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Em baixa: Inter-SM e Riograndense acumulam frustrações

04 de setembro de 2012 1

Por: Vinícius Dias (Diário de Santa Maria)

Há algo de errado no futebol do centro do Estado. Santa Maria encontra dificuldades para dar sequência à tradição de outros tempos, de formar times competitivos, capazes de fazer frente a qualquer adversário do Interior, e de oferecer ídolos ao torcedor.

Os feitos de Riograndense e Inter-SM parecem ficar cada vez mais só na lembrança. O Riograndense ficou cerca de 20 anos com as portas fechadas, em função de problemas financeiros, entre o final dos anos 70 e a virada do século. Desde a retomada do futebol profissional, o clube de raízes ferroviárias vem em uma ascensão, ano a ano. Deixou de ser o saco de pancadas da segunda divisão gaúcha de quase 10 anos atrás, mas ainda tem chão pela frente para chegar a um patamar mais elevado.

Do lado rival, a situação parece caminhar em uma direção oposta à vivenciada em 2008, quando o Inter-SM ficou entre os quatro melhores do Gauchão. Semifinalista, o clube santa-mariense fez frente a muita gente grande naquela que foi a última temporada gloriosa para o torcedor. Agora, resta a realidade da Divisão de Acesso, para onde caiu em 2011. Vítima de administrações ruins, o clube sofre com uma série de dívidas e não encontra recursos para quitá-las e investir em um time forte.

Uma amostra dos problemas enfrentados pelo futebol local foi dada no primeiro semestre. A dupla Rio-Nal conseguiu o objetivo de passar da primeira fase, escapando, assim, do rebaixamento, mas depois faltou força para que a torcida pudesse pensar em algo a mais. No Riograndense, tudo parecia ir bem no ano do centenário. Só que o discurso de um clube planejado e moderno não vingou. Dentro de campo, faltou qualidade.

Fora dele, o presidente Julio Cesar Ausani nem chegou a completar o mandato, que terminaria no fim do ano. Colocou o cargo à disposição logo após a conclusão da campanha na Divisão de Acesso. Ausani negou pressões internas para ter tomado a decisão, mas elas existiram a tal ponto que chegaram ao vestiário ao longo da competição e tiveram consequências negativas. Pior do que isso, só no Inter-SM, que amargou a crise financeira.

O time teve desfalques de jogadores que deixaram o Estádio Presidente Vargas, ao longo da Divisão de Acesso, em função dos salários atrasados. Pelo mesmo motivo, houve ameaça de paralisação do grupo de atletas. Em meio a tanta turbulência, mesmo com nomes de experiência no futebol gaúcho, a equipe sucumbiu e ficou aquém das expectativas. Para o segundo semestre, resta a Copa Hélio Dourado para a dupla Rio-Nal. Base mantida, o Riograndense tenta preparar a mesma equipe para que, no ano que vem, tenha de contratar poucas peças.

O Inter-SM aposta em um elenco de jovens promessas que vieram com salários pagos por empresários. Quem agradar poderá ser negociado ou ficar para o ano que vem. Com dificuldade de colocar dinheiro em caixa e contando com o apoio dos poucos torcedores que têm ido aos estádios, essa é a realidade do futebol de Santa Maria.

Comentários (1)

  • Guilherme Rasia Bosi diz: 5 de setembro de 2012

    Há muito tempo existe algo de errado no estado. E o nome dele se chama Francisco Noveletto e a política aditada pela nossa Federação Grenal de Futebol. Enquanto estados como Santa Catarina e Minas Gerais acumulam times em todas as séries do futebol nacional, oz times do nosso interior estão cada vez mais fadados aos esquecimento. Sou torcedor do JUVENTUDE com muito orgulho e muito me entristece com o enfraquecimento ano após anos vivido por TODOS os times do nosso estado além da duplinha de POA. Impossível que todos os dirigentes dos times do interior sejam incompetentes. E assim, inexplicavelmente a gangorra do estado continua pendendo para POA (dupla Grenal) enquanto um a um centros tradicionais do nosso futebol vao morrendo, Bagé, Rio Grande, Santa Maria, Passo Fundo, Pelotas e infelizmente Caxias do Sul caminha para a mesma cova. Sendo assim, me pergunto qual é a diferença do RS com MG e SC???

    Além disso, percebemos a imprensa de POA reclamando de um “Espanhalização” do futebol brasileiro nos últimos anos, em prol de Flamengo e Corinthians. E nós, no RS, vivemos o que há mais de 60 anos?

    Enquanto isso, sigo freqüentando religiosamente ao Alfredo Jaconi e procurando fazer minha parte torcendo para que tempos melhores venham para todos nós!

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