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Combinações etílicas que harmonizam com sushi

16 de abril de 2012 0

Apesar do saquê ser a bebida mais famosa do Japão, há outras opções de harmonização para quem gosta de comer sushi. Se a ideia é tomar uma cerveja, entre excelentes opções, destaca-se a Brooklyn Sorachi Ace, uma cerveja com lúpulo japonês sorachi e que é refermentada na garrafa com leveduras de champagne.

Cerveja com uma boa dose de lúpulo | Foto: Rafael Lorenzato

Cerveja com uma boa dose de lúpulo | Foto: Rafael Lorenzato

Com teor alcoólico de 7,6% e preço de 50 reais, esse exemplar estadunidense tem espuma volumosa, cremosa e persistente; aromas bem cítricos, como limão e maracujá, e herbáceos, sobressaindo-se um capim-limão. Em boca, se mostra inicialmente equilibrada, com toques cítricos e de especiarias, evoluindo para um fim de boca longo e de agradável amargor.

Rosés são uma boa pedida para a culinária oriental | Foto: Rafael Lorenzato

Rosés são uma boa pedida para a culinária oriental | Foto: Rafael Lorenzato

Já quando o assunto é vinho, além do tradicional espumante, uma excelente combinação são os vinhos rosés, que, dentre eles, destaco o Perini Ozaca Sushi Wine, desenvolvido exatamente para a gastronomia japonesa. Um corte de Merlot e Cabernet Franc, o vinho tem um belo visual rosa intenso, chamando atenção já na garrafa.

Quando na taça, exibe aromas de frutas vermelhas do bosque e de flores, especialmente rosas. Muito frutado, lembra groselha, e tem uma acidez correta para trabalhar com a harmonização gastronômica. Também combina com a culinária andina, como um ceviche de salmão. O preço desse rosé é de 22 reais.

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O prazer de degustar um vinho velho

12 de abril de 2012 0

Esses tempos tive o prazer de experimentar algumas das verdadeiras riquezas que o enólogo Ademir Brandelli guarda em seu museu na vinícola Don Laurindo, no Vale dos Vinhedos (RS). Entre elas, o Don Laurindo Cabernet Sauvignon 1991 e o Don Laurindo Tannat 1995.

Vinhos antigos podem ser boas surpresas | Foto: Rafael Lorenzato

Vinhos antigos podem ser boas surpresas | Foto: Rafael Lorenzato

Existe um preconceito muito difundido de que os vinhos brasileiros não envelhecem bem; imagem, é claro, criada por alguns produtores que realmente não elaboravam produtos com capacidade de guarda, mas que não traduz, nem de perto, todo potencial vinícola nacional. Como esses são vinhos difíceis de degustar, fica a dica: compre algumas garrafas de um bom vinho, melhor se for com preço acessível, e as esqueça dentro da adega por muitos e muitos anos. Valerá a pena, eu garanto.

Sobre os vinhos, eis as apreciações gustativas: o Don Laurindo Cabernet Sauvignon 1991, oriundo de videiras plantadas em latada, sem passagem por carvalho e com teor de 14,5%, mostrou um belo visual vermelho atijolado. Com aromas de frutas maduras, licor de café e especiarias, o vinho já seduziu de início, correspondendo à altura no paladar, quando se apresentou ligeiro. Conservando grande equilíbrio entre doçura e acidez, desperta sensações evolutivas e agradáveis quando em boca, sempre complexo, como um bom vinho de meditação.

Já o Don Laurindo Tannat 1995 foi o primeiro dessa casta produzido pela vinícola. Também sem passagem por barricas de carvalho, o vinho apresentou um toque mentolado, contraposto por sensações de frutas vermelhas maduras. Em boca, mostrou que ainda tinha a tanicidade característica do Tannat, mas com um toque de elegância e complexidade adquiridas pelo envelhecimento na garrafa. Esse elegante varietal combina com pratos de médio peso, como uma massa ao molho de calabresa e cogumelos porcini.

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Vinhos brasileiros que combinam com tudo

05 de abril de 2012 0

Nesta última quarta, dia 05 de abril, tive o prazer de participar de uma degustação que analisou e elencou, entre diversas amostras enviadas por vinícolas, vinhos brasileiros que combinam com  ocasiões especiais. A ideia, criada pelo Ibravin, é demonstrar o potencial do vinho nacional de concorrer de igual para igual com outras bebidas.

Da boa mesa ao romance | Foto: Rafael Lorenzato

Da boa mesa ao romance | Foto: Rafael Lorenzato

Dentre as categorias, as principais são: Boa Mesa, vinhos com veia gastronômica, que harmonizam com pratos bem elaborados e estruturados;  Mesa de Bar, que nada mais é que vinhos jovens, leves e aromáticos, que combinam com a descontração de um fim de tarde, para marcar presença no império da cerveja; já Balada representa vinhos e espumantes que traduzem o charme da noite, vinhos com frescor, mineralidade e  elegância; e Romance, que privilegia vinhos e espumantes com maciez e visual atraente, não sendo à toa a supremacia dos rosés nesse quesito. E ainda contou com Inovação, categoria ligada a novidades das empresas, e a Estilo, sobre a identidade visual do produto, que terá votação através das redes sociais.

A degustação, que foi às cegas, elegeu cinco produtos em cada categoria. Os escolhidos seguem agora rumo a São Paulo para uma segunda fase classificatória, que escolherá os três representantes a serem expostos no estande Combina com Tudo nesta edição 2012 da Expovinis.

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Harmonização: o galo ao vinho e o vinho na taça

03 de abril de 2012 0

Para comemorar o feito de quem mora em uma metrópole, prosaico para o pessoal do campo, que é conseguir um galo de verdade – e não um franguinho de supermercado –, resolvi visitar a minha adega e selecionar um vinho argentino que estava deixando envelhecer.

Um argentino que ganhou vida com o tempo | Foto: Rafael Lorenzato

Um argentino que ganhou vida com o tempo | Foto: Rafael Lorenzato

O eleito foi um Trapiche Roble Cabernet Sauvignon 2000, uma das melhores produções desta vinícola argentina muito popular, que permaneceu por um ano em barricas de carvalho e mais 11 anos na garrafa. Na taça, já demonstra uma bela cor vermelho granada, típica dos vinhos que envelheceram, mas ainda estão muito vivos. Aromaticamente, cerejas negras, framboesas e amoras maduras emanam da taça em excelente nitidez e intensidade. Além disso, toques de especiarias e de madeira completam o bouquet do vinho.

Quando em boca, se mostra redondo, macio e elegante, um vinho encorpado e aveludado. E, com taninos ainda marcantes e bem presentes, apresenta longa persistência. Pode muito bem ter mais alguns anos de adega, mas está no auge. E o galo? O vinho casou muito bem, harmonizando perfeitamente com o Coq au vin, um prato intenso e que foi, inclusive, marinado também com um Cabernet Sauvignon – mais simples, é claro.

Coq au vin

Como não poderia faltar, eis a receita executada pela chef Biba Retamozo para o Galo ao Vinho: Leia mais »

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Vega-Sicilia: o ícone espanhol

26 de março de 2012 4

Para dar uma prévia do Tour de Vinhos Espanha, a enóloga Maria Amélia Flores realizou, na última semana, um evento com degustação de grandes vinhos espanhóis, acompanhado de um jantar harmonizado com pratos assinados pelo chef catalão Xavier Gamez, do Xavier260 Cuina Catalana. A sensação da noite foi o Vega-Sicilia Único Cosecha 1998.

Excelentes tintos espanhóis com características distintas | Foto: Rafael Lorenzato

Excelentes tintos espanhóis com características distintas | Foto: Rafael Lorenzato

Concebido com a Tempranillo, uva símbolo da Espanha, o vinho é produto da bodega criada em 1864, às margens do Duero – o mesmo Douro de Portugal –, e ainda hoje remanesce como grande ícone espanhol. A vinícola, inclusive, foi responsável por colocar a região de Ribera del Duero no cenário da enografia mundial.

O Vega-Sicilia só é produzido somente nas melhores safras, pois, quando a colheita não é excepcional, a vinícola opta por vinificar “somente” o Valbuena, que, diga-se de passagem, é, também, um grande vinho, mais jovem e macio. E, ainda, nos anos memoráveis, ao invés de fazer o “Único”, o chef dos enólogos, Xavier Ausás, seleciona faz um corte de safras e cria o “Reserva Especial”.

Como toda sofisticação tem um preço, o Vega-Sicilia Único Cosecha 1998 chega ao Brasil em torno de R$ 1.800,00. O valor, é claro, se traduz na taça, ao emanar um bouquet que lembra frutas maduras, café, flores, balsâmico, e outros aromas que completam a nitidez e a evolução que o tornam empolgante. Para completar, quando em boca, é redondo, extremamente equilibrado, demostrando acidez e tanicidade agradáveis e envolventes. Aveludado e com retrogosto persistente e saboroso, é um vinho que cresce na taça, sempre oferendo ótimas sensações.

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Semifreddo intenso com calda de uvas acompanhado de vinho doce

02 de março de 2012 2

Durante o Projeto Imagem, tive o prazer de jantar na vinícola Salton, onde a chef Idana Spassini, na sequência da refeição, serviu uma saborosa sobremesa intitulada Semifreddo Intenso e Calda de Uvas do Nosso Parreiral. Pedi a receita, que ela gentilmente me enviou, e que disponibilizo abaixo.

Um fecho perfeito para uma ocasião especial | Foto: Idana Spassini, Divulgação

Um fecho perfeito para uma ocasião especial | Foto: Idana Spassini, Divulgação

Para complementar, recomendo a harmonização realizada na ocasião: o vinho Salton Licoroso Intenso. Com 15% de teor alcoólico, este branco doce vinificado com Chardonnay tem uma bela coloração dourada, apresentando aromas de mel,  baunilha, amêndoas e toques cítricos. Em boca, uma agradável sensação de frutos oleaginosos dão um tom especial para a sobremesa, que, inclusive, leva o vinho em sua composição.

A receita para 10 porções

Semifreddo:
4 gemas
160g de açúcar refinado
200ml de vinho licoroso Salton Intenso
500ml de creme de leite fresco

Coloque as gemas, o açúcar e o vinho em um bowl de inox. Leve ao banho-maria, sem deixar a água borbulhar. Bata por 10 minutos até obter um creme leve. Tire do fogo e mergulhe a tigela em outro recipiente com bastante gelo, para esfriar. Bata o creme de leite em ponto de chantilly e incorpore ao zabaione. Unte uma forma grande ou 10 forminhas e forre com filme. Coloque o creme, cubra e leve ao congelador por cerca de 6 horas. Retire 10 minutos antes de ser servido com a calda.

Calda de uva:
500ml de suco de uva integral
300g de uvas frescas
100g de açúcar

Faça uma calda em ponto de fio com o suco e o açúcar. Adicione os grãos de uva, deixe ferver mais um pouco. Desligue o fogo e esfrie. Deixe na geladeira até a hora de servir.

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Imagens do vinho brasileiro

24 de fevereiro de 2012 3

Nesta última semana, um grupo de 13 jornalistas, contando comigo, viajou, a convite do Ibravin, à Serra Gaúcha, como parte do Projeto Imagem 2012. O objetivo da ação, que já ocorre há alguns anos, é criar uma aproximação da mídia especializada em vinhos com o produto nacional, através de palestras, degustações guiadas e visitas técnicas.

Dessa forma, para compor um panorama da produção vitivinícola, foram visitadas as apoiadoras do projeto, que são a Aurora, Cooperativa São João, Famiglia Valduga, Fante, Miolo, Perini e Salton. Participaram, também, da iniciativa, a Dunamis, que apresentou seus produtos em Porto Alegre, e a vinícola Canção. Leia mais »

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Vitivinicultura cooperativada: a terra, o homem, a luta e o vinho

10 de fevereiro de 2012 2

Esta matéria originou-se de um convite da Nova Aliança para que, como sommelier, eu pudesse conhecer o trabalho que a vinícola Santa Colina realiza em Santana do Livramento, na Campanha Gaúcha. A ideia, que inicialmente era apenas saber mais sobre a concepção dos vinhos da empresa, se transformou, através de conversas informais, neste relato que traz um panorama do interessante trabalho desenvolvido pela Cooperativa com mais de 800 associados, somando nada menos do que 550 famílias de viticultores do interior do Rio Grande do Sul. Leia mais »

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Como degustar cervejas

02 de fevereiro de 2012 2

Degustar cervejas não é uma tarefa muito simples como se imagina. Ao contrário do vinho, cada estilo de cerveja requer, algumas vezes, preparos específicos, como o tipo de copo e até mesmo a forma de servir. Contudo, vale, para o degustador de cervejas, utilizar um copo padrão para se aventurar no universo de aromas e sabores dessa tão popular bebida.

Cerveja Red Ale artesanal | Foto: Rafael Lorenzato

Cerveja Red Ale artesanal | Foto: Rafael Lorenzato

Antes de começar, é importante definir o foco da degustação. É possível experimentar, em uma mesma ocasião, diferentes produtos de uma mesma marca, assim como se pode, também, e a experimentação é mais rica em termos de aprendizado, provar o mesmo estilo de cerveja, porém, de marcas diferentes. Um exemplo é conhecer, em um mesmo evento de degustação, diversas IPAs, cerveja que, atualmente, por seu caráter aromático, tem tido cada vez maior aceitação pelos consumidores brasileiros.

Outro ponto importante é a temperatura de serviço. Normalmente, cada fabricante indica, em seu rótulo, uma temperatura adequada ao produto e, em geral, quem seguir a recomendação do produtor tende a experimentar o que de melhor a cerveja tem a oferecer. Uma orientação padrão, porém, é procurar servir as ales – cervejas de alta fermentação – entre 7°C e 16°C e as lagers – cervejas de baixa fermentação – entre 4°C e 7°C, lembrando que, quanto mais gelada a cerveja estiver, menor será a percepção de aromas, e que uma cerveja quente pode se tornar intragável. Gelar o copo, porém, é uma heresia para uma boa cerveja.

Em termos de aparência, avalia-se a cor da bebida, que pode ir do amarelo-palha ao preto-opaco, conforme a escala SRM. Para o degustador moderno, uma dica: há aplicativos para celular que trazem essa tabela e facilitam na hora de definir qual a cor da cerveja que se está experimentando. Mais importante que a cor é a transparência, que indica se a bebida foi filtrada ou não. Cervejas artesanais, por exemplo, costumam não ser filtradas e apresentar uma turbidez natural. Já uma cerveja filtrada industrial, se apresentar turbidez, pode ser sinônimo de defeito.

Classificação de cores SRM | Imagem: Divulgação

Classificação de cores SRM | Imagem: Divulgação

Outro fator relevante é a espuma. Mais do que estético, o famoso colarinho é resultado da quantidade de carbonatação (CO²) e tem a função primordial de manter as sensações aromáticas, gustativas e a cremosidade da cerveja. Além disso, ajuda a manter o gás, o que deixa o produto com uma maior refrescância. Um colarinho persistente e bolhas de gás mais delicadas – a exemplo de uma perlage fina, se estivéssemos falando de espumantes – representam qualidade na cerveja.

Feita a análise visual da cerveja, é preciso partir para a olfativa. Como muitos dos aromas da cerveja são facilmente volatizados, é importante percebê-los logo que a bebida é servida, através de fortes aspirações próximas à borda do copo. Essa primeira análise é a que oferece uma maior riqueza de resultado. À medida em que a espuma vai baixando, é necessário voltar a dar atenção aos aromas, uma vez que o colarinho mascara algumas sensações no nariz. É claro que, para perceber aromas, assim como no vinho, é preciso treinar o nariz, assim como é importante que o ambiente em que se está degustando esteja livre de odores, para não influenciar na apreciação.

Alguns toques aromáticos são provenientes do malte, outros do lúpulo, e outros ainda vêm de ingredientes acrescentados ao mosto durante a fervura da cerveja, como casca de laranja, coentro, dentre outros. É importante, então, separar essas sensações, procurando categorizá-las de acordo com a origem. Dessa forma, teremos toques que podem lembrar o malte; outros, a levedura utilizada; e também notas de tostado, especiarias como cravo; frutas, como banana ou maracujá; e assim por diante, tudo dependendo das características que o cervejeiro quer impor ao seu produto final. Há, também, os off-flavours, que são os odores desagradáveis que podem ser encontrados na bebida, como papelão, sabão, antibiótico, por exemplo, provenientes de erros durante o processo de elaboração da cerveja.

Gustativamente, a cerveja oferece inúmeras sensações. Logicamente, o primeiro gole é o mais importante, e também o melhor para a apreciação da bebida. É recomendado ingerir uma quantidade suficiente para preencher toda a boca, para, então, manter a bebida em contato com a língua por alguns segundos, para que as papilas gustativas possam receber a informação de forma mais precisa. Nessa fase, também é avaliado o corpo da cerveja, através da análise da sua viscosidade, podendo a bebida ser leve ou encorpada, e também são percebidos elementos como acidez e adstringência.

Nesse momento que se deve buscar entender a harmonia da cerveja, levando em consideração a quantidade de malte, de lúpulo, sua carbonatação e alcoolicidade. Não existe padrão de certo ou errado, o importante é a cerveja ter equilíbrio.

Depois de engolir, deve-se perceber as sensações do fim de boca, ou seja, o retrogosto. São elas que definem o tom exato de amargor e doçura; de refrescância e adstringência;  de picância e acidez. Ou seja, definem a chamada drinkability, que nada mais é do que a vontade de beber a mesma cerveja novamente.

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Terroir: a combinação que faz toda a diferença

24 de janeiro de 2012 3

Terroir é a soma dos elementos ligados à natureza e à intervenção da mão do homem na produção do vinho – como o tipo de solo, o clima, a umidade, a forma como são plantadas e podadas as videiras, dentre outros – que têm ligação direta com a qualidade do produto final. Assim, percepções de cor, aroma e sabor de um vinho dependem muito do terroir no qual a bebida nasceu.

O Miolo Lote 43 só é produzido nas melhores safras | Foto: Rafael Lorenzato

O Miolo Lote 43 só é produzido nas melhores safras | Foto: Rafael Lorenzato

Das influências marítimas, como a terra que margeia o francês Gironde, ao controle hídrico, como aquele exercido pelos produtores do Vale do São Francisco, cada elemento colabora na composição do vinho. Não é à toa, portanto, que os vinhos são classificados, principalmente no Velho Mundo, pelo local do qual se originam. No Brasil, os principais regiões vitivinicultoras são a Serra Gaúcha, a Campanha, a Serra do Sudeste, o Planalto Catarinense e o Vale do São Francisco.

A Serra Gaúcha, que produz cerca 90% do vinho brasileiro, tende a originar vinhos de características aromáticas que pendem para o frescor e a acidez, e com um bom nível de açúcar. Localizada no paralelo 29º, a região tem invernos rigorosos e verões amenos. Sua principal sub-região é o Vale dos Vinhedos, que, inclusive, foi a primeira zona vitivinícola do Brasil a conseguir uma Indicação Geográfica. Lá, a Merlot e a Chardonnay se expressam de forma emblemática. Leia mais »

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