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Dólar baixo requer mais criatividade

05 de março de 2008 0

Confira a abertura de hoje do Informe Econômico, a minha coluna no DC:

Não há luz no fim do túnel quanto à valorização do real diante do dólar e também da desvalorização do dólar diante de moedas estrangeiras, especialmente o euro. Por isso, empresas de setores tradicionais da economia catarinense vão continuar com dificuldades para exportar e terão que ser cada vez mais criativas para poder avançar ou se manter no mercado.

Essa avaliação é do professor de Economia Internacional da Universidade de Blumenau (Furb) e doutor na área, o marroquino radicado em SC Mohamed Amal. Um dos problemas é a desvalorização do dólar diante das demais moedas internacionais, especialmente o euro, que hoje é igual a US$ 1,53.

Além disso, muitos países estão começando a alocar suas reservas em euros. Conforme Amal, a desaceleração da economia dos EUA pode começar a reverter essa tendência, mas não está muito claro. Há fatores internos que também pesam para a valorização do real diante do dólar. Amal lista a inflação baixa, o superávit comercial e o diferencial da taxa de juros do Brasil, que atrai investidores. Há, ainda, redução do risco-país, que permitirá ao Brasil atingir o grau de investimento.

Para Amal, as autoridades monetárias do Brasil não deverão fazer qualquer movimento para taxar investimentos estrangeiros visando à desvalorização do real porque isso abala a credibilidade do país, ainda não recuperada devido à moratória de 1987.

Postado por Estela Benetti, Florianópolis

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