A dupla vocação da zona rural trouxe para a Serra o título de hectare mais caro do Rio Grande do Sul. No Vale dos Vinhedos, no interior do município, o valor mais frequente de negociação das áreas usadas para a produção de uvas foi de R$ 35 mil, alta de 180% nos últimos três anos. Os dados vêm de um relatório da consultoria Informa Economics FNP (ex-Agra FNP) sobre a valorização das áreas destinadas à produção agropecuária no Brasil. No levantamento anterior, com dados colhidos entre janeiro e fevereiro de 2010, o preço verificado havia sido de R$ 28 mil.
— São terras valorizadas porque podem ter dupla função: vitivinicultura e turismo — explica Jacqueline Bierhals, gerente de agroenergia da FNP e autora do levantamento.
Uma rápida consulta a profissionais de compra e venda de imóveis e a sites de classificados da região, entretanto, mostra que em alguns casos os preços podem ser ainda mais altos, dependendo da localização e das benfeitorias. Uma área de sete hectares próxima a vinícolas famosas, junto ao asfalto, com quatro hectares de uva, duas casas e um campo de futebol chega a ser anunciada por R$ 2,5 milhões, ou R$ 357 mil o hectare. O valor do hectare no interior do município pode chegar a R$ 50 mil e, na beira da faixa, no Vale dos Vinhedos, parte de R$ 250 mil, avalia o corretor Cliderio Cepriani. O valor, lembra, não é calculado apenas pelo total de quilos de frutas que a área pode produzir.
— É uma região com certificado de origem para vinhos e com interesse turístico para instalação de cantinas, pousadas e hotéis — acrescenta o delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), Wanderley Ferreira.
No Rio Grande do Sul, o preço médio do hectare no Estado subiu 60%, alcançando R$ 9.444 no embalo da corrida pela expansão das lavouras de soja, principalmente na Metade Sul.
Com conteúdo de Caio Cigana










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