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O abacaxi da Série D

24 de abril de 2012 0

Ser campeão do Interior, ganhar a vaga na Série D do Brasileiro é motivo de festa para quem disputa o Gauchão. É um título, é a possibilidade de um voo nacional. Que vem se transformando em abacaxi. O desgaste financeiro afasta os times do torneio.

Dono da vaga, o Veranópolis ainda não decidiu se joga. Busca investidores, negocia patrocínios. Sem capital, fechará as portas mais um ano para retornar no Gauchão 2013, estratégia que vem dando certo há duas décadas. Se abrir mão do direito, a vaga ficará no colo do Novo Hamburgo, outro que vê a participação com receios.

O clube calcula ser necessário R$ 1,5 milhão para jogar a D. Conversei por telefone com Maurício Andrade, diretor-executivo do Noia.

_ Por enquanto o clube não trabalha com essa hipótese. Eu não ganhei a vaga no campo. Trabalhar em cima de hipóteses seria irresponsabilidade _ frisou.

Trabalhando num mundo de hipóteses, se a vaga caísse no colo anilado o clube teria pouco tempo para arrecadar fundos e preparar o time. Maurício diz ser “humanamente impossível” conseguir o R$ 1,5 milhão em tão pouco tempo.

A Série D se inicia no fim de maio, restando um mês de preparação. Tempo para recontratar e treinar um time inteiro, já que o Noia dispensou todo o elenco há quase três semanas. Por enquanto a meta é a Copa FGF com jogadores jovens e de equipes menores, numa espécie de laboratório para o Gauchão 2013.

Assim, a participação anilada na Série D dependeria de patrocinadores, figuras raras num campeonato que, apesar de nacional, não tem um terço da visibilidade do Gauchão. Logo, existe a chance de uma nova desistência, passando a vaga adiante mais uma vez. Quem toparia? O São José do presidente da FGF Francisco Noveletto?

O fato é que, por conta do investimento e da falta de retorno, a Série D virou abacaxi para os clubes do Interior. Sacrificar os cofres pela chance de um voo nacional é carta fora do baralho para os dirigentes. O Juventude, de olho no retorno aos tempos áureos, disputará o torneio. O Brasil de Pelotas vem como rebaixado da Série C. Falta definir o terceiro gaúcho, um serviço que anda difícil nos últimos tempos. O desinteresse reflete nos tropeços em série dos gaúchos na competição.

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