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Água fria sobre a reforma tributária

03 de janeiro de 2008 2

Ao se defender das críticas da oposição sobre o pacote tributário, o líder do governo Lula no Senado, Romero Jucá, depois de defender as medidas, fez uma declaração no mínimo estranha e na contramão do que o governo estava prometendo. Ao ser indagado pela Rádio Senado sobre se o governo ainda trabalha com a reforma tributária para este ano, respondeu:

— A reforma tributária será entregue ao Congresso e será discutida. Primeiro, o governo tinha que ter a responsabilidade de indicar rapidamente como iria resolver o problema do déficit. Até para que não ficasse pairando dúvida sobre a postura fiscal do governo. E depois, o governo quer fazer a reforma tributária, mas ela não será para o governo do presidente Lula. Será para os futuros governos, para o país, para as empresas, para a sociedade. A reforma tributária não é algo emergencial, não é algo que será aprovado a toque de caixa, mas é importante que se mude o perfil tributário brasileiro — disse.

Ou seja, aquelas previsões de muitos de que o governo Lula não faria reforma nenhuma parecem estar se confirmando. E quem sofre com a falta de reformas é a população brasileira. Sem elas, nossa economia não atinge uma média de crescimento desejada.

Postado por Estela Benetti, Florianópolis

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Comentários (2)

  • marcos diz: 3 de janeiro de 2008

    Se 2008 será um ano de eleições, se os parlamentares não têm mais remuneração por convocações extraordinárias, se julho tem recesso, se junho tem festas juninas, se a semana em Brasília continua tendo só 3 dias; onde haverá espaço para o Congresso encaminhar?
    - reforma política
    - reforma tributária
    - atualização do Código Penal.
    Basta concentrar só nestes 3 temas de agenda.
    Nada vai acontecer.

  • herculano domicio martins diz: 4 de janeiro de 2008

    É uma falácia afirmar que o presidente da República, e aí incluo o ex, não quer a reforma tributária. São os estados. A atual farra lhes favorece na guerra, no jogo, na arrecadação e na arbitragem. Brasília normalmente tem proposto mudanças que lhe favoreça, mas que para a estrutura de sobrevivência de muitos estados, ela é crítica e duvidosa no curto prazo. E ninguém quer apostar no resultado de médio e longo prazos.

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