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03 jun17:37

Agricultores familiares assinam contratos habitacionais


A assinatura dos primeiros contratos de financiamento de reforma e construção de moradias do PNHR (Programa Nacional de Habitação Rural) deste ano foram oficializadas na tarde desta sexta-feira (03), na Câmara de Vereadores de Erechim. No total foram assinados 17 contratos que englobam os três grupos de atuação do PNHR, que são os chamados G1, G2 e G3. Na ocasião foi realizada a primeira assinatura de financiamento do Grupo 2 no RS e a primeira do grupo 3 do Brasil do grupo 3. Famílias dos municípios de Três Arroios, Erechim e Severiano de Almeida que foram beneficiadas.

Com a assinatura do contrato para construção de uma casa nova, Adriano e Caroline Wal não pensam mais em deixar o campo para morar na cidade


Os agricultores familiares Caroline e Adriano Wal, que residem em Lajeado Paca, no interior de Erechim, assinaram o contrato para o grupo 1, para a construção de uma casa nova. A família que tem uma filha com pouco mais de dois anos, divide a casa com os pais de Adriano. A casa será construída na mesma propriedade da família Wal, e agora os jovens Adriano e Caroline não pensam mais em deixar o campo para morar na cidade.


- Estávamos com 80% de chance de ir morar na cidade, porque não estava dando mais. Mas agora que vamos ter a nossa casa, não vamos mais sair de lá – revelou Wal.


Eles ajudam os pais de Adriano na agricultura e agora também estão plantando verduras para comercializar na feira.


Demanda


No Alto Uruguai mais de 500 famílias de agricultores esperam a assinatura dos contratos de financiamento de reforma e construção de moradias do Programa Nacional de Habitação Rural. De acordo com o gerente regional da Construção Civil da superintendência da Caixa Econômica Federal de Passo Fundo, Airton Echer, a expectativa é nos próximos meses assinar os contratos que estão faltando.


- Temos uma demanda muito grande na região e temos conversado com a Cooperhaf para ajustar um cronograma de assinaturas. Nossa expectativa é neste mês ultrapassar as 300 unidades e, dentro disso continuar assinando num ritmo que garanta o atendimento de 100% dos pedidos. Operacionalmente temos toda questão legal, que envolve as famílias, entidade e a CEF que demanda um tempo, mas nós temos nos estruturado para isso e acredito que vamos conseguir cumprir com o prazo –  explicou.


Grupos


O Programa Nacional de Habitação Rural é subdividido em três categorias, o G1 (Grupo 1), G2 (Grupo 2) e G3 (Grupo 3). No G1, estão enquadrados os agricultores com renda de até R$ 10 mil por ano. E nesse grupo, o agricultor só pode construir casas novas. Nos municípios com população acima de 35 mil habitantes, o beneficiado ganha R$ 15 mil a fundo perdido, e em municípios com população inferior a 35 mil a quota é de R$ 12 mil a fundo perdido – o restante cabe ao agricultor, que deve ter recursos próprios para concluir a obra. No G2, estão os agricultores que possuem renda entre R$ 10 mil e R$ 22 mil por ano. Nesse caso, o valor do benefício a fundo perdido é de R$ 7 mil, sendo que o valor mínimo do financiamento é de R$ 6 mil, com juro de 5% ao ano. E, o G3, grupo dos agricultores com renda entre R$ 22 mil até R$ 50 mil anuais. Nesse grupo não existem subsídios no valor do financiamento e os juros são de 5% ao ano.


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