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Como degustar cervejas

02 de fevereiro de 2012 2

Degustar cervejas não é uma tarefa muito simples como se imagina. Ao contrário do vinho, cada estilo de cerveja requer, algumas vezes, preparos específicos, como o tipo de copo e até mesmo a forma de servir. Contudo, vale, para o degustador de cervejas, utilizar um copo padrão para se aventurar no universo de aromas e sabores dessa tão popular bebida.

Cerveja Red Ale artesanal | Foto: Rafael Lorenzato

Cerveja Red Ale artesanal | Foto: Rafael Lorenzato

Antes de começar, é importante definir o foco da degustação. É possível experimentar, em uma mesma ocasião, diferentes produtos de uma mesma marca, assim como se pode, também, e a experimentação é mais rica em termos de aprendizado, provar o mesmo estilo de cerveja, porém, de marcas diferentes. Um exemplo é conhecer, em um mesmo evento de degustação, diversas IPAs, cerveja que, atualmente, por seu caráter aromático, tem tido cada vez maior aceitação pelos consumidores brasileiros.

Outro ponto importante é a temperatura de serviço. Normalmente, cada fabricante indica, em seu rótulo, uma temperatura adequada ao produto e, em geral, quem seguir a recomendação do produtor tende a experimentar o que de melhor a cerveja tem a oferecer. Uma orientação padrão, porém, é procurar servir as ales – cervejas de alta fermentação – entre 7°C e 16°C e as lagers – cervejas de baixa fermentação – entre 4°C e 7°C, lembrando que, quanto mais gelada a cerveja estiver, menor será a percepção de aromas, e que uma cerveja quente pode se tornar intragável. Gelar o copo, porém, é uma heresia para uma boa cerveja.

Em termos de aparência, avalia-se a cor da bebida, que pode ir do amarelo-palha ao preto-opaco, conforme a escala SRM. Para o degustador moderno, uma dica: há aplicativos para celular que trazem essa tabela e facilitam na hora de definir qual a cor da cerveja que se está experimentando. Mais importante que a cor é a transparência, que indica se a bebida foi filtrada ou não. Cervejas artesanais, por exemplo, costumam não ser filtradas e apresentar uma turbidez natural. Já uma cerveja filtrada industrial, se apresentar turbidez, pode ser sinônimo de defeito.

Classificação de cores SRM | Imagem: Divulgação

Classificação de cores SRM | Imagem: Divulgação

Outro fator relevante é a espuma. Mais do que estético, o famoso colarinho é resultado da quantidade de carbonatação (CO²) e tem a função primordial de manter as sensações aromáticas, gustativas e a cremosidade da cerveja. Além disso, ajuda a manter o gás, o que deixa o produto com uma maior refrescância. Um colarinho persistente e bolhas de gás mais delicadas – a exemplo de uma perlage fina, se estivéssemos falando de espumantes – representam qualidade na cerveja.

Feita a análise visual da cerveja, é preciso partir para a olfativa. Como muitos dos aromas da cerveja são facilmente volatizados, é importante percebê-los logo que a bebida é servida, através de fortes aspirações próximas à borda do copo. Essa primeira análise é a que oferece uma maior riqueza de resultado. À medida em que a espuma vai baixando, é necessário voltar a dar atenção aos aromas, uma vez que o colarinho mascara algumas sensações no nariz. É claro que, para perceber aromas, assim como no vinho, é preciso treinar o nariz, assim como é importante que o ambiente em que se está degustando esteja livre de odores, para não influenciar na apreciação.

Alguns toques aromáticos são provenientes do malte, outros do lúpulo, e outros ainda vêm de ingredientes acrescentados ao mosto durante a fervura da cerveja, como casca de laranja, coentro, dentre outros. É importante, então, separar essas sensações, procurando categorizá-las de acordo com a origem. Dessa forma, teremos toques que podem lembrar o malte; outros, a levedura utilizada; e também notas de tostado, especiarias como cravo; frutas, como banana ou maracujá; e assim por diante, tudo dependendo das características que o cervejeiro quer impor ao seu produto final. Há, também, os off-flavours, que são os odores desagradáveis que podem ser encontrados na bebida, como papelão, sabão, antibiótico, por exemplo, provenientes de erros durante o processo de elaboração da cerveja.

Gustativamente, a cerveja oferece inúmeras sensações. Logicamente, o primeiro gole é o mais importante, e também o melhor para a apreciação da bebida. É recomendado ingerir uma quantidade suficiente para preencher toda a boca, para, então, manter a bebida em contato com a língua por alguns segundos, para que as papilas gustativas possam receber a informação de forma mais precisa. Nessa fase, também é avaliado o corpo da cerveja, através da análise da sua viscosidade, podendo a bebida ser leve ou encorpada, e também são percebidos elementos como acidez e adstringência.

Nesse momento que se deve buscar entender a harmonia da cerveja, levando em consideração a quantidade de malte, de lúpulo, sua carbonatação e alcoolicidade. Não existe padrão de certo ou errado, o importante é a cerveja ter equilíbrio.

Depois de engolir, deve-se perceber as sensações do fim de boca, ou seja, o retrogosto. São elas que definem o tom exato de amargor e doçura; de refrescância e adstringência;  de picância e acidez. Ou seja, definem a chamada drinkability, que nada mais é do que a vontade de beber a mesma cerveja novamente.

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Schincariol lança Cervejas Sazonais para o Natal

21 de novembro de 2011 2

O costume Europeu – herdado dos antigos mosteiros – de lançar cervejas sazonais para combinar com grandes eventos não é novidade pelo Brasil. Há muito cervejeiros e cervejarias fazem seus produtos especiais para as festas de final de ano. Eu mesmo estou, atualmente, carbonatando uma Especial de Natal, uma cerveja com malte viena e um toque de laranja.

Eisenbahn Weihnachts Ale | Crédito: Divulgação

Eisenbahn Weihnachts Ale | Crédito: Divulgação

Seguindo neste ritmo de cervejas sazonais, a Schincariol lança a Eisenbahn Weihnachts Ale e a Baden Baden Christmas Beer. Produzidas somente no final do ano, as cervejas especiais buscam harmonizar com a as ceias típicas da época. A Eisenbahn Weihnachts Ale segue o estilo de uma Amber Ale e tem teor alcoólico 6,3%. Criada com três tipos diferentes de malte, a cerveja ressalta aromas e sabores frutados, além de um bom amargor. A bebida combina com carne de carneiro, porco, gado e com peru grelhado ou assado, e é melhor degustada em taça de cerveja.

Já o outro lançamento, a Baden Baden Christmas Beer, é uma Ale com malte de trigo, levemente frisante, de cor clara, aroma frutado e corpo suave. É indicada para acompanhar peru, panetones, frutas frescas e secas, pratos leves e suaves. A Baden Baden Christmas Beer está em sua 6ª edição e tem preço sugerido de R$ 12,99 , enquanto a Eisenbahn Weihnachts Ale é produzida desde 2003 e custa aproximadamente R$ 5,49.

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Cerveja com gelo e limão?

05 de setembro de 2011 0
Cerveja Honey Dew | Crédito: Divulgação

Cerveja Honey Dew | Crédito: Divulgação

A Honey Dew é uma cerveja produzida com lúpulo selvagem e mel pela tradicional cervejaria Fuller's, uma das mais antigas e importantes do Reino Unido. Apesar de ser uma Golden Ale, a fabricante sugere que ela seja degustada com gelo e uma fatia de limão, para realçar os elementos mais leves da cerveja e criar um estilo próprio para ser consumido no verão – eu admito que a prefiro pura.

Com um leve toque de doçura, mesclado a uma sensação de frescor no paladar, devido ao orvalho do mel, a Honey Dew oferece uma boa harmonização para frutos do mar e alimentos condimentados, mas sem muito exagero, para não apagar os toques elegantes dessa cerveja. Com 5% de teor alcoólico, a bebida tem como outro diferencial seus ingredientes orgânicos, que vão desde o mel até o lúpulo selvagem e a cevada, ambos cultivados em fazendas que não utilizam pesticidas químicos ou fertilizantes.

A cerveja já está sendo comercializada no Brasil, a uma média de R$ 30,00 pela versão de 500ml. Quem tiver interesse em aproveitar a ideia para um jantar com amigos, além de degustação e harmonização, a Fuller's dá receitas de pratos que levam a cerveja como ingrediente, como uma curiosa versão de Tiramisu, dentre outras.

Se fizer, me convida!

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