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Posts de agosto 2009

As vencedoras do prêmio CNI/Fiesc

31 de agosto de 2009 0

As empresas Baumgarten, de Blumenau; Ciser, de Joinville; Zanotti, de Jaraguá do Sul, e Metalúrgica Riosulense, de Rio do Sul, são as vencedoras da 20ª edição do prêmio CNI/Fiesc de qualidade. A entrega dos troféus será dia 18 e estas companhias vão representar SC na etapa nacional, entre os dias 14 e 30 de setembro.

A Baumgarten Gráfica venceu na categoria Inovação e Produtividade, com o projeto “Melhoria na Retirada de Rolos da Rebobinadeira”. A Ciser ficou em primeiro lugar na categoria Projetos de Equipe de Melhorias, com a solução de um problema recorrente em filtro de suas máquinas.

Na categoria Design, a vencedora foi a Zanotti Elásticos, de Jaraguá do Sul, que apresentou seu case “Marcas de Domínio Público” e o projeto “Reuso da Água da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) nas Torres de Resfriamento”, apresentado pela Metalúrgica Riosulense, de Rio do Sul, venceu a categoria Desenvolvimento Sustentável.

Postado por Estela Benetti

Pela primeira vez, Brasil é olhado de forma séria

31 de agosto de 2009 0

Juarez Araújo, da Deloitte: investidores passaram a ver o Brasil como um player/James Tavares, Secom, divulgação

Do Informe Econômico: 
O Brasil vai sair da crise melhor do que entrou. É isto que assegura o executivo Juarez Araújo, presidente da Deloitte Brasil, empresa de consultoria e auditoria que está presente em mais de cem países. Segundo ele, o país deve aproveitar esta oportunidade para atrair investimentos, especialmente em infraestrutura.
Ele observa que o país saiu da recessão, mas continua com sérios problemas de infraestrutura e baixa participação no mercado global. Os maiores obstáculos, no momento, são a alta carga tributária e a baixa cotação do dólar.
_ Em dezembro, no auge da crise, a nossa empresa, sempre consultada por investidores internacionais, chegou a zero neste segmento. Neste mês de agosto, quase retomamos o patamar do mesmo mês de 2008 _ diz.
Esse interesse maior é para investimentos. Depois da China, o Brasil é o que está atraindo mais interesse de investidores. Para atender essa maior demanda, a Deloitte acaba de contratar mais 500 profissionais, atingindo quadro superior a 4 mil no país.
_ Pela primeira vez, o Brasil é olhado de forma séria. Antes, o país era visto como um local de mulher bonita, Carnaval, futebol e como uma opção para investir. Agora, é considerado um player real _ explica Araújo.

PPPs e concessões

Todas as esferas de governo, inclusive as prefeituras, devem aproveitar o atual momento favorável do país para atrair investidores a projetos de parcerias público-privadas (PPPs) e concessões, aconselhou o presidente da Deloitte, que participou do jantar empresarial na última segunda-feira, na Casa d`Agronômica, em Florianópolis, no qual alguns prefeitos marcaram presença.
O executivo lamentou o fato de a classe política brasileira não ter se esforçado para fazer a reforma tributária, o que tornaria o cenário mais favorável ao setor privado.

Postado por Estela Benetti

Gestão da Fiesc

31 de agosto de 2009 0

Do Informe Econômico:

Os reajustes salariais concedidos a alguns cargos executivos da Federação das Indústrias (Fiesc), que tiveram peso decisivo no pedido de renúncia do diretor secretário da entidade, Vicente Donini, no último dia 21, visaram a equiparar remunerações em SC com as praticadas, nas mesmas funções, em outros estados.
Segundo o vice-presidente da Fiesc para o Sul de SC, Guido Búrigo, a explicação acima foi dada pelo presidente da entidade, Alcantaro Corrêa, na última quarta, a vice-presidentes da federação. Búrigo diz que ele e os demais vice-presidentes da Fiesc não tiveram acesso aos números. Mas, na sua avaliação, o que há é um desentendimento pessoal entre Donini e Corrêa.

Economista lamenta

O economista e consultor Idaulo José Cunha escreveu para a coluna mostrando preocupação com a saída de Vicente Donini da Fiesc.
_ Os quadros de dirigentes da Fiesc perderam a contribuição de um dos mais brilhantes e inovadores empresários brasileiros _ afirmou.
Cunha alertou sobre o cenário global. Enquanto a indústria de SC e do Brasil de têxteis exporta cerca de US$ 300 milhões, a da China faturou, em 2008, US$ 185 bilhões, 30% no exterior. 
 

Postado por Estela Benetti

Consumo tira o país da recessão

30 de agosto de 2009 0

Postado por Estela Benetti

Furlan e Nildemar: sintonia pela Brasil Foods

30 de agosto de 2009 0

Sebastião Moreira/EFE

Do Informe Econômico:

Desde que a proposta de fusão das catarinenses Sadia e Perdigão, formando a gigante de alimentos BRF Brasil Foods, foi oficializada, em maio último, os líderes das duas companhias, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, da Sadia, e Nildemar Secches, da Perdigão, cumprem uma agenda desafiadora em conjunto. Na função de co-presidentes do conselho da nova empresa, eles procuram equacionar vários pontos da fusão das companhias enquanto aguardam, possivelmente para o final do ano, a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

Na última segunda-feira à noite, eles participaram de confraternização na residência oficial do governador de SC, Luiz Henrique da Silveira, a Casa d’Agronômica. Após aquele evento, Furlan contou à coluna que a BRF Brasil Foods (nome já adotado pela Perdigão SA) aguarda aprovação do Cade para as duas empresas operarem em conjunto no mercado externo, já que o foco dos órgãos responsáveis pela concorrência no país – Cade e a Secretaria de Defesa Econômica (SDE) – é zelar pelo mercado interno.
As duas empresas, embora autorizadas a avançar juntas nas soluções de problemas financeiros da Sadia e em questões societárias, mantêm atividades separadas, conforme prevê o Acordo para Reversibilidade da Operação (Apro) que firmaram com o Cade.
Nildemar afirmou que, se aprovada a nova empresa, o nível de investimentos vai continuar e as unidades de SC serão aprimoradas para produzir mais itens de valor agregado.
A Brasil Foods, que tem sede jurídica em Itajaí, será a maior empregadora brasileira, com 124 mil postos diretos, e a quarta maior exportadora do país, com montante de US$ 4,3 bilhões em 2008, atrás, apenas, da Petrobras, Vale e Embraer.

Leia as entrevistas com Furlan e Nildemar.

Para quando a BRF Brasil Foods espera a decisão do Cade que aprovará ou não a fusão?
Luiz Fernando Furlan –
Não sabemos quando sairá. Espera-se que até o fim do ano.

Nesta fase de espera, as atividades das duas empresas seguem separadas?
Furlan –
Estamos impedidos de fazer qualquer movimento de aproximação. Então, as empresas estão andando em paralelo, conforme o Acordo para Reversibilidade da Operação (Apro) assinado com o Cade. Só estamos autorizados a atuar em conjunto na parte financeira, de caixa, e é o que tem sido feito.

No dia 21 de setembro, as ações da Sadia deixam de ser oferecidas na Bolsa e a oferta será apenas das ações da BRF Brasil Foods. Como fica se o Cade não aprovar a fusão?
Furlan –
Os acionistas vão todos estar concentrados na BRF, mas a razão social da Sadia continua existindo até que haja uma autorização do Cade.

A BRF fez alguma solicitação ao Cade para desenvolver mais uma atividade em conjunto além da financeira, até que saia a decisão final sobre a fusão?
Furlan –
Estamos aguardando eventual autorização para atuação em conjunto na área internacional, que não tem nenhum tipo de divergência porque as autoridades estão preocupadas com a questão da defesa da concorrência no mercado brasileiro. Se o Cade e a SDE autorizarem, vamos atuar juntos nas exportações, mas só vamos fazer isso se formos devidamente autorizados. Todos os órgãos do governo devem ser ouvidos. Caso a decisão for aprovada, vai dar ganho de escala para as empresas lá fora.

As duas empresas investiram alto até antes da crise. Juntas, na Brasil Foods, vão manter essa elevada média de investimentos?
Nildemar Secches –
Depende. Há alguns investimentos grandes que ainda não foram concluídos e vão continuar em ritmo normal. Um deles é o projeto de Lucas de Rio Verde, da Sadia, no Mato Grosso, que é de quatro anos. Em segmentos com projetos de maturação maior vai se investir um pouco menos no curto prazo. Mas a nossa política de crescer 10% ao ano vai continuar. A Perdigão, no início da crise, fez uma reprogramação dos investimentos e está segundo a mesma. Os investimentos serão compatíveis com os portes das duas empresas. A Perdigão, nesses últimos15 anos, gerou uma média de 2,5 mil empregos por ano. Para isso é preciso ter investimentos.

E o projeto de suínos da Sadia em Mafra?
Nildemar –
A capacidade de abate de SC está relativamente bem equilibrada para ambas as empresas, de acordo com a disponibilidade de animais. Seria feita uma planta nova se abrisse o mercado da Europa ou do Japão para a carne suína do Estado. Isso depende de um esforço político.

Qual será o foco para SC?
Nildemar –
Muita gente foca o aumento de capacidade de abate. Mas nossas fábricas têm um longo caminho a percorrer para processar mais produtos, agregar mais valor. São fábricas muito boas e serão modernizadas.

Ainda há falta de mão de obra no Estado?
Nildemar –
Tivemos problemas até sérios no meio do ano passado por falta de mão de obra industrial, especialmente em SC. Capinzal e Concórdia sofreram mais, mas o problema era generalizado no Estado. Agora, com a crise, caiu a demanda das outras indústrias e trabalhadores de outros setores ficaram disponíveis.

NOTAS
Por que em Itajaí

  • A escolha de uma cidade catarinense, Itajaí, para ser a sede jurídica da BRF – Brasil Foods – foi um reconhecimento ao Estado onde nasceram as duas empresas, a Sadia e a Perdigão.
    Segundo o co-presidente da nova empresa, Nildemar Secches, Itajaí vai ganhar mais ISS e um pouco mais de valor adicionado, mas o mais importante é o reconhecimento a SC.
    Além disso, a cidade sedia, no mínimo, uma assembleia ordinária da empresa por ano e várias extraordinárias. Este ano, especialmente, serão umas 10 assembleias.