Do Informe Econômico de hoje:
Industriais catarinenses, também surpresos com a rejeição do plano pela Câmara dos EUA e a turbulência de ontem, acreditam que as autoridades americanas vão encontrar uma saída para socorrer o setor financeiro, mas admitem que a economia do Estado será afetada. Os maiores problemas serão a queda das exportações e a limitação da oferta de crédito às empresas.
Na avaliação do primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias, Glauco José Côrte, a desaceleração do crescimento econômico mundial será maior e vai atingir expressivamente as exportações. Embora o Estado tenha boa parte da pauta com produtos de valor agregado, também é grande exportador de commodities. Glauco Côrte observa que a expansão das vendas externas, de janeiro a agosto deste ano, pelo Estado, foi mais em preço do que em volume, e isso significa que as quedas de vendas podem ser maiores.
O ponto positivo é a melhora na cotação do dólar, que permite maior receita com vendas externas. O presidente da Associação Empresarial de Joinville (Acij), Udo Döhler, também vê como positivo para a economia do Estado a melhor cotação do dólar. Ele acredita que SC vai sentir menos do que a média do país a crise mundial porque exporta mais produtos de valor agregado.
Menos crédito
O ponto da crise global que está preocupando as empresas é a limitação da oferta de crédito, o que implicará em menos recursos para investimentos.
_ Diante do aumento da aversão ao risco, os bancos vão ser mais seletivos, exigir mais garantias, vão emprestar para quem tem certeza que não precisa do empréstimo _ diz o vice-presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.
Sobre o tamanho da crise e do recuo da economia, no ano que vem, os empresários afirmam que ainda não dá para prever.
Postado por Estela Benetti, Florianópolis