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Sobre a polêmica Invesc-Celesc

31 de julho de 2009 1

Do Informe Econômico:

Celesc (1)

O diretor da Isoldi Corretora, de SC, Geraldo Isoldi, grande conhecedor de operações financeiras, entre as quais lançamentos de debêntures, avalia que há, ainda, aspectos técnicos a serem esclarecidos sobre a questão da Invesc e Celesc, que causou polêmica nas últimas semanas.

Segundo ele, as debêntures da Invesc não eram conversíveis, mas permutáveis em ações da Celesc. Estas ações eram propriedade da Invesc por meio da integralização do capital equivalente a 20% das ações ordinárias (ON) da Celesc, de propriedade do governo de SC.

Celesc (2)

Debênture é um título mobiliário que garante ao comprador uma renda fixa. Os R$ 100 milhões em debêntures da Invesc foram registrados em cartório e na CVM, com vencimento em cinco anos, juros e correção.

A escritura foi firmada em 1995, o governo de SC pagou apenas os juros de 1996 e depois não pagou mais nada. Por isso a Planner, agente fiduciário, declarou vencidas antecipadamente as debêntures, entrou na Justiça e pediu adjudicação das ações da Celesc como parte do pagamento da dívida (cerca de R$ 2,5 bilhões) aos debenturistas, com rateio proporcional.

Celesc (3)

Geraldo Isoldi avalia que essa confusão de privatização não tem nada a ver com o que ocorreu na Justiça, mas sim com as cobranças de melhor gestão por parte do empresário Lirio Parisotto, acionista da Celesc.

Conforme Isoldi, para privatizar a empresa o governo tem que querer e a Assembleia Legislativa precisa aprovar. Mesmo que a Planner recupere, na Justiça, as ações para a Previ e os demais debenturistas e o governo volte a ter 50,2% das ações ON, a Celesc continuará pública.

Postado por Estela Benetti

Comentários

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Comentários (1)

  • Luiz André Carvalho diz: 31 de julho de 2009

    Gostaria que fosse colocada a informação sobre a tentativa de levar a Celesc para o Novo Mercado, sem essa informação é impossivel perceber a realidade dos fatos.
    ATT
    Luiz André

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