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Bálsamo de poesia

29 de maio de 2012 0

Crédito das fotos: Dudu Leal/ Divulgação

Por Mariana Mondini *

A mistura de dois violões, dois microfones e dois ícones da MPB só poderia resultar em poesia para os ouvidos. Toquinho e João Bosco deixaram o público que lotou o Teatro do Sesi, no último sábado, hipnotizado com tanto talento reunido em um só palco.   O show marcou os 15 anos do teatro.
Antonio Pecci Filho, o Toquinho, foi o primeiro a se apresentar. De cara, brindou a plateia com hits como Samba de Orly, Que Maravilha e Eu Sei que Vou te Amar. Ainda sobrou tempo para canções infantis, como Aquarela e O Caderno, levando às lágrimas os mais nostálgicos. Entre uma música e outra, histórias pitorescas dos tempos em que foi parceiro de nomes como o de Vinícius de Moraes e Tom Jobim.
-Para mim, isso é melhor do que trabalhar- brincou Toquinho.
Para introduzir a entrada de João Bosco, os dois tocaram juntos Tarde em Itapuã.  João Bosco, que está completando 40 anos de carreira, foi acompanhado por um coro que sabia de cor suas letras mais elaboradas, como em Desenho de Giz e Papel Marché. O mineiro ainda rasgou elogios a Elis Regina. O ponto alto, inclusive, foi quando a plateia cantou do início ao fim O Bêbado e a Equilibrista, imortalizada pela Pimentinha.
Para o "gran finale", a dupla fez um combinado de canções que marcaram época, como Saudosa Maloca e Chega de Saudade, além de uma homenagem a Lupicinio Rodrigues, com Se Acaso Você Chegasse.
Aplausos em pé foram a retribuição ao bálsamo de poesia.


*Mariana Mondini é repórter do jornal Diário Gaúcho.

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