Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Venturini"

Novidades de Flores da Cunha

22 de outubro de 2010 0

A Casa Venturini, de Flores da Cunha, estuda dois novos produtos para reforçar seu catálogo. Entre os vinhos finos, um merlot ampliaria a família que leva o nome da vinícola, que hoje conta com dois cabernet sauvignon e um chardonnay.

Na linha de espumantes, o primeiro champenoise poderia sair em 2011.

Avaliação da Avaliação

02 de outubro de 2010 0

Engana-se quem pensa que a Avaliação Nacional de Vinhos é uma festa apenas para enólogos e empresários do ramo. Participar do evento, que teve sua 18ª edição realizada no último sábado, é uma aula para qualquer amante da bebida, não interessa se ainda em fase de aprendizado ou experiente degustador. Além de registrar aquilo tudo que já foi publicado sobre o encontro, a coluna Enoteca ficou atenta a alguns detalhes que merecem ser compartilhados com os leitores.

EM GOLES
- Chamaram atenção os números apresentados pelo presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), Christian Bernardi, sobre o evento. Desde sua primeira edição, em 1993, a Avaliação Nacional já analisou mais de 3,7 mil amostras e somou plateia de 10 mil pessoas.
- A diversidade geográfica neste ano foi tão ampla quanto o espetáculo que misturou samba de gafieira, chula e forró no intervalo do evento. Além da Serra, a Campanha, os Campos de Cima da Serra e os Estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia tiveram amostras incluídas entre as melhores 16.
- É possível que em alguns casos os vinhos tenham sido selecionados mais pelo fato de serem de novas áreas produtoras do que pela qualidade. E qual o problema? A “expansão do Brasil vitivinícola”, como colocou Bernardi, é um feito que merece ser celebrado e difundido.
- O grande número de amostras condecoradas combinado com a inclusão entre os 16 vinhos mais representativos da safra 2010 tornou a festa especial para quatro grandes vinícolas: Miolo, Perini, Salton e Valduga. A Salton foi a que mais levou prêmios como marca única (11). A Miolo, porém, bateu essa barreira ao somar os resultados de suas diferentes grifes _ Miolo, Ouro Verde, Seival, Rasip e Almadén chegaram a 17 citações, sendo que três produtos ficaram entre os 16 melhores. O mesmo aconteceu com a Valduga, que levou sete prêmios mas não foi citada individualmente entre os mais representativos. Chegou lá por meio da Domno.
- O vinho com melhor pontuação entre os que foram degustados juntamente com o público (87,5 pontos) foi o Moscato R2, da Perini, produto da categoria branco fino seco aromático que, sob a marca Jota Pe, chega ao consumidor por menos de R$ 10. Preço nem sempre é sinônimo de qualidade.
- Entre as novatas, houve muita comemoração em torno da Góes & Venturini e, sobretudo, da Almaúnica, que já em sua primeira Avaliação Nacional teve três vinhos premiados, um deles escalado para o time dos 16 melhores.

Preconceito e dúvidas no caminho do bag-in-box

01 de outubro de 2010 1

Antes de ser considerado um sucesso completo, o bag-in-box tem duas barreiras a vencer: o desconhecimento sobre seu funcionamento e o preconceito.

Por mais fácil que seja sua operação, ainda há pessoas que o encaram como um enigma e não se arriscam a comprar três litros de dúvidas.

“Há casos de gente que abriu o bag procurando as garrafas dentro, querendo saber como elas cabiam ali”, exemplifica André Valduga, supervisor comercial da Domno do Brasil.

Outro obstáculo é a ideia de que as embalagens acondicionam apenas vinhos de pouca qualidade. Num segmento tão tradicional como o vitivinícola, é comum que novidades sejam recebidas com reservas. Mas nesse caso, parte da desconfiança dos consumidores é responsabilidade das próprias cantinas.

“Algumas empresas vêm colocando bastante vinho comum no bag. Falta um trabalho coletivo do setor”, acredita Nelsir Carlos Kuffel, gerente comercial da Domno.

A partir desta concepção, e levando em conta que de fato ele não é a melhor plataforma para conservar vinhos premium, resta às empresas trabalhar a embalagem com produtos de entrada, que apresentem a bebida a degustadores iniciantes. É o que faz a Casa Venturini. Sua estratégia comercial prevê que os supermercados (vistos como pontos de venda menos sofisticados) não sejam um canal para as garrafas, apenas para os bag-in-box. A explicação reside na produção limitada, na velocidade com que os rótulos são vendidos e na necessidade de manter um estoque mínimo o ano todo. Mas não é só:

“É uma questão de volume e imagem”, explica Felipe Bebber, enólogo que trabalha no departamento comercial.

O garrafão do Século 21

29 de setembro de 2010 1

Pode parecer contraditório, mas o aumento do consumo de vinho no Brasil passa por um instrumento que dá folga ao saca-rolhas. Recebidos com desconfiança quando desembarcaram no país, há cerca de cinco anos, os bag-in-box consolidaram seu espaço junto às vinícolas _ embora uma parcela dos bebedores mantenha as restrições. O crescimento na sua aplicação pelo setor mostra que ele é hoje a principal alternativa à garrafa de 750ml.

Composta por um saco de poliéster flexível, acondicionado em uma caixa de papelão (por isso bag-in-box, ou saco na caixa, em inglês), a embalagem é utilizada hoje por 56 cantinas brasileiras para envasar algo em torno de 2 milhões de litros da bebida por ano. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), de 2008 para 2009 as vendas nesse formato saltaram de 85,29 mil litros para 976 mil litros _ volume que em 2010 foi praticamente vencido só no primeiro semestre.

Os principais argumentos a seu favor são a praticidade, já que para obter o líquido basta utilizar uma torneira lateral, e a conservação do conteúdo por mais tempo, garantido pela retração do saco de filme plástico conforme ele é esvaziado, o que impede a entrada de ar. Seu sucesso é sustentado ainda por vantagens menos óbvias, como a versatilidade de uso e a competitividade no preço.

“Um produto em meia garrafa, por exemplo, chega ao consumidor por 75% do valor do recipiente de 750ml. Já no bag-in-box é o contrário, ele dilui o preço da embalagem”, pondera Felipe Bebber, enólogo do departamento comercial da Casa Venturini, ao comparar o desconto que cada plataforma possibilita ao consumidor.

Esse potencial para reduzir preços é visto como uma alavanca na qualificação dos hábitos de consumo do brasileiro.

“Um garrafão de vinho de mesa custa R$ 28. Pela mesma quantia, os clientes vêm preferindo levar quase dois litros a menos, mas de vinho fino no bag”, conta o diretor comercial da Vinícola Perini, Franco Perini, destacando ainda que a tecnologia da caixa também passa uma boa impressão:

“É o garrafão do Século 21.”

Além de fornecer um conveniente instrumento para que os apreciadores tomem a dose diária recomendada pelo médico, o bag-in-box movimenta os números do setor ao abrir caminho para que se crie a cultura da venda em cálice em bares e restaurantes. Essa, aliás, parece ter sido a finalidade idealizada por grande parte das vinícolas ao adotar o formato, mas por enquanto é o cliente final o principal comprador.

“Nos restaurantes há o entendimento de que o cliente prefere ter a garrafa em mãos, ver o rótulo”, explica Perini.

Há vinícolas, no entanto, utilizando a embalagem para fazer bons negócios com empresas do ramo gastronômico.

“Diria que 60% de nossa produção de bag-in-box em 2010 irá para restaurantes”, calcula Bebber, que imagina chegar ao final do ano com a marca de 8 mil unidades.

Dentro dos restaurantes, as taças não são o único destino possível para o vinho encaixotado.

“É comum o uso culinário, na elaboração de pratos”, lembra Nelsir Carlos Kuffel, gerente comercial da Domno do Brasil.

A empresa, um braço do grupo Famiglia Valduga, traz em seu catálogo a primeira marca a empregar o bag-in-box no Brasil, a Alto Vale. A experiência foi tão positiva que outras divisões da companhia estão aderindo à tecnologia. A Casa de Madeira, por exemplo, a utilizou para repetir o pioneirismo, mas com outro produto. Depois de dois anos de estudos e testes, conseguiu lançar um suco de uva na embalagem.

A diretora comercial Juciane Casagrande explica que a dificuldade é que, para manter a bebida como 100% natural, não é permitida a adição de conservantes. Ao mesmo tempo, a purificação por meio do aquecimento impossibilita o envase imediato, pois derreteria o saco de poliéster. A saída foi desenvolver métodos próprios e adequar o produto.

“Na garrafa, temos prazo de validade de dois anos. No bag, são 8 meses. Mas uma vez aberto, o suco se conserva por cerca de 15 dias. Na garrafa ele dura menos”, pondera Juciane.