O dia é decisivo para o Estrelado e o futuro da Taça Piratini. O TJD gaúcho aprecia nesta sexta o recurso do Cruzeiro para reaver os seis pontos perdidos por problemas na inscrição do atacante Jô.
Se o tribunal acatar o pedido estrelado, a Chave 2 fica toda em aberto. O Cruzeiro sobe aos 14 pontos, assume a liderança do grupo, vira o dono da melhor campanha no Estadual e tira do VEC do G-4. No momento classificados, Noia (14), Caxias (14), Grêmio (13) e VEC (13) correm o risco de deixar o turno.
A reportagem de Zero Hora desta sexta explica no que o Cruzeiro se apega para recuperar os pontos. Jô tinha contrato válido pelo Cruzeiro e pelo Luverdense quando enfrentou o Santa Cruz e o São Luiz. Confira o argumento estrelado.
Maurício Ferrão Pereira Borges, diretor jurídico do Cruzeiro, entende que a punição fere o regulamento do Gauchão 2012. Trecho do texto da Federação diz que “os atletas emprestados, ao retornarem aos seus clubes de origem, terão condições de jogo para participarem da competição, uma vez que tenham contrato em vigor, registrado no Setor de Registro, Inscrições e Transferências de Atletas da FGF”. Jô tem contrato com o Cruzeiro até dezembro de 2013.
– As competições estaduais têm regulamentos próprios. Quando a FGF elege o BID como critério, tem de especificar – ressalta o advogado.
O atraso na publicação no BID foi causado pela Federação Matogrossense de Futebol (FMF), como ofício do presidente da entidade, Carlos Orione, confirma (detalhe). Mesmo que o efeito suspensivo seja negado, o Cruzeiro não pretende buscar a Justiça Comum, o que poderia paralisar o Gauchão. Em caso de derrota, o caminho é acionar o STJD, no qual, por jurisprudência, deve garantir os pontos de volta – mas só para a classificação geral, que define vaga na Copa do Brasil e na Série D.
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