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Grêmio já fura retrancas. Problema é outro!

01 de junho de 2018 1
LUAN

Foto: Lucas Alves – Ag.RBS

Se debate atualmente que os adversários jogam contra o Grêmio de forma retrancada, com estratégias defensivas mais conservadoras, e assim o Tricolor não consegue fazer os gols necessários para vencer as partidas.

De um lado, isto é verdade: as propostas do Fluminense de Abelão ou do Internacional no GreNal 416 foram extremamente defensivas, impondo dificuldades `a construção ofensiva gremista. Mas de outro lado, esta é mais uma FALSA PERCEPÇÃO do futebol.

Digo isso porque o Grêmio CONSEGUE FURAR AS RETRANCAS impostas a ele. O problema não é esse! O problema é que o time de Renato não consegue converter as chances criadas em gols. Está faltando um apuro no fundamento das finalizações. Vamos `as explicações.

MUITAS CHANCES, POUCOS GOLS

No Brasileiro deste ano, o Grêmio tem uma média de ONZE finalizações por jogo e um aproveitamento de 38%. Ocupa o 13o lugar neste quesito. Ano passado a média tricolor era de 42%. O Sport Recife lidera com 49% de aproveitamento e 14 finalizações, o AtléticoMG tem 45% e 15 finalizações e o Corinthians é mais econômico: 44% e 7 finalizações na média.

Além disso, o tricolor é 11o ataque da competição com OITO gols marcados.

Utilizando o índice de performance que mede o Valor Esperado de Gol (Expected Goal – xG) através da ferramenta QUASE GOL (entenda AQUI como funciona), podemos medir a probabilidade de gol das finalizações tricolores nas partidas.

E o que se nota é que o Tricolor cria MUITAS e BOAS chances durante as partidas. Mas não consegue as converter em gols.

Contra o AtléticoPR por exemplo, foram VINTE finalizações, sendo 6 certas e 14 erradas. Aproveitamento de 30%, abaixo da média do time. O xG total desse jogo foi 4,68 – ou seja, o Grêmio produziu para marcar 4 gols pelo menos. Mas não fez nenhum. Faltou apuro na finalização. Em média cada finalização teve 23% de chance de gol.

xAPR

Print twitter xAtléticoPR

Contra o Santos, a bola entrou. Foram DEZESSETE finalizações, sendo 8 certas e 9 erradas. Aproveitamento de 47%, acima da média. O xG total foi 5,34 – ou seja, produziu para marcar 5 gols pelo menos. E fez os cinco! Em média, cada finalização teve 31% de chance de gol.

xSantos

Print xSantos

ODAIR E ABEL ESTACIONARAM O BUSÃO

Os times mais eficientes defensivamente contra o Grêmio foram o Inter e o Fluminense. Coletivamente bem organizados, fechando bem espaços e linhas e dando a impressão de que o Grêmio não entraria em seus domínios.

Pois bem, o tricolor FUROU essas retrancas, mesmo com toda a qualidade delas.

Contra o Inter, foram ONZE finalizações, sendo 1 certa e 10 erradas. Aproveitamento pífio de 9%. O xG total foi de 3,077 - ou seja, produziu para marcar 3 gols pelo menos! Mas não fez nenhum. POR QUE? Além dos polêmicos penaltis não marcados, faltou QUALIDADE nas finalizações. Em média, cada finalização teve 28% de chance de gol.

GRE xGINT

Finalizações Grêmio no GreNal 416

Já contra o Fluminense, foram DEZENOVE finalizações, sendo 6 certas e 13 erradas. Aproveitamento de 31%, abaixo da média tricolor. O xG total foi de 4,87 – ou seja, produziu para marcar 4 gols pelo menos. Mas, novamente, não fez nenhum.

Culpa do “retrancão do Abelão”? Não há como não reconhecer a boa organização defensiva carioca, mas o GRANDE problema foi a FALTA DE QUALIDADE TÉCNICA nas finalizações gremistas. Em média, cada finalização teve 25% de chance de gol.

GRE xGFLU

Finalizações Grêmio xFluminense

RESUMINDO: FALTA TREINAR FINALIZAÇÕES

Podemos AFIRMAR o seguinte:

- Grêmio tem aproveitamento BAIXO das finalizações (38%)

- Grêmio tem xG médio de 3,87 por partida – ou seja, deveria marcar pelo menos 3 gols por jogo. Mas a média de 1 gol marcado apenas. Cria situações para marcar, mas não converte.

- Média de 28% de chance de gol por finalizações. Pode melhorar isso, criando chances mais claras – aqui SIM entra a preponderância das estratégias do adversário, que pode impedir que Grêmio crie chances mais claras.

- Contra Santos xG total foi 5,34, contra Fluminense foi xG total 4,87. A diferença é mínima nas chances criadas. A questão é que contra o primeiro, se ACERTOU mais finalizações que contra o segundo: 47% x 31%.

Comentários (1)

  • Marcelo diz: 1 de junho de 2018

    Espero que o Renato mande a turma treinar chutes de todas as distâncias. Aquela do cebolinha sem goleiro me fez abrir os olhos, o Andre não chuta, Luan não bate forte, Maicon às vezes acerta, Arthur é tímido. Alisson e Ramiro chutam bastante, parece que o Taciano também. O Thony Anderson ainda não percebi se chuta de longe. Jaílson raramente tenta, os laterais raríssimas vezes, têm que Kaneman e Geromel driblar, às vezes. MAS AINDA ACREDITO EM MAIS UM TÍTULO. Valeu Gufo!

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