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PRF flagra mais de 2,6 mil veículos acima da velocidade em apenas um único dia no RS

22 de janeiro de 2017 1
Divulgação / PRF

Divulgação / PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 2604 infrações de veículos trafegando acima da velocidade em rodovias federais gaúchas. Os flagrantes foram feitos apenas neste sábado (21). Somente na Freeway foram aplicadas 1720 multas.

Em um dos casos, um motorista de um Golf, com placas de Novo Hamburgo, foi autuado duas vezes. No primeiro trecho, em Osório, ele trafegava a 209 km/h, em um trecho de 110 km/h  Ele foi abordado e notificado. Aos policiais, ele disse que “se descuidou“.

O motorista assinou um Termo Circunstanciado. Um processo administrativo também foi aberto. Se condenado, ele poderá perder a carteira de motorista por pelo menos um ano. Já na Região Metropolitana, o mesmo motorista voltou a ser flagrado acima da velocidade. O veículo trafegava a 116 km/h em um trecho de 100km/h. A PRF está realizando a Operação Hermes que prevê a colocação de mais de um radar em uma mesma rodovia.

Saiba mais:

Freeway está ameaçada de ficar sem conservação a partir de 05 de julho

Trensurb cancela terceira licitação para troca de escadas rolantes da estação Unisinos

22 de janeiro de 2017 0
Foto: Paulo Rocha / Rádio Gaúcha (Arquivo)

Foto: Paulo Rocha / Rádio Gaúcha (Arquivo)

Pela terceira vez seguida, a Trensurb não conseguiu concluir a licitação para troca das escadas rolantes da estação Unisinos. Os equipamentos estão com defeito há mais de três anos.

Essas escadas estão desativadas por apresentarem extenso desgaste e não terem possibilidade de conserto, uma vez que o fabricante abandonou o suporte do modelo. O processo para contratação da empresa que irá realizar o serviço se arrasta desde 2014.

As duas primeiras disputas não tiveram empresas interessadas. Na última vez que a concorrência foi aberta, a empresa vencedora chegou a assinar a documentação, porém, não cumpriu os prazos de início do serviço. Sendo assim, o contrato foi rescindido. Dentro deste edital também estava previsto que as estações Aeroporto e São Leopoldo ganhariam cada uma, novas escadas rolantes.

A quarta licitação está sendo construída pela Trensurb. A estimativa da empresa é que em breve o edital deve ser publicado.

Saiba mais:

- Definida empresa que irá instalar novas escadas rolantes em estações da Trensurb

- Lançada licitação para instalar novas escadas rolantes nas estações da Trensurb

- Usuários da Trensurb enfrentam problemas com a falta de escadas rolantes em estações

Freeway está ameaçada de ficar sem conservação a partir de 05 de julho

18 de janeiro de 2017 13
Camila Domingues / Agencia RBS (Arquivo)

Camila Domingues / Agencia RBS (Arquivo)

O contrato de conservação da Freeway termina em menos de seis meses. No dia 04 de julho, encerra-se o vínculo de 20 anos entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Triunfo Concepa. Dessa forma, o trecho de 121 quilômetros entre Osório, na BR-101; e Guaíba, na BR-116; ficaria sem conservação e sem cobrança de pedágio.

Desde julho de 2015, o Governo Federal avalia para o Rio Grande do Sul não só o novo vínculo que será estabelecido para a Freeway, mas também a volta do pedágio para a BR-290 e BR-386, além da cobrança pioneira de tarifa na BR-101.

O Ministério dos Transportes está montando o edital. Audiências públicas ainda serão realizadas antes da divulgação da concorrência. Pela atual estimativa, a publicação ocorrerá em julho, ou seja, após o término do contrato com a Concepa.

A preocupação maior é com as operações da ponte do Guaíba. Sem técnicos treinados, o içamento do vão móvel ficaria suspenso à espera de uma definição. Uma das possibilidade é a prorrogação do contrato com a Concepa. A legislação permite que o atual vínculo possa ser prorrogado por até dois anos. O Ministério dos Transportes informa apenas que o caso está sendo estudado junto com a ANTT.

Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) se programou para lançar em abril um edital prevendo a conservação da rodovia. Também avalia realizar uma contratação emergencial caso haja risco da ponte ficar sem uma equipe responsável. Mas informa, porém, que não fará nada sem que ocorra uma sinalização do Ministério dos Transportes.

Outro tema polêmico é o estudo que prevê alteração da praça de pedágio de Gravataí. Moradores de Cachoeirinha e Gravataí defendem a retirada do posto de cobrança que hoje fica próximo à RS-118. Em novembro do ano passado, a ANTT confirmou que as novas instalações para cobrança serão instaladas depois do acesso à General Motors, próximo do quilômetro 59. Porém, essa alteração só irá ocorrer após segundo ano de novo contrato.

O Ministério dos Transportes informa, porém, que a data para a alteração da localização da praça será definida conforme as discussões que venham a ocorrer na audiência pública. Com a alteração da localização da praça de pedágio em Gravataí, os estudos da nova concessão não preveem a construção de via lateral entre Gravataí e Porto Alegre.

Também informa que as rodovias federais do Rio Grande do Sul deverão receber sete praças de pedágio. Duas delas serão na Freeway. O prazo para a nova concessão será de 30 anos. O estudo apresentado aponta uma “tarifa-teto quilométrica inferior do que a atual praticada.

Problema no asfalto faz prefeitura adiar liberação de parte da obra da avenida Ceará

18 de janeiro de 2017 4
Divulgação / Prefeitura de Porto Alegre (Arquivo)

Divulgação / Prefeitura de Porto Alegre (Arquivo)

Uma das últimas ações de José Fortunati no cargo de prefeito de Porto Alegre, no dia 31 de dezembro de 2016, seria liberar parte da obra da avenida Ceará. Após pavimentação e sinalização, os veículos voltariam a usar a avenida Farrapos para se deslocar em direção ao Aeroporto Salgado Filho.

Na ocasião, a chuva impediu a pintura na pista. Já se passaram mais de duas semanas e até agora o trecho permanece interditado. O problema é que o asfalto usado apresentou problemas. Dessa forma, a pavimentação precisará ser refeita.

O serviço não ocasionará gastos extras aos cofres da prefeitura e será arcado pelas empresas responsáveis pela obra. A previsão é que a troca do asfalto e a pintura da pista ocorram na primeira quinzena de fevereiro, quando o trânsito, enfim, deverá ser liberado.

A obra da passagem de nível da avenida Ceará prossegue e, segundo as construtoras contratadas, os trabalhos devem durar pelo menos até o fim de fevereiro. O serviço já está 90% concluído. Falta realizar o acabamento no pavimento em concreto e nas paredes da nova estrutura. Também está sendo finalizada a casa de bomba, que será usada para evitar que a água da chuva se acumule no trecho de pista rebaixado.

A obra deveria ter sido concluída em agosto de 2014. Os desvio no trânsito da região ocorrem desde fevereiro de 2013. Durante os primeiros meses de obra, o solo se mostrou instável. Havia risco de afetar as fundações dos prédios vizinhos. Com isso, foi identificado que, para realizar o serviço, as construtoras teriam que escavar mais de oito metros de profundidade.

Em outubro de 2014, a prefeitura chegou a anunciar que lançaria uma nova licitação, após as empresas responsáveis terem manifestado a desistência da obra. Um mês depois, as empresas responsáveis pela obra anunciaram que mudaram de ideia, decidiram aceitar o reajuste proposto pela prefeitura e retomaram os trabalhos que ficaram sete meses parados.

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Conclusão de parte da duplicação da RS-118 irá custar quase R$ 50 milhões

12 de janeiro de 2017 5
Omar Freitas / Agencia RBS (Arquivo)

Omar Freitas / Agencia RBS (Arquivo)

O Governo do Estado estima que irá gastar quase R$ 50 milhões para poder concluir a duplicação de 11 dos 22 quilômetros da RS-118. O edital de licitação foi publicado nessa quarta-feira (11).

As propostas serão conhecidas no dia 14 de fevereiro. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) pretende investir até R$ 48,2 milhões (R$ 48.291.584,04).

As obras em Gravataí, entre os quilômetros 11 e 21, deverão ocorrer num prazo de um ano. Caberá à empresa vencedora executar a restauração da pista existente, a construção de mais ruas laterais e concluir a construção da pista nova.

A construtora Triunfo era a responsável pela obra. Porém, a empresa desistiu de concluir os trabalhos e teve o contrato rescindido de forma amigável com o Daer.

Outra parte da duplicação que terá nova licitação é a do trecho da construtora Conterra, do quilômetro 0 ao quilômetro 5, em Sapucaia do Sul. A empresa também informou que não terá condições de concluir os trabalhos.

A única das três construtoras contratada para realizar a duplicação da rodovia que permanece é a Sultepa. Ela é responsável pelos serviços executados entre os quilômetros 5 e 11.

Saiba mais:

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Governo gaúcho lança licitação para retomar duplicação da RS-118

11 de janeiro de 2017 6
Sandro Vinciprova / Arquivo Pessoal (Arquivo)

Sandro Vinciprova / Arquivo Pessoal (Arquivo)

O governo do Estado lançou licitação para retomar a duplicação da RS-118. O aviso de concorrência foi publicado nesta quarta-feira (11).

A intenção é realizar obras no trecho que era administrado pela Triunfo. A construtora desistiu de concluir os trabalhos e teve o contrato rescindido. O edital ainda não foi publicado. As propostas serão conhecidas no dia 14 de fevereiro.

Outra parte da duplicação que terá nova licitação é a do trecho da construtora Conterra, do quilômetro 0 ao quilômetro 5. A empresa também informou que não terá condições de concluir os trabalhos.

A única das três construtoras contratada para realizar a duplicação da rodovia que permanece é a Sultepa. Ela é responsável pelos serviços executados entre os quilômetros 5 e 11.

No ano passado, o diretor-geral da Secretaria Estadual de Transportes, Vicente de Britto Pereira, estimou que o ano de 2017 seria usado para lançar todas as licitações pendentes da duplicação e que as obras nos 22 quilômetros ganhariam ritmo e seriam finalizadas em 2018.

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Suspensa licitação para construção de estações do Aeromóvel de Canoas

09 de janeiro de 2017 8
Foto: Marcopolo - Coester / Divulgação

Foto: Marcopolo – Coester / Divulgação

A prefeitura decidiu suspender a licitação para construção das estações do Aeromóvel de Canoas. A medida vale por tempo indeterminado. A decisão está publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (09). As propostas seriam conhecidas na quarta-feira (11).

Segundo a assessoria do prefeito Luiz Carlos Busato, “a atual gestão pretende conhecer melhor todos os contratos em andamento e decidiu suspender temporariamente a licitação para análise”. Ainda durante a campanha eleitoral, Busato já havia manifestado contrariedade ao projeto, que foi executado durante a gestão do prefeito Jairo Jorge.

As obras que já haviam sido contratadas seguem em andamento. Elas se referem à mudança da rede elétrica e de uma adutora. A Aeromóvel do Brasil também está construindo os veículos que serão usados em Canoas. Já o contrato para a construção da via elevada está parado em razão de uma disputa judicial envolvendo uma empresa chinesa e a Queiroz Galvão.

O projeto prevê 15 quilômetros de via elevada, entre os bairros Guajuviras, Mathias Velho e Centro. A previsão da gestão anterior é que os testes poderiam iniciar em 2018. A fase de cobrança de passagem deveria ocorrer a partir de janeiro de 2019.

Saiba mais:

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Reaberta licitação para substituição de pardais das rodovias federais

09 de janeiro de 2017 1
Jocimar Farina / Gaúcha (Arquivo)

Jocimar Farina / Gaúcha (Arquivo)

A licitação para substituir os controladores de velocidade das rodovias federais do Brasil foi reaberta pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O aviso está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (09). O edital estará disponível a partir de hoje. As propostas serão recebidas no dia 08 de fevereiro.

A concorrência havia sido lançada em maio do ano passado, mas foi suspensa um mês depois. Segundo a autarquia, a licitação foi suspensa em virtude de várias impugnações, questionamentos e auditorias de órgãos de controle.

Em dezembro, um dia antes do término do contrato com a empresa Kopp Tecnologia, o Dnit prorrogou o vínculo em caráter emergência, Este documento tem validade até junho de 2017. Se até lá não for definido o vencedor, as rodovias federais ficarão sem os pardais.

Saiba mais:

- Contrato de controladores de velocidade das rodovias federais é renovado por mais seis meses

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Multa de R$ 700 mil fez Trensurb antecipar tabela horária de verão

08 de janeiro de 2017 4
Diego Vara / Agencia RBS (Arquivo)

Diego Vara / Agencia RBS (Arquivo)

Os usuários do Trensurb foram surpreendidos no mês passado com a antecipação em duas semanas da tabela horária da verão. Na ocasião, a empresa informou que a redução ocorria devido a uma diminuição de passageiros transportados. Porém, não havia dito que está sendo multada em R$ 100 mil por mês, desde maio, por ultrapassar a demanda de consumo de energia. Os valores chegaram a R$ 700 mil.

Dois motivos fazem a Trensurb estar gastando mais luz do o que normal. Um deles é a desativação da subestação de energia de tração de Sapucaia do Sul. O local foi destruído após incêndio em abril do ano passado.

A licitação já foi realizada. O contrato com a empresa vencedora, Tecnova Engenharia, foi assinado, em outubro, no valor de R$ 16,7 milhões (R$ 16.776.000). No entanto, uma das participantes na concorrência entrou com recurso judicial na 1ª Vara Federal de Porto Alegre. A empresa perdedora questiona a certificação de qualificação técnica apresentada pela vencedora. O contrato está suspenso até que haja decisão da justiça.

O segundo motivo é a dificuldade da Trensurb contar com todos os 15 novos trens. Hoje, apenas seis estão operando. Os trens novos demandam menos energia. Dessa forma, se eles estivessem operando, a Trensurb não teria ultrapassado o limite contratado. A adoção da tabela horária de verão diminuiu o consumo do metrô e fez com que não houvesse mais demanda extra de energia.

Os valores da tarifa excedente serão cobrados do Consórcio FrotaPoa, fornecedor dos novos trens. Os veículos estão recebendo novas peças após a identificação de um problema de infiltração de água nos rolamentos. A frota completa só estará disponível em maio.

Saiba mais:

- Trensurb teve um ataque de vandalismo a cada dois dias em 2016

Trensurb multa construtores dos novos trens em R$ 2,4 milhões por defeito de fabricação

MPF investiga paralisação de novos trens da Trensurb

Defeito tira de circulação os novos trens da Trensurb

Por que as obras na China são feitas de uma forma mais rápida do que as nossas?

07 de janeiro de 2017 3
Foto: STR / AFP / AFP

Foto: STR / AFP / AFP

Você já deve ter se perguntado: por que as obras na China são realizadas em tão pouco tempo? Por que os chineses conseguem construir pontes, viadutos, túneis, linhas de trem e rodovias com valores mais baixos do que os praticados no Brasil?

O advogado e CEO da China Invest, Thomaz Machado, atua no país asiático desde 1999. Ele ressalta o planejamento exemplar dos chineses. Cita, por exemplo, que na China eles não entendem como uma obra aprovada pode parar depois que foi aprovada.

- Se preparam. Se vira prioridade, acontece. Eles têm consciência dos benefícios se conseguirem executar num tempo menor tudo diminui. Há um comprometimento de quem executa a obra e os desvios são coibidos rigorosamente – diz Machado.

Para construir um prédio, por exemplo. O projeto da obra já dá o prazo, valor a ser investido e o tempo a ser concluído. O governo vende o terreno e tudo já está aprovado. se não for construído no prazo estimado, o prédio é retomado pelo governo. Quando existe uma área para ser desapropriada, o proprietário só pode discurtir o preço. Além disso, Thomaz Machado lembro que o que torna uma obra cara é o tempo de execução. Quanto mais se demora mais se paga.

Em setembro de 2016, o governo chinês concluiu as obras da ponte mais alta do mundo. Os trabalhos ocorreram durante três anos. No mês anterior, outros dois recordes.

O primeiro: Foi inaugurada a ponte de vidro mais alta e mais comprida do mundo, com 430 metros de comprimento e a 300 metros de altura sobre um desfiladeiro na província de Hunan. O segundo: o país quebrou um recorde de velocidade, ao utilizar 116 escavadoras, para demolir, em apenas uma noite, um gigantesco viaduto em Nanchang, no leste do país.

Já em 2011, o governo inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou. Construída em quatro anos sobre o mar, a travessia tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$ 2,4 bilhões.

O diretor do Tecnopuc e pró-Reitor de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento da PUC-RS, Jorge Audy, viveu três meses em Pequim, frequentando o Tuspark, importante Parque Tecnológico localizado em Pequim, na China, que, em 15 anos, conseguiu expandir, a ponto de ter hoje 60 mil pessoas trabalhando em centenas de empresas no local. Lá, o tempo para liberação de licenças para liberação de espaços públicos varia de dois a quatro meses, um prazo dez vez menor que no Brasil.

- Tempo que eu levo para liberar um projeto aqui no Tecnopuc, as últimas obras que eu tive aqui, depois que estou com dinheiro em caixa, dinheiro captado para construir, meu tempo médio é de 3 a 4 anos para conseguir licença para começar a construir. É a burocracia. Tempo para cumprir as etapas previstas nas instâncias públicas municipais neste processo – diz Audy.

Porém, nem de boas notícias vive o país comunista. A China gastou mais de US$ 10,8 trilhões em infraestrutura somente na última década, de acordo com cálculos feitos pela Bloomberg a partir dos dados oficiais sobre investimento em categorias como transporte, armazenamento, fornecimento de energia e conservação da água. A pesquisa da Saïd Business School, da Universidade de Oxford, concluiu que 75% dos projetos de transporte na China estouraram o orçamento.

Além disso, o modelo político/econômico do País desobriga o governo de cumprir etapas obrigatórias no Brasil, como destaca o economista, diplomata e cientista social Marcos Troyjo, que dirige o BRICLab da Universidade Columbia, que é um centro de estudos sobre Brasil, Rússia, Índia e China.

- Na China não existe agência reguladora, não existe liberdade de expresão, não existe pesos e contra-pesos. Se querem construir viaduto e precisam fazer deslocamento de população que vivem na área eles o farão. A ideia de sociedade civil praticamente não existe na China. Funciona para o mal mas também para o bem. E uma parte do bem é essa velocidade com que os chineses conseguem expandir sua infraestrutura – diz Marcos Troyjo.

O economista conta uma história vivenciada por ele durante um evento que recebeu investidores chineses no Rio de Janeiro. De um hotel com vista para a praia de Ipanema e Leblon, a paisagem constrastava com o Morro dos Irmãos que é para onde se extende a favela do Vidigal.

- Lembro que um chinês que vinha pela primeira vez ao Brasil apontando para aquela região da favela e me dizendo o seguinte: “Puxa. Por que vocês não tiram essas habitações e constroem um condopmínio de alto luxo, inclusive um hotel 5 estrelas, que geraria uma grande atividade econômica para a região?” Na cabeça dele isso é possível porque não tem que lidar com opinião pública, agência reguladora, associação de moradores, imprensa. É essencialmente uma decisão econômica – avalia Troyjo.

O grande número de investimentos em infraestrutura também agravou o crescente endividamento da China, já que os estouros do orçamento equivalem a cerca de um terço da montanha de dívida do país, de US$ 28,2 trilhões, de acordo com o artigo. Sem contar os problemas relacionados à poluição que o país enfrenta, principalmente em Pequim.