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Posts com a tag "Vale dos Vinhedos"

Vale dos Vinhedos tem o hectare mais caro do RS

02 de março de 2011 1


Certificação de origem ajuda a inflacionar os terrenos. Foto: Gilmar Gomes

A dupla vocação da zona rural trouxe para a Serra o título de hectare mais caro do Rio Grande do Sul. No Vale dos Vinhedos, no interior do município, o valor mais frequente de negociação das áreas usadas para a produção de uvas foi de R$ 35 mil, alta de 180% nos últimos três anos. Os dados vêm de um relatório da consultoria Informa Economics FNP (ex-Agra FNP) sobre a valorização das áreas destinadas à produção agropecuária no Brasil. No levantamento anterior, com dados colhidos entre janeiro e fevereiro de 2010, o preço verificado havia sido de R$ 28 mil. 

— São terras valorizadas porque podem ter dupla função: vitivinicultura e turismo — explica Jacqueline Bierhals,  gerente de agroenergia da FNP e autora do levantamento.

Uma rápida consulta a profissionais de compra e venda de imóveis e a sites de classificados da região, entretanto, mostra que em alguns casos os preços podem ser ainda mais altos, dependendo da localização e das benfeitorias. Uma área de sete hectares próxima a vinícolas famosas, junto ao asfalto, com quatro hectares de uva, duas casas e um campo de futebol chega a ser anunciada por R$ 2,5 milhões, ou R$ 357 mil o hectare. O valor do hectare no interior do município pode chegar a R$ 50 mil e, na beira da faixa, no Vale dos Vinhedos, parte de R$ 250 mil, avalia o corretor Cliderio Cepriani. O valor, lembra, não é calculado apenas pelo total de quilos de frutas que a área pode produzir.

— É uma região com certificado de origem para vinhos e com interesse turístico para instalação de cantinas, pousadas e hotéis — acrescenta o delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Wanderley Ferreira.

No Rio Grande do Sul,  o preço médio do hectare no Estado subiu 60%, alcançando R$ 9.444 no embalo da corrida pela expansão das lavouras de soja, principalmente na Metade Sul.

Com conteúdo de Caio Cigana

Vale dos Vinhedos colhe otimismo

07 de fevereiro de 2011 0

O presidente da Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos, Rogério Valduga, participou da abertura oficial. Foto: Daniela Xu

O cheiro doce exalado pelos parreirais no interior de Bento Gonçalves anuncia: é tempo de vindima no Vale dos Vinhedos. A celebração de abertura do período de colheita da uva no maior polo vitivinícola do Estado ocorreu oficialmente no sábado, com programação especial promovida pelo Hotel Villa Michelon e pela Associação de Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale).

Mesmo com a chuva no  final da tarde de sábado, a programação contou com passeio ciclístico (antecipando uma atividade que deve ser bem mais difundida assim que a proposta da construção de uma ciclovia no Vale dos Vinhedos for concretizada), com colheita e pisa de uvas simbólicas, bênção dos parreirais e o filó, tradicional festa onde  jogos, danças e culinária italianas ganham destaque.

Mais de 40 mil visitantes são aguardados neste ano durante a realização da vindima, que deve ir até meados de abril. Durante os 12 meses de 2010, a região foi destino para 200,5 mil pessoas, o que representa um aumento de 10% em relação ao ano anterior. E, se depender do novo presidente da Aprovale, Rogério Carlos Valduga, as mais de 30 vinícolas que integram o Vale dos Vinhedos terão ainda mais motivos para comemorar.

Valduga tem 44 anos e assumiu a presidência da Aprovale na virada do ano. Ele é proprietário da boutique de vinhos Torcello, que iniciou os trabalhos em 2000.  Confira o que o empresário falou sobre o setor ao jornal Pioneiro.

Pioneiro: Estima-se que a safra deste ano possa ser em torno de 25% maior do que no ano anterior, tendo em vista que tivemos pouca chuvas e bastante calor. Essa previsão está correta?
Rogério Carlos Valduga: A produção dificilmente vai aumentar. Não queremos milhões de quilos a mais na colheita, queremos qualidade. Os produtores costumam retirar cerca de 30% da uva e descartar, é claro que são escolhidos os piores cachos. Desta forma, todos os nutrientes vão para as frutas que ficaram. Ano passado perdemos muita qualidade por causa da chuva, este ano, a ideia é não perder uva. Não existe safra ruim, e sim safras mais fáceis ou mais difíceis. Este ano, pela qualidade da uva que vamos colher, o processo será facilitado.

Pioneiro: Deve haver problema para escoar a produção?
Valduga:
Não, tudo deve correr dentro da normalidade. Esta deve ser uma safra de bastante qualidade, mas não quer dizer que será uma supersafra em quantidade.

Pioneiro: Quais são os seus projetos à frente da Aprovale?
Valduga:
O grande desafio é manter a marca Vale dos Vinhedos. Queremos trabalhar o setor primário. Precisamos que o pessoal invista na terra, para que seus filhos continuem a atividade. Faremos a manutenção do trabalho realizado até hoje.

Pioneiro: Como você avalia a expansão do mercado de vinhos com a marca Vale dos Vinhedos?
Valduga:
Hoje, os vinhos que são reconhecidos na comunidade europeia automaticamente ganham reconhecimento no mundo inteiro. É o que tem acontecido conosco, fruto de muito investimento em setores como a tecnologia, por exemplo. Não chegamos até aqui por acaso.

Com conteúdo de Siliane Vieira

Opções para curtir a vindima no Vale dos Vinhedos

02 de fevereiro de 2011 0

Safra de 10% a 15% maior no Vale dos Vinhedos

27 de dezembro de 2010 1

É com expectativa de bons resultados que os vitivinicultores do Vale dos Vinhedos, região que abrange os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, na Serra gaúcha, aguardam o início da próxima safra da uva. Para o período que se inicia nos primeiros dias de janeiro e segue até março de 2011, a previsão é de que a produção seja de 10 a 15% superior a do ano passado, quando foram colhidos 526 milhões de quilos. 

Além de ganhar em quantidade, também há perspectiva de uma qualidade superior a de 2010, ano em que muitas intempéries, como excesso de chuvas, vendavais e granizo prejudicaram as plantações. Também serão conhecidos nesta colheita os primeiros resultados de um programa de assistência técnica desenvolvido junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, que atende a cerca de 600 produtores da região.

Este otimismo já reflete na indústria, que tem anunciado uma alta demanda da matéria-prima dos sucos, vinhos e espumantes. A uva comum, a chardonnay e a resling têm sido as mais procuradas. As recentes precipitações climáticas registradas no mês de dezembro não chegam a preocupar os dirigentes do setor.

— Foi um episódio isolado, e claro que nos preocupamos com os produtores afetados, mas não é nada que comprometa o resultado da safra em geral, que deverá ser muito boa — avalia o diretor executivo da Federação das Cooperativas Vinícolas do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro.

O aumento do preço do quilo da uva, que passou de R$ 0,46/kg para 0,52/KG (o que equivale a 13%), é um fator que motiva o vitivinicultor para a nova época de colheita, que há quatro anos não tinha o preço de seu produto reajustado. Embora o valor tenha ficado abaixo do que era reivindicado, os representantes do setor têm a perspectiva de vender seu produto acima do valor mínimo.

Mas nem tudo são boas notícias para a vitivinicultura no Rio Grande do Sul. A entrada de vinhos estrangeiros no país, principalmente do Chile e da Argentina, é apontada como uma das maiores preocupações. 

— Esta entrada de vinhos estrangeiros, todos com taxa de impostos reduzidas, diminui a nossa demanda e prejudica toda a cadeia produtiva, chegando a quebrar algumas empresas. Os governantes deveriam estar mais atentos a isso — afirma a presidente do sindicato dos trabalhadores rurais de Bento Gonçalves, Inês Bettoni.

A Vindima, como é chamada a época da colheita do fruto dos parreirais, também é motivo de forte apelo turístico nos municípios que tem por tradição a produção vitivinícola. No Vale dos Vinhedos, mais de 30 vinícolas estarão abertas para visitação. A Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) espera que a nova safra seja festejada por mais de 40 mil visitantes.

Com conteúdo de Andrei Andrade

DO = Demora Obscura

19 de dezembro de 2010 0


Passou setembro, foi-se outubro e novembro ficou para trás. Chegou dezembro, e nada. Assim, o ano termina sem que o Brasil tenha testemunhado sua primeira Denominação de Origem (DO) enológica. Após seguidas protelações, a tão desejada certificação para o Vale dos Vinhedos continua só na intenção.

O projeto começou a ser tocado em 2001, quando foi conquistada a Indicação de Procedência (IP). Desde lá se fala na DO, mas foi no ano passado que a ideia ganhou corpo, com as degustações técnicas e a definição de critérios para os produtos que quisessem se enquadrar. Havia tanta certeza de que o título chegaria em 2010 que algumas vinícolas, ainda na safra 2009, elaboraram rótulos especificamente para receber a DO, obviamente na esperança de serem as primeiras a ostentar o selo.

Não está claro se faltou agilidade ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) ou mobilização por parte dos produtores. A questão é que a festa de apresentação da DO teve de ser cancelada. É provável que ocorra no ano que vem, mas não existe uma data prevista. O ideal seria que os vinhos brancos da próxima colheita já pudessem contar com essa certidão de nascimento, mas nesse momento não há como arriscar um palpite sobre se isso será viável. Depois de tantos adiamentos, a DO fica até um pouco desacreditada. Quem sai perdendo não é apenas o Vale dos Vinhedos, mas toda a vitivinicultura nacional.

Vitivinicultura nacional começa a ganhar um mapa

17 de outubro de 2010 0

Enólogos avaliam as amostras inscritas para receber a DO do Vale dos Vinhedos

A vitivinicultura da Serra se encontra num momento intermediário entre duas delimitações geográficas. De um lado, a Indicação de Procedência (IP) de Pinto Bandeira, concedida na semana passada. De outro, a ansiedade pela Denominação de Origem (DO) do Vale dos Vinhedos, que após seguidos adiamentos é aguardada para novembro. Tudo muito legal, mas que diferença faz para o consumidor? Espera-se que positiva.

Essas regionalizações servem como assinaturas, e ninguém vai querer colocar seu nome em um produto ruim. Tanto que para receber um selo atestando a procedência não basta o rótulo ser elaborado em determinado local. É preciso atender a uma série de critérios de qualidade. No momento em que tivermos numerosas marcas territoriais, a competição para definir qual é a melhor vai respingar no cálice do degustador final.

O temor do momento é de que forma isso vai refletir nos preços dos já inflacionados vinhos brasileiros. Se o primeiro efeito de IPs e DOs for o reajuste, em vez de adotar a ideia, o público certamente vai repudiar tais conquistas do setor.

Pinto Bandeira agora tem uma marca própria

13 de outubro de 2010 0

Antecipada pelo Enoblog em junho deste ano, a Indicação de Procedência (IP) de Pinto Bandeira foi oficializada no final da semana passada em um evento que reuniu cerca de 180 pessoas. Resultado de seis anos de trabalho, o reconhecimento vai recair inicialmente sobre cinco produtos (três espumantes e dois tintos) e será identificado pelo selo ao lado.

A conquista, capitaneada pela Associação dos Produtores de Vinho de Pinto Bandeira (Asprovinho), é o primeiro passo para a Denominação de Origem (DO). Há quem especule que delimitações desse gênero trarão aumento nos preços. O que é certo é que devem elevar a qualidade da produção, por determinar critérios para a liberação do selo. Já atrasada em relação às previsões iniciais, a DO do Vale dos Vinhedos é agora para o mês que vem.

Veja abaixo a lista dos produtos de Pinto Bandeira que exibirão a IP:

- Espumante Brut Don Giovanni (safra 2008)
- Espumante Brut Cave Geisse (safra 2008)
- Espumante Brut Valmarino (safra 2009)
- Vinho Tinto Cabernet Franc Valmarino (safra 2008)
- Vinho Tinto Merlot Valmarino (safra 2009)

Dia de pedalar pelos Vale dos Vinhedos

18 de setembro de 2010 0

Um dos projetos mais bem bolados para estimular o enoturismo no Vale dos Vinhedos terá um marco neste final de semana. Além de dar boas vindas à primavera, o passeio ciclístico que percorrerá a RS-444 neste sábado deve estimular o uso das magrelas na região e justificar a construção da ciclovia prevista para a rodovia.

Se o clima permitir, a saída ocorrerá em frente à Vinícola Cave de Pedra, às 9h. A linha final é o Hotel Villa Michelon, quatro quilômetros depois, onde haverá o sorteio de brindes. Em caso de chuva, o evento será transferido para o dia 26 de setembro. A segurança dos participantes será garantida pela Polícia Rodoviária Estadual, e as inscrições, gratuitas, podem ser feitas na hora. Não dá para perder.

Nova Copa, novo site, nova vinícola

07 de julho de 2010 0

Vendo este post no blog da coluna Caixa-Forte sobre os contratos feitos por hotéis do Vale dos Vinhedos para a Copa do Mundo de 2014, lembrei de uma novidade que passou em branco aqui pelo blog: o novo site do Villa Michelon, empreendimento pioneiro na valorização do enoturismo na Serra.

A página reforça esse esforço do hotel, trazendo agora links para notícias locais e uma lista de atrações de Garibaldi, Bento e Monte Belo do Sul. Para descobrir as demais novidades, é só dar uma navegada por .

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E uma vez que você entrou no blog do Caixa-Forte, aproveite para conhecer o projeto da vinícola Ravanello, que deve abrir as portas em setembro em Gramado.

O mundo enológico converge em Bento Gonçalves

05 de julho de 2010 0

Degustadores começaram os trabalhos nesta segunda-feira

Foi aberta ontem a primeira bateria de degustações que definirão os vencedores do 5º Concurso Internacional de Vinhos do Brasil, promovido pela Associação Brasileira de Enologia (ABE). Ao todo serão avaliadas 467 amostras de 15 países, o que configura a quebra de um novo recorde pelo evento _ o número de produtos inscritos teve crescimento de 13,5% em relação à edição anterior, em 2008.

Os exames estão sendo realizados no Hotel & SPA do Vinho Caudalie, no Vale dos Vinhedos, e se estenderão até a quinta-feira, dia em que os vencedores serão conhecidos em um jantar. Para agilizar o cruzamento dos resultados e garantir a segurança dos dados, o processo foi todo informatizado.

Reforça o caráter internacional do encontro a realização, no dia 8, da Assembleia Geral da União Internacional de Enólogos, com representantes de 10 países.

Na quarta-feira estarei por Bento Gonçalves dando minha contribuição como jurado do concurso. Prometo tentar atualizar o blog de lá com algumas informações de cocheira.