram atenção os números apresentados pelo presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Christian Bernardi, sobre o evento. Desde sua primeira edição, em 1993, a Avaliação Nacional já analisou mais de 3,7 mil amostras e somou plateia de 10 mil pessoas.
- A diversidade geográfica neste ano foi tão ampla quanto o espetáculo que misturou samba de gafieira, chula e forró no intervalo do evento. Além da Serra, a Campanha, os Campos de Cima da Serra e os Estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia tiveram amostras incluídas entre as melhores 16.
- É possível que em alguns casos os vinhos tenham sido selecionados mais pelo fato de serem de novas áreas produtoras do que pela qualidade. E qual o problema? A "expansão do Brasil vitivinícola", como colocou Bernardi, é um feito que merece ser celebrado e difundido.
- O grande número de amostras condecoradas combinado com a inclusão entre os 16 vinhos mais representativos da safra 2010 tornou a festa especial para quatro grandes vinícolas: Miolo, Perini, Salton e Valduga. A Salton foi a que mais levou prêmios como marca única (11). A Miolo, porém, bateu essa barreira ao somar os resultados de suas diferentes grifes _ Miolo, Ouro Verde, Seival, Rasip e Almadén chegaram a 17 citações, sendo que três produtos ficaram entre os 16 melhores. O mesmo aconteceu com a Valduga, que levou sete prêmios mas não foi citada individualmente entre os mais representativos. Chegou lá por meio da Domno.
- O vinho com melhor pontuação entre os que foram degustados juntamente com o público (87,5 pontos) foi o Moscato R2, da Perini, produto da categoria branco fino seco aromático que, sob a marca Jota Pe, chega ao consumidor por menos de R$ 10. Preço nem sempre é sinônimo de qualidade.
- Entre as novatas, houve muita comemoração em torno da Góes & Venturini e, sobretudo, da Almaúnica, que já em sua primeira Avaliação Nacional teve três vinhos premiados, um deles escalado para o time dos 16 melhores.

O fim do capítulo Galvão Bueno

18 de agosto de 2010 1

Ronaldo e Mano Menezes prestigiaram o lançamento dos vinhos do narrador

Já que levantamos a bola lá em julho do ano passado, é justo registrarmos aqui a apresentação oficial da Bueno Bellavista Estate, a vinícola de Galvão Bueno, ontem à noite em São Paulo. Recheada de celebridades, sobretudo do esporte, a festa foi regada pelo tinto Bueno Paralelo 31 e o espumante Bueno Cuvée Prestige, além de rótulos da Miolo, parceira do narrador no empreendimento.

Pode soar estranho o lançamento de produtos sem que uma cantina tenha sido construída. Mas a estratégia, pouco comum no Brasil, é inteligente. Melhor capitalizar a marca utilizando estrutura e consultoria alheias do que investir tudo em tijolos. Nesta entrevista à revista Época, Bueno inclusive diz que um prédio próprio nem está nos planos. Dessa forma, ele seguiria exatamente o mesmo modelo da parceria entre a Miolo e o empresário Raul Randon.

Como o Enoblog degustou os vinhos de antemão durante a ExpoVinis e já deu seu parecer, é possível dizer que a chegada ao mercado encerra o capítulo Galvão Bueno por aqui. Aliás, os interessados terão de esperar até a última semana de agosto para colocar suas mãos em uma garrafa. O preço deve ficar entre R$ 50 e R$ 70.

Jô Soares e Felipe Massa estavam entre as celebridades presentes

Alvarinho Miolo: uma promessa portuguesa

07 de agosto de 2010 0

Para qualquer apreciador de vinho, é um privilégio degustar a bebida direto dos tanques ou das barricas. Embora o prazer seja menor do que apreciar o produto acabado, vale a pena pela chance de entender a diferença entre os dois estágios e acompanhar sua evolução. Agora imagine o tamanho da regalia que é provar um rótulo antes mesmo de ele existir oficialmente, o esboço do projeto futuro de uma vinícola. A Miolo não confirma que fim terão as uvas alvarinho plantadas na Campanha, mas pela qualidade do branco que elas geraram, não resta muita dúvida de que seu destino é entrar no catálogo comercial da empresa.

Hoje a variedade portuguesa ocupa meio hectare na Fortaleza do Seival, propriedade da cantina em Candiota, cultivado em regime de teste. A primeira vinificação, realizada em 2009 com cerca de 800 quilos da fruta, foi feita sob encomenda para o restaurante Terzetto, do Rio de Janeiro, que ficou com 500 garrafas e os revendeu como vinho exclusivo da casa. Meu primeiro contato com o produto foi em março do ano passado, quando ele ainda estava em um tonel esperando a emersão da borra para então seguir a uma barrica de carvalho, onde permaneceria por seis meses. Na época, o mosto apontava abacaxi e pera no nariz, e na boca a acidez chamava atenção pela efervescência.

Depois de muito incomodar os enólogos da Miolo, um novo encontro foi arranjado para junho de 2010, desta vez para conhecer o resultado final. Servido de uma garrafa identificada com a marca do restaurante carioca, o vinho manteve somente o aroma de pera, agora com o aspecto de compota em função da passagem pela madeira. O tempo também trouxe tons cítricos e de capim silvestre. Em compensação, aliviou demais a acidez, que se manteve agradável e garantiu boa persistência em boca, mas poderia estar mais marcada, ao estilo dos vinhos de sua terra natal. Mais do que refrescante, tornou-se uma bebida gastronômica, bastante adequada à proposta de seu comprador.

Experiência de futuro

Já que estávamos ali, aproveitamos para saber como andava a safra 2010. No olfato, o novo ano trouxe muita fruta, a ponto de lembrar guloseimas como doces e balas. O carvalho não está tão bem integrado, e a acidez segue um tanto turbulenta. Mas como é um produto ainda em afinamento, esses extremos tendem a ser atenuados.

O enólogo Miguel Ângelo Vicente Almeida ressalta que 2009 e 2010 não renderam colheitas de excelência, mas que para uma casta ainda em adaptação ao Brasil, os resultados são melhores do que o esperado. A estimativa é de que para produzir o alvarinho em uma escala mínima, seria necessário mais 1,5 hectare plantado.

Em breve nas melhores casas do ramo.

Formação para enólogos amadores

12 de julho de 2010 0

Alunos do programa acompanham todas as fases de elaboração de um vinho, do campo ao trabalho na cantina

Já recomendado pelo Enoblog outras vezes, o programa Winemaker da Miolo disparou na semana passada um aviso dizendo que ainda há vagas disponíveis (e por isso estamos reforçando agora a recomendação). Essa é a última chamada para a edição 2010 do curso de formação de enólogos amadores, que tem início marcado para 27 de agosto e duração de um ano, com encontros realizados em um final de semana a cada três meses, aproximadamente.

Como já apresentamos o programa em outros posts, em vez de repetir os argumentos vamos comentar algo que atesta como ele não se resume a um simples curso de degustação: os 23 participantes da primeira turma, em 2009, formaram no início deste ano a Associação Brasileira de Winemakers (ABW), entidade com o objetivo de estimular a elaboração amadora de vinho e o aprofundamento de conhecimentos entre os amantes da bebida. Além disso, é um bom pretexto para os recém-formados voltarem a se encontrar em reuniões e viagens e trocarem experiências.

Para mais informações, é só enviar e-mail para escoladovinho@miolo.com.br.

Boas críticas para a Miolo mundo afora

06 de julho de 2010 0

Uma estratégia de marketing internacional reforçada pela qualidade de seus produtos tem rendido boas menções à vinícola Miolo mundo afora. O primeiro elogio veio do crítico Tim Atkin, que no jornal britânico The Times declarou o seguinte sobre o Miolo Millésime Brut 2006 (ao lado):

"Este é o melhor espumante que eu já tomei da América do Sul: bolhas finas e caráter tostado"

Depois disso, Tom Cannavan, colunista do site Wine Pages, destacou o Castas Portuguesas da Miolo em um programa que falava dos vinhos dos países que disputam a Copa do Mundo (o mote, aliás, foi o mesmo usado por Atkin).

O mais recente registro estrangeiro foi a inclusão do Cabernet Sauvignon Miolo Vineyards na seleção Top 10 do Société des Alcools du Québec (SAQ) - Monopólio de Québec, órgão do governo canadense que importa as bebidas alcoólicas que mais tarde serão distribuídas dentro do país. A lista, composta a partir da opinião de especialistas, serve de referência para revendedores (supermercados, hotéis, restaurantes, lojas, etc), o que promete render bons números ao produto, que no Brasil corresponde ao Miolo Reserva.