
Crédito: Tiago Lima/ Divulgação
Ela vem de um Estado muito conhecido por ter uma grande tradição em axé music. Embora a Bahia seja um dos berços do samba, Mariene de Castro teve que resgatar o samba baiano, e já tem credenciais para se firmar entre os grandes nomes do gênero no Brasil. Em 2005, o disco Abre Caminho foi premiado como o melhor álbum regional no Prêmio TIM de Música. No mesmo ano, a artista comandou a Lavagem da Igreja de Santa Madalena em Paris, uma festa espelhada na Lavagem do Senhor do Bonfim. Em 2006, participou da gravação do DVD Beth Carvalho Canta o Samba da Bahia. Em 2008 fez uma turnê pela Espanha e cantou na trilha do longa metragem Mujeres Del Mundo, com a música Elas Contam, e na trilha sonora do filme Ó Paí,Ó, com a música Ilha de Maré.
Com 15 anos de carreira, vários prêmios de reconhecimento e uma carreira de sucesso, Mariene agora lança Santo de Casa - Ao Vivo. Com 15 faixas, o CD foi produzido pela própria artista, em parceria com o músico Gerson Silva, com direção musical de Jurandir Santana e conta com participações especiais de Dona Nicinha de Santo Amaro, Rita da Barquinha, Ganhadeiras de Itapoan, Grupo Pim e Vozes da Purificação. Mariene ainda estrelará em 2011 o longa-metragem Quase Samba, de Ricardo Targino, na qual interpreta uma cantora de samba.
Confira a entrevista que Mariene concedeu ao Escuta Essa:
Escuta Essa- Como representante da nova geração do samba da Bahia, como você vê a evolução do movimento por aí?
Mariene de Castro- Depois da Velha Guarda, não se falou muito em samba neste últimos 20, 30 anos. Hoje, depois de 13 anos de carreira e de uma construção de carreira, tenho um trabalho reconhecido. Como exemplo, posso citar o projeto Santo de Casa, que acontece há seis anos e mostra o samba da Bahia. O povo baiano se reconhece nele, e as particularidades que o samba da Bahia tem, mostram a força que o samba tem.
Escuta Essa- A Bahia tem uma imagem muito vinculada ao Axé Music. Isto acaba prejudicando o Samba?
Mariene- Quando fui para a França, notei que a visibilidade do Axé é maior, claro. Acredito que o samba ficou um pouco à margem, até pela própria rejeição que o samba tem desde sempre. É um gênero marginalizado, é muito estranho ver que a Bahia, que é o berço do samba, acaba passando por esta situação contraditória.
Escuta Essa- E como está a repercussão do disco, principalmente no Centro do País?
Mariene- Senti uma crítica muito boa de Rio de Janeiro e São Paulo. Aliás, desde o meu outro disco, Abre Caminho, o retorno já foi muito legal.
Escuta Essa- E existe alguma possibilidade de fazer show no Rio Grande do Sul?
Mariene- Estou começando a me programar para isso. Estou com um nenê recém nascido, divulgando o disco. Farei shows em dezembro, e ainda vou gravar meu segundo filme, Quase Samba, do cineasta Ricardo Targino.