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Posts com a tag "zeitung"

Se encontre nas fotos do Santa no Facebook

18 de outubro de 2012 1

Vida de fotógrafo do Santa não é fácil na Oktoberfest, viu?! Todo mundo quer registrar o momento alegre de estar na festa e quando vê alguém com uma câmera profissional, pronto, os pedidos por um clique chegam aos "litros". Já que até explicar que ele está ali para pautas jornalísticas e não para aquele tipo de registro demoraria demais, o jeito é tirar logo a foto mesmo e eternizar o sorriso dos foliões.

>>>>> Acesse aqui o Álbum Cliques da Oktoberfest <<<<<<<<<<

Foliões se divertindo no Setor 1 / FOTO: Gilmar de Souza

Mas poucas fotografias dessas eram usadas. Agora isso mudou. O Zeitung montou um álbum com centenas de fotos do público e a gente convida você a se identificar e marcar a imagem que você aparece. Pra descobrir se você foi clicado, é só ir até a página do Santa no Facebook e procurar pelo álbum Cliques da Oktoberfest. Ah, não esquece de curtir a página e de se marcar nas fotos em que você apareça!

Relembre histórias curiosas da Oktober registradas em 25 anos de Zeitung

21 de outubro de 2011 0

Entre as alterações de nome de Oktoberfest Zeitung e Fest Zeitung, o caderno virou finalmente Oktoberzeitung. Em 25 anos, o Zeitung, criado para acompanhar a Oktoberfest blumenauense, mudou para seguir o ritmo da festa e dos leitores.

A primeira edição, publicada em 1986, já mostrava que o caderno não seria um simples informativo da Oktober, mas sim uma referência para os foliões. Ao longo da história, o Zeitung publicou informações inusitadas que fizeram parte da festa blumenauense.

Blecaute na festa

Em 1989, a luz acabou em três momentos na noite de 7 de outubro. Foram 50 minutos em que os pavilhões ficaram sem energia elétrica.

Choppoesia

A Associação de Poetas Independentes organizou em 1986 o Choppoesia. Os interessados podiam mandar poemas com temas relacionados ao chope. Os vencedores eram agraciados com um prêmio em dinheiro e apresentados durante a festa.

Esquadrilha da fumaça

Assim como a apresentação da Pirâmide Humana, que esteve nos desfiles de 2010 e 2011, em 1987 a Esquadrilha da Fumaça foi quem animou o público. Os aviões sobrevoaram os antigos pavilhões da Proeb, hoje Parque Vila Germânica.

Muralha da morte

Dois motociclistas rodando em um paredão de madeira em plena Oktoberfest. Em 1989, isso foi realidade. Sem horários definidos, as apresentações encantavam o público.

Patinação no gelo

Uma das atrações da festa de 1987 foi a patinação no gelo. O Holiday On Ice agradou o público e ainda proporcionou tombos e risos para os praticantes e quem estava assistindo.

Vai um banho aí?

A dona de uma residência em frente aos pavilhões do atual Parque Vila Germânica, na época chamado de Famosc, disponibilizou um chuveiro para que os foliões pudessem tomar um banho depois da festa. Em 1991, a proprietária colocou uma placa em frente da casa para atrair os interessados.

Copos reaproveitados

Os copos descartáveis usados na festa de 1989 foram reaproveitados. Eles tiveram como destino o Rio Grande do Sul, onde foram usados para a confecção de solas de chinelos e sapatilhas.

Lotérica na Oktober?

Sim. Uma lotérica fazia parte da estrutura da Oktoberfest em 1989. O local era onde os foliões faziam apostas. Em 1991, um sorteio da raspadinha parou os pavilhões na Oktober.

Freddy Quinn

No ano de 1993, a festa era feita no Celeiro do Vale, no Bairro Salto do Norte. Lá, o famoso cantor alemão Freddy Quinn se apresentou. Pela primeira vez no Brasil, ele cantou na Oktoberfest dos Bons Tempos, uma espécie de evento paralelo, promovido pelo empreendimento.

Pronto-socorro da costura

Em 1987, se você estivesse na festa e rasgasse a camisa ou perdesse um botão da blusa, o pronto-socorro da costura era a solução para os seus problemas. Duas costureiras de plantão ficavam à espera de quem precisasse do atendimento de última hora.

Colunista do Zeitung comenta a diferença de tratamento de cachorros de estimação entre a Alemanha e o Brasil

21 de outubro de 2011 3

Melhor amigo

O melhor amigo de qualquer alemão é o seu cachorro. Não tente explicar que no Brasil é comum haver animais usados como guardas, que dormem fora de casa: é algo que não vai acontecer na Alemanha. Primeiro pelo rigor do inverno, claro. Depois pelo status que os cãezinhos têm. Por lá, não existem animais de rua. Para ter o seu companheiro, é preciso pagar um imposto anual – que pode variar de R$ 150 a R$ 400 dependendo do Estado. Além disso, em muitas cidades, já há leis que obrigam o cachorro a passar por uma escola – a Hundschule – para andar com o dono em espaços públicos. Nesses locais, se o cachorro morder alguém ou for flagrado sem a documentação em dia, as multas podem ser bem salgadas.

Vaivém

Os cães andam de trem, de ônibus, de bicicleta. Frequentam restaurantes, bancos e outros serviços públicos. Via de regra, são aceitos em todos os lugares, a não ser que haja uma placa explicando que não podem entrar. Supermercados são espaços vetados aos amigos de quatro patas e onde os cães esperam do lado de fora, juntos, sem brigas.

Algumas vezes há pequenos cercados com água e ração oferecidos como cortesia. Se os cães refletem o comportamento dos donos, isso explicaria em grande parte o fato de não se ouvir qualquer latido pelas cidades. Mas nem pense em chamar, acariciar ou fazer gracinhas para os cães alheios. Além do animal dificilmente dar atenção a estranhos, alemães não gostam desse tipo de intimidade com os seus bichinhos.

Vai um remedinho ai?

Passear pelas ruas do Centro de Blumenau é sempre uma experiência renovada. Se olhar for voltado para as lojas, fica difícil de ignorar a quantidade de farmácias. É um exagero. É chocante até.

E essa proliferação desmedida de pontos de venda de remédio reflete, certamente, a abundância de clientela e o uso desmedido dos produtos. Na Alemanha as coisas são diferentes. A lista de remédios vendidos sem receita é pequena e constam analgésicos, pomadas para batidas, antiácidos e alguns xaropes para tosse e antialérgicos leves, por exemplo.

Três escolas

O sistema de ensino alemão é motivo para discussões ferrenhas. De acordo com a Unesco, não se trata do melhor do mundo: ocupa a 13ª posição – um sétimo lugar na Europa –, mas está bem acima da vergonhosa 88ª colocação do Brasil, em um ranking divulgado em março. O que difere mesmo é a separação feita logo após o fim do quarto ano, de acordo com o rendimento escolar das crianças.

Os melhores alunos vão para o Gynamsium, onde são preparados para o Abitur, uma prova cuja nota é usada para a seleção nas universidades. A decisão de onde estudar é feita pela escola e a pressão da família é grande nos estudantes dos primeiros anos para assegurar um futuro promissor. Em qualquer uma das Gesamtschule, como são chamadas as escolas, o primeiro dia de aula é sinônimo de festa: as crianças ganham sacolas em forma de cones com doces e presentes, a tradicional Schultüte.

Público, mas pago!

E quem pensa que o sistema de saúde pública da Alemanha é perfeito, certamente não vive por lá. Não se trata de comparar com a realidade brasileira – que tem muita coisa para melhorar, mas também merece elogios em alguns aspectos.

O fato é que não existe saúde pública gratuita em terras germânicas. O governo é o maior provedor ainda, mas vende os serviços de planos de saúde como qualquer outra empresa privada. E o preço é salgado. Para estudantes, em torno de R$ 175. Para quem passou dos 30 anos, as taxas ficam em torno de R$ 350 por mês.

Os planos de saúde do governo subsidiam o preço de uma série de remédios. Para quem precisa ir à farmácia com receita médica de um plano privado, os valores chegam a cinco vezes mais pelo mesmo produto e nem sempre são reembolsados. Quem quer fazer turismo na Alemanha deve lembrar de ter um seguro de saúde, obrigatório para a estada no país.

Diz o ditado:

Mit jeder neu gelernten Sprache, erwirbt man eine neue Seele

Com cada nova língua aprendida, se ganha uma nova alma

Ivana Ebel é jornalista e vive na Alemanha. Blumenauense, está na cidade natal para a Oktober e para escrever no Zeitung

Colunista do Zeitung fala sobre o repertório de músicas alemãs da Oktoberfest

20 de outubro de 2011 2

Repertório alemão

A discussão sobre o repertório da Oktoberfest deve ter nascido junto com a festa. Há quem defenda ritmos exclusivamente alemães. Outros aceitam uma versão "Polka" de sucessos nacionais e internacionais. O que parece estar fora da pauta é discussão em torno da diversidade do repertório. Quem percorre os pavilhões pode acreditar que só existem três músicas na Alemanha: Rosamunde, Ein Prosit e Zigge-Zagge Hoi, Hoi, Hoi, do Kristall Quintett. O problema não está em restringir os ritmos: o que falta para deixar a festa animada é pesquisa e um novo repertório.

Quer tocar rock, funk, rap? É só tocar em alemão e juntar nuances da Alemanha moderna às marchinhas e outros ritmos alpinos. É possível dar toques mais irreverentes sem deixar de lado a tradição: existem centenas (milhares!) de outras canções típicas. Além disso, por que não os sucessos atuais? Das Geht Ab pode ser uma opção: essa fez sucesso há uns dois verões, mas ainda toca nas rádios e ninguém fica parado ao som do refrão pegajoso. Mais um? A canção Satellite, que levou a jovem Lena a vencer o Eurovision de 2010: ela canta em inglês, mas trata-se de conectar a festa de Blumenau com o que faz a Alemanha cantar junto e cair na dança hoje em dia.

Gosto musical

Se a moda alemã parou nos anos 80, o gosto musical não difere tanto . Assim como o Brasil dança ao som das festas bregas ou músicas com mais de 20 anos, por lá o estilo também faz sucesso e, ao lado de canções românticas e hits de outras épocas, pode ser resumido em uma expressão: Schlager. Talvez a mais famosa _ uma espécie de Fogo e Paixão alemão _ seja Marmor, Stein und Eisen Bricht. É aquele tipo de música que todo mundo diz que não gosta, mas quando toca, todos cantam. Mas há também coisas impossíveis de explicar. Uma delas é a paixão alemã pelo ator David Hasselhoff _ o salva-vidas fortão de SOS Malibu _, que na Alemanha fez sucesso como cantor no final dos anos 80. O hit Looking for Freedom é considerado um dos hinos da queda do Muro de Berlim e empata em popularidade com o bizarro Hooked on a Feeling (vale procurar o clip na internet e ter uns minutos de puro riso). Pra fechar a lista de sucessos improváveis, Take Me Home, Country Roads , de John Denver é sempre cantada em coro seja nas rodas de violão ou nas inúmeras vezes que ecoa pelos pavilhões da Oktoberfest de Munique.

Seleção

Outra coisa difícil de entender é narrador de futebol na TV alemã: não pelo idioma em si. Difícil é entender o que eles passam fazendo a maior parte do jogo, já que o silêncio impera por longos intervalos e até um espirro tem mais força que o grito de go. A parte cômica (ou trágica) fica por conta dos jogos do Brasil que são televisionados por lá. Primeiro, que para os alemães, Seleção é o nome do time do Brasil: na verdade, eles falam algo do tipo "Zêlêzáo". Neste caso, a recíproca é verdadeira: já vi muito jornalista brasileiro chamando o time alemão de "Mannschaft". National Elf pode, mas Mannschaft quer dizer apenas "equipe" e pode ser qualquer uma, até mesmo fora de campo. Os narradores alemães também gostam de brincar com as palavras estrangeiras e, entre os comentários, volta e meia sai algo do tipo "jogo bonito", com todo o sotaque que se possa colocar. Se bem que ultimamente os alemães têm feito mais disso que os brasileiros...

Paladar brasileiro

Quem muda de país sempre fica com aquela nostalgia da comidinha de casa. Na Alemanha isso não chega a ser um problema. É só saber cozinhar aqui, já que os ingredientes mais exóticos aos olhos germânicos podem ser encontrados nos mercados maiores, casas naturais, mercados asiáticos e mesmo casas especializadas em produtos brasileiros e portugueses, mas grades cidades. Tem feijão, farinha, polvilho, leite condensado, aipim, azeite de dendê e até rapadura. O nosso paladar, no entanto, causa um certo estranhamento. Feijoada é considerada diferente. Pão de queijo ganha elogios. Mas tente oferecer espetinhos de coração de galinha e prepare-se para ver a expressão pouco receptiva a essa iguaria tão brasileira: a maioria dos alemães faz carinha de nojo. Nem o brigadeiro recebe aprovação unânime: muito doce para o paladar de lá.

Morgen, morgen, nur nicht heute, sagen alle faulen Leute.

Amanhã, amanhã, só hoje não, dizem todas as pessoas preguiçosas.

Traje de papel: Rainha conquista a segunda medalha de ouro nas Olimpíadas do Zeitung

14 de outubro de 2011 0

Rainha conquistou a segunda medalha de ouro

O chapéu usado na prova era aquele que saiu na capa do Santa no dia 6, data da abertura da Oktoberfest. Um cronômetro, uma capa do jornal para cada um e começou a confecção do chapéu.

Cada um buscou uma tática. Ricardo Pelegrini, o Braço, tentou dobrar bem nos pontilhados para dar mais segurança ao chapéu. A força dele não ajudou muito e ele ficou apenas com o terceiro lugar. Talvez fosse melhor a delicadeza. Foi o que mostrou a Rainha da Oktoberfest, Cristiana Krüger. Em 45 segundos ela montou o chapéu e colocou na cabeça. Segunda medalha de ouro para ela nas Olimpíadas do Zeitung.

Depois de pronta, acompanhou os adversários ao lado e chegou a esquecer que estava competindo e, sem querer, deu gritos na plateia ajudando os colegas a montar. Um dos (quase) beneficiados pelas dicas da Rainha foi Francisco Fresard, o Pancho. A Rainha tentava ajudar, mas mesmo assim ele teve o pior desempenho da prova. Antes de acertar as marcas, fez uma tentativa frustrada de colocar o chapéu na cabeça. Assim que ele vestiu a alegoria, o papel se abriu e ele precisou montar novamente.

A concentração de Alberto Lopes não foi a melhor tática. O torcedor do Metropolitano fez apenas o quarto melhor tempo. A feminilidade deve ter sido o fator diferencial nesta prova. A Miss Santa Catarina, Michelly Bohnen, montou rapidamente o chapéu e conquistou sua primeira medalha, a de prata. Ainda faltam duas provas e o grande vencedor será premiado com a Medalha Horácio Braun.

Assista à performance dos competidores das Olimpíadas do Zeitung - Medalha Horácio Braun na prova do chapéu:

Colunista do Zeitung compara o funcionamento do transporte público na Alemanha e em Blumenau

11 de outubro de 2011 11

Ivana Ebel
Ivana Ebel

A bicicleta é parte importante do dia a dia dos alemães. Crianças, jovens, adultos de todas as profissões, pais rebocando carrinhos de bebês e mesmo pessoas muito idosas não abrem mão desse meio de transporte, nem mesmo sob os dias mais rigorosos de inverno. Há ciclovias em quase todas as cidades, bem sinalizadas para o tráfego e com espaço para guardar as bicicletas nos arredores das estações de trem. Como por aqui, na Oktoberfest, os alemães não abrem mão de decorar suas “magrelas”: na chegada da primavera, elas ganham flores nos guidões, cestinhos e mesmo entre as rodas.

E se for passear pela Alemanha, fique atento: as faixas vermelhas nas calçadas são exclusividade delas e quem invade leva uma buzinada! Além disso, para pedalar é preciso usar o lado correto da via, ter buzina, luzes e freios em ordem. Para a falta de cada equipamento a multa começa em 10 euros (quase 25 Reais).

Alemães usam bicicleta até no inverno
Alemães usam bicicleta até no inverno

Ir e vir

Blumenau enxerga a Alemanha como espelho e, seja pela preservação da tradição dos colonizadores – ou copiando elementos mais recentes da cultura do Velho Mundo –, emula a gastronomia, a dança e tantos outros elementos de lá. Mas deveria copiar mais e não se manter apenas no aspecto cultural: pensar de um jeito um pouco mais alemão na hora de ir e vir traria uma sensível mudança na qualidade de vida de toda a cidade. Uma pesquisa recente da Escola Superior de Economia em Bergisch Gladbach mostra que os carros estão perdendo importância para os alemães.

Símbolo de status

Enxergar o carro como um símbolo de status era um comportamento comum entre os anos 60 e 80 na Alemanha. Atualmente, o número de jovens que faz a carteira de motorista e que planeja comprar um veículo cai significativamente: entre 30% e 40% dos jovens alemães que vivem em centros urbanos não têm qualquer intenção de possuir um automóvel. São outros objetos de desejo – muito mais inofensivos! – em evidência: celulares inteligentes e computadores tablet. Enquanto isso, Blumenau se torna intransitável...

Painéis informam horários dos ônibus na Alemanha
Painéis informam horários dos ônibus na Alemanha

Pra onde eu vou?

Há mais cultura alemã a ser assimilada por Blumenau. Coisas simples e sem uma demanda elevada de investimentos públicos, até mesmo para melhorar o transporte. Na Alemanha, há um planejador de viagens de abrangência nacional: www.fahrplaner.de. É só incluir o endereço de partida e o de chegada para ter informação de linhas, horários e melhores conexões. Nas estações, a informação está em cartazes que seguem o modelo de mapa de metrô mesmo em cidades servidas apenas por ônibus.

Tem ônibus?

Estimar o horário em que o ônibus alcança cada um dos pontos não parece ser uma tarefa tão hercúlea. Saber exatamente a que horas vai chegar o próximo transporte estimula o uso dos coletivos. Na Alemanha, isso tem importância dupla. Quando os placares eletrônicos informam algum atraso a agitação começa na plataforma e o condutor do trem vai enfrentar caras azedas na chegada. A pontualidade também é importantíssima nas temperaturas abaixo de zero, pois ninguém aguenta ficar esperando muito tempo sem congelar.

Diz o ditado:

Fahre wie der Teufel, und du wirst ihn bald treffen.

Dirija como o diabo e em breve te encontrarás com ele.

Ivana Ebel é jornalista e vive na Alemanha. Blumenauense, está na cidade natal para a Oktober e para escrever a coluna Conexão Alemanha no Oktoberzeitung

A colunista do Zeitung fala sobre as festas de tradição alemã espalhadas pelo mundo

10 de outubro de 2011 0

Ivana Ebel

A mais antiga

A Oktoberfest de Munique começou a ser celebrada em 1810. Este ano, na 178ª edição, recebeu quase 7 milhões de visitantes e encerrou no dia 3 de outubro. É a maior festa popular da Alemanha, mas não a mais antiga. No outro extremo do país, em Bremen, outubro também é mês de festa desde o ano de 1035 e, em 2011, a Freimarkt _ que começa dia 14 e vai até o dia 30 _ chega à 976ª edição. A festa é considerada a Oktoberfest do Norte, ocupando uma área de mais de 100 mil metros quadrados com cerca de 350 atrações. A Freimarkt começou com a abertura do comércio da cidade para mercadores de outras localidades: um dia ao ano, todos tinham o direito de vender seus produtos sem impostos. Em volta da feira livre, barracas comercializavam comida e bebida, rodeadas por tendas de jogos de azar, sortistas, shows de bizarrices e atrações de mundos distantes.

Freimarkt

A festa do Norte

A Freimarkt pode ser mais modesta que a Oktoberfest de Munique, mas não menos charmosa. A entrada para a folia é gratuita. As edições modernas têm pouco a ver com o passado mercantil e se parecem muito mais com os festejos do Sul: desfiles pela cidade, ruelas de barraquinhas, parque de diversões e tendas gigantes com música ao vivo. Se em Munique os pesados canecos, que vazios chegam a 1,2 quilo _ levando a maioria dos visitantes a beber sentado _ em Bremen a cerveja é servida em copos de meio litro, bem mais leves, deixando a festa dentro dos pavilhões com um clima mais blumenauense, por que não dizer? O site oficial da festa é www.freimarkt.de (em alemão).

Oktoberfest de Munique

Segunda maior Oktoberfest

Que a Oktoberfest de Munique é o maior festival de cerveja e tradições alemãs do mundo, não restam dúvidas. Também é fato que muitas festas foram inspiradas por ela. Mas e a segunda maior? No site oficial da Oktoberfest Blumenau (www.oktoberfestblumenau.com.br), a página de abertura informa que se trata da "Maior festa alemã das Américas" e a expectativa é de receber 600 mil foliões em 18 dias. Mas não é a única na briga pelo posto. As cidades irmãs de Kitchener-Waterloo, no Canadá, estão neste momento celebrando a 43ª edição da Oktoberfest e recebem, anualmente, entre 700 mil a 1 milhão de visitantes. Kitchner-Waterloo afirma ter "o maior festival bávaro do Canadá".

Lá e cá

Comparar um pouco das duas Oktoberfest que brigam pela vice-liderança _ a de Blumenau e a canadense _ parece inevitável: por aqui, a beleza germânica é representada pela rainha e princesas. Por lá, todos os anos é eleita a Miss Oktoberfest. Nas ruas de Blumenau, o Vovô Chopão é ícone da festa. Os canadenses se divertem com a aparição do Onkel Hans. Há desfiles oficiais nas duas celebrações. Cerveja, também. Este ano, a festa canadense começou na sexta-feira e segue até o dia 15. Ainda dá tempo de conferir! O site oficial da festa, em inglês, é www.oktoberfest.ca.

Chope salgado

Por um litro de cerveja na Oktoberfest de Munique, os foliões pagaram, este ano, cerca de 9 Euros (em torno de R$ 22,50). Mas na hora de pedir o caneco, é preciso dispor de mais dinheiro para pagar um depósito, que funciona como uma espécie de caução do recipiente (Pfand). O valor pode variar de 10 a 20 Euros, dependendo da tenda. Esse sistema de depósito funciona não só para a Oktober, mas para outras festas, além de Biergartens, bares com mesas externas e até mesmo para as canecas onde é servido o vinho quente (Glüwein, uma espécie de quentão) nas feiras de Natal. Para recuperar o dinheiro, é só devolver o copo.

Reciclável

Pagar o Pfand é parte da cultura alemã. Ele aparece também na hora de comprar cerveja no supermercado. As plaquinhas mostram sempre dois valores: o da cerveja (que é vendida em média a R$ 1,75 por meio litro) e o preço do recipiente e dos engradados. São registrados separadamente e, quando os cascos são devolvidos _ em máquinas que escaneiam as garrafas e identificam o formato _ um cupom é emitido e pode ser trocado por dinheiro no caixa ou usado para pagar as compras. Cada garrafa (vazia!) de cerveja custa R$ 0,20 e para as embalagens plásticas (como as de refrigerante ou mesmo de cerveja) e latinhas, a taxa é de R$ 0,62.

Diz o ditado

"Zeit macht aus einem Gerstenkorn eine Kanne Bier".

O tempo faz do grão de cevada um jarro de cerveja.

Aprenda a fazer as bolachinhas famosas de Munique

10 de outubro de 2011 3

Em Munique, as bolachinhas servem para paquerar ou demonstrar amor

Ich liebe Dich (Eu te amo) é a frase mais encontrada em Munique, na Alemanha. Passar mensagens através das bolachinhas ainda não virou moda na Oktoberfest de Blumenau, mas o Zeitung encontrou algumas pessoas que fazem a Lebkuchenherz e trouxe até uma receitinha para o folião que quiser se incorporar à moda alemã. Seja criativo na mensagem. Uma boa Lebkuchenherz pode preencher o vazio do estômago e do coração.

A diretora de Turismo de Pomerode, Ivone Lemke, participou da brincadeira com as bolachas de mel em Munique, durante a Oktoberfest alemã deste ano. Ela conta que lá, a tradição manda usar os biscoitos para fazer alguma declaração de amor ou xavecar.

Bancas espalhadas pela festa comercializam os docinhos que custam de 4 até 10 euros, dependendo o tamanho. Alguns deles são colocados em cordões e servem para pendurar no pescoço. As frases mais procuradas são Weil I di Mag (Porque eu gosto de você), Hab dich sooo lieb (Gosto muito de você) e Papa ist der beste (Papai é o melhor).

A doceira Nilza Gesser Ferreira, de 62 anos, sustenta a família com as bolachinhas. Não, a família não come só isso. É que dona Nilza produz aos montes, varia os formatos, diversifica sabores e vende. O preço do doce varia de R$ 6 até R$ 8 o pacote de 200 gramas.

Para o Empório da Vila Germânica, quem está trazendo as famosas bolachas alemãs é a comerciante Alcione Tomio Zanetti. Ela compra da Casa Catarina que reúne artesãos de todo o estado. As bolachas são feitas em São Martinho e vendem como água, ou melhor, chope, na loja. As bolachas vendidas no Empório não têm frases e sim desenhos variados.

A Torten Paradise também produz montes e montes de lebkuchenherz, principalmente para a Oktoberfest. São saquinhos de bolachinhas em forma de coração, tradicionais há 24 anos. A receita é da família da proprietária da confeitaria, Marlene Wolkmann.

Dona Nilza fez as bolachinhas especialmente para o Zeitung

Confira a receita que a dona Nilza passou ao Zeitung:

LEBKUCHENHERZ

Ingredientes

- 100g de margarina

- 100g de açúcar mascavo

- 170g de mel

- 1 colher de chá de canela em pó

- 1 colher de gengibre em pó

- 1 pitada de cravo em pó

- 1 ovo

- 1 colher de chá de fermento em pó

- 300g de farinha de trigo

Modo de fazer

Derreta a margarina numa panela e dissolva o açúcar e o mel. Deixe esfriar. Coloque os temperos e o ovo. Acrescente o fermento em pó com a farinha e misture bem para formar uma massa maleável. Abre e corte os biscoitos em diferentes tamanhos. Ou então use forminhas para cortar em formato de coração. Unte uma assadeira, aqueça o forno em até 180º e asse até as bolachas ficarem douradas.

Glacê

- 2 claras

- 3 xícaras de açúcar de confeiteiro

- 5 gotas corante líquido comestível da cor de sua preferência

Bata na batedeira até encontrar o ponto de glacê. Coloque numa bisnaga com bico de decoração para escrever em cima da bolacha

Oktoberfesteiros mostram como dançam sem deixar o chope cair

10 de outubro de 2011 0

Só um oktoberfesteiro de verdade consegue dançar, fazer coreografias com as músicas alemãs e ainda assim segurar o copo quase cheio de chope na mão. O desafio maior é não derrubar uma gota da bebida no chão.

Um grupo de Igrejinha (RS) veio se preparar em Blumenau para enfrentar a Oktoberfest de lá – que começa dia 14. Os amigos Paulo Sander e Jair Pedro Hess aprenderam rápido o jeitinho. Dançaram toda a noite de sexta-feira com os integrantes da Associação dos Reis do Kerb. Suaram, cantaram, pularam e, principalmente, não derramaram o chope.

A turista Ana Claudia Peixoto Stohr conseguiu um feito. Fez a Dança da Marreca – nível máximo de dificuldade – sem derramar uma gota do copo. Garante que o gingado do Centro-Oeste é o segredo. O casal Stefan Passold e Danubia Kling (fotos), de Blumenau, é quase profissional. Eles rodopiaram pelo pavilhão todo sem largar o copo. Os dois encontraram o ponto de equilíbrio.

Veja como eles se viraram:

SE SEGURA NAS DICAS

- Evite encher muito o copo para evitar o gole para o santo

- Se o caneco estiver cheio, vá bebendo para evitar qualquer acidente. A ordem é dançar e beber quase ao mesmo tempo

- Tente sincronizar o movimento do braço com o corpo (traduzindo, “tenha coordenação motora”). Não deixe mole o braço que está segurando o chope para facilitar os acidentes

- Fique ligado na movimentação à sua volta. Nos corredores entre as choperias, a estratégia é fazer a mão livre abrir caminho na multidão, protegendo a que está segurando o copo

- Não tem nada pior do que derrubar chope na gatinha (o) que você está xavecando. Não pense que esta é uma maneira de iniciar a conversa. As chances de causar um climão são bem maiores que as da conquista

Rainha da Oktober vence a primeira prova das Olimpíadas do Zeitung - Medalha Horácio Braun

10 de outubro de 2011 0

Rainha Cristiana venceu a primeira prova

Eram cinco chances para tentar acertar o bico do pássaro no alvo. Este era o desafio dos cinco participantes das Olimpíadas do Zeitung - Medalha Horácio Braun na prova de Pássaro ao Alvo. Na plateia, integrantes dos Clubes de Caça e Tiro fizeram um círculo para acompanhar os competidores. Para cada acerto, gritos e palmas.

A delicadeza da rainha da Oktoberfest, Cristiana Kruger, deve ter ajudado e, primeira a participar da prova, foi a que mais se aproximou do alvo. Somou 35 pontos e foi a medalhista de ouro.

José Alberto Lopes, da torcida do Metropolitano, seguiu desempenho parecido com o do Metropolitano nos campos, um quarto lugar com um desempenho médio.

A Miss Santa Catarina, Michelly Bohnen, e o colunista do Santa, Francisco Fresard, o Pancho, trocavam dicas enquanto aguardavam para jogar. A conversa sobre pêndulos deu confiança para ambos, mas não a mesma sorte. A Miss foi a lanterna do grupo e Pancho, numa das tentativas chegou a balançar até a estrutura do brinquedo. Apesar disso, conquistou a medalha de prata.

Com o bronze ficou o gincaneiro da Capitão Caverna, Ricardo “Braço” Pelegrini, que somou 30 pontos. Ainda faltam cinco provas das Olimpíadas do Zeitung. O vencedor será premiado com a Medalha Horácio Braun, em homenagem ao eterno folião da Oktoberfest de Blumenau.

Veja como se saíram os competidores: