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Alimentos vão pressionar mais a inflação

02 de janeiro de 2008 0

Canton: carne 20% mais cara   /Caio Cézar, ABR 05
Um dos obstáculos econômicos deste novo ano será a pressão inflacionária. Sobre este tema, ouvi o presidente da Organização das Cooperativas de SC (Ocesc), Neivor Canton, para a minha coluna do Diário Catarinense (Informe Econômico ) desta quinta-feira. Veja as notas a seguir:

%22Maiores vilões da inflação no ano passado, os alimentos vão continuar pressionando os preços também este ano. Isto porque muitas indústrias alimentícias ainda não repassaram aos preços os aumentos de custos de 2007 e os preços dos grãos e outros produtos vão continuar em alta no mercado mundial, pressionando a inflação na maioria dos países.

_ Acho que o setor agrícola, este ano, será culpado por uma inflação talvez superior à de 2007 em função dos preços dos produtos derivados da agricultura e agroindústrias. Ano passado, nós, das agroindústrias, não conseguimos repassar para os preços o elevado custo do milho e da soja. As carnes devem aumentar, este ano, pelo menos 20% _ diz Neivor Canton, presidente da Organização das Cooperativas de Santa Catarina (Ocesc). Segundo ele, o brasileiro deve se acostumar a um novo patamar de preço de proteínas. Está chegando ao fim um ciclo em que o consumidor podia até esbanjar carne. O setor deve aumentar os preços, no mínimo, em 20%, sob pena de não ter lucratividade. Esse aumento será para as carnes de frango, suína e bovina.

O leite, que pressionou a inflação no ano passado, vai continuar num patamar mais elevado. O preço ao produtor deve ficar acima da média dos últimos três anos, prevê Canton.

Etanol e inflação

O presidente da Ocesc, Neivor Canton, observa que boa parte da inflação dos alimentos, aqui no Brasil, deriva do aumento do milho no mercado internacional porque os EUA estão destinando uma maior parte à produção de etanol. Por isso, o milho e a soja estão com preços mais elevados e não há perspectiva de recuo. No ano passado, conforme Canton, o milho teve alta média de 30% ao produtor, em SC. E, este ano, diante da continuidade das exportações, continuará caro e os agricultores vão ganhar dinheiro. Entre os principais cereais, apenas o arroz deverá continuar com preço baixo, para satisfação dos consumidores e preocupação dos orizicultores. Canton diz que não há demanda de arroz para ração animal, por isso o preço continuará estável. %22

 

Postado por Estela Benetti, Florianópolis

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