OK, a Oktober acabou, minha gripe passou e a gente vai entrando naquela ressaca de 353 dias até outubro do ano que vem, quando começa tudo outra vez. Me diverti muito por aqui, tenho que admitir. É uma tristeza encerrar os trabalhos no Esquenta.
Vou concluindo (posso mudar de ideia e postar mais alguma coisa) com um balanço bem pessoal da 26ª Oktoberfest. Foi assim que percebi a festa nos 12 dias que estive lá. Vou separar os pontos fortes e fracos, na minha avaliação. Nos comentários, concordem, discordem e apresentem os pontos positivos e negativos na análise de vocês.
Como diz o Valther, a Oktober é de todos nós. Por isso, podemos dar tantos pitacos quanto quisermos. É bom para a festa.
GOSTEI
DJs
A polêmica foi incitada muito mais por quem nem sequer foi no Setor 3 conferir do que por aqueles que realmente estão preocupados com as características tradicionais do evento. Não curto música eletrônica, mas os DJs foram um suspiro de originalidade numa Oktoberfest que careceu de inovação.
Ampliação do Biergarten
O espaço está consolidado. Às segundas e terças, quando idosos não pagaram entrada, era o ambiente mais divertido.
Segurança e limpeza
A organização se supera, ano após ano.
Trajes típicos
Nunca vi tanta gente vestida tipicamente. Mesmo quando as roupas não são tão típicas assim, pelo menos deixam os pavilhões mais coloridos.
Ingresso antecipado
Não fossem eles, a confusão no feriadão teria sido muito maior. A venda antecipada precisa continuar ano que vem, quando aqueles que enfrentaram fila lembrarão do aperto deste ano. Melhor ainda se a organização desse um desconto de R$ 2 ou R$ 3 para quem comprasse antes.
NÃO GOSTEI
Cerimônia de abertura
Não consigo entender por que a maior festa alemã das américas não tem uma cerimônia de abertura decente. Um momento que deveria ser planejado, caprichado, grandioso, não passa de um ato simbólico. O público tem a expectativa de presenciar um espetáculo, mas encontra uma bica de chope, um punhado de políticos e a pobre da rainha tendo que sorrir. Um grupo de harmônicas, uma apresentação teatral dos clubes de caça e tiro, homenagens a grandes figuras blumenauenses, um espetáculo diferente de dança... Sei lá. Inventem algo.
Incerteza nos desfiles
Inconcebível o que houve no último desfile. Não entrarei nos pormenores sobre o protesto dos desabrigados, mas uma coisa é certa: a organização precisa definir um procedimento padrão. Até domingo, funcionava assim: meia hora antes do desfile, toda a imprensa era avisada se o evento estava confirmado ou não, de acordo com as condições do tempo. A informação era disseminada imediatamente à população.
Recebi uma mensagem no meu celular às 9h43min de domingo, enviada pela organização, informando que a parada estava suspensa. Olhei pela janela e não entendi nada. Quem estava na Rua XV entendeu menos ainda.
Qualidade das bandinhas
Meus argumentos foram devidamente expostos nesse post aqui.