Como hoje foi um dia de %22terremotos%22 nas bolsas do mundo, antecipo para vocês, leitores do blog, as duas principais notas sobre o tema que sairão na minha coluna do DC desta terça-feira:
Dia de histeria e pânico nas bolsas
A conjunção de vários fatores negativos na economia mundial provocou um dia de queda nas bolsas de valores do mundo inteiro, com recuos expressivos, como os de 6,6% no Brasil e 7,16% na Alemanha.
O sócio e gestor da Leme Investimentos, de Florianópolis, Paulo Petrassi, observa que entre os principais fatores que levaram à queda desta segunda-feira estão a decepção com o pacote do presidente dos EUA, George W. Bush, os balanços dos bancos americanos, a demora do Fed em reduzir os juros em 0,75%, o que deve ocorrer somente dia 30 próximo, o Banco do Japão obrigando os bancos a colocarem a preço de mercado as operações subprime e a China anunciando alguns prejuízos com subprime que, teoricamente, não existiam.
_ Toda essa conjuntura de fatores levou o mercado a uma histeria. Foi um dia de pânico e é difícil dizer onde vai terminar _ diz Petrassi.
O diretor de operações da Manchester Corretora, de Joinville, Adolir Rossi, resumiu o dia como %22horrível%22 e disse que a expectativa é de queda nas bolsas dos EUA novamente hoje.
Conforme Petrassi, o Brasil tem uma liquidez muito grande no mercado emergente e vai ser sempre utilizado como porta de saída pelos que querem fazer caixa. Por isso que, na volta das altas, a bolsa do país deverá reagir mais rápido.
Paulo Petrassi, da Leme, disse temer as ações de segunda linha e recomenda a compra das de primeira linha, que serão mais procuradas pelos investidores estrangeiros quando a turbulência passar. Postado por Estela Benetti, Florianópolis
