
Na terça-feira, as obras de duplicação começaram no lote três - Foto: STE
O ritmo das obras de duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas corre o risco de sofrer redução nas próximas semanas. As construtoras demonstram preocupação, principalmente nos lotes seis, oito e nove, entre Cristal e Pelotas, onde os trabalho estão mais adiantados.
Mais de 50 pedidos de licença de jazidas aguardam aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), 20 deles também do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). A licença de utilização de áreas para extração de aterro precisa ser emitida por ambos. O Iphan verifica se há sítios arqueológicos ou construção histórica no local. O Ibama avalia as questões ambientais.
A grande quantidade de pedidos de licença e um número reduzido de profissionais seria o motivo da demora na liberação de pedreiras, canteiros de obras e jazidas de solo, de onde é retirado o aterro para a duplicação da rodovia.
Representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estão se reunindo semanalmente com técnicos do Iphan e do Ibama para acompanhar os processos. Na próxima quinta-feira, haverá uma reunião para avaliar a análise inicial que já foi realizada nas jazidas.
A situação só não é mais grave porque algumas concessões de licenças foram emitidas pelas prefeituras da região. Isso ocorre quando as administrações municipais têm estrutura e convênio com a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e Secretaria Estadual do Meio Ambiente para a emissão de licenciamento do Sistema Integrado de Gestão Ambiental.
Após três meses de obras, 55 dos 211 quilômetros já estão recebendo trabalho de operários, o que corresponde a 26% do total que precisa ser duplicado.
O mesmo problema ocorre nas obras de duplicação da BR-386, entre Tabaí e Estrela. Com as novas frentes de trabalho, o material está se esgotando e o ritmo das obras tende a cair se novas licenças não forem emitidas nas próximas semanas.
Confira o andamento das obras em cada lote da duplicação da BR-116:
Lote três (Tapes) = 500 metros (obra iniciada nesta semana)
Lote quatro (entre Tapes e Camaquã) = 8 quilômetros
Lote cinco (Camaquã) = 11 quilômetros
Lote seis (Cristal) = 10 quilômetros
Lote sete (São Lourenço do Sul) = 8 quilômetros
Lote oito (Turuçu) = 8 quilômetros
Lote nove (Pelotas) = 10 quilômetros
A duplicação da BR-116 está dividida em nove lotes:
Lote 01 = 24,46 km - Do km 300,54 ao km 325,00 - Construtora Constran (foi liberada a topografia da região. Obras aguardam que o Dnit adquira terras e faça o reassentamento de 10 famílias indígenas);
Lote 02 = 26,34 km - Do km 325,00 ao km 351,34 - Construtora Constran (obras devem começar em janeiro);
Lote 03 = 21,88 km - Do km 351,34 ao km 373,22 - Construtora Ivaí (obras começaram em 15/01/2013);
Lote 04 = 23,98 km - Do km 373,22 ao km 397,20; - Construtora Trier (obras começaram em 10/12/2012);
Lote 05 = 25,12 km - Do km 397,20 ao km 422,30 - Consórcio Brasília Guaíba - Ribas (obras começam em 05/11/2012);
Lote 06 = 26,20 km - Do km 422,30 ao km 448,50 - Consórcio Pelotense - CC (obras começaram em 18/10/2012);
Lote 07 = 21,60 km - Do km 448,50 ao km 470,10 - Construtora Sultepa (obras começaram em 08/10/2012);
Lote 08 = 18,90 km - Do km 470,10 ao km 489,00 - Construtora SBS (obras começaram em 04/10/2012);
Lote 09 = 22,76 km - Do km 489,00 ao km 511,76 - Consórcio MAC - Tardelli (obras começaram em 08/10/2012).