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21 mar17:05

Acadêmicos da UFFS protestam contra corte de verbas

José Quintana Jr., RBS TV

*Atualizada às 9h


Estudantes da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS)  realizaram um manifesto, na tarde desta segunda-feira (21), em Erechim. Eles protestam contra a redução do orçamento para diárias e locações de veículos para viagens, divulgado pelo Ministério da Educação. Com faixas, os acadêmicos percorreram as principais avenidas da cidade, até a prefeitura, onde pediram apoio do município para reverter a decisão do Ministério.


- O Campus de Erechim vive de locação, não tem uma estrutura e nós dependemos de viagem de campo, que fazem parte do currículo. Nós não podemos desembolsar  o que a universidade deveria lançar –  diz a estudante Leidiane Aparecida da Cruz.


Em Erechim, a UFFS atende 800 estudantes em oito cursos.  As aulas acontecem no Seminário Nossa Senhora de Fátima, enquanto os prédios do campus não ficam prontos. A estrutura definitiva será construída  às margens da RS 135. Com a redução da verba para viagens e diárias dos alunos  em 50%, as aulas em laboratórios e cursos em outros campi podem ser canceladas.


- Tem visitas a campo de  abril e maio que foram trancadas. A Semana Acadêmica  de todos os cursos foi cancelada –  diz a acadêmica Izabela Fagundes.


- Por causa das verbas,  paralisou tudo e não temos como terminar o curso e acabar nossa formação – continua  Izabela.


Segundo a Direção do Campus, a Universidade vai fazer um levantamento dos gastos e necessidades de recursos para viagens dos estudantes, para tentar reverter a decisão do governo. Uma reunião com o Ministério da Educação foi marcada para a próxima quarta-feira.


- Os estudantes não terão nenhum prejuízo com alguma atividade de campo, com deslocamento. Faremos o possível para manter a normalidade – afirmou o diretor do Campus Erechim, Ilton Benoni da Silva.


Segundo os estudantes, as manifestações devem continuar nesta terça-feira (22).


Veja a reportagem completa no RBS Notícias desta segunda-feira (21).


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9 Comentários »

  • izabela fagundes disse:

    ola pessoal so quero corrigir umas informaçoes acima sobre o que esta se divulgando
    na realidade foram as aulas de campo e as semanas academicas dos cursos que foram canceladas, e nao as diciplinas, porem as aulas de campo estao em nossa grade curricular e conta como creditos.
    o corte de verbas prejudica sim nossa formaçao

  • ANDERSON disse:

    essas são as prioridades de nossos governantes, 50% de reajuste no bolsa família e 50% de corte em subsídios para a Educação.
    é assim que querem aumentar o IDEB….

  • Alexsandra disse:

    Parabéns aos academicos que protestaram por seus direitos, afinal, é muito melhor lutar por aquilo que desejamos do que ficarmos de cabeça baixa sempre aceitando tudo que eles querem..

  • Daniel Vargas disse:

    Parabéns ACADÊMICOS DE ERECHIM!
    Saibam que os acadêmicos do Campus de REALEZA também apoia esse protesto por UNANIMIDADE!
    VAMOS LUTAR PELOS NOSSOS DIREITOS!
    Educação é coisa séria e deve-se ter mais investimentos e não CORTES!

  • Daniel Vargas disse:

    O CAMPUS DA UFFS/REALEZA também é favorável a este protesto!

  • Everton Trentin Zoraski disse:

    A manifestação foi legítima, espera-se que repercuta de forma positiva!

    Sugiro um próximo passo:
    Mobilizar os setores da comunidade que valem-se do transporte coletivo erechinense para protestar contra o valor abusivo das passagens.

  • UFFS diz que Semana Acadêmica será mantida | clicRBS Erechim disse:

    [...] Os estudantes temiam que a Semana Acadêmica pudesse ser cancelada devido à redução de verbas anunciada pelo Ministério da Educação. Na segunda-feira (21), os acadêmicos protestaram no centro da cidade. [...]

  • L. Balvedi disse:

    Parabéns, acadêmicos! Chegou a hora de mostrar que quem tem força numa universidade são os alunos e não encostados nela por apadrinhamento e conchavos eleitoreiros!

  • Danilo disse:

    Caros,

    os problemas concernentes aos cortes de verbas para a educação não se restringem às diárias e passagens. Como se sabe, por meio da medida provisória 525, de 14 de fevereiro de 2011, o governo federal criou a figura do professor temporário-horista. É temporário, pois tem um prazo limite para lecionar nas universidades federais, não podendo ultrapassar de 2 anos. É horista, pois receberá por horas trabalhadas, ou melhor, por aulas dadas, sacrificando toda a área destinada à pesquisa e à extensãona Universidade. O resultado disto poderá se traduzir na precarização da Universidade Pública. Cabe ressaltar que por meio da Portaria Interministerial n. 32, o governo federal autorizou a contratação de 3591 professores temporários substituindo, com isso, a lógica de contratação de professores efetivos que vinha alimentando a política da gestão anterior.
    Em nome do pagamento dos juros e amortizações da dívida pública, que só interessa aos banqueiros, o governo federal optar por não investir em educação como deveria fazer.
    A construção de uma Universidade Pública não pode ser confundida com os prazeres contagiantes e efêmeros de um casal no começo do namoro. Nesse sentido, o governo deve estruturar uma política de longo prazo para a consolidação das universidades recém-criadas.

    Parabéns aos estudantes pela politização do debate.

Comentários