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Posts de outubro 2009

Fischer vai fabricar casas metálicas

31 de outubro de 2009 2

Estela Benetti

Do Informe Econômico:

A Irmãos Fischer, de Brusque, tradicional empresa do setor metalúrgico que também fabrica itens para construção civil, vai iniciar a produção de casas metálicas populares em março do ano que vem. O projeto prevê a produção de 26 unidades por dia, 4 mil a 5 mil unidades ao ano, e o preço de uma casa de 38 metros quadrados deverá ser de R$ 26 mil a R$ 28 mil. O diretor industrial da companhia, Nori Fischer, diz que o objetivo é atender parte do déficit habitacional do Brasil 7 milhões de moradias com um produto diferente, que já é feito na Itália e Japão.

Fundada há 42 anos por Ingo Fischer, irmão de Nori, a empresa começou como uma oficina de consertos de bicicletas. Hoje, produz fornos elétricos, cooktops, depuradores, coifas, fogões de indução, fornos de embutir, secadoras de roupa, bicicletas, betoneiras, carrinhos de mão e piso antiderrapante de borracha. A novidade das casas metálicas virá acompanhada da produção, também, de portas metálicas. No ano passado, a Fischer faturou R$ 135 milhões e projeta crescer até 15% este ano.

Por que a decisão de lançar casas metálicas populares?
Nori Fischer –
A nossa empresa está sempre buscando oportunidades novas. E um setor que precisa de uma revolução, no Brasil, é o da construção civil. Nós temos perdas, ainda, de 32% nas obras, enquanto na Europa elas ficam entre 16% e 18%. Além disso, temos um déficit habitacional de 7 milhões de moradias. Não é montando tijolinho por tijolinho que vamos conseguir atender essa demanda. Por isso, identificamos como oportunidade o lançamento de casas metálicas, embora isso não vá resolver todo o problema do país.

Qual é o investimento no projeto para residências e portas?
Nori –
Estamos investindo R$ 30 milhões em uma nova fábrica de 16,2 mil metros quadrados no nosso parque industrial de Brusque. Além das casas, vamos produzir portas metálicas de segurança para casas e edifícios, e portas corta-fogo. Vamos gerar 330 empregos diretos.

Quantas unidades serão fabricadas e a que preço?
Nori –
Nossa nova fábrica, que deverá iniciar atividades em março, vai produzir cerca de 26 unidades por dia, o que dará 4 mil a 5 mil casas/ano. O preço da unidade menor, de 38 metros quadrados, vai custar de R$ 26 mil a R$ 28 mil. Vamos produzir casas, também, de 45 metros quadrados.

Quando se fala em casa metálica, muitas pessoas pensam em algo parecido com um contêiner. Como é a casa Fischer?
Nori –
Já temos a casa piloto pronta para visitação. Ela tem paredes, janelas, telhado e até floreiras, como as demais casas. As chapas metálicas das paredes são de galvalume, um aço aluminizado que dificilmente enferruja. As paredes são duplas unidas com poliuretano, um material injetável que garante isolamento acústico e térmico. O peso será de 1,4 mil quilos e é possível pintar e colocar pregos. Entre as vantagens estão o fato de poder ser montada em apenas um dia sobre uma base de concreto e, também, poder ser reconstruída em outro local.

A empresa já ofereceu as casas para projetos populares?
Nori –
Ainda não tratamos disso, mas acreditamos que as casas são ideais para projetos populares de municípios ou da União. Também não conversamos com bancos sobre financiamentos.

A Fischer está sendo beneficiada pela redução do IPI para eletrodomésticos?
Nori –
Está. Crescemos mais do que projetamos para este ano e também estamos sendo beneficiados com a redução do IPI para materiais de construção, como carrinhos, betoneiras e pisos. Não devemos crescer mais de 15%, mas é difícil fazer uma projeção agora porque as vendas de outubro e novembro são as maiores do ano.

Quanto da produção é destinada ao exterior?
Nori –
Embora o câmbio não esteja favorável, exportamos de 8% a 10% da produção para a América Latina, em países como México, Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Equador e Bolívia. Vendemos fogões, fornos, secadoras e carrinhos de mão. Como importamos matéria-prima, fazemos um hedge com as exportações.

O senhor diz que a Fischer prioriza produtos inovadores. Quais serão as próximas novidades a serem lançadas?
Nori –
Vamos fazer lançamentos no segmento de fogão elétrico, em janeiro, e também teremos uma nova bicicleta.

NOTAS

Caixa financia

  • Maior financiadora imobiliária do país, a Caixa Econômica Federal (CEF) pode financiar residências de materiais diferenciados desde que os produtos utilizados sejam aprovados pela área técnica da instituição.

    Considerando esses critérios, a Caixa poderá financiar, também, casas metálicas.

    Residências de madeira

  • Embora mais raras no Brasil nas últimas décadas, as residências de madeira são financiadas pela Caixa Econômica Federal.

    Segundo a gerência da instituição em Florianópolis, essas casas ganham financiamento desde que a procedência da matéria-prima seja aprovada pela área técnica da instituição e as unidades sejam isoladas. A CEF não financia condomínios habitacionais de madeira.

    Mas como a matéria-prima é abundante em SC, empresas do setor, a exemplo dos EUA, têm interesse em difundir essa opção de edificação.

    Da Itália e do Japão

  • A Irmãos Fischer buscou inspiração em casas metálicas italianas para desenvolver as residências que vai oferecer ao mercado brasileiro. Mas os italianos não são os únicos a adotar a tecnologia. A gigante japonesa Toyota, que atingiu a liderança mundial na produção de automóveis, atua em 13 áreas de negócios, sempre com gestão de qualidade admirada e imitada. Um dos segmentos em que está presente é o de casas metálicas, com unidades de até 800 metros quadrados.

  • Postado por Estela Benetti

    De olho na nova usina gigante

    30 de outubro de 2009 0

    A licitação para a construção da Hidrelétrica Belo Monte, na Amazônia, com potência de 11,233 megawatts, vai ser lançada pelo governo federal em 21 de dezembro. Entre os grupos interessados em investir no projeto está a GDF Suez, controladora da Tractebel, que tem matriz em Florianópolis.

    A Belo Monte será a segunda maior hidrelétrica do país, atrás, apenas, de Itaipu, que é em sociedade com o Paraguai e gera 14 mil megawatts.

    Postado por Estela Benetti

    Damyller abre a 75ª loja própria

    30 de outubro de 2009 0

    Grife de jeanswear do Sul de SC, a Damyller inaugura neste sábado a sua 75ª loja própria no Brasil. A nova unidade fica no Taguatinga Shopping, do Distrito Federal. No dia 2 último, a empresa abriu unidade no Park Shopping, em Brasília. Presente na maioria dos estados, a Damyller cresceu 18% em faturamento no ano passado e projeta 20% para este ano.

    Postado por Estela Benetti

    Madeira de lei pelo social

    29 de outubro de 2009 0

    Os primeiros 400 metros cúbicos de madeira de lei, de um total de 1,2 mil metros cúbicos liberados pelo Ibama e o Inmetro de Mato Grosso para a construção de casas populares no Vale do Itajaí, embarcam nesta sexta-feira de Cuiabá para SC. O produto virá aos municípios de Blumenau, Ilhota e Luiz Alves, atingidos na enchete de novembro de 2008.

    Para conseguir a madeira, que tinha sido apreendida, o presidente da Federação dos Transportes de SC (Fetrancesc), Pedro Lopes, fez uma ampla articulação com entidades e órgãos públicos. Em Cuiabá, assinou termo de cooperação com o Ministério Público Federal. O transporte é feito por empresas do setor.

    Postado por Estela Benetti

    Porto de Navegantes recebe o 500º navio

    28 de outubro de 2009 0

    Atracou hoje no Porto de Navegantes, Litoral de SC, o 500º navio para o embarque de cargas este ano. O MSC Leigh também completa um total de 820 navios recebidos pelo terminal que completou dois anos de operação no último dia 21. A Portonave, empresa proprietária do terminal, projeta movimentar, este ano, 400 mil TEUs e 550 mil no ano que vem. Em média, recebe 50 navios e movimenta 35 mil TEUs por mês.

    Postado por Estela Benetti

    E na gestão Pavan como vai ficar?

    28 de outubro de 2009 0

    A saída de Ricardo Rabelo da presidência da Celesc Distribuição foi lenta e repleta de polêmicas nos bastidores. Mas o fato é que, como o governador Luiz Henrique prometeu se afastar e passar o cargo ao vice, Leonel Pavan, em janeiro próximo, na prática, a atual gestão teria apenas mais dois meses no comando da estatal.

    Perguntei ao presidente da holding, Sérgio Alves, se ele continuará na gestão Pavan e ele não confirmou, é claro. Mas disse que uma das amizades que fez no governo foi com Pavan.

    _ Uma das grandes surpresas minhas neste governo foi a amizade com o vice-governador, Leonel Pavan. Passei a admirá-lo e até manifestei o meu voto à sua indicação para candidato ao governo.  

    Postado por Estela Benetti

    Alves acumula duas funções temporariamente

    28 de outubro de 2009 0

    O presidente da Celesc Holding, Sérgio Alves, me disse após a reunião da diretoria da empresa, há pouco, que não pretende acumular as duas funções na Celesc por muito tempo. Há interesse de que seja encontrado um novo titular para a empresa de distribuição em breve.

    O nome do empresário Felipe Luz, ex-secretário da Fazenda, Desenvolvimento e Agricultura, foi lembrado pelo governador Luiz Henrique, segundo fontes do governo do Estado.

    Postado por Estela Benetti

    Rabelo resiste a novo apelo e deixa a Celesc

    28 de outubro de 2009 0

    Na reunião de hoje da diretoria da Celesc, o presidente da holding, Sérgio Alves, fez novo apelo para que Ricardo Rabelo continuasse na presidência da Celesc Distribuição, mas o executivo resistiu e oficializou seu pedido de demissão. Alves aceitou e oficializou a decisão ao presidente do conselho da empresa, Glauco José Corte. Rabelo informou que voltará para a iniciativa privada.  

    Postado por Estela Benetti

    Tecnologias baratas aos mais pobres

    27 de outubro de 2009 0

    O diretor global de tecnologias de informação e comunicação do Banco Mundial, Mohsen Kahlil, afirmou hoje, na abertura do Fórum Global de Inovação e Empreendedorismo, no Costão do Santinho, em Florianópolis, que a instituição vem se esforçando para difundir a oferta de tecnologias aos países mais pobres, para que todos tenham oportunidade de desenvolver seu potencial empreendedor.

    Mas, pelo que ele apresentou, há necessidade de mais investimentos inclusive por parte dos países que apóiam as ações do Banco Mundial. No último ano, a instituição investiu US$ 20 milhões no segmento, sendo US$ 3 milhões no Brasil. O principal financiador foi o Japão.

    O Brasil faz uma série de esforços para difundir a oferta de tecnologias, mas a ganância do setor público é tal que boa parte da população não tem acesso devido a alta carga tributária. A da telefonia, por exemplo, fica em torno de 50%. É por isso que as tarifas telefônicas no país por exemplo, estão entre as mais caras do mundo.

    Postado por Estela Benetti

    Marisol lucra R$ 12 milhões no trimestre

    27 de outubro de 2009 0

    Giuliano Donini, presidente da Marisol, que fará palestra sobre varejo, amanhã, em Jaraguá/Divulgação

    O grupo Marisol, de Jaraguá do Sul, encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 12 milhões, 13% maior que o do mesmo período do ano passado, que alcançou R$ 10,7 milhões. De janeiro a setembro, o grupo obteve lucro líquido de R$ 23,5 milhões, 25,6% superior aos R$ 18,7 milhões dos mesmos meses do ano passado.

    O faturamento do terceiro trimestre alcançou R$ 146,8 milhões,12,1% superior ao do mesmo período de 2008, que ficou em R$ 131 milhões. Nos três primeiros meses do ano, a Marisol obterve faturamento de R$ 379 milhões.

    Sobre o varejo

    O presidente da Marisol, Giuliano Donini, faz palestra amanhã, às 19h, no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul, enfocando o tema Da indústria ao varejo. A promoção é do Santa Catarina Moda Contemporânea. A Marisol é dona das marcas Rosa Chá, Stereo, Lilica Ripilica, Tigor T. Tigre, Babysol, Marisol, Pakalolo, além da Marisol Franchising e a rede de valor One Store.

    Postado por Estela Benetti

    Indústria mais otimista

    26 de outubro de 2009 0

    O susto provocado pela crise foi tal que a indústria está saindo da mesma mais confiante. Pesquisa da Fiesc indica que o índice de confiança da indústria catarinense passou de 54,4 pontos em julho para 63 pontos em outubro.

    Trata-se do melhor resultado desde janeiro de 2005. Apesar disso, os catarinenses estão menos otimistas que os demais industriais do país porque a média nacional ficou em 65,9 pontos. Para o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, o otimismo do setor é importante para retomada da economia.

    Postado por Estela Benetti

    Weg lucra R$ 160 milhões, 23,5% mais

    26 de outubro de 2009 0

    A estrutura diversificada e forte do grupo Weg, de Jaraguá do Sul, permitiu que a companhia sofresse menos apesar da profundidade da crise global. É isso que mostra o resultado do terceiro trimestre do ano, duvulgado hoje, com lucro líquido de R$ 160,1 milhões, 4,2% menor que o do terceiro trimestre de 2008 e 23,5% superior ao do trimestre imediatamente anterior.

    O faturamento (receita operacional bruta) do período alcançou R$ 1,282 bilhão, 13,8% abaixo da registrado no mesmo período do ano passado e 2,6% acima o do trimestre anterior.  Segundo a companhia, receita bruta obtida no mercado interno caiu 8,1% sobre o ano anterior, enquanto que a queda na receita bruta obtida no mercado externo, quando medida em Reais pela taxa de câmbio média, foi de 24,6%. Quando medida em dólares norte americanos médios, a receita bruta no mercado externo caiu 32% sobre o terceiro trimestre do ano passado.

    Os investimentos totalizaram R$ 188,1 milhões nos nove
    primeiros meses de 2009, dos quais 74% destinados aos parques fabris no
    Brasil e 26% em ativos no exterior.

    Postado por Estela Benetti

    Estado terá que contratar 160 veterinários

    26 de outubro de 2009 0

    Do Informe Econômico:

    Os inspetores de sanidade animal da Comunidade Europeia concluíram o trabalho de duas semanas no Estado e, sábado, se reuniram com o secretário de Agricultura do Estado, Antônio Ceron, e autoridades sanitárias do país e de SC para agradecimentos. A avaliação geral captada pelos catarinenses, segundo o diretor de Defesa Agropecuária da Secretaria de Estado da Agricultura, Roni Barbosa, foi positiva, mas será necessário contratar mais pessoal para ajustar o quadro. A Cidasc vai contratar, este ano, mais 40 veterinários para substituir os que se aposentaram e, até meados do primeiro semestre, terá que contratar mais 120 veterinários para ter um quadro adequado ao controle sanitário. Além disso, algumas dúvidas sobre como o país está controlando a peste suína clássica e a peste suína africana serão esclarecidas pelo Ministério da Agricultura, hoje, em Brasília. Isto porque ocorreram casos de peste suína clássica no Pará e Amapá, este ano.

    O grupo de inspetores disse que encontrou médicos veterinários da Cidasc organizados e motivados para desenvolver suas atividades. Foi possível verificar registros auditáveis das ações de defesa sanitária animal e há garantia de reforço da equipe técnica e melhorias no acesso à internet.

    Relatório final em seis meses

    O esperado relatório final da inspeção dos veterinários da Comunidade Europeia sairá em seis meses. Antes disso, os técnicos trocarão informações com o Ministério da Agricultura para esclarecimentos de dúvidas ou algum ajuste possível.

    Sempre muito discretos, os técnicos evitaram sinalizar se aprovarão a sanidade de SC, mas um comentário do coordenador da missão, Tobias Held, foi positivo. Ele disse que provou a carne suína catarinense, gostou muito e que já estaria pronta para entrar na Europa, embora ainda seja necessária a aprovação do sistema de sanidade.

    Postado por Estela Benetti

    WTTC: o estudo da Oxford Economics ao turismo

    26 de outubro de 2009 0

    Postado por Estela Benetti

    Sistema Células Vivas congela alimentos e órgãos

    25 de outubro de 2009 0

    Norio Owada: quero apoiar pequenos produtores porque o mundo vai precisar de muito alimento/Glaicon Covre

    Do Informe Econômico:

    Uma tecnologia de congelamento de alimentos e órgãos humanos para transplantes, inventada pelo engenheiro mecânico japonês Norio Owada, e apresentada por ele a empresários de SC na última semana, despertou interesse de empresários do Estado. Trata-se do Sistema Células Vivas ou CAS (Cells Alive System), que permite congelar frutas, verduras, sucos, grãos, carnes, flores e também órgãos humanos para transplantes, mantendo as moléculas. Por isso, quando descongelados, os produtos ficam com aparência e sabor como se tivessem sido feitos ou colhidos recentemente. O sistema usa campo magnético e outras energias.
    A invenção de 25 anos atrás e aperfeiçoada gradualmente incluiu Owada na lista dos possíveis ganhadores do Prêmio Nobel de Física e o motivou a abrir uma empresa, a ABI Company Ltda, pela qual ele oferece o sistema ao mercado mundial.
    Owada não gosta muito de falar em dinheiro, diz que o seu objetivo é ajudar a conservar alimentos que terão uma elevada demanda mundial no futuro. Deixa claro que não está interessado em fornecer o sistema para grandes empresas que só visam ao lucro. Ele veio a Santa Catarina a convite da empresa Soloeste, de Iomerê, dos irmãos Olimar e Jorge Rech, especializada em tecnologias para a agricultura. Contou com a colaboração do deputado estadual Reno Caramori para fazer contatos e apresentar um pouco da tecnologia a lideranças. Também visitou, em SC, as empresas Aurora, em Chapecó; Pioneira da Costa, em Itajaí; e Perazolli, em Fraiburgo. Para aprimorar a tecnologia e sua aplicação a diversos setores da economia, conta com parcerias com universidades. Também manifestou interesse em intercâmbio com instituições de SC. Leia a entrevista à coluna.

    Como funciona o sistema de congelamento que inventou?
    Owada
    - Os produtos são colocados em câmaras de refrigeração ou freezeres e submetidos a um forte campo magnético e outras energias, com alta e baixa rotação. O campo magnético mantém intactas as células enquanto a temperatura cai. Quando o campo é desligado, o produto é congelado rapidamente, sem tempo para a formação de cristais de gelo que prejudicam a textura dos alimentos. A invenção foi para atender à indústria francesa de chantilly, produto que não podia ser congelado pelo sistema tradicional. As pesquisas apontaram que o sistema CAS é bom para congelar, também, verduras, frutas, flores, carnes, grãos e leite.

    Quanto custa a tecnologia para uma empresa?
    Owada
    -
    Cada projeto é diferente por isso dá para adaptar, e os preços variam, mas não são caros. Quero apoiar os pequenos produtores porque o mundo vai precisar de muito alimentos no futuro.

    Que quantidade pode ser congelada e que energia é utilizada?
    Owada
    Depende da necessidade de cada empresa. Há projetos para congelar 500 quilos, 10 toneladas por hora… O CAS funciona com energia elétrica, mas é mais econômico que o atual sistema de congelamento. Ele também pode ser adaptado ao atual refrigerador.

    Qual é o foco principal da sua empresa no mercado?
    Owada
    A ABI não trabalha para grandes empresas que só visam ao lucro. Já foram vendidos 230 sistemas para empresas de alimentos, restaurantes e hospitais do Japão e de outros países, entre os quais, Grã-Bretanha, EUA, França, Noruega, Irlanda, Espanha, Tailância e Vietnã. (O faturamento da ABI atingiu US$ 14 milhões em 2008, segundo a revista Forbes).

    Esta foi sua primeira viagem ao Brasil e a Santa Catarina. O que achou do Estado?
    Owada
    Já viajei 1,5 mil quilômetros de carro. Fiquei impressionado com a abundância da produção de alimentos do Estado. Em viagens para divulgar o sistema CAS estive nos EUA e percebi que as áreas de produção de alimentos estão sendo reduzidas. Na China, há redução de áreas plantadas porque muitas estão ficando desérticas. Aqui, tem abundância de terra, produção e água.

    Que aplicação do CAS é pesquisada para a área médica?
    Owada
    Pretendemos descobrir aplicações que melhorem a vida das pessoas. Já está sendo testado um sistema para conservar órgãos humanos a serem doados. Uma das nossas metas é conservar mais tempo o coração, por exemplo. O mundo inteiro quer um sistema que não congele, mas mantenha o coração em condições de ser transplantado durante 10 dias. Assim, dá para mandar para outros países e ajudar a melhorar a saúde de mais pessoas. Já implantamos, com sucesso, dente do siso que havia ficado congelado por 10 anos.

    Há pesquisas para congelar animais ou pessoas vivas?
    Owada
    Não tenho interesse nisso. Se for para ajudar na área de transplantes de órgãos, tenho interesse. Estamos fazendo uma pesquisa para a área de astronomia, para mandar uma pessoa ao espaço, mantendo ela nem morta nem viva, para chegar inteira a um local distante da Terra e poder voltar. Mas um sistema para congelar uma pessoa não tem sentido. Se você for congelada e voltar muitos anos depois, você não terá amigos, com certeza você vai ficar triste. Por isso não tenho interesse em fazer isso.

    A ABI busca parcerias com universidades e outras instituições de pesquisas?
    Owada
    Nós já temos parcerias com várias universidades, principalmente no Japão, e gostaríamos de fazer intercâmbios, também, com universidades e institutos brasileiros. Os interessados podem nos procurar.

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