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Posts do dia 5 abril 2009

Acif na organização do evento do WTTC

05 de abril de 2009 1

 

 

_ Este é um evento tão importante que poderá mudar o turismo da nossa cidade para sempre _ avalia Giovanni Gobbi, diretor de Assuntos Mercadológicos da Acif.

 

A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) participa da organização do congresso anual do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), que será mês que vem, na Capital, em três câmaras temáticas: de Infraestrutura e Serviços, Articulação e Mobilização Social e Segurança e Mobilidade Urbana. As câmaras articulam ações para preparar a cidade ao evento, que será de 14 a 18 de maio. As grandes empresas emissoras de turistas no mundo estarão presentes.

Postado por Estela Benetti

Empresário importa marcas francesas para SC

05 de abril de 2009 1

Flávio Neves

Do Informe Econômico (e mais algumas informações porque aqui no blog o espaço é maior)

O empresário suíço Eric Lovey ganhou destaque internacional por ter feito negociações importantes para colocar estrelas do futebol brasileiro, como Ronaldinho Gaúcho e Vampeta, em clubes europeus. Após eleger Florianópolis, há oito anos, como uma das cidades para viver, decidiu, agora, fixar negócio do setor de moda na Capital. Vai importar duas renomadas grifes francesas, a feminina Psssy e a masculina RG 512, que serão oferecidas na loja Official, de cem metros quadrados, que deverá ser inaugurada até o final deste mês no térreo do Beiramar Shopping, ao lado do Restaurante Viena.

Lovey avalia que o crescimento acelerado da economia brasileira comporta o avanço de boas marcas europeias, com preços acessíveis, e acredita que a carga tributária vai cair. Para desenvolver o negócio, ele conta com a assessoria de um empresário de moda, o amigo francês Michael Papo, dono das grifes You e Faith Connexion, que vestem estrelas mundiais como Madonna e Mariah Carey.

O lançamento festivo da Official, com a participação de Michael Papo, será no próximo sábado, a partir das 13h, no P12, em Jurerê Internacional, com desfile às 17h. Leia a entrevista de Eric Lovey, a seguir, na qual ele fala de moda, diz que vai continuar atuando no futebol e poderá trabalhar para a Fifa.

CONFIANÇA NO PAÍS

_ Eu tenho uma visão do futuro da economia brasileira totalmente diferente. Conheci o país há 10 anos, quando os europeus que vinham aqui se achavam os reis do mundo e o Brasil tinha poder de consumo de segundo ou terceiro mundo. Hoje, as classes AA, A e B do Brasil enfrentam preços mais caros do que os da Europa. São Paulo é uma cidade mais cara do que Paris e Milão. Um jantar em São Paulo, em um bom restaurante, custa R$ 100 (35 euros); em Paris, você janta por 25 euros. Isso significa que uma boa parte dos brasileiros tem alto poder de consumo.

100% DE IMPOSTO

_ O presidente Lula está no G20 defendendo os países em desenvolvimento e criticando o protecionismo dos países ricos. Eu vou falar uma coisa. Paguei 100% de impostos para importar as roupas para a minha loja no Brasil. Se isso não é protecionismo, é superprotecionismo. O importador, no Brasil, precisa pagar mais de oito impostos. Há uma alíquota de 45% e várias outras menores que somam carga tributária de 100%. Olhando para o futuro, vejo que a economia brasileira é promissora, o mundo inteiro está olhando o Brasil assim e vai cobrar o fim desse protecionismo. Os governos europeus e americano vão cobrar a redução da carga tributária.

AOS CONSUMIDORES

_ Essa redução da carga tributária vai beneficiar os consumidores e permitir um comércio mais equilibrado com o exterior. Hoje, o brasileiro que quer adquirir o lançamento de um óculos da marca Prada paga mais de R$ 1 mil no Brasil. No centro de Paris, paga 170 euros, o que dá R$ 500. Isso ocorre, também, porque o governo brasileiro permite distribuidores exclusivos no país. Isso encarece para o consumidor, porque se eu quiser importar Dior não posso, porque o representante no Brasil é a Eliana Tranchesi.

LUXO CUSTA CARO

_ Na Europa, luxo custa caro. No Brasil, também. Um terno Armani pode custar até 10 mil euros. Mas moda (fashion) é acessível para todo mundo na Europa. Aqui é muito caro. Eu acho isso errado. Os consumidores brasileiros teriam que ter a possibilidade de pagar cerca de R$ 200 por uma calça jeans Armani Fashion. O povo brasileiro é muito bem informado e, cada vez mais, será difícil enganar. Por isso eu acredito que os impostos altos e os distribuidores exclusivos deverão cair.

MARCAS PARA SC

_ A minha loja, a Official, atuará com duas marcas francesas famosas, a Psssy e a RG 512. Como eu serei o importador, elas vão concorrer com marcas brasileiras. A Psssy, que é usada por estrelas como Madonna e Paris Hilton, vai disputar mercado com a Colcci e a Triton. Os preços vão variar de R$ 40 a R$ 400 e vamos vender em até cinco vezes. A RG 512, masculina, que concorrerá com a VR e outras, terá preços entre R$ 80 e R$ 300.

PLANO DE EXPANSÃO

_ Vou abrir uma empresa em Florianópolis porque quero fixar raízes mais sólidas aqui. Depois, planejo expandir para outras cidades. Talvez a segunda loja da Official seja em Porto Alegre. Gosto muito do estilo da mulher gaúcha de se vestir. Ela sabe o que quer valorizar.

ORGANIZAÇÃO DA COPA

_ Tenho uma proposta para trabalhar na Fifa durante a organização da Copa do Mundo no Brasil. É um desafio importante para a minha carreira. Se isso acontecer, deixarei esse trabalho de empresário de futebol. A Copa é o maior evento esportivo do mundo, maior que uma Olimpíada, é um grande desafio. Só para a Fifa, ela gera cerca de 5 bilhões de euros, e o país organizador movimenta muito mais do que isso.

EM FLORIANÓPOLIS

_ A escolha das cidades-sedes da Copa no Brasil ainda não saiu. Mas, na minha opinião, a capital catarinense não precisa de metrô para ser uma das sedes do Mundial. Precisa de um bom estádio e de pista dupla de entrada e saída desse estádio que vai sediar competições. Esta é uma exigência importante da Fifa. Quanto à rede hoteleira, a atual é suficiente.

FUTEBOL NA CRISE

_ Não há limite de remuneração para os melhores jogadores do mundo. Um deles é o Ronaldinho. Ele vendia, no Barcelona, por exemplo, 40 mil camisas da Nike a 100 euros. Isso dava receita de 4 milhões de euros. O David Beckham e o Kaká também garantem fortunas em campanhas publicitárias e vendas de produtos. Já os 99% dos jogadores normais passarão a ganhar menos nessa fase de crise em função da atitude dos clubes. Isso porque a crise não está atingindo a maioria das pessoas. É uma questão de atitude. Os que mais perdem na crise são os desempregados e os investidores em bolsa.

Postado por Estela Benetti