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Agricultura

24 mai16:51

Produtores participam de curso de secagem e armazenamento de grãos no Cetre


Quinze produtores da região participam da primeira edição do curso de secagem e armazenamento de grãos no Centro de Treinamento de Agricultores (Cetre), em Erechim. O curso iniciou nesta terça-feira (24) e encerra na quinta-feira (26).

As aulas estão sendo ministradas pelos instrutores da Emater, Carlos Angonese, Ademar Dágios, Waldir Machado, Antonio Tadeu Pandolfo e Cláudio Kochhann, que orientam os produtores sobre novas e modernas técnicas de secagem e armazenagem de grãos na propriedade. Entre os assuntos repassados estão a determinação de umidade, métodos, equipamentos e cálculos, manejo de insetos e roedores, higienização das unidades armazenadoras, fungos e microtoxinas, práticas em fornalhas e secagem de grãos, silos e moegas.


Os técnicos observam que o produtor, por exemplo, que produz e armazena o milho na propriedade pode ter uma rentabilidade maior, pois economizam no transporte e armazenam com qualidade.


A próxima edição do curso será no 28 a 30 de junho. Mais informações podem ser obtidas pelo fone (54) 3321-0973 , pelo e-mail cterechim@emater.tche.br ou através dos Escritórios Municipais da Emater/RS-Ascar.

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18 mai14:13

Pé de cuia

Marielise Ferreira|marielise.ferreira@zerohora.com.br


De tanto buscar cuias com as características para fazer o melhor chimarrão, famílias de Gramado dos Loureiros se uniram numa parceria que está gerando lucros. O plantio de porongos e a transformação da cabaça do fruto em cuia, agregou renda às propriedades que começam agora a colheita.




O agricultor Silvino Farezin, 68 anos, teve o incentivo de um produtor que tinha áreas plantadas em Vicente Dutra. O que começou com três hectares de cultivo, hoje já soma 17 hectares.


A planta rasteira, semelhante às ramas de abóbora, se espalha pelo chão e sobe em cercas e árvores, formando uma cena insólita.


- Quem diz que cuia não dá em árvore?_ brinca o produtor que deve colher este ano mais de 100 mil porongos.


A cultura não exige muitos cuidados, tanto que os produtores brincam que é “lavoura de vadio”. Mas esta obviamente é a versão de quem é acostumado a trabalhar no pesado. O plantio é feito de forma manual, com as semeadeiras usadas para o cultivo do milho. Farezin tem o cuidado de manter a cobertura vegetal para fazer sombra aos porongos e impedir que o sol forte queime os frutos. Tambémcuida para que a umidade excessiva não apodreça os porongos. Sozinho, Farezin cuida dos 17 hectares que começa a colher este mês.


Um porongo de boa qualidade pode ser vendido por até R$3. Um lucro de cerca de R$30 mil por ano para o produtor. Mas no caso de Farezin, este lucro pode ser bem maior. É que o agricultor incentivou um vizinho a entrar numa parceria para finalizar a cuia e comercializar. S


Juscelino Tonin e a esposa Marlene aceitaram o desafio e passaram a receber os porongos e transformá-los em cuias. Ainda na lavoura, Farezin colhe o porongo que está maduro e corta a ponta, deixando-a no próprio local para servir de adubo. Depois de secos, eles são levados para um depósito aberto na propriedade dos Tonin, onde ficam arejados por cerca de um mês.


Só então é que os porongos começam a ser lixados por dentro, são polidos e recebem a finalização, alguns com o suporte de apoio (pé), outros com bocal de metal ou enfeites feitos sobre o porongo. Até o filho de Tonin, que é dentista na região, se diverte nos finais de semana fazendo entalhes e pequenas esculturas nas cuias. Num dia de trabalho, são finalizadas 20 cuias, então é preciso trabalhar muito para fechar a produção mensal da família.


- Lucramos R$700 em uma feira regional no município vizinho, num único final de semana, valeu à pena _conta Tonin.


Conforme o agrônomo responsável pela Emater de Gramado dos Loureiros, Vilmar Wruch Leitzke, o cultivo do porongo se mostrou lucrativo e com isto está conquistando novos adeptos na região. A semente é crioula, produzida pelo próprio agricultor e se usa o sistema de plantio direto. O único cuidado, conforme Leitzke, deve ser com o controle de invasoras, para o que se usa herbicidas e o controle de insetos, para que não estraguem a cuia. O plantio do porongo usa áreas dobradas, onde normalmente a máquina não entra, ocorrendo um aproveitamento total das áreas onde não são possíveis as culturas anuais.


Por ser um produto rústico tem mais resistência à seca, e quando ela ocorre, os porongos crescem menos e a casca fica mais grossa, gerando cuias de qualidade ainda maior. Todos os meses, cerca de 400 cuias estão sendo levadas para comercialização em Terras de Areia, no litoral. A Emater também está auxiliando os produtores a oferecer o produto como brinde promocional para empresas do estado.


EMATER QUER INCENTIVAR CULTIVO


Um programa especial criado pela Emater pretende revitalizar os pólos de cultivo do porongo no Estado, e incentivar a criação de novos pólos da cultura. Para isto estão sendo identificados os locais de produção no Estado, que geram centenas de empregos em todo o ciclo, desde o plantio até a comercialização das cuias e artesanatos.


Hoje os principais pontos de produção no Rio Grande do Sul estão no norte do Estado, em Vicente Dutra, incluindo municípios vizinhos como Caiçara, Palmitinho e Iraí, e na região de Santa Maria. Mas novos pontos de produção aos poucos começam a surgir, como a região de Montenegro, e Gramado dos Loureiros.


- As áreas cultivadas variam a cada ano conforme a demanda de comercialização das cuias, mas ainda podemos incentivar o aumento da produção _ salienta Ilvandro Barreto de Mello, coordenador técnico do Programa Florestal do RS.


O maior desafio, conforme Mello, está no maior aproveitamento do fruto. Hoje, apenas cerca de 40% dos porongos produzidos se transformam em cuia. O restante fica na lavoura ou acaba sendo utilizado para produzir substrato e na jardinagem. Isto se deve a desuniformidade dos frutos e pode ser sanado com melhoramento genético das variedades.


PORONGO

– Plantio – de setembro a novembro

- Colheita – de maio a junho

- Não usar adubo em excesso

- Prefira o plantio na sombra.

- Tamanho, formato e densidade do fruto e espessura do casco definem o valor comercial do produto.

- Área cultivada no estado – 1,6 mil hectares

- Maiores regiões produtoras – Vicente Dutra, Santa Maria

- Produção anual

- Produção média – 12 mil frutos por hectare.

- Mercado – Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Uruguai.


PARA SEU FILHO LER

>A cuia em que você toma chimarrão é feita da casca de um fruto chamado porongo. As sementes do porongo são plantadas e as ramas crescem se enroscando o chão ou em árvores. Quando está maduro, ele tem a ponta cortada e lixada por dentro, para ser transformada em uma cuia.

>O porongo também é usado para fazer instrumentos musicais como os chocalhos e artesanatos com pintura, transformando-os em bonecos.

>Já tentaram fazer cuias de materiais diferentes, como vidro, cerâmica e madeira, mas nenhum deixa o chimarrão tão gostoso quanto o porongo. Quanto mais grossa a casca do porongo, mas gostoso vai ser o chimarrão.

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17 mai15:05

Agricultores realizarão manifestação em Erechim

Nesta quarta-feira, cerca de 1.500 agricultores da região do alto Uruguai ligados à Via Campesina e à FETRAF estarão mobilizados em Erechim. Os movimentos exigem remissão imediata de até R$ 12.000,00 nas dívidas dos pequenos agricultores, assentados e reassentados.

A Via Campesina está propondo a concentração das dívidas vencidas e a vencer em um único contrato, com a remissão de até R$ 12 mil por família e a renegociação do saldo devedor e com o prazo de até 15 anos para pagar, bônus de 30% nas parcelas pagas integralmente e em juro zero. Individualização das dívidas contraídas em grupo ou em aval solidário e o acesso a novos financiamentos.

A pauta foi apresentada pela Via Campesina, Fetraf e Fetag ao governador Tarso Genro, o mesmo se propôs a ajudar nas negociações junto ao governo Federal. Pois os movimentos acreditam que esse é um problema do Estado e não apenas dos agricultores.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), junto com os movimentos da Via Campesina e FETRAF estão realizando atividades em diversas regiões do Rio Grande do Sul.

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13 mai10:28

Da lavoura para a indústria

Marielise Ferreira|marielise.ferreira@zerohora.com.br


Durante o dia, o chapéu de palha e a bota de borracha compõem o vestuário de trabalho de Eloisa Ostrowski, 41 anos. Mas à noite, a lida campeira é substitutída pelas máquinas de uma indústria têxtil, onde costura rendas e sedas que antes via apenas em manequins de lojas e personagens de novelas.



A dupla jornada de trabalho é uma tendência nos municípios do interior, onde agricultores são conquistados pela oportunidade de trabalho que sobra em indústrias. Agregam renda e aprendem uma segunda profissão, mas mais do que isto, participam de uma revolução no mercado de trabalho, que está mudando o perfil de pequenos municípios.


A rotina é levantar cedo, ordenhar as vacas, alimentar suínos e bezerros. Na casa, fazer o almoço, cuidar dos filhos e à tarde, voltar para a roça com o marido: plantar e colher, fazendo girar a propriedade de 37,5 hectares onde são criadas 28 vacas leiteiras e onde são cultivados 12 hectares com soja e milho. Mas às 16h, uma transformação toma conta de Eloisa. De carro ela sai recolhendo as vizinhas e percorre uma estrada de chão batido para pegar o ônibus em Centenário, cidade em que mora, no norte do Estado, que vai levá-las à indústria Brendler, em Erechim, a 40 quilômetros de sua casa.


As vagas para costureira anunciadas em toda a região atrairam a agricultora. A oportunidade de ter salário fixo, carteira assinada, férias e fundo de garantia seduziram Eloisa e outras 20 mulheres do mesmo município. Com o salário de R$800, ela melhorou a propriedade, pintou a casa, comprou eletrodomésticos e roupas para os filhos.


- O que ganhamos em uma safra de milho trabalhando o ano todo, ela ganha em três meses na fábrica, conta o marido Dionísio.


Mas não é só o salário que garante a permanência de Eloísa na indústria, trabalhando das 18h às 3h, em dupla jornada. O trabalho na indústria a faz sentir-se valorizada como pessoa.


- Aqui trabalho com moda, faço coisas lindas que depois vou ver nas vitrines, me sinto realizada _ conta.


A felicidade não é só de Eloísa. O patrão dela, Elói Brendler, proprietário da indústria que produz lingeries e roupas fitness para marcas famosas como a Asics e a Calvin Klein, vem suprindo a falta de mão de obra qualificada de cidades maiores como Erechim, por trabalhadores importados do interior. Mesmo sem experiência, eles contratam e ensinam os funcionários em uma escola que criaram para capacitar os contratados. Hoje, dos 600 funcionários, 30% vem do meio rural.


Bom para Eloísa, bom para Elói, e também para o município de Centenário.


- Eles ganham mais, e vem gastar no comércio da cidade, faz circular a economia também aqui _ conta o prefeito Luiz Alberto Pollon (PT).


Como em todas as relações de trabalho, também esta deve chegar a um novo patamar. Satisfeito com o desempenho das trabalhadoras rurais, o proprietário da Brendler planeja descentralizar células da indústria para alguns municípios da região.


- Elas ficarão mais próximas de casa e estaremos dando uma retribuição social e econômica mais efetiva aos municípios da região_salienta.


COMPETIÇÃO PELA MÃO DE OBRA DO INTERIOR


Os ganhos desta revolução no mercado de trabalho, em que moradores dos municípios do interior passaram a ocupar vagas em empresas de grandes centros, são sentidos nos pequenos municípios, de economia basicamente rural. Os ônibus, cada vez mais lotados, saem diariamente com direção a municípios pólo como Erechim, Passo Fundo, Concórdia (SC) e Chapecó (SC) levando operários. Frigoríficos como a Sadia, a Perdigão e a Aurora são grandes contratantes. Há linhas de ônibus montadas pelas empresas em convênio com as prefeituras para conduzir os funcionários


- Daqui são dezenas de ônibus, que saem de Alpestre, Ametista do Sul, Irai, Nonoai, Ronda Alta, Trindade, levando nossos moradores para trabalhar em cidades grandes, sem que deixem o campo _ conta o prefeito de Rio dos Índios Veloso Batista (PDT).


O diretor da Fiergs, Dirceu Pezzin, avalia que o homem do meio rural surgiu como uma excelente alternativa para suprir a falta de mão de obra das cidades maiores. Tanto, que já existe competição entre as empresas para contratação de funcionários do interior.


O fenômeno teve origem na rotação de operários entre as fábricas, em busca de melhores salários e oportunidades. Com o público que vem dos municípios do interior, a relação de trabalho é diferenciada.


- Normalmente precisam de treinamento, mas aprendem fácil, são muito assíduos e valorizam a relação de emprego e os benefícios que recebem na empresa _ conta Pezzin.


Só na empresa dirigida por Pezzin, a Peccin S.A., mais de 20% dos 700 funcionários, vem de municípios da região como forma de suprir as vagas em aberto. Hoje, são 30 vagas para colocação imediata e outras 100 para o segundo semestre quando a produção será ampliada.

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30 abr15:46

Citricultores da região participam de curso em Erechim

Produtores da região buscam na citricultura uma alternativa de renda. Segundo a Emater, a cultura de citrus envolve pelo menos 3,2 mil agricultores do norte do Estado.  Ao todo, são cultivados mais de 6 mil hectares de citros. Deste total  5,4 mil são de laranjas, com produtividade média de 18 toneladas/ha.  O cultivo de bergamotas contabiliza 98 mil toneladas e limões 8 mil toneladas.


Para debater o tema, produtores participaram de um encontro nesta semana no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre).A capacitação, com aulas teóricas e práticas, foi  ministrada pelos instrutores da Emater/RS-Ascar Nilton Cipriano Dutra de Souza, Cesar da Rosa, Dejamo Buzetti, Clair Bertussi e Ademar Dagios. Entre os temas do curso: a implantação de pomares, botânica, condições climáticas, fisiologia, cultivares, nutrição e adubação da planta, sanidade, custo de produção, mercado e comercialização.

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27 abr09:21

Jovens da região participarão de encontro

Um dos grandes temas da agricultura na atualidade é o problema da sucessão na agricultura familiar e, que será discutido durante o III Acampamento da Juventude da Agricultura Familiar, que acontece nos dias 27 e 28 de abril,
em Concórdia (SC).

Para a coordenadora de Jovens da Fetraf Sul no RS e do Sutraf AU, Ionara Albani, é preciso garantir condições para que os jovens não tenham o êxodo como única alternativa e possam optar por permanecer e viver bem no campo. De acordo com ela, os fatores como a masculinização e o envelhecimento no campo, o intenso processo migratório, as maiores possibilidades de escolarização, maior integração cidade-campo, a insatisfação com o ganho obtido na agricultura, a penosidade e a imagem negativa do trabalho agrícola têm gerado o esvaziamento do meio rural.

Dados apontam que apesar da importância da agricultura familiar, observou-se que a partir da década de 1990, a juventude da agricultura familiar tem deixado a propriedade para encontrar oportunidades mais promissoras de geração de renda fora do meio rural.

- Isso também acontece, porque muitas vezes os jovens são estimulados a sair do campo para estudar, em uma ideia que é reforçada na sociedade de que ser alguém na vida não significa ser agricultor. Ainda mais que a juventude do campo tem tido cada vez menos oportunidades de trabalho, cultura, lazer e saúde – afirma a coordenadora.

Mais de 300 jovens de todos os municípios do Alto Uruguai vão participar do acampamento. São parte dos que ainda permanecem na agricultura e estão se organizando em  coletivos municipais de jovens.

- São os que acreditam que o campo é um espaço gerador de riquezas e que não está desaparecendo, está apenas tomando novas formas, por isso é preciso que juntos e organizados lutem para obter novas conquistas, possibilitando uma vida melhor no campo – finaliza Ionara.

Em Concórdia,  os jovens vão se reunir com  os demais, vindos dos três estados do Sul para participar das palestras e discussões  que abordarão o conceito, contextualização, perspectivas e desafios para os jovens da agricultura familiar.  Outros debates incluem os eixos: juventude e renda;juventude, cultura, lazer e inclusão digital; juventude e políticas
públicas; juventude, educação e qualificação profissional e juventude e meio
ambiente.

Está prevista a participação da secretária nacional da juventude da Fetraf, Severine Macedo, da secretária nacional da juventude da CUT, Rosana Souza de Deus e da professora da Universidade Rural do Rio de Janeiro, Elisa Guaraná. Durante o acampamento, será apresentado o texto base e aprovado para ser entregue na sexta-feira, durante a Jornada de Lutas para a presidente Dilma Rousseff.

Foto do I acampamento da juventude, realizado em Esteio

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23 abr13:59

Produtores de Campinas do Sul participam de curso de Boas Práticas de Fabricação


Quinze produtores ligados a atividade da agroindústria de Campinas do Sul receberam certificados de conclusão do curso de Boas Práticas de Fabricação (BPF).

O curso foi ministrado pelo agrônomo Carlos Angonese e pela coordenadora regional da área de bem-estar social, Fernanda Tacca Angonese, em três etapas. O curso de Boas Práticas de Fabricação é ministrado no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre), coordenado pela Emater/RS-Ascar.


Durante o curso, com aulas teóricas e práticas, são repassados conteúdos de boas práticas agropecuárias e edificações, localização da agroindústria, noções básicas sobre microbiologia, doenças transmitidas pelos alimentos, higienização das instalações, equipamentos e utensílios, higiene e hábitos dos manipuladores.


Produtores ficaram satisfeitos com a capacitação.

- Aprendi muita coisa e vou aplicar na minha agroindústria-  garantiu o produtor Nelson Checato.


A produtora Maria Rempel também elogiou o curso.


- Saímos daqui com mais conhecimento e mais experiência. Vamos levar um pouco de tudo – disse.



Em Campinas do Sul existem 12 agroindústrias. Na aérea de agroindústria familiar, a Emater/RS-Ascar atua elaboração de novos projetos e adequação dos já existentes às normas da legislação, assistência técnica nas linhas de processamento, capacitação e apoio a comercialização, como por exemplo, em feiras do produtor.

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19 abr16:40

Vereadores aprovam repasse de recursos para Simpósio de Bovinocultura


A Câmara de Vereadores aprovou um projeto de lei que autoriza o Poder Executivo Municipal a firmar convênio com Associação dos Médicos Veterinários do Alto Uruguai (Amevau). O convênio tem como objetivo repassar  recursos para a realização do 8ª Simpósio de Bovinocultura de Leite do Alto Uruguai e Fórum Nacional de Lácteos, nos  dias 28 e 29 de junho, no Pólo de Cultura. Os recursos totalizam R$ 15 mil.


A verba será utilizada na elaboração e impressão do material gráfico de divulgação do evento, pagamento de mídia, sonorização e alimentação, conforme dispõe o plano de trabalho apresentado.


A direção da Amevau  acompanhou a votação do projeto e deverá prestar contas dos recursos recebidos em até 30 dias após a vigência do convênio.

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01 abr18:01

Mil e quinhentos peixes são soltos no Rio Uruguai

A bacia do Rio Uruguai recebeu 1,5 mil peixes nesta semana, por meio dos  consórcios Machadinho e Itá e a Tractebel Energia, em parceria com o Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce da UFSC, (Lapad). A ação quer ampliar a população de espécies nativas da região. Foram soltos mil piavas (Leporinus obtusidens), 200 dourados (Salminus brasiliensis) e 300 suruvis (Steindachneridion scriptum).


O projeto de Pesquisa para Manutenção e Repovoamento do Estoque Pesqueiro apresentado pelo professor Evoy Zaniboni Filho, coordenador do Lapad, deu inicio à programação. Nesta ocasião, ele ressaltou sobre a quantidade de peixes no Rio Uruguai antes e após a implantação das usinas Machadinho e Itá.


Por meio de pesquisas é possível afirmar que o número de espécies e as quantidades encontradas na região hoje são maiores do que antes da implantação dos empreendimentos.


- Algumas das espécies que antes encontrávamos com mais facilidade, precisam de correnteza para efetivar a sua reprodução, por isso buscam outros ambientes; por outro lado, várias espécies que antes não encontrávamos, agora facilmente são achadas; ou seja, não apenas a quantidade de peixes aumentou, mas também o número de espécies –  afirma o professor.


A soltura realizada no Dique 1 da Usina Hidrelétrica Machadinho, contou com o apoio das crianças. Uma brincadeira levada a sério pelos alunos da Escola Monteiro Lobato, do município vizinho (Maximiliano de Almeida – RS), que fizeram questão de participar e contribuir com o meio ambiente.


Sobre as espécies soltas


Os peixes soltos são juvenis e tem entre 25 e 30 centímetros. As espécies foram marcadas com uma técnica especial. É possível identificá-los por meio de uma marca localizada no esqueleto e, para isso, é necessária uma análise de laboratório dos ossos da cabeça de cada exemplar. É importante, que a cabeça do peixe capturado seja guardada no freezer ou no congelador da geladeira. As pessoas que pescarem estes peixes devem entrar em contato pelo telefone 0800.6440026. Quem colaborar ganhará um brinde especial dos Consórcios. Mas o mais importante é que estará contribuindo para o acompanhamento e a avaliação do sucesso do repovoamento das espécies.

Esta não é a primeira vez que o trabalho realizado no Lapad devolve os peixes ao seu habitat. Em maio de 2004, cerca de três mil piracanjubas foram soltas no reservatório da Usina Hidrelétrica Itá, iniciando o processo de repovoamento dessa espécie. Já em 2007, seis mil dourados e grumatões ganharam as águas do Rio Pelotas e do reservatório da Usina Hidrelétrica Machadinho.



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31 mar15:44

Produtores buscam qualificação para expandir no setor leiteiro

José Quintana Jr., RBS TV

A produção de leite aumenta em média 7% ao ano, no Alto Uruguai. Com crescimento do setor, técnicos da Emater e cooperativas da região buscam a qualificação do produto, para começar a ganhar espaço no mercado exterior.


A família de Odair Gaboardi vive do campo há algumas gerações , mas a produção de leite começou apenas há sete anos. No começo eram obtidos cerca de 259 litros de leite por mês. Hoje, a produção mensal ultrapassa os 27 mil litros.


O crescimento da produção está atrelado ao aumento de preço no mercado. Em 2010 eram pagos em média R$0, 53  pelo litro de leite. Este ano, subiu para R$0,62.


Segundo os técnicos da Emater, a maior preocupação nesta época do ano não é com o preço, mas sim com a diminuição na produção de leite. Os produtores precisam reforçar a alimentação do gado, porque há uma redução natural da pastagem para os animais.


Com a diminuição de pasto do verão, e a chegada do outono o alimento natural do gado acaba reduzindo. O que pode gerar, além da perda de produção, doenças para os animais.


- A perda que nós temos não é só na produção de leite, é uma perda de reprodução, da imunidade, o emagrecimento dos animais, que às vezes, leva quatro a cinco meses para recuperar-  diz o médico veterinário, Valmor Gasparin.


A orientação dos especialistas é investir em cilagem e ração durante o ano, para evitar as perdas do  frio. Outra preocupação com o reforço alimentar do gado, é para se obter mais qualidade do leite, e assim alcançar mercados de fora do país, como a Ásia e leste Europeu.


- É fundamental o produtor ter assistência técnica para evoluir na produção  e na qualidade buscando um mercado externo. Outros países e estão consumindo mais leite, fala o presidente da Cooperal, Edson Sirena.


Hoje são produzidos em média um milhão de litros de leite por dia, no Alto Uruguai.

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