Com a elevação da oferta de trabalho na cidade, a zona rural vem encontrando dificuldades maiores a cada ano para contratar safristas. Para prevenir a escassez de mão de obra, o setor vem buscando alternativas através de máquinas para desfolhar, pré-podar e agora também para colher uvas.
O grupo Miolo investiu R$ 300 mil na compra da colheitadeira e outros R$ 200 mil com a reforma de vinhedos para o uso da máquina. A topografia de Livramento permite o uso do equipamento, que se adapta em solos de até 30% de inclinação. Mas, aqui na Serra, essa tecnologia deve demorar a chegar.
Segundo o presidente da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, a colheita mecanizada é inviável na região não só pela grande inclinação dos terrenos, mas porque a maioria dos vitivinicultores adota o sistema latada nos parreirais. A colheitadeira só pode ser empregada no sistema espaldeira, usado em apenas 15% das videiras gaúchas atualmente.
Em Bento, a Miolo utiliza o espaldeira em todas as videiras, mas poderia aproveitar a máquina em apenas 30% da produção, já que o relevo é inadequado. Segundo o engenheiro agrônomo da vinícola, Ciro Pavan, a colheita mecanizada não será trazida a Bento devido ao baixo volume de produção adaptado.
Para os processos vitivinícolas pré-colheita, a Miolo projeta importar, da Europa, máquinas pré-podadeiras. A tecnologia fará 50% do trabalho de poda. O restante seguirá manual. Outras tecnologias estão sendo desenvolvidas entre a Miolo e a Logimatec Máquinas Agrícolas, ambas de Bento. São máquinas despontadeiras, desfolhadoras e uma desbrotadora.
Com conteúdo de Alexandra Duarte











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